Transformation de Fourier
5.7 Espaces de Sobolev
Os objetivos a que me propus aquando do início deste relatório foram, na sua generalidade, atingidos.
Ao contrário do que havia delineado na introdução, não me foi possível aproveitar a pesquisa que havia realizado durante o meu processo de Profissionalização em Serviço. Os temas, então tratados, não foram ao encontro do que se pretendia para este relatório. Foram, por exemplo, “o insucesso escolar” e “as competências informáticas dos alunos e como estes perspetivam as dos seus professores”.
Conforme referi na introdução, na ESJEA fui formador de algumas UFCD. Embora tenha sido parte integrante da minha componente letiva, assim como da minha experiência profissional acumulada ao longo destes dois últimos anos letivos, decidi não desenvolver estas atividades na sua totalidade. As mesmas ficaram incluídas apenas nos conteúdos coincidentes com os da Área Curricular Não Disciplinar de Cidadania. Optei por não as incluir neste relatório por se tratar de atividades pontuais no meu trajeto profissional. Não as considerei como fundamentais para a realização deste relatório e para obtenção das devidas conclusões que dele se pretendem.
Ao longo destes cinco anos letivos procurei sempre ter uma atitude de empenho e constante atualização dos conteúdos a abordar assim como dos materiais a aplicar. Esta postura foi ainda mais importante tratando-se dos primeiros anos de existência da Área Curricular Não Disciplinar de Cidadania, sendo necessário produzir de raiz um grande número de materiais necessários às aulas. Desenvolvi e diversifiquei estratégias, explorando o material existente (fichas de diferentes escolas da extinta disciplina de Formação Cívica) e utilizei o computador e a pesquisa na Internet, para promover um ensino de qualidade por forma a poder colmatar as dificuldades manifestadas pelos alunos aquando do processo ensino/aprendizagem.
Considero que a partilha de práticas profissionais está inerente à prática pedagógica de todo o docente. Neste sentido, partilhei com colegas, dentro e fora da escola, muitos dos materiais que tive acesso ou que desenvolvi, assim como, experiências, estratégias, recursos, informações e práticas adquiridas. O facto de ser docente de Cidadania e de esta Área Curricular Não Disciplinar ser ministrada em par pedagógico, fez com que houvesse um reforço nos laços com diversos colegas, com os quais criei afinidades no normal funcionamento de uma escola, mas que dentro de uma sala de aula foram enaltecidos pela partilha de diferentes práticas didáticas que se uniram num objetivo comum, o aluno e as suas aprendizagens.
94 Para promover a autonomia e a identidade individual e cultural dos alunos, utilizei diferentes metodologias, adotadas consoante cada um, tais como o trabalho individual ou a par, o ensino pela descoberta, a resolução de problemas e o apoio mais individualizado. Mostrei interesse pelas suas ideias e capacidades, aprovei, sempre que possível, as suas sugestões, procurando assim reforçar a sua autoestima e o ensino pela descoberta, no sentido de desenvolver atitudes e capacidades que favorecessem uma maior autonomia na realização das aprendizagens. Tentei valorizar sempre as capacidades de cada aluno, nomeadamente daqueles que, por vezes, perderam a motivação pelas atividades escolares, dadas as suas inúmeras dificuldades.
Por se tratar de aulas com forte componente prática, no que concerne às novas tecnologias, foram otimizados os recursos disponíveis em sala de aula. Refiro-me aos postos de trabalho individuais (sempre que possível), com os respetivos computadores, acesso à Internet e software de exploração e aplicação dos conhecimentos, computador do professor, projetor e quadro interativo.
Respeitei sempre as orientações de cada departamento e as finalidades e competências essenciais a desenvolver em Cidadania, tendo, desta forma, articulado consistentemente as competências, a operacionalização dos conteúdos e a gestão dos recursos.
Assumi-me como um profissional de educação, com a função específica de ensinar, pelo que recorri ao saber próprio da profissão, apoiado na investigação e na reflexão partilhada da prática educativa. É normal que haja sempre um ou outro momento menos agradável, mas nada que não se tivesse resolvido, conseguindo sempre ultrapassá-los de forma satisfatória. De qualquer forma, na minha opinião o mais importante foi fazer tudo para que as necessidades dos alunos fossem colmatadas, respondendo às necessidades/carências de cada um e da turma, pois foram eles o centro do meu desempenho pedagógico.
Acredito que contribuí para a formação dos jovens com quem contatei, não só no processo ensino-aprendizagem, mas também na partilha de valores, experiências e vivências, bem como na sua formação.
