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Estimation de la complexité de l’algorithme

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3.3 Preuve d’exactitude et analyse

4.3.1 Estimation de la complexité de l’algorithme

A) O conceito de Educação na época renascentista. B) A rutura com o papel da família na Educação.

C) O crescente papel do Estado e a “normalização educativa”.

Bibliografia Básica

1. AAVV (1990). Configurações da privatização. In ARIÈS, Philippe – e DUBY, Georges (dir.) “História da Vida Privada – Do Renascimento ao século das Luzes” [Volume 3]. Lisboa: Círculo de Leitores, pp. 163 – 209. (*)

2. CHARTIER, Roger (1990). As práticas da Escrita. In ARIÈS, Philippe – e DUBY, Georges (dir.) “História da Vida Privada – Do Renascimento ao século das Luzes” [Volume 3]. Lis- boa: Círculo de Leitores, pp. 113 – 161.

3. FERREIRA, António Gomes (2000). Gerar, Criar, Educar. A criança no Portugal do Antigo

Regime. Coimbra: Quarteto Editora.

4. GOUVEIA, António (1993). Estratégias de interiorização da disciplina. In MATTOSO, José (dir.). “História de Portugal” [Volume 4]. Lisboa: Círculo de Leitores, pp. 415 – 449.

5. NÒVOA, António (1987).Do Mestre Escola ao Professor do Ensino Primário. “Análise Psicoló- gica”, V (3), pp.413-439. (*)

Desenvolvimento sumário

Procura-se nesta aula mostrar a diferença entre as características da educação no período medieval e moderno, por exemplo a partir do modelo educativo associado ao período renas- centista e da reforma, realçando sobretudo as alterações das práticas culturais e da ideia de educação. Partir de Ariès é uma forma de rapidamente situarmos as alterações mais significa- tivas:

“A civilização medieval esqueceu a paideia dos antigos e ignorava ainda a educação dos mo- dernos: não tinha a ideia da educação (…). O grande acontecimento foi, pois, a reaparição da intenção educativa, que animou um certo número de homens de religião, de lei, de estudos, raros ainda no século XV, cada vez mais numerosos e influentes nos séculos XVI e XVII, no momento em que se confundiram com os partidários da reforma religiosa.”20

Algumas imagens do artigo da História da Vida Privada sobre “Práticas de civilidade” (por exemplo as das páginas 176 a 182) permitem desde logo elencar alguns aspetos que reiteram o novo sentido da educação: o papel da educação doméstica (amplamente defendida por exemplo por Erasmo); a importância da escrita e da leitura associada à aprendizagem, por exemplo das novas regras de civilidade; a pedagogia específica consoante o género, apare- cendo a designação de “elementar” para caracterizar a destinada “às rapariguinhas”; a apren- dizagem das regras implicando exercícios múltiplas vezes repetidos até se atingir a “perfei-

46 ção”; e o papel do professor que se transforma num emissor que deve ser escutado para de- pois a criança (ou aluno?) poder repetir fielmente o que ele diz.

Torna-se necessário articular estas mudanças com uma nova concepção de criança e da sua infância que deve merecer por parte das entidades atenção para que o seu desenvolvimento e a sua inserção seja a mais adequada. A este processo não é também alheio o desenvolvimen- to do capitalismo, com formas de ocupação que obrigam a alguma distanciamento do lar, tornando-se necessário a criação de espaços – ocupacionais e educativos – para a criança, de forma a prepará-la para esse sentido diferente de socialização. Evidentemente que isto vai significar a criação dos espaços educativos e o desvio da criança para aí, estabelecendo-lhe um horário, um conjunto de regras e uma rigorosa hierarquia de dependências. Surge clara- mente a ideia de modelação associado a este novo sentido da educação e do espaço educati- vo.

Pode-se aqui incluir um documento de Clenardo que, no seu conteúdo e na sua relação com Portugal, pode ajudar a estabelecer a ponte com o que se passava na Europa. Um pequeno excerto desse texto de cerca de 5 páginas:

“Havia em Braga umas trinta pessoas, que se ocupavam de belas-letras, mas achei preferível não fazer fincapé nessas, porque estava resolvido a estabelecer as novas escolas, começando pelos primeiros fundamentos. Querendo fazer um ensaio da inteligência das crianças, tentei ensinar publicamente alguns pequenos de tal modo ignorantes da língua latina, que nem mesmo tinham ouvido pronunciar dela uma sílaba até então.

Apenas se espalhou esta notícia, começaram logo a concorrer muitas pessoas, trazidas, se- gundo creio, pela novidade do projeto, aumentando tanto de dia para dia a concorrência, que por fim já não havia lugar para os ouvintes (…).”21

Pretende-se nesta perspetiva chamar a atenção para o crescente investimento estatal e parti- cular, nomeadamente da Igreja, em termos educativos estendendo-se naturalmente das Uni- versidades aos colégios para, mais tarde, chegar ao ensino das primeiras letras em espaços próprios.

Para sintetizar as principais mudanças e lançar a temática da aula seguinte podíamos terminar com o pedido de um comentário sobre um pequeno texto:

“Ao longo dos três séculos da Era Moderna, a forma escolar foi-se impondo aos modos tradi- cionais de socialização, de aprendizagem e de transmissão cultural. Em meados do século XVIII, graças ao trabalho dos jesuítas e de outras congregações docentes, o modelo escolar en- contra-se já razoavelmente definido: a educação das crianças e dos jovens realiza-se num es- paço próprio, separado da família e do trabalho, sendo da responsabilidade de um ou de vá- rios mestres que ensinam um elenco de matérias previamente definidas através de determi- nados procedimentos didáticos (…).”22

21 CLENARDO, Epístola aos Cristãos. In CEREJEIRA, Manuel Gonçalves (1926).”O Humanismo em Portugal.

Clenardo”. Coimbra, p. 395 (esta carta prolonga-se entre as pp. 395 e 400).

47 Importa ressaltar alguma da nova terminologia/conceptualização associada tanto ao “mode- lo escolar” como à “estatização do ensino”.

Propostas de investigação

- Análise e síntese das ideias dos capítulos 4 - Crepúsculo e Renascimento -, 5 – Coménio, precursor do direito universal a uma educação nova – e 6 – O direito à educação no Émile de Rousseau, do livro MONTEIRO, A. Reis (2005). História da Educação – Uma perspetiva. Porto: Porto Editora, pp. 35 a 70.

Este trabalho pode ser realizado individualmente ou em grupo (até um máximo de 3) e resul- tará na produção de um pequeno texto (máximo 5 páginas)

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3.1.3.Dos Ideais pedagógicos no Portugal Setecentista ao sistema estatal de Ensino

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