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4.2 Estimation à base de krigeage

4.2.3 Estimateur de dérivées

Institutos de educação (teachers institutes)

Institutos de educação introduzidos por Horace Mann, em Massachusetts, constituíram outra agência temporária que por mais de meio século foi a única a preparar os professores que já serviam o Estado. Eram escolas de períodos curtos, dispensando instrução quase que unicamente por meio de conferências, sobre problemas de ensino e administração escolar, assim como proporcionando revisão das matéras aprendidas na escola elementar c introduzindo algumas novas que foram mais tarde integradas ao currículo elementar. À medida que os institutos foram se desenvolvendo tornaram-se mais profissionais no programa. Todos os professores das escolas públicas eram obrigados a freqüentar as aulas dos institutos de sua cidade ou vila. Atingiram o apogeu nos últimos anos do século XIX e nos primeiros do século XX. Eram organizados em sessões diferenciadas para os grupos docentes dos graus primário, intermediário e superior, com algumas sessões de interesse geral. Sob o ponto de vista profissional a inovação de mais valor eram as aulas de demonstração. Considerados em conjunto os institutos prestaram grandes serviços correspondendo aos anseios do momento para solucionar uma situação grave e serviram de estimulo às agências profissionais e aos professores das escolas públicas.

Cursos de verão

Os cursos de verão constituem hoje uma das mais sólidas agências de aperfeiçoamento profissional dos professores. Essa idéia teve sua gênese na organização de uma assembléia de verão, para aperfeiçoamento dos professores das escolas de domingo (Sunday

School), em Chautauqua, Nova York, em 1874, sob a direção do

reverendo John H. Vincent (1832-1920), bispo da igreja Metodista Episcopal, com a assistência de Lewis Miller. A sessão teve grande sucesso e serviu de modelo a várias outras do mesmo gênero que se espalharam por diversos lugares do pais. Quando a Universidade de Chicago se estabeleceu, em 1892, sob a presidência do dr. William Rainey Harper, associado do bispo Vincent, o ano letivo foi dividido em quatro períodos; deu-se ao período de verão a mesma importância que aos outros e isso foi para os professores que desejavam continuar seus estudos, um presente dos deuses, pois deu-lhes assim a oportunidade que lhes faltava de poderem aperfeiçoar-se durante as férias, fazendo jús à promoção profissional.

No começo do século, os cursos de verão já eram fato estabelecido, e por volta de 1910, tornou-se um hábito entre os professores primários, secundários e normais aproveitarem o período de férias para prosseguirem em seus estudos c obterem diplomas de bracharéis ou de "master". O movimento progrediu gradualmente só se lendo notado uma ligeira parada durante os verões da guerra de 1917 e 1918.

Os sistemas escolares começaram na segunda década do século a tomar como base de remuneração dos professores suas qualificações profissionais acadêmicas, o que serviu não somente de estímulo ao aperfeiçoamento e prosseguimento dos estudos da classe, mas veio dar f i m à situação que levava os professores primários a pleitearem constantemente ingresso no professorado secundário por questões de salário. Essa tendência determinou em alguns estados da União a adoção de uma "escala única de salários" baseada na teoria de que a re- muneração do professor não deve depender da idade dos alunos que ensina, mas sim da experiência, eficiência e qualificação educacional de cada um. O resultado foi que a matrícula em muitas universidades (incluindo nesse número as escolas para professores) tornou-se muito mais elevada no verão, sendo a maioria de estudantes professores em férias.

O desenvolvimento cios cursos de verão representa uma das grandes contribuições dos Estados Unidos para o aperfeiçoamento da educação e muito especialmente no que se refere ao aperfeiçoamento profissional dos professores elementares.

Em 1941. a situação tinha chegado a um ponto tal que se podia esperar que dentro em pouco tempo quatro anos de escola superior seguindo-se à escola secundária representariam o mínimo exigido para todos os professores de escolas públicas. Deu-se também a entronização do ideal, dentro da profissão, do continuo desenvolvimento intelectual é profissional.

Cursos de extensão

Paralelos aos cursos de verão desenvolveram-se os cursos de extensão oferecidos pelas instituições de ensino superior durante o ano letivo regular. Quando os "créditos" conferidos por tais cursos foram aceitos, conduzindo gradativamente aos diplomas, os professores pediram que lhes fosse facultado ter cursos it noite ou aos sábados. As universidades e escolas para professores atenderam tal pedido e cursos dessa natureza foram organizados nos grandes centros, os quais, devido ao desenvolvimento cios automóveis é dos ônibus têm uma grande freqüência.

