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ESQUISSE BIOGRAPHIQUE

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La vision politique de Keynes

I. ESQUISSE BIOGRAPHIQUE

2.3.3.1 Fava

Atualmente há uma preocupação crescente dos consumidores relativamente à segurança alimentar e ao impacto no ambiente da produção agrícola. Isto provocou um generalizado acordo sobre a importância de (re)-introduzir leguminosas em sistemas agrícolas modernos que estão fortemente dependentes de produtos químicos.

A fava é cultivada em todo o mundo como fonte de proteína para alimentação humana e animal e, ao mesmo tempo oferece serviços ao ecossistema, tais como entradas renováveis de azoto para as plantas e para o solo através da fixação biológica de N2 e uma diversificação nos sistemas de cultivo. É considerada uma excelente cultura para sistemas de rotação devido à sua capacidade de fixar simbioticamente N2 atmosférico, que depende fortemente da população de rizóbios eficazes no solo (Jensen, Peoples et al., 2010).

Há uma diferença acentuada entre a fava e outras espécies leguminosas na capacidade de fixação de azoto segundo a ordem fava > lentilha = soja > ervilha > grão de bico > feijão (Jensen, Peoples et al., 2010). Do ponto de vista quantitativo, outros autores defendem que a fava e a soja fixam aproximadamente a mesma quantidade de azoto (120 kg N ha-1) seguido da ervilha e lentilha (85 kg N ha-1) e do grão de bico e feijão (50 kg kg N ha-1). Estes valores derivam da incorporação de toda a planta (assumindo que o único componente removido foi o grão) e de uma estimativa das contribuições de azoto da raíz (Peoples, Bowman et al., 2001).

A incorporação de resíduos no solo em combinação com as condições climáticas e a época de exigências de azoto para a cultura seguinte determinam a eficiência do azoto presente nos resíduos como fonte para a cultura seguinte.

19 Diversos estudos avaliam a importância, o uso e eficiência desta cultura em sistemas alternativos à rotação típica à base de cereais. De acordo com Rochester e Peoples o valor ótimo de fertilizante azotado para a cultura do algodão, sem um precedente cultural da família das leguminosas é 180 kg N ha-1; no entanto, considerando um sistema de rotação com a incorporação do resíduo do precedente cultural (grão removido na colheita) como a fava, soja ou ervilha a exigência é apenas de 90 kg N ha-1 (Rochester, Peoples et al., 2001). Outro exemplo é um estudo no Canadá, num sistema de rotação de fava-cevada-trigo comparado com cevada-cevada-trigo (Wright, 1990), que revelou o contributo da incorporação dos resíduos (palha) da fava para melhorar a produtividade média nas culturas subsequentes de cevada e trigo em 21% e 12%, respetivamente. O valor do fertilizante azotado equivalente ao cultivo da fava foi estimado em 120 kg N ha-1. Um outro estudo conduzido por Rahman, Amano et al., 2009 que corrobora a importância da fava como precedente cultural, revelou que o o azoto derivado da Vicia fava e Vicia villosa está prontamente disponível e pode ser utilizado eficientemente pelo arroz. Não foi necessário aplicar adubos azotados quando o arroz foi cultivado após a Vicia fava mas foram necessários 40 kg N ha-1 quando a Vicia villosa precedia a cultura do arroz. Os resíduos incorporados no solo das duas culturas leguminosas fornecem azoto para a cultura do arroz com benefícios comparáveis de 40 a 80 kg ha-1 de fertilizante azotado. O solo após um sistema de rotação com estas duas leguminosas tornou-se mais fértil em azoto durante o decurso da experiência e atingiu maiores produtividades comparativamente com pousio-arroz ou um sistema de rotação sem leguminosas (cevada-arroz). Este desempenho superior do arroz após a utilização de leguminosas está provavelmente ligado à fixação de azoto, podendo essa prática ser uma fonte alternativa viável de azoto para melhorar a fertilidade do solo.

A introdução de leguminosas para grão em rotações de culturas intensivas com uma alta proporção de cereais e uma adubação azotada intensiva promove uma redução do uso de energia e do potencial de aquecimento global, a formação de ozono e acidificação, assim como a diminuição dos riscos riscos de poluição ambiental e toxicidade e humana. As principais razões destes efeitos positivos são uma redução da aplicação de fertilizantes azotados (sem aplicação de azoto nas culturas leguminosas de grão e redução na cultura seguinte), uma maior diversidade de culturas no sistema de rotação, que poderá ajudar a resolver os problemas causados por infestantes e patogénicos e, portanto, permitir menor aplicação de pesticidas (Nemecek, von Richthofen et al., 2008).