Quando ingressei no ensino superior estava longe de imaginar que um dia viria a dedicar-me à docência. O curso superior em que me matriculei, a licenciatura em Informática de Gestão, não era um curso via ensino e, como tal, não estava direcionado para esta área. Embora não tenha começado a minha vida profissional como professor, uma das minhas funções na empresa em que trabalhei após ter concluído o curso, foi a de formador. A formação tinha como destinatários os utilizadores de um programa informático
95 (exclusivo) que esta empresa havia desenvolvido e que estava a funcionar em laboratórios de análises clínicas dispersos um pouco por todo o país. A função de formador foi apenas uma pequena parte do trabalho realizado durante estes primeiros quatro anos e meio da minha vida profissional. No entanto, desde cedo, apercebi-me da minha falta de preparação para realizar este tipo de tarefa. Como tal, pouco tempo depois de iniciar funções nesta empresa, matriculei-me num Curso de Formação Pedagógica Inicial de Formadores, tendo-o concluído com a classificação final de Bom. A formação que ali recebi dotou-me de algumas ferramentas que vieram a se mostrar úteis, tendo sido uma mais-valia para a profissão que exercia na altura. Mais tarde, quando enveredei pela docência, proporcionou-me uma base de onde parti para a lecionação das aulas. Os conhecimentos adquiridos pela frequência neste curso e a experiência acumulada ao longo dos anos em que trabalhei nessa empresa foram, portanto, as únicas bases que tive para o desempenho das funções de docente. Foi com esta preparação que me iniciei no ensino, tendo sido apenas estes os contributos que vieram minorar a falta de conhecimentos nesta área, resultante da frequência numa licenciatura que não se destinava a preparar profissionais do ensino. Consciente desta minha relativa falta de preparação, iniciei funções como professor de informática, preparado apenas com estes conhecimentos e com a única experiência em sala de aula que havia tido ao longo da vida, a de aluno. Este início ocorreu cinco anos antes dos relatados neste relatório e, desde logo, foram surgindo algumas dificuldades e situações imprevistas. No que aos conteúdos diz respeito, fiz por me preparar para estar bem informado e pronto para os abordar e explorar de forma ágil e concisa. No que diz respeito às estratégias utilizadas e às metodologias aplicadas, tentei sempre fazer o meu melhor, com base nos conhecimentos obtidos nos anos anteriores à docência e, muitas vezes, recorrendo ao que me recordava das aulas enquanto aluno daquela faixa etária: da forma com que havia gostado de ver as matérias apresentadas, das aulas dinamizadas e do tipo de comunicação utlizado pelos meus antigos professores. Nas situações em que os meus conhecimentos e as minhas estratégias não foram suficientes ou não se estavam a mostrar profícuas, não hesitei em recorrer a colegas do grupo disciplinar (e não só) para me auxiliarem em determinadas situações, com a partilha da sua experiência. Terminado o primeiro ano letivo e passado este primeiro contacto com a docência, decidi que seria uma carreira a seguir. Com este objetivo, durante o segundo ano letivo multipliquei-me em contactos com o intuito de resolver a minha situação de professor não profissionalizado. Embora nessa altura fosse fácil ficar colocado concorrendo apenas com habilitação própria, tinha noção que viria a altura em que não ficaria colocado, ultrapassado por colegas que, entretanto, conseguissem realizar o processo de Profissionalização em Serviço. Esta situação, aliada à necessidade de melhorar os meus conhecimentos e a minha prática docente, levaram a que me tenha matriculado, logo no final do segundo ano letivo, na Profissionalização em Serviço. Este
96 processo, desenvolvido ao longo do meu terceiro e quarto ano de docência, foi, portanto, o que me dotou de um maior conhecimento teórico sobre esta área e que me proporcionou a oportunidade de o pôr em prática de forma acompanhada. Foi, portanto, este o momento da minha formação que mais me preparou para estar dentro de uma sala de aula como professor, tendo vindo a colmatar o que a minha licenciatura não me havia proporcionado. Terminado este processo e já como professor profissionalizado, após alguns anos a ser colocado em contratos a termo resolutivo, consegui atingir mais um grande objetivo da minha vida profissional, a colocação a contrato a termo indeterminado. Após o primeiro ano nesta situação, decidi que deveria avançar um pouco mais nos meus estudos. Foi, então, que me matriculei neste mestrado. Embora já não sinta as dificuldades pelas quais passei durante os primeiros anos de lecionação, achei que seria importante desenvolver ainda mais as minhas competências como professor, por forma a melhorar a minha atuação juntos aos meus alunos e ser, desta forma, um melhor profissional da área do ensino. A matrícula neste mestrado e consequente redação deste relatório impeliu-me a relembrar alguns dos processos pelos quais havia passado ao longo dos últimos cinco anos de docência. Embora a maioria das estratégias e metodologias empregues no início deste período continuem a ser recordadas e replicadas nas minhas aulas mais recentes, a redação deste relatório relembrou-me algumas especificidades da minha ação em sala de aula que haviam surtido efeito mas que, entretanto, haviam ficado um pouco esquecidas. Por outro lado, enalteceu a necessidade que há em me adaptar e em evoluir enquanto docente, não apenas por ser professor de uma área que está em constante evolução, como é a informática, mas porque há sempre a possibilidade de se incorporar melhorias nas aulas, para que os alunos se interessem ainda mais e consigam absorver mais rapidamente e com menor esforço os conteúdos explorados.
Para a continuidade da minha carreira, enquanto docente do grupo 550, tenho como objetivo continuar a aplicar as boas práticas que desenvolvi ao longo desta última década dedicada ao ensino, as quais a redação deste relatório veio reavivar e reforçar. Procurarei atualizar-me sobre novas estratégias e farei por as adaptar consoante as tipologias de turmas encontradas. Neste processo, espero conseguir vir a desenvolver uma prática docente ainda mais completa, que contribua para o meu desenvolvimento enquanto docente mas, sobretudo, para as aprendizagens dos meus alunos.
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Bibliografia
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Legislação
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Recursos online
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http://www.edu.azores.gov.pt/projectos/currregionaledubasica/Paginas/cidadania.aspx (consultado em 12 de fevereiro de 2017)
Jornal Oficial da Região Autónoma dos Açores
http://www.azores.gov.pt/JO/Serie+I/2010/S%C3%A9rie+I+N%C2%BA+103+de+25+d e+Junho+de+2010/Decreto+Legislativo+Regional+N+21+de+2010_A.htm
(consultado em 12 de fevereiro de 2017)
Referenciais
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