Os cursos de extensão c o n s t i u i r a m valioso suplemento aos cursos de verão oferecendo aos professores em exercício oportunidades educacionais. E' convicção geral de que tais cursos devem relacionar-se diretamente com o trabalho executado pelos professores em suas escolas; não são contudo limitados necessariamente aos problemas de metodologia, medidas c orientação. Cursos adiantados nas matérias ensinadas podem aumentar muito a eficiência profissional do professor.

A FORMAÇÃO DOS PROFESSORES SECUNDÁRIOS

Conquanto a educação secundária nos Estados Unidos tenha começado quase que com os primeiros grupos de colonizadores, a mais importante e claramente representativa insti-tuicão americana de educação secundária — a escola secundária, pública e gratuita — é produto nítido desses últimos 75 anos, e algumas de suas características mais acentuadas só se mostraram há 50 anos. Até os fins do século XIX não estava ainda bem reconhecida a necessidade de preparação específica para os professores de escola secundária. Os professores se- cundários eram na sua maioria pessoas bem educadas segundo o conceito da época, mas considerava-se que a tarefa do pro-fessor secundário consistia apenas em transmitir a um grupo de estudantes qualificados, a soma de conhecimentos adquiridos em instituições semelhantes, suplementados, na maioria das vezes, por estudos superiores.

Os problemas do ensino cresceram em dificuldades quando as escolas secundárias deixaram de ser seletivas e a matrícula desdobrou- se a tal ponto que se tornou necessário fazerem-se adaptações materiais e pedagógicas às múltiplas e variadas necessidades dos grupos heterogêneos. Foi por essa ocasião que se tornou óbvia a necessidade de se ter professores secundários especialmente preparados para tal fim. Pode-se dizer que a educação secundária universal, nos Estados Unidos, estava quase que alcançada quando se deu a entrada do país na segunda Guerra Mundial. Como conseqüência trazida pela nova concepção de educação secundária e pelo aumento fenomenal dos estabelecimentos desse tipo, as universidades e escolas superiores começaram a perceber que o povo queria professores secundários que não somente conhecessem bem "sua matéria", mas pudessem ensiná-la eficientemente aos alunos de nova espécie que constituíam a matrícula das escolas.

Desenvolvimento de departamentos de educarão em instituições de ensino superior

A primeira cátedra da arte e ciência do ensino foi estabelecida em 1879, na Universidade de Miehigan, e regida por William II. Payne, que como superintendente de escolas se tinha distinguido pelos esforços constantes em elevar o nível dos professores. Em 1889. G. Stanley Hall, que como professor de filosofia na Universidade de John Hopkins linha também oferecido cursos de psicologia e educação, tornou-se o primeiro presidente da Universidade de Clark e fez dessa universidade a meca dos estudantes graduados que acreditavam que o estudo experimental dos processos mentais poderia colocar a educação e principalmente o método de ensinar sobre uma sólida base científica.

Em 1891 a Universidade de Harvard estabeleceu um departamento de educação e nomeou Paul Henry Hanus como professor assistente. Outros feitos análogos deram-se em outras universidades — a de Chicago em 1892 e a de Stanford quando se abriu em 1891. Em Nova York. o Teachers College, fundado em 1888, filiou-se em 1898 à Universidade de Colum-bia tendo como deão James Earl Russel, e dentro em pouco tornou-se a mais notável instituição do mundo para preparar professores. No começo do século havia nas escolas superiores c universidades do país, umas vinte escolas e departamentos para formação profissional dos professores, destinadas principalmente à preparação do magistério secundário e superior.

A mudança operada na estrutura da escola secundária exigia que as escolas superiores e universidades dessem aos fu-

turos professores preparo profissional. Em alguns estados exigia-se que o professor tivesse feito alguns cursos de educação antes de ser nomeado e em outros dava-se preferência a quem tivesse seguido tais cursos. As universidades que possuiam departamentos de educação costumavam exigir que os candidatos tivessem seguido cursos de educação para recomendá-los como professores a alguma escola secundária. Por volta de 1910 quase todas as universidades estaduais e uma grande percentagem das demais contavam entre os seus departamentos um de educação.

Fundaram-se escolas graduadas de educação cuja finalidade era iniciar, dirigir c superintender pesquisas num campo quase virgem, a fim de que se pudesse organizar material para os cursos de educação. As universidades de Clark, Chicago Indiana c Wisconsin ofereceram algumas oportunidades de estudos graduados, em educação, antes de 1900, no que foram logo seguidas pelo Teachers College da Universidade de Co-lumbia. Os estudos prosseguidos em nivel graduado tornaram possível a expansão, a diferenciação e enriquecimento do currículo nos cursos não graduados.

