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Estimation des Paramètres

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Fiche 7. Modèle EGARCH (Exponential GARCH)

2. Estimation des Paramètres

Em todos os contextos de estágio se assistiu à frequente necessidade de transporte de crianças/jovens em diferentes circunstâncias, em ambulâncias. Deste facto pôde constatar-se várias vezes, através da observação direta no momento da receção das crianças/jovens tra- zidas pelos bombeiros, que o transporte das mesmas não cumpria as medidas de segurança. Por este motivo, e acoplado à lacuna na legislação portuguesa no que diz respeito ao trans- porte de crianças/jovens em ambulâncias, suscitou-nos curiosidade em conhecer as práticas das corporações de bombeiros nestes transportes. Por outro lado, preocupou-nos a segu- rança das crianças/jovens que fica comprometida nestes transportes. Para investigar esta si- tuação foi elaborado um outro questionário [APÊNDICE 4], previamente validado por parte da professora orientadora e posteriormente aplicado aos Srs. Comandantes das corporações de bombeiros da região Alentejo Central, para conhecer as suas práticas no transporte de crian- ças/jovens, de diferentes faixas etárias até aos 12 anos de idade, e em diferentes situações em ambulâncias.

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Este questionário, à semelhança do anterior, também foi elaborado com base na evidência científica existente e de modo a dar resposta aos objetivos delineados. É constituído apenas por uma parte precedido de uma nota introdutória. As questões são de resposta mista: aberta e fechada. As perguntas de resposta aberta permitem obter maior precisão em aspetos específicos da investigação (Fortin et al., 2009). O questionário foi aplicado via e-mail, dirigido ao Exmo. Sr. Comandante de cada corporação de bombeiros envolvida no estudo, pela dificuldade em nos deslocarmos presencialmente ao local onde se encontram sediadas todas as corporações de bombeiros da região Alentejo Central dada a distância geográfica. A recolha de dados decorreu entre novembro e dezembro de 2019. Os dados recolhidos também foram guardados em computador, da própria investigadora, com acesso através de chave secreta do conhecimento apenas da investigadora principal. Um mês após a discussão pública deste Relatório de Estágio os dados recolhidos serão destruídos. Desta forma respeitam-se os princípios éticos inerentes a um estudo de investigação.

Para análise dos dados recolhidos foi considerada como resposta ‘ideal’ para o transporte de crianças em maca de ambulâncias, em todas as faixas etárias: a criança deve ser transportada deitada com o SRC apropriado para a maca [preferencialmente], ou ‘se o ideal não é prático ou realizável’ sentada com o SRC em cima da maca e preso com os cintos da maca.

Como resposta considerada ‘ideal’ para o transporte de crianças sentadas no banco de ambulâncias, em todas as faixas etárias: a criança deve ser transportada com o SRC adequado ao seu peso, idade e tamanho até aos 12 anos e 135 cm de altura. Até aos 18 meses no mínimo, sendo aconselhável até aos 3/4 anos, o SRC do grupo 0+/I deve ser colocado virado para a retaguarda do veículo ficando desta forma no sentido contrário à marcha.

Após análise das práticas das corporações de bombeiros da região Alentejo Central no transporte de crianças/jovens em ambulâncias verificou-se que 69,2% transportam corretamente as crianças de diferentes faixas etárias em maca e 77% transportam corretamente em banco [quadro 2].

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Práticas das corporações de bombeiros da região Alentejo Central no transporte de crianças em ambulâncias

0-12 meses 1-3 anos 4-7 anos 8-12 anos

Transporte em maca Correto 76,9% 46,2% 53,8% 100% Incorreto 23,1% 53,8% 46,2% 0% Transporte em banco Correto 92,3% 84,6% 76,9% 53,8% Incorreto 7,7% 15,4% 23,1% 46,2%

Quadro 2 – Análise das práticas das corporações de bombeiros da região Alentejo Central no transporte de crianças em ambulâncias.

Fonte: Elaboração própria com base na análise dos dados obtidos nos questionários aplicados às corporações de bombeiros da região Alentejo Central

Os erros mais frequentes relacionados com o transporte de crianças em diferentes faixas etárias em ambulâncias encontram-se discriminados no quadro 3.

