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Chapitre 2. Simulations

2.2. Sommaire des résultats

2.2.2. Estimation du nombre de groupes en supposant l’indépendance

A pesquisa realizada é de natureza aplicada e visa gerar conhecimento prático para aplicação dirigida à solução de um problema específico, a saber: entender como os idosos de baixa renda se arranjam para ter acesso ao lazer, por meio da formação de clãs, identificando a porcentagem de renda que se destina a estas atividades, bem como as modalidades de serviços ou de produtos ligados ao entretenimento que possam constituir uma boa oportunidade de negócio a ser explorada por empresas que se interessam por esse nicho de mercado.

Segundo GIL (1991, p.121), a pesquisa explicativa visa identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos. Este tipo de pesquisa aprofunda o conhecimento da realidade porque explica a razão, os “porquês” das coisas. Ainda conforme o que GIL aclara (1991, p.121), levantamento se produz quando a pesquisa envolve a interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer.

Pesquisa é a atividade básica das ciências na sua indagação e descoberta da realidade. É uma atitude e uma prática teórica de constante busca que define um processo intrinsecamente inacabado e permanente. É uma atividade de aproximação sucessiva da realidade que nunca se esgota, fazendo uma combinação particular entre teoria e dados. (MINAYO, 1993, p. 23).

Do ponto de vista da forma de abordagem, a pesquisa é quali-quantitativa porque ao mesmo tempo em que busca traduzir opiniões e informações em números – por meio de técnicas estatísticas (percentagem, média, mediana, entre outras), também busca estabelecer uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito. A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são básicas no processo de pesquisa qualitativa. O ambiente natural é a fonte direta para coleta de dados e o pesquisador é o instrumento chave. A pesquisa qualitativa é descritiva. Para Trivinos (1987, p. 128), os pesquisadores tendem a analisar seus dados indutivamente. O processo e seu significado são os focos principais de abordagem.

Pesquisa é a construção de conhecimento original de acordo com certas exigências científicas. Para que um estudo seja considerado científico deve obedecer aos critérios de coerência, consistência, originalidade e objetivação. É desejável que uma pesquisa científica preencha os seguintes requisitos:

[...] a) a existência de uma pergunta que se deseja responder; b) a elaboração de um conjunto de passos que permitam chegar à resposta; c) a indicação do grau de confiabilidade na resposta obtida. (GOLDEMBERG, 1999, p. 106).

Tanto o método quantitativo quanto o método qualitativo devem cumprir dois critérios científicos, a saber: a confiabilidade e a validade. Segundo Richardson (1999, p. 87), a validade interna refere-se à exatidão dos dados e à adequação das conclusões. A validade externa refere-se à possibilidade de generalizar os resultados a outros grupos semelhantes. Já a confiabilidade indica a capacidade que os instrumentos utilizados devem ter de produzir medições constantes quando aplicados a um mesmo fenômeno.

Ambos os métodos dão complementaridade um ao outro. Na coleta de dados, as técnicas qualitativas podem enriquecer as informações obtidas particularmente pela profundidade e pelo detalhamento. Na análise da informação, as técnicas estatísticas podem contribuir para verificar informações e reinterpretar observações qualitativas, permitindo conclusões menos objetivas. Van Maanen (1983, p. 9) descreve os métodos qualitativos como sendo:

[...] uma série de técnicas interpretativas que procuram descrever, decodificar, traduzir e de outro modo entender o significado, não a freqüência, de certos fenômenos que ocorrem com relativa naturalidade no mundo social. (VAN MAANEN, 1983, p. 9)

Nosso estudo utilizou dois métodos de coleta de dados, a saber: entrevista e observação não-participante. As entrevistas envolveram a interrogação direta das pessoas as quais se desejava conhecer o comportamento. A princípio, o que se fez foi uma entrevista não-estruturada para que – posteriormente – se conduzisse uma entrevista estruturada por meio da aplicação de um questionário a 100 pessoas idosas da zona metropolitana de Fortaleza.

Paralelo a isso, realizou-se também uma observação não-participante por meio da qual se observou o que os idosos-alvo desta pesquisa fazem em termos de suas ações e de seu comportamento nas horas de lazer sem o envolvimento dos pesquisadores.