A expansão das escolas secundárias teve como conseqüência natural uma procura maior de professores que foi possível satisfazer por causa do maior número de estudantes que prosseguiam em seus estudos superiores. Ao mesmo tempo, o nivel das escolas superiores começou a elevar-se, graças aos esforços de agências de "padronização" como a Carnegie Foundation for the Advancement of Teaching, a North Central Association of Colleges and Secondary Schools, e outras mais regionais. Também ajudou a resolver o problema do desenvolvimento das escolas normais estaduais em escolas para profes-sores com quatro anos de currículo superior e conferindo diplomas tanto para professores primários como para os secundários.

Preparação de professores para cursos profissionais

Com a expansão dos trabalhos da escola secundária para atender às necessidades variadas de um corpo de estudantes que ia aumentando constantemente, e cujas capacidades e interesses diferiam imensamente, várias disciplinas novas foram adicionadas ao currículo tradicional. As matérias ditas comerciais já tinham entrado nos cursos de algumas escolas secundárias do século XIX e certos estabelecimentos secundários incluíam em seus cursos treino manual e artes domésticas. No princípio desse século cursos "prevocacionais". em grande número, foram introduzidos na escola secundária. E' bastante

curioso notar que os cursos de agricultura começaram a ser introduzidos nas escolas do mais industrializado dos estados — Massachusetts. Como esses cursos eram seguidos por meninos residentes em fazendas vizinhas, essas tornaram-se "laboratórios" e forneceram "projetos" para as aulas de agricultura. Os professores de agricultura das escolas secundárias não somente dirigiam as aulas, mas visitavam os lares dos alunos para orientar seus trabalhos e projetos. 0 mesmo plano exten- deu-se aos cursos de artes domésticas.

U plano de "projetos" de Massachusetts depressa divulgou-se e outros estados introduziram em suas escolas cursos de agricultura secundária; esses cursos foram depois ajustados a outros tipos de educação vocacional. 0 plano teve mais amplo desenvolvimento e veio a ser conhecido mais tarde como "método de projeto" que influenciou tão profundamente o currículo elementar e o desenvolvimento posterior dos programas vocacionais nas escolas secundárias.

Esse desenvolvimento foi grandemente estimulado pelo auxílio federal tornado possível pelo Smithi-Hughes Aet, 1917, em favor da educação vocacional incluindo agricultura, ofícios, artes domésticas e matérias industriais. A preparação dos professores vocacionais cabia às escolas com subsídios federais especiais para esse fim (land-grant

colleges), que dessa maneira tornaram-se importantes agências de

educação para professores secundários. Os professores vocacionais representam hoje, sob o ponto de vista da seleção e especialização, o grupo docente de mais alta qualificação na escola secundária e isso se deve ao alto nível exigido para esses professores pelo "Federal Board for Vocational Education" hoje parte do "U. S. Office of Education ', assim como ao auxílio financeiro federal que tornou possível remunerar bem os professores desse ramo.

Certificados para os professores de escolas secundárias

Mesmo depois da expansão das escolas secundárias estar bem adiantada, as qualificações profissionais dos professores não eram devidamente especificadas para os certificados. Era crença geral que os professores secundários precisavam ter maior cultura que os primários. 0 movimento de padronização das escolas secundárias que se deu no princípio do século e o de articulá-las melhor com as escolas superiores levou a se cuidar especialmente da cultura e preparação profissional do corpo docente das escolas secundárias.

Ter completado certos cursos em educação tornou-se gra- dualmente exigência para os certificados de professores se-

cumdários. Foi dificil exigir-se cursos práticos que esclarecessem sobre as atitudes dos candidatos cm suas relações com os alunos porque, muitas das escolas de professores de tamanho reduzido, não possuiam escolas secundárias que lhes servissem de laboratório e algum tempo decorreu antes que a dificuldade fosse afastada pelo emprego das escolas secundadas locais, como postos de observação e práticar de ensino.

Na segunda década do século, a Califórnia adotou como exigência para o certificado de professor secundário, o prosseguimento de estudos superiores por cinco anos (equivalente ao diploma de master). A Califórnia podia fazer tal exigência porque os salários dos professores eram altos nesse Estado e porque a amenidade do clima atraia muitos professores com boas qualificações de outros pontos do pais. Os outros estados não puderam durante muito tempo seguir o mesmo caminho. Como as exigências para professor primário eram de quatro anos de estudos superiores, a idéia em favor de cinco anos para os secundários, tomou corpo e estava em princípios de realização ao rebentar a guerra.