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Estimation du flux sédimentaire: Modèle HYDROTREND

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LES SIMULATIONS STRATIGRAPHIQUES

III.1.2. Estimation du flux sédimentaire: Modèle HYDROTREND

Para operacionalizar a proposta de desenvolvimento deste estudo, foram necessárias algumas providências, O primeiro passo tomado foi a solicitação de autorização (anexo 2), por escrito, á direção do Hospital Universitário, para dar seguimento ao trabalho já iniciado durante a disciplina de Prática Assistencial. Após, foi solicitado ao médico responsável pelo ambulatório pediátrico destinado a crianças soropositivas para o virus HIV (anexo 3), também por escrito, autorização para participar das consultas médicas, onde sena mais fácil

’ Consulta de enfermagem, para Vanzin e Nery (1996, p.79) ”é uma atividade fim privativa do enfermeiro. No entanto, este profissional deve ter suas prerrogativas fortes, nos aspectos: conhecimento, competência e responsabilidade. Ele deve ter sensibilidade humana e saber ouvir e permitir a participação do cliente no processo de identificação dos problemas de saúde, estabelecimento de prioridades, planejamento das ações educativas e de saúde, que conduzem à promoção e á m anutenção da saúde",

Apesar de haver criado um roteiro sem i-estruturado para o prim eiro encontro com cada uma das mulheres, nâo considerei, em momento algum, que estivesse realizando entrevistas, porque houve uma relação de troca muito grande entre enferm eira-m ulher soropositiva, tendo, inclusive, criado fortes laços de am izade com duas destas mulheres a partir destes encontros. (N.A)

reencontrar as quatro mulheres soropositivas com quem já havia desenvolvido, previamente, as consultas de enfermagem.

Após receber as autorizações solicitadas, passei a freqüentar o am bulatório pediátrico, onde reencontrei apenas duas das mulheres com quem havia realizado consultas de enfermagem. Conversando individualmente com elas, com uniquei-lhes a retomada do projeto, comentando que pretendia o aprofundamento de alguns aspectos identificados nos encontros anteriores, os quais não haviam ficado claros o suficiente. A cliente que mais ativamente participou das consultas de enfermagem, ho ano anterior, falou que seria difícil dar seguimento aos encontros porque os seus três filhos, com idades entre dois e cinco anos, estavam maiores, sua família havia mudado de residência e não tinha mais com quem deixar as crianças. Entendi o seu problema e me coloquei à sua disposição, caso desejasse conversar em um outro momento, independente da sua participação ou não neste trabalho.

A outra cliente mostrou-se muito interessada em continuar a falar sobre o tema, propondo, como local para a realização das consultas de enfermagem, o hospital-dia, nos horários em que fazia as medicações. Para minha surpresa, quando fui ao seu encontro, esta mulher não era conhecida pelos funcionários do hospital-dia, nunca houvera feito medicações e nem estava agendada para aquela tarde. Entre espanto e tristeza, fiqüei, por vários dias, a meditar sobre as possíveis razões que a levaram a criar uma situação imaginária para não me dizer que não queria falar sobre si. Algumas semanas após, a encontrei nos corredores do hospital; disse que estava com o filho menor internado e, pela maneira simpática e afetuosa com que me cumprimentou, pareceu que nem se lembrava do encontro que marcamos. Não retomei o assunto, pois a proposta deste

trabalho nâo é coagir as pessoas à práticas nas quais se sintam, talvez, desconfortáveis.

As outras duas mulheres que esperava reencontrar, especialmente àquela que dizia não precisar de preservativo porque fizera ligadura, não retornou mais ás consultas pediátricas e, a outra, ficou sem condições de participar do trabalho por estar internada, com complicações relacionadas á Aids.

O seguimento deste estudo, então, foi favorecido por atuar como enfermeira na Maternidade do HU, instituição que é o centro de referência, na cidade do Rio Grande, para gravidezes de alto risco, nelas incluindo as gestantes soropositivas. Convidei, então, mulheres que internaram durante a fase de coleta de dados, para participarem do trabalho, sendo que três aceitaram o convite^. As consultas de enfermagem foram realizadas nos meses de agosto a dezembro de 1998. Por intermédio de uma das três mulheres, conheci outra cliente que pertencia a um grupo de auto-ajuda de soropositivos para o vírus HIV e esta se prontificou a participar do estudo.

A implementação do Processo de Enfermagem ocorreu sob a forma de consultas de enfermagem, agendadas a partir de contatos prévios na unidade de internação. A definição dos locais para a realização das consultas de enfermagem resultava de uma negociação com essas clientes, tendo em vista o seu receio e temor em serem reconhecidas e identificadas como HIV positivas. Em decorrência disto, os encontros se faziam, por solicitação das próprias clientes, na maternidade, no ambulatório, na área acadêmica do HU, no grupo de auto-ajuda e, inclusive, um dos encontros ocorreu na praia, pois lá a cliente considerou ser

Algumas mulheres soropositivas que passaram na Maternidade, na fase de coleta de dados, preferiram não participar cio estudo, referindo ter tomado conhecimento de sua condição no pré­ natal, não tendo tempo suficiente para assimilarem tal situação. (N.A)

um local mais seguro. Com cada uma, foram realizados em torno de três consultas, com duração de uma a duas tioras.

Para iniciar as consultas de enfermagem, foi solicitado seu consentimento livre e esclarecido, por escrito, para dar seguimento aos encontros (anexo 4) e também para o uso de gravador, objetivando maior liberdade de ação. A consulta de enfermagem é um momento singular para a enfermeira e para a paciente porque, durante o período em que se encontra a sós com outra pessoa, numa situação profissional, poderá se desenvolver um processo terapêutico ao fim do qual ambas, enfermeira e paciente, saem fortalecidas.

Apresento, então, as mulheres que participaram das consultas de enfermagem, as quais possibilitaram o estudo em questão.

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