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2.3.3.2 Ervilha

A fixação biológica de azoto é um processo natural de elevada significância na agricultura mundial. A exigência em obter determinações precisas do azoto fixado biologicamente tem desempenhado um papel relevante e vai continuar a ser alimentada pela necessidade crescente de compreender e gerir eficazmente o ciclo global de azoto (Herridge, Peoples et al., 2008).

A remoção de azoto em culturas cerealíferas está a aumentar devido à melhoria das técnicas de colheita e consequentemente, a aplicação de fertilizantes está também a aumentar (Evans, McNeill et al., 2001). No entanto, a inclusão de leguminosas de grão desempenham um papel crucial, especialmente a ervilha, que pode fornecer azoto para o sistema de rotação através da fixação de N2 e ainda melhorar as características do solo (Corre-Hellou e Crozat, 2005), que muitas vezes levam a uma maior produtividade de sementes das cerealíferas subsequentes.

Inúmeros estudos com diferentes sistemas de rotação foram estabelecidos para examinar os benefícios da ervilha no fornecimento de azoto para as culturas seguintes. Num ensaio realizado no Canadá (Stevenson e Kessel, 1996) concluiram que a introdução da ervilha com incorporação dos resíduos (palha e vagem) à superfície do solo antes da cultura do trigo (Triticum aestivum L.) permitiu aumentar o rendimento de sementes no trigo em 43%.

Outro estudo (Mahler e Hermamda, 1993) examinou a contribuição de azoto da ervilha e luzerna (Medicago sativa L.) para a cultura de trigo subsequente. Foram medidos os níveis de azoto inorgânico no solo e o rendimento do trigo. O estudo revelou que os resíduos incorporados no solo de ambas as culturas contribuíram para o aumento da rentabilidade do trigo. A ervilha forneceu entre 51 a 63 kg N ha-1 em comparação com 1 a 36 kg N ha-1 da luzerna.

Um outro trabalho experimental foi realizado no Brasil, na Universidade Federal de Santa Maria, com o objetivo de avaliar o desempenho de plantas de cobertura de solo e a sua capacidade de fornecer azoto para o milho (Zea mays). A forma estabelecida para avaliar o potencial das leguminosas em fornecer azoto à cultura seguinte foi a determinação da equivalência em azoto mineral (EqN) (Smith, Frye et al., 1987) e concluiu que a equivalência em azoto para a ervilha em relação ao pousio no Inverno foi de 55 kg N ha-1 (Aita, Basso et al., 2001) contudo, não é referido se foi efetuada a incorporação dos resíduos no solo. Este estudo é corroborado por um trabalho de Pavinato et al (1994) que afirmam que com a

21 incorporação da parte aérea das leguminosas é possível suprir parcial ou totalmente as necessidades de azoto do milho, destacando-se o tremoço-branco que proporcionou um rendimento de grãos de milho semelhante ao obtido com a aplicação de 110 kg N ha-1 de adubo azotado e 61% superior ao da testemunha (sem azoto mineral). No caso da ervilha, obteve-se um rendimento de grãos do milho inferior em 1,167 kg ha-1 em relação à aplicação de 110 kg N ha-1 e 32% superior ao da testemunha (Pavinato, Aita et al., 1994).

Numa revisão de estudos que avaliou o papel das leguminosas no fornecimento de azoto aos solos agrícolas da Austrália Peoples, Bowman et al., 2001 afirmam que quando a abordagem tradicional foi realizada, ou seja, quando apenas foi considerado a contribuição de azoto da parte aérea, somente dois dos catorze estudos analisados tiveram um efeito positivo no balanço da rotação (isto é, quando o azoto removido pela cultura seguinte é subtraído ao saldo líquido de azoto da cultura leguminosa), no entanto, dez dos quatorze estudos de rotação apresentaram um balanço positivo quando foi adicionada a contribuição de azoto associado às raízes e nódulos. A contribuição das leguminosas para a fixação de azoto e a sua economia nos diferentes sistemas de culturas depende da inclusão ou omissão de uma estimativa do azoto fixado associado às raízes. Apenas quando a componente raíz é incluída para o cálculo dos valores líquidos de fixação de azoto totais das culturas leguminosas é possível estimar se são suficientes para equilibrar o azoto removido pelas culturas não leguminosas subsequentes. Isto é importante para a interpretação dos resultados dos estudos anteriormente mencionados que ignoram ou subestimam o azoto presente na raiz nodulada ao avaliar as contribuições de azoto fixado pelas leguminosas na manutenção e fertilidade dos solos em sistemas de rotação (Peoples, Bowman et al., 2001).

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CAPÍTULO III - MATERIAL E MÉTODOS

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