B. Les conditions du recours à un droit de superficie
II. Essai de définition et typologie des contrats de leasing immobilier
Ao logo dos anos, observa-se que a criação e o aprimoramento das ferramentas tecnológicas exigem mudanças e impulsionam ações necessárias para a adaptação dos ambientes das Bibliotecas e alteração de paradigmas à nova realidade digital. In contrario sensu, rejeitar a aplicação das novas tecnologias pode conduzir as organizações a uma situação de precariedade e decadência, ou até mesmo a extinção, pois, não haverá espaço e muito menos capacidade para enfrentar o atual mercado da comunicação e informação (ALVARENGA, 2001; CUNHA, 1999; LEVACOV, 1997).
Assim, as vantagens e facilidades advindas de uma Biblioteca digital começaram a ser imaginadas e projetadas de maneira mais abrangente durante a década de 90. As barreiras físicas e conceituais foram vencidas pelas ferramentas digitais com excelente padrão de qualidade; novos ambientes de trabalho virtuais que utilizam tecnologias de interações sociais conectadas a redes de internet; inovação na prestação de serviços e aplicação de técnicas modernas. Essas especialidades são colunas basilares para a Biblioteca digital, já que não seriam suportadas por uma Biblioteca tradicional (GONÇALVES; FOX, 2001).
Porém, já em 1945, Vannevar Bush, que foi diretor do Escritório de Pesquisa e Desenvolvimento ligado à Presidência dos EUA, apresentava o projeto Memex. Trata- se de um dispositivo capaz de armazenar os materiais informacionais de uma pessoa, como livros, registros e anotações. O sistema mecanizado desse dispositivo permite que os materiais nele armazenados e indexados sejam consultados com velocidade e flexibilidade notáveis de maneira automática, além de permitir que conexões e remissivas sejam criadas entre informações pertinentes e relacionadas; é conectar o desconectado. A proposta do Memex, influenciou, dentre outras tecnologias, a computação orientada a objetos e a linguagem de programação Hypertext Markup Language (HTML) (CRUZ, 2011; MAIA; CENDÓN, 2012).
Nesse sentido e em termos atuais, uma Biblioteca digital é aquela que possui como característica peculiar a apresentação de seu acervo informacional essencialmente digital. Tais documentos que compõe a coleção podem ser digitais natos ou digitalização do correspondente impresso, que permite compartilhar informações, pela grande rede de computadores, fácil e instantaneamente (MACHADO; NOVAES; SANTOS, 1999).
Para Alvarenga (2001, p. 3), por Biblioteca digital entende-se:
Um conjunto de objetos, concebidos em meio digital, desmaterializados de uma condição física tradicional, constituídos de funções inteiramente novas que lhes garantem a hipertextualidade e caráter multimidiático, tornando-os passíveis de acatar novos e peculiares arranjos e tipos de abordagens, no processo de sua recuperação.
Muitos são os conceitos elaborados pelos estudiosos referentes a essa inovação da Biblioteca sem paredes. Cada um, conforme sua preferência, a define como Biblioteca digital, Biblioteca virtual, Biblioteca biônica, Biblioteca eletrônica ou Biblioteca sem paredes. Nesse ínterim, a consequência prática de cada terminologia
deságua na mesma lógica cognitiva: produtos e serviços oferecidos on-line por meio das TICs e da word wide web – www (CUNHA, 1999; LEVACOV, 1997; MACHADO; NOVAES; PEREIRA, 1995; SANTOS, 1999).
Um conceito interessante e dissonante dos demais é a denominada Biblioteca híbrida, que se situa em um estado de transição, visto que não é completamente tradicional e apresenta especialidades de uma Biblioteca digital. Tem por intuito oferecer o que há de melhor nesses dois mundos (impresso e digital) e unir em apenas uma Biblioteca tecnologias e fontes diferentes; apresenta uma realidade que não abandonou as práticas tradicionais e adotou parcialmente as inovações tecnológicas (GARCEZ; RADOS, 2002).
Em consonância a esse sentido, Pereira (1995) defende que a Biblioteca digital forma uma aliança com a Biblioteca tradicional, uma vez que a própria organização daquela requer os cuidados desta: selecionar a fonte de informação mais adequada à realidade; adquirir matérias de acordo com a necessidade da clientela; classificação e disposição das aquisições para facilitar o acesso; preocupação em fornecer informação atualizada, e outras. A inovação deslocou o foco da “propriedade” para o “acesso”.
São inúmeras as vantagens provenientes da instituição das Bibliotecas digitais. Em sua pesquisa, Cunha (1999) identifica grandes benefícios, dos quais se destaca:
a) acesso remoto pelo interessado por meio de conexão de rede;
b) utilização concomitante de um mesmo material por usuários distintos; c) possibilidade de disponibilizar um documento em texto completo para
leitura, impressão e download;
d) disposição de outros documentos relacionados localizados em outras fontes de informações por meio de links;
e) oferecer a informação em suportes de registros variados como texto, imagem, som, vídeo;
f) sistema inteligente que facilita a pesquisa e a recuperação e apresentação da informação.
As Bibliotecas digitais e sua função precípua e indispensável para a comunicação científica modifica a noção de tempo, espaço e lugar. Entrementes, não importa o lugar onde o documento está. Tanto para os Bibliotecários como para os usuários da informação essa ideia de lugar passa a estar em segundo plano. O
fundamental é o acesso, a confiança e a integralidade dos dados. E isso justifica a Biblioteca digital (LEVACOV, 1997).
Como visto nesse capítulo, essa tendência digital faz com que as Bibliotecas tenham uma ampla visão dos usuários reais e dos usuários potenciais que irão atender. Haverá, por certo, uma elevação do número de usuários, já que o acesso será remoto e de qualquer localidade onde seja possível estar conectado à internet. Dessa forma, há uma alteração de sentido do que se tem ouvido falar: antes, o usuário estava longe da Biblioteca; agora a Biblioteca é que está longe do usuário, no entanto, não há mais distância porque eles estão conectados.
Nesses termos, o Portal de Periódicos da CAPES, antes de chegar nesse estágio que se conhece, iniciou-se no ano de 1999 quando se pensou em uma Biblioteca digital e, assim foi criado o consórcio de periódicos eletrônicos da CAPES. Essa iniciativa visava reduzir custos, pois, as licenças de assinaturas das revistas científicas eram elevadas e os programas de pós-graduação passavam por graves dificuldades. Assim, a melhor solução encontrada foi compartilhar informação por meio da cooperação, prática comum nas Bibliotecas tradicionais e que foi aplicada às Bibliotecas virtuais (CAPES, 2017).
A exemplo disso, pode-se citar como Bibliotecas digitais ou Portais eletrônicos de acesso à informação, a Scielo, Pubmed, Sciencedirect, Pepsic, Wiley Online Library, IEEE, que permitem o acesso a texto completo, e, a Scopus, Web of science, Bireme, Medline, Lilacs, Cochrane, que são bases de dados do tipo referenciais com resumos.