Foi preciso mensurar as opiniões dos entrevistados e para isso utilizou-se uma escala de classificação. A escala Likert é um tipo de escala muito utilizado entre tantos outros tipos que existem. Ela permite que um valor numérico seja dado a uma opinião, inclusive possibilitando ao entrevistado afirmar que não possui nenhuma opinião. Ela transforma a pergunta numa afirmação e pede ao respondente para indicar seu nível de concordância com a afirmação marcando um espaço ou fazendo um círculo ao redor de uma reposta. O método também foi útil para a abordagem de questões sensíveis como a suficiência de renda familiar e vulnerabilidade percebida a doenças. Mais adiante, fica esclarecido como este método foi utilizado na composição das assertivas psicográficas para o levantamento das atividades, interesses e opiniões dos respondentes.

Segundo os dados da PNAD de 2005, a população residente de fortaleza com 60 anos ou mais de idade era de 274.128 indivíduos. Desse total, 41,35% (113.364) são do sexo masculino e 58,65% (160.764) são do sexo feminino. Para a realização deste estudo, foi preciso constituir uma porção da população determinada. Sobre as condições essenciais de uma amostra, Richardson (1999) expõe:

Não basta, porém, qualquer parte da população para obter uma amostra; ela deve incluir um número suficiente de casos, escolhidos aleatoriamente, para oferecer certa segurança estatística em relação à representatividade dos dados. Assim, o tamanho de uma amostra deve alcançar determinadas proporções mínimas, estabelecidas estatisticamente. Além disso, as necessidades práticas de tempo, custos etc. recomendam não ultrapassar o tamanho mínimo determinado pela estatística. Portanto, é necessário conhecer a forma de calcular o tamanho da amostra, não só para garantir a possibilidade de generalizar resultados, mas também pelos aspectos práticos mencionados. (RICHARDSON, 1999, p. 167).

Ainda conforme o que Richardson (1999) expõe, o tamanho da amostra depende dos seguintes fatores: amplitude do universo, nível de confiança estabelecido, erro de

estimação permitido e proporção da característica pesquisada no universo. Segundo a

amplitude, o universo da amostra divide-se em finito e infinito. Universos infinitos são aqueles que ultrapassam a quantidade de 100.000, como é o caso da população total de idosos residentes da zona metropolitana de Fortaleza. Normalmente, nas pesquisas sociais, trabalha- se com um nível de confiança equivalente a 95%, o que corresponde a 2 desvios padrões na curva de Gauss.

Também em pesquisa social, geralmente não se aceita um erro maior que 6%. Considerando-se que o tamanho da amostra depende do erro estimado, este deve ser decidido antes de se calcular a amostra. Quanto maior a exatidão desejada, menor o erro e maior o tamanho de tal amostra. Usualmente, trabalha-se com um erro de 4 ou 5%. Para o cálculo da amostra deste estudo adotou-se uma estimativa de erro de 5%.

O quarto fator que intervém no cálculo do tamanho da amostra é a estimativa da proporção (p) que a característica pesquisada apresenta no universo. Geralmente, nas ciências sociais, é muito difícil realizar tal estimativa; portanto, se supuser que a proporção da característica pesquisada no universo é de 50%, o caso mais desfavorável para a estimação é aquele em que o tamanho da amostra é o maior. A fórmula para calcular o tamanho da amostra inclui os quatro fatores mencionados. Convém utilizar a fórmula para universos infinitos, pois a população idosa de baixa renda da zona metropolitana de Fortaleza tem mais de 100.000 indivíduos. Portanto, a amplitude do universo não influi no cálculo da amostra.

N = σ2x p x q = 22x 50 x 50 = 10.000 = 400 E2 42 16

Onde:

N = Tamanho da amostra,

σ2 = Nível de confiança escolhido, em números de desvios padrões (sigmas),

p = Proporção das características pesquisadas no universo, calculada em percentagem,

q = Proporção do universo que não possui a característica pesquisada (q = 1 – p). Em porcentagem: q = 100 – p e

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