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3 La gestion des erreurs

2. on error goto

Desde a era primitiva que a dança possibilita que o corpo se expresse livremente e que revele o interior de cada um. Esta atividade é vista como o primeiro testemunho da comunicação criativa e assume vários significados, adotando uma linguagem própria transmitida pelo movimento corporal, da interação e atuação física no ambiente (Rebelo, 2014). Denominada como uma arte emblemática e de ação cultural, enquadra-se na corporeidade (forma mais completa e estruturada do movimento) e manifesta-se na fisicalidade (abrange todos os movimentos e expressividades espontâneas),

Uma prática artística que utiliza o corpo como instrumento ou móbil fundamental na finalização da Arte, é movimento de pensar, tem propósitos comunicacionais, é invenção de um sentido renovado, revela estados de emotividade e afectividade, tem uma intenção estética e pressupõe uma leitura. (…) Em Dança transmite-se mensagens associadas a imagens, transmite-se conceções do mundo, sentimentos, emoções, temas, relações lógicas e ideias (Batalha, 2006, p. 30).

As técnicas utilizadas neste género artístico fazem com que seja interpretada como uma atividade poética, porque o movimento que é efetuado não está na musculatura, mas sim na sensibilidade, na intencionalidade e no poder dramático que os músculos podem transmitir, tornando o movimento poético e aprimorado (Batalha, 2006). Por vezes parece não ter nenhuma utilidade, mas cuja execução através da criatividade e expressão, produz um sentimento de prazer (Sousa, 2003).

A dança nas NEE traz muitos benefícios ao crescimento do indivíduo, desde o desenvolvimento motor, à perceção corporal, à comunicação grupal, às relações interpessoais, à desinibição, entre outros. “El aprendizaje y por tanto la construcción de

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procesos cognitivos resulta de la interacción entre los sentidos (percibir), el estado emocional (autocontrol) y la motricidad (el hacer)” (Iglesias & Lacerda, 2006, p. 17), ou seja, as construções envolventes na dança favorecem os aspetos pessoais e profissionais dos indivíduos com qualquer tipo de NEE, aperfeiçoando a qualidade de vida. Nomeadamente, o objetivo destas construções é o de receber bons estímulos internos e externos para a condição humana, transmitindo os mesmos através da linguagem corporal. De acordo com Iglesias & Lacerda (2006) os benefícios da dança aos indivíduos com NEE são:

1) Favorece ao vínculo mente-corpo;

2) Desperta um desenvolvimento físico e afetivo; 3) Potencia a imaginação e a criatividade;

4) Desenvolve a consciência, a harmonia e o domínio do próprio corpo; 5) Consegue uma afirmação corporal, tendo mais segurança no seu visual; 6) Potencia a comunicação e o sentido autocrítico.

Nestas circunstâncias, a dança passou por muitas transformações para que os artistas fossem reconhecidos e ganhassem o seu espaço. O mesmo se refere aos indivíduos que apresentavam estruturas físicas particulares, em que os estereótipos foram excluídos gradualmente, o que permitiu um caminho livre para incluir os indivíduos com deficiências no mundo da dança (Amoedo Barral, 2002).

3.1.1 A dança inclusiva por Henrique Amoedo

A dança é um fenómeno social e cultural, porque “ (…) tem um caráter estético que finaliza na obra de arte, enquadrada por uma gestualidade própria, um corpo habituado, vivido integralmente, pleno de sensibilidade e originalidade e finalmente que exprima emoções e energias interiores” (Batalha, 2006, p. 31).

A partir de 1996, com as Normas para a Equiparação de Oportunidades, elaborado pelas Nações Unidas, puderam garantir aos indivíduos com NEE a inclusão em atividades culturais (tais como: a dança, a literatura, o teatro, a música, etc.), podendo participar de forma igual. É necessário converter a responsabilidade para os governos de modo a que os indivíduos tenham a oportunidade de incrementar o seu potencial criativo, artístico e inteletual, quer para o seu desenvolvimento pessoal, quer para a comunidade. Neste

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sentido, passou-se a verificar mais indíviduos com deficiência nos palcos3 espalhados pelo mundo, que serviu para modificar aos poucos a imagem social dos mesmos, o que significa que a dança e a deficiência podem estar juntas para um propósito.

A dança, entendida nas palavras de Amoedo Barral (2002), é uma forma de expressar liberdade que rompe os estereótipos da sociedade. Inclusão, é o meio pelo qual os indivíduos recebem um atendimento ajustado às suas necessidades, adaptando-se à sociedade adapte aos mesmos. Como o próprio afirma, “A inclusão é uma via de mão dupla” (Amoedo Barral, 2002, p. 43). A junção dos dois conceitos, dança inclusiva, engloba todos os indivíduos, com e sem NEE, que têm o objetivo a composição artística, não despreocupando do fator educacional e terapêutico. O principal propósito neste contexto, é dar importância ao produto artístico, ou seja, olhar para estes indivíduos como artistas dignos e não como quem precisa de compaixão, o que fará transformar a imagem social destes. Saber interpretar um espetáculo pela natureza estética e não pela deficiência, é o primordial objetivo.

Amoedo Barral (2002) relacionou os nove itens elaborados por Bernard (1990) sobre a dança moderna, para caracterizar a dança inclusiva:

1) “Morfologia dos artistas”. A inclusão dá-se quando há participação de artistas com deficiência, com detalhes corporais desproporcionais;

2) “A visibilidade do corpo”. A opção de mostrar o corpo ou não depende do produto artístico, mas deve ser encarado com naturalidade.

3) “As posturas”. Houve mais diferenciação sobre o facto de poderem explorar outros contactos corporais, como por exemplo movimentar-se no chão.

4) “As atitudes”. O que os artistas apreendem e apresentam em palco, pode ser utilizado no seu dia a dia, para que consigam ganhar independência.

5) “Os gestos”. As maneiras como expressam os movimentos revelam-se em excelência comparando com o sistema clássico.

6) “Os deslocamentos”. As diversas maneiras de se deslocar pelo palco (muletas, cadeiras de rodas, etc.) pode explorar novos conhecimentos e não ser um constrangimento.

3 Inseridos em companhias, tais como: Axis Dance Company, Cleveland Ballet Dancing Wheels, Danceability Project, Infinity Dance Theater, Light Motion e Paradox Dance (EUA); Limites CIA. De Dança e Roda Viva CIA. De Dança (Brasil); Bilderwefer (Áustria); Candoco Dance Company (Londres); Din A 13 (Alemanha);

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7) “Expressão facial”. A expressão facial revela muita riqueza e pode ser um factor impressionante para aqueles que têm uma motricidade mais limitada.

8) “Expressão fónica”. Como a anterior, a voz pode ser uma vertente alternativa que utiliza as vocalizações para se exprimir.

9) “Contactos”. A interação e a ligação entre indivíduos com e sem deficiência deve ser algo natural, assim como os objetos em cena.

É de sublinhar que um dos objetivos da dança inclusiva é divulgar e incluir os indivíduos com deficiência pelas várias companhias de dança mundiais, através das suas qualidades artísticas e fazer com que a diferença ocorrente deixe de ser uma questão que suscite atitudes menos positivas. Este pensamento e desejo de Amoedo Barral (2002) permitiria, quando sucedesse, a verdadeira inclusão social dos indivíduos com deficiência, “ (…) sintoma de plena aceitação da unicidade na diversidade pois, de bailarinos se trata, que dançam com o corpo e não “apesar do corpo” (p. 124).

Na RAM o reconhecimento da dança inclusiva é feito pela AAAIIDD, através do Grupo

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