Espace des feuilles grossier d’un sch´ ema muni d’un champ de
4.3 Espace des feuilles grossier d’un sch´ ema simple
caracteres 1 (Linha teste HIV-1), 2 (Linha Teste HIV-2) e C (Linha Controle) (HAGAL- DONG et al., 2014).
2.5.2.1. O Aconselhamento para realização dos Testes Anti-HIV
Do estabelecimento de diálogo entre profissionais e usuários dos serviços de saúde, emerge uma ação imprescindível e que estreita os laços entre profissional e cliente, o aconselhamento. O mesmo possui o arcabouço formado por três pilares: o aporte educativo, aporte emocional e a troca de informações, que contribui no sentido de intervir nas atitudes do sujeito, considerando, porém, as circunstâncias, carências e capacidade dos indivíduos que são o alvo desta intervenção (FEITOZA et al., 2010).
2.5.2.2. Fluxograma estabelecido no Brasil para o diagnóstico da Infecção pelo HIV
Com vistas a tornar a emissão de laudos de forma confiável, evitando a ocorrência de erros que conduzam a resultados falso-negativos, ou falso-positivos, o Ministério da Saúde tornou obrigatória a sistematização de procedimentos, sendo estes realizados por meio de um fluxograma de ações (BRASIL, 2009b).
Em crianças com idade menor ou igual a 18 meses, só é emitido resultado positivo para infecção por HIV, através da realização de testes com a coleta de 2 amostras em momentos distintos, os métodos que devem ser realizados podem ser: Quantificação do RNA viral plasmático-carga viral ou Detecção do DNA pró-viral e carga viral entre 1 e 6 meses, a realização de uma das opções deve ocorrer após o 4º mês de vida. Nas crianças não infectadas é possível a realização de até 3 testes para quantificação de RNA viral-carga viral, as mesmas são expostas ou vírus por terem nascido de mães infectadas pelo HIV (BRASIL, 2009b).
A Portaria GM/MA nº 59 de 28 de Janeiro de 2003 definia critérios para a realização do diagnóstico de infecção pelo HIV por meio de laboratórios públicos, privados ou que possuam convênio junto ao Sistema Único de Saúde. O teste de Elisa é o primeiro imunoensaio a ser utilizado, na etapa caracterizada como Triagem sorológica, a este teste, submete-se todas as amostras de soro ou plasma. Se neste primeiro momento as amostras apresentarem resultados reagentes, proceder-se-á a confirmação sorológica, este confirmatório é feito por meio da utilização de um segundo imunoensaio, com constituição antigênica ou caráter metodológico diferente do primeiro, em associação a testes confirmatórios, destacando-se a imunofluorescência indireta, Imunoblot ou Western Blot, correspondem às etapas 2 ou 3 (BRASIL, 2009b).
O Western Blotting também conhecido como Immunobloting ou imunoeletrotransparência é de grande utilidade para a caracterização de antígenos, bem como para a caracterização de anticorpos específicos de um componente antigênico. Esta técnica surgiu de uma brincadeira acadêmica como base no nome Southern. Tempos depois Alwine e colaboradores adequaram a então técnica Southern Blotting, passando esta a se denominar Northern Blotting pela eletrotransferência de RNA. Em 1979 Towbin, Staehelin e Gordon desenvolveram a eletrotransferência de proteínas, a nova técnica foi então batizada de Western Blotting (MOLINARO, 2009).
Em casos especiais, quando se impossibilita a emissão de laudo por testes laboratoriais, pode-se lançar mão da utilização de testes rápidos. Dois testes em paralelo, porém em métodos diferentes, devem ser realizados nessa ocasião. Definindo-se como “amostra positiva para o HIV”, as que apresentarem resultado positivo em ambos os testes (BRASIL, 2009b).
Por volta de 1980, época que culmina com o surgimento dos testes pioneiros para o diagnóstico do HIV, inicia-se no Brasil a organização de uma rede de serviços, cuja finalidade se centrava em possibilitar o acesso da população ao conhecimento relacionado a doença, aos materiais necessários à prevenção e aos serviços de Aids, esta denominada Centros de Testagem e Aconselhamento. Outra finalidade importante buscada na época era propiciar maior segurança nas transfusões sanguíneas, por meio de testes Anti-HIV disponibilizados. Todos os serviços prestados presavam pelo anonimato dos usuários, bem como pela livre iniciativa dos mesmos em buscar tais serviços (GRANGEIRO et al., 2009).
Os CTA’s foram criados em 1997, atualmente, esses centros realizam um papel fundamental junto à população, pois realizam ações voltadas ao diagnóstico e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, outra importante característica dos CTA é seu caráter epidemiológico, os mesmos funcionam como fontes de dados onde os perfis populacionais podem ser acessados, bem como subsidiar medidas de prevenção baseadas nas características específicas dos usuários (BRITO et al., 2009).
Nos CTA’s é possível ter acesso a testes para HIV, Sífilis e Hepatites B e C de forma gratuita. Quem busca tais serviços conta com o sigilo total no ato do atendimento, bem como dispõe de uma equipe de profissionais de saúde, que oferecerá todo o aporte necessário, independentemente dos resultados dos testes. Quando porventura os resultados apresentam-se positivos, é também função do CTA, encaminhar os usuários à referência. Vale ressaltar que todos os produtos utilizados nesses serviços, possuem registro junto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), bem como os testes são realizados com base em normas e orientações disponibilizadas pelo Ministério da Saúde (BRITO et al., 2009).
A Portaria do Ministério da Saúde nº 1.271 de 6 de Junho de 2014 modifica o esquema de notificação da infecção pelo HIV, outrora, apenas as gestantes, parturientes, puérperas e crianças expostas ao risco de contágio pelo vírus eram notificados, no mais, apenas em confirmação diagnóstica. A portaria estabelece a obrigatoriedade da notificação compulsória diante do diagnóstico de HIV ou suspeita de infecção pelo HIV, como no caso dos acidentes de trabalho, e mantida notificação para todos os casos com confirmação da AIDS. Essa recomendação está voltada para
todos os profissionais que atuam nos serviços de saúde públicos e privados (BRASIL, 2014b).