Faixa etária Principais erros no transporte de crianças/jovens em ambulâncias

0-12 meses SR inadequado: Deitado diretamente na maca com cinto de segurança sem SRC Sem SRC: Ao colo da/o mãe/pai

1-3 anos

Sem SRC: Ao colo da/o mãe/pai

SR inadequado: Sentado diretamente no banco com cinto de segurança sem SRC SRC virado para a frente no sentido da marcha

4-7 anos SR inadequado: Deitado diretamente na maca com cinto de segurança sem SRC SR inadequado: Sentado diretamente no banco com cinto de segurança sem SRC

8-12 anos SR inadequado: Sentado diretamente no banco com cinto de segurança sem SRC Colocação incorreta do cinto de segurança do veículo

Quadro 3 – Principais erros no transporte de crianças/jovens em ambulâncias.

Fonte: Elaboração própria com base na análise dos dados obtidos nos questionários aplicados às equipas de enfermagem de 3 instituições de saúde e às corporações de bombeiros da região Alentejo Central

Apenas 46,2% e 34,6% das corporações em estudo dispõe, respetivamente, de SRC adequado para maca e para banco para o transporte em ambulância de crianças de diferentes faixas etárias [quadro 4].

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SRC nas corporações de bombeiros da região Alentejo Central

0-12 meses 1-3 anos 4-7 anos 8-12 anos

Sistema de retenção para crianças para maca

Existe 46,2% 46,2% 46,2% 46,2%

Não existe 53,8% 53,8% 53,8% 53,8%

Sistema de retenção para crianças para banco

Existe 38,5% 38,5% 30,8% 30,8%

Não existe 61,5% 61,5% 69,2% 69,2%

Quadro 4 – Análise dos SRC nas corporações de bombeiros da região Alentejo Central.

Fonte: Elaboração própria com base na análise dos dados obtidos nos questionários aplicados às corporações de bombeiros da região Alentejo Central

Analisando os resultados obtidos neste estudo concluiu-se que em todas as faixas etárias consideradas, exceto a faixa etária 8-12 anos, o transporte de crianças em maca de ambulância não é efetuado preferencialmente de acordo com a recomendação ‘ideal’ da NHTSA. Contudo, este transporte é efetuado por mais de metade das corporações de bombeiros da região Alentejo Central de acordo com as recomendações da NHTSA quando o ‘ideal não é prático ou realizável’, cumprindo de igual modo as normas de segurança. O transporte correto em maca de crianças na faixa etária 8-12 anos foi o que alcançou maior percentagem [100%] contrapondo a faixa etária 1-3 anos onde a segurança é claramente mais baixa [46,2%]. Quanto ao transporte de crianças sentadas em banco de ambulância, em todas as faixas etárias, mais de metade das corporações de bombeiros da região Alentejo Central efetuam este transporte cumprindo as normas de segurança vigentes no código da estrada português e de acordo com as orientações da DGS. Quanto ao transporte correto em banco, crianças na faixa etária 0-12 meses são transportadas com maior segurança [92,3%] comparativamente às crianças na faixa etária dos 8-12 anos [53,8%].

Deste estudo, comprovou-se que existia uma necessidade formativa ao nível deste grupo profissional que se revela de extrema importância pelo elevado número de transportes que efetuam com crianças/jovens em ambulâncias no âmbito da prestação de cuidados.

Com os dados recolhidos dos dois estudos realizados foi elaborado um artigo científico original intitulado ‘Transporte de crianças em ambulâncias: conhecimentos dos enfermeiros e práticas das corporações de bombeiros da região Alentejo Central’ [APÊNDICE 5]. O artigo foi redigido de acordo com as normas de publicação do jornal Nurse Education in Practice para posterior submissão a publicação.

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Foi possível avaliar a necessidade de atuação e definir estratégias indo ao encontro das necessidades reais identificadas no sentido da promoção da segurança no transporte de RN/crianças/jovens em ambulâncias favorecendo a criação de um ambiente seguro e a con- sequente diminuição de acidentes e/ou lesões decorrentes dos mesmos. Através da análise dos resultados obtidos no diagnóstico de situação relativo à segurança das crianças/jovens no transporte em ambulâncias pudemos comprovar que se assemelham aos descritos na li- teratura existente, validando o problema identificado previamente na pesquisa bibliográfica efetuada.

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