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Erreurs de classification des spécimens sur papier absorbant 79

2.   Résultats 66

2.4.   Erreurs de classification des spécimens sur papier absorbant 79

Desde 1993 vários estudos sistemáticos dos efeitos de implantação iônica em várias espécies de polímeros fluorados foram publicados.

A referência [48] traz no bojo da discussão os possíveis mecanismos de reações químicas por onde ocorre a perda de flúor da superfície do perfluoroalcoxi-tetrafluoretileno (PFA), que poderiam ser estendida ao PTFE devido à similaridade das cadeias poliméricas.

A quebra da ligação C-F por excitação localizada que dá origem aos radicais I e II e alternativamente a cisão de uma ligação C-C da cadeia principal que resultaria no radical III, são exemplos de mecanismos que a referência apresenta e discute. Estes exemplos são mostrados na figura 2.9.1.

Razões das concentrações dos átomos [F]/[C], determinadas por XPS, diminuíram com a irradiação de PFA com feixes de Ar+ de energia cinética entre 0,5 a 3,0 keV [48]. O processo dominante para Ar+com tais energias é sputtering. Uma fluência de 6,24 x 1015Ar+ cm-2 s-1 incidente em PFA tem um rendimento de 100 a 200 grupos CF2 por íon. Para as

energias e fluências maiores (3 keV e 1,02 x 1013 íons cm-2s-1) alta defluoração é observada devida a perda de CF2, CF2CF2, CF2CF3e espécies de maior massa.

Figura 2.9.1 – Possíveis mecanismos na formação dos radicais I, II e III no processo de defluoração por ação de implantação iônica em PFA [48].

PTFE tratado por IIIP [49] com Ar+a uma pressão de 1,5 Pa com potência de rf de 70 W e alta-tensão pulsada de -25 kV a 125 Hz, teve seu ângulo de contato aumentado para 163ºcom tratamento de 4800 s.

Bombardeamento do PTFE [50] com Ar+com 8, 15 e 30 kV com fluência de 3,1 x 1020a 18,3 x 1020íons cm-2e densidade de corrente variando de 1,25 a 7,5 A m-2, apresentou super hidrofobicidade com ângulo de contato de 170º. Resultados de microscopia de força atômica AFM revelam um aumento da rugosidade em relação ao material sem tratamento e a análise por microscopia eletrônica de varredura revela drástica modificação na morfologia da superfície. A super hidrofobicidade apresentada é explicada pela diminuição da superfície de contato entra a gota de água e a superfície devido o aumento da rugosidade.

A implantação de N+ a 160 keV com doses entre 1 x 1014 e 1 x 1017 íons cm-2, como pré-tratamento da superfície de PTFE[51], demonstrou melhoria na adesão de cobertura posterior de filme de ouro por um processo de sputtering, em fluências abaixo de 2 x 1014íons cm-2. Esta melhoria ocorre, conforme relatado, em conexão com a formação de ligações pendentes no polímero (adesão química). Enquanto que em dose média a alta, a adesão melhorada pode estar relacionada com maior ancoragem do filme em função da topografia da superfície (adesão mecânica) do substrato. Num outro estudo [52]com as mesmas condições de implantação mostrou que o tratamento leva ao aumento da cristalinidade do PTFE.

Implantações de N+ com tensão de 30 kV e fluências de 1 x 1017 a 3 x 1017 íons

cm-2 [53], mostraram entre outras modificações superficiais, que a resistência elétrica caiu de 2

x 1017ŸSDUD[12Ÿ cerca de 5 ordens de grandeza.

Num estudo de 2003 [54], substratos de PTFE foram irradiados com íons de Ti com 80 keV em doses de 5 x 1015 a 5 x 1017 íons cm-2. O estudo demonstrou que os danos nas ligações químicas da superfície aumentaram com o aumento da fluência. A molhabilidade e a rugosidade também aumentaram com a fluência. As amostras analisadas após um ano de envelhecimento mostraram que não houve muitas alterações na molhabilidade. No entanto, houve diminuição da rugosidade com o tempo, como mostrado por microscopia eletrônica de varredura.

Implantações de íons de cobre e carbono em PTFE pelo processo IIIP [55] mostraram mudança na estrutura do polímero. O carbono foi implantado com voltagens de até N9D+=HFLFORGHȝVSRUFHUFDGHV$LPSODQWDção do cobre ocorreu a uma tensão de 5 kV, freqüência de até 200 Hz e ciclo de 10 ȝVFRPRPHVPRWHPSRGHH[SRVLção. A resistência ao desgaste de ambos foi aumentada, por exemplo, a amostra implantada com carbono, a trilha deixada na amostra, por um pino cilíndrico com ponta esférica com diâmetro de 6 mm de PTFE comercial, reduziu para 1,25 mm contra 2 mm na amostra original. Com a amostra implantada com cobre a trilha deixada foi semelhante, mas o desgaste do pino foi maior em função da dureza da superfície aumentada.

Num estudo IIIP [56] com Co, Ni e Cu foram implantados usando a técnica MEVVA (do inglês: metal vacuum vapor arc) que significa vapor metálico produzido por

arco em vácuo. A composição química da superfície foi modificada e análises por RBS e XPS

mostraram que houve formação de carbetos e fluoretos metálicos na superfície, diminuindo o ângulo de contato dos três tratamentos em função da redução da componente polar da energia de superfície da amostra.

A implantação de íons de Al em PTFE [57]com 20 keV e fluências entre 1 x 1015a 1 x 1016íons cm-2, apresenta dureza de 5 a 6 vezes maior que a amostra original. Resultados de XPS, XRD (do inglês, X-ray diffraction) e AFM mostram que Al2O3 e AlF3 encontra-se

entremeadas na fase PTFE. Os resultados experimentais revelam que as propriedades tribológicas do EMP (do inglês, elastic metalic-plastic pads) são significativamente aumentadas por este processo.

Algumas literaturas têm relatado melhorias das propriedades do PTFE com implantação iônica, quando este material é aplicado no campo biológico. PTFE tratado por implantação iônica no que diz respeito à atividade dos osteoblastos MC3T3-E1 cultivadas

sobre as superfícies tratadas tem sido promovida em termos de quantidade e morfologia [58]. Amostras de PTFE tratadas por oxigênio pelo processo IIIP relata que houve aumento da adesão dos osteoblastos e promoveu a proliferação dos mesmos[59]. O tratamento por IIIP[60] de PTFE com argônio e oxigênio com pulsos longos (200 ȝV  H DOWD IUHTüência (500 Hz) aumenta a adesão de células vivas e bactérias. Um estudo de PTFE irradiado com íons negativos de carbono [61]com energias de 5-10 keV e fluência de 3 x 1014íons cm-2e 3 x 1015 íons cm-2, promove o controle da adesão de células tronco sobre a superfície tratada. Adesão de colágeno em superfície de PTFE tratada por IIIP foi relatada, em função disso o estudo vem sugerindo vantagens para engenharia de tecidos e desenho de prótese[62].