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Chapitre 1. Les possibles de la sourditude

1.1 Historiciser la sourditude

1.1.1 Es-tu s/Sourd ou quoi?

2.1.1 A Sociedade da Informação

A base conceitual sobre a Sociedade da Informação conta hoje com inúmeros contributos de vários estudiosos, e com uma bibliografia prolixa. A diversidade de opções conceituais começa cada vez mais a ganhar espaço, porquanto sobre o mesmo assunto existem variadíssimas perspetivas e visões alternativas. A seguir, são apresentadas algumas destas abordagens conceituais sobre a Sociedade da Informação.

Uma definição sobre a Sociedade da Informação citada por Gouveia (2004) que afirma “O conceito de Sociedade da Informação surge da necessidade de explicar e simultaneamente justificar o conjunto de fenómenos sociais a que temos vindo a assistir desde meados do século e de forma mais relevante desde a década de 80. Na base destes fenómenos estão as Tecnologias de Informação (TI) resultantes da convergência entre a Informática e as Telecomunicações. A Sociedade da Informação é a consequência da explosão informacional, caracterizada sobretudo pela aceleração dos processos de produção e de disseminação da informação e do conhecimento. Esta sociedade caracteriza-se pelo elevado número de atividades produtivas que dependem da gestão de fluxos informacionais, aliado ao uso intensivo das novas tecnologias de informação e comunicação”.

Na sequência das definições sobre a Sociedade de Informação, revisitamos o conceito proposto por Castells (2001) citado em (Gouveia, 2004) definindo que a Sociedade da Informação é “um conceito utilizado para descrever uma sociedade e uma economia que faz o melhor uso possível das Tecnologias de Informação e Comunicação no sentido de lidar com a informação, e que toma esta como elemento central de toda a atividade humana”. Ainda na perspetiva de Gouveia (2004) que caracteriza a Sociedade da Informação como uma sociedade onde “as pessoas aproveitam as vantagens das tecnologias em todos os aspetos das suas vidas: no trabalho, em casa e no lazer. Ocorrências destas tecnologias são não só a utilização das caixas automáticas para levantar dinheiro e outras operações bancárias, os telemóveis, o teletexto na televisão, a utilização do serviço de telecópia (fax), mas também outros serviços de comunicação de

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dados, como a Internet e o correio eletrónico e, mais recentemente, a crescente utilização de sistemas de vigilância vídeo, de controlo de tráfego, ou de bilhética, associados aos transportes públicos”, citado por Pereira (2014).

Já em 2004, os autores Gouveia e Gouveia citado por Alves e Moreira (2004, pág. 36) afirmam que “a Sociedade da Informação deve ser caracterizada como uma sociedade onde maioritariamente se lida com informação digital e em que se utiliza extensivamente as Tecnologias de Informação e Comunicação. Não é, nem uma moda, nem uma forma alternativa de fazer, mais sim uma alteração profunda de hábitos e atitudes que, em boa verdade, ainda ninguém poderá conhecer o impacto”.

A Sociedade da Informação, designada alternativamente, por muitos, por sociedade do conhecimento, ou por sociedade em rede, conta com o apoio das Tecnologias de Informação como o suporte para a sua expansão e consolidação, vulgarizando o recurso a computadores e redes e à exploração da informação de base digital (Gouveia, 2012) É vista como uma sociedade onde a interação entre pessoas e entre estas e a organização é maioritariamente realizada com mediação das TIC, e na base do digital, como podemos verificar pelas suas características.

 Utilização da informação como recurso estratégico;  Utilização intensiva das TIC;

 Baseada nas interações entre indivíduos e instituições ser predominantemente digital;

 Recorrer a formas diversas de “fazer as (mesmas e novas) coisas” baseadas no digital.

Para Gouveia, (2004a) aponta ainda um conjunto mínimo de competência individuais para se estar integrado na Sociedade da informação entre eles:

 Capacidade de executar: sabe como fazer e agir em novas situações e contextos;  Capacidade de trabalho: demonstrar a capacidade de trabalhar sob pressão, tanto

dentro dos grupos e como individualmente;

 Flexibilidade: individualmente cada um deve ter confiança para trabalhar sob diferentes contextos e para tomar decisões e lidar com a mudança;

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 Criatividade: Considerando a necessidade de ser um líder, para propor novas perspetivas, para tomar decisões;

 Colaboração: Ser capaz de trabalhar com outros;

 Partilhar informação: Ser capaz de partilhar informação com os outros e fornecer contribuições;

 Representar informação: Ser capaz de transmitir informação reduzindo a complexidade e simplificar a estrutura seu entendimento para os outros. Além disso, a representação é uma habilidade fundamental que diz respeito às questões como a quantidade e qualidade da informação;

 Proactividade com a Informação: Ser capaz de selecionar fontes de informação, acesso à informação e procurar respostas. Isto significa que o Individual relevante deve fazer perguntas e usar os filtros corretos para obter informações.

2.1.2 A Sociedade em Rede

A Sociedade em Rede segundo Castells (2005) citado por Gouveia (2014a) é “o conceito de sociedade em rede comtempla um leque alargado de fenómenos que tem ocorrido a partir da segunda metade do século XX e à escala global (…) tem como papel, o crescente uso do digital e da mediação de tecnologias que o proporcionam (tecnologias de informação e comunicação) e que constituem a infraestrutura básica que serve de mediação quase que exclusiva, a um leque alargado de práticas sociais, politicas e económicas.”

Ainda na mesma linha de pensamento, Castells defende que as transformações na nossa sociedade que ocorrem em modo crescente acelerado e iniciativas por volta de 1970 são despoletadas pelo uso dos computadores, mas claramente multidimensionais e resultado do molde que os indivíduos geraram da interação com computadores, redes e o digital. Mas mesmo Castells reforça que o uso da tecnologia, embora necessária não é suficiente para uma nova e emergente organização em rede que caracteriza o número crescente de instituições e empresas com maior sucesso, influência e capacidade de sobrevivência num mundo em transformação. Logo se reforça a necessidade de capacitar pessoas com competências TIC de forma a poder usufruir de todas as vantagens de pertencer a uma Sociedade em rede.

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Segundo Gouveia, (2015) no Fórum da Arrábida (APDSI, 2015) o grupo de reflexão e- Skills aponta como uma das estratégias para ultrapassar a exclusão na sociedade em rede passa pela “politicas de educação continua, onde se deva fazer um aposta na (i) requalificação e valorização da experiência para permitir o acesso a níveis de formação superior, (ii) explorar o “life time value” do aluno (iii) fazer uma educação continua, por desenvolvimento pessoal” e pela “Universidade como espaço de conceitos e desenvolvimento ético”.

Consequentemente deve-se apostar cada vez mais na formação contínua e nas Universidades, também como promotoras de competências TIC, pois são elas as impulsionadoras para o desenvolvimento de uma Sociedade em rede (enquanto locais de criação de conhecimento). Torna-se igualmente cada vez mais necessário fazer uma aposta na capacitação dos professores, e na sua capacidade em lidar com o digital.

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