• Aucun résultat trouvé

L’h´eritage philosophique de Turing

DA PESQUISA

No primeiro encontro aconteceram as apresentações das pessoas que fariam parte do Programa de Formação Continuada: eu enquanto pesquisadora e mediadora das atividades desenvolvidas, a monitora responsável pelas filmagens, os professores de Educação Física enquanto participantes e a PCOP de Educação Física como responsável pela DRE.

Assim, me apresentei como professora de Educação Física evidenciando que estaria realizando uma pesquisa de doutoramento, por meio de um Programa de Formação Continuada para professores de Educação Física; porém meu papel seria de colaboradora e mediadora das discussões, reflexões e vivências sobre a inclusão de alunos com deficiência nas aulas de Educação Física.

Em seguida a monitora se apresentou. Expliquei que ela seria responsável pelas filmagens dos encontros no Programa de Formação e estas filmagens tinham o objetivo de coletar o maior número de informações ou dados possíveis para posteriores discussões, reflexões e análises, as quais seriam utilizadas apenas como fins de pesquisa e, somente eu teria acesso as mesmas.

Logo depois a PCOP de Educação Física se apresentou, parabenizou os professores pela disponibilidade em participar do Programa em busca de contribuições para sua formação, colocou-se à disposição para auxiliar em qualquer atividade e comunicou que não participaria dos encontros, pois, talvez, sua participação causasse inibição poderia inibir nas interações já que ela era responsável pelos professores de Educação Física participantes do Programa. Mas enfatizou que estaria em sua sala na DRE durante os encontros, se por ventura, alguém precisasse de algo.

Antes de mencionar maiores informações sobre o Programa solicitei que os participantes se apresentassem e discorressem um pouco sobre suas vidas pessoais, profissionais e, também sobre as expectativas quanto ao Programa de Formação Continuada e como gostariam que o mesmo acontecesse. Os cinco participantes se mostraram bastante receptivos aos se apresentarem, mas demostraram timidez para relatar o que esperavam dos encontros no Programa. Em sua maioria mencionaram que gostariam de entender como a

inclusão poderia, de fato, se efetivar nas aulas de Educação Física, uma vez que acreditavam que elas não estavam acontecendo como realmente deveria.

Neste momento, aproveitei para mencionar que o Programa estava seguindo as normas éticas estabelecidas pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos em conformidade com a Resolução nº 196/96 do Conselho Nacional de Saúde que trata das Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisas envolvendo Seres Humanos (BRASIL, 2012). Além disso, citei que o projeto de pesquisa para a realização do Programa foi aprovado por este Comitê, sem modificações, sob o parecer n° 483.224/2013 (Anexo A).

Logo após expliquei os objetivos da pesquisa comentando que a marca do Programa de Formação Continuada seria a informalidade no sentido de “dar voz e vez” 122 aos participantes, ou seja, não seria eu quem estipularia quais temáticas deveriam ser abordadas em cada encontro do Programa, mas sim, eles enquanto participantes. Mesmo havendo sempre em cada encontro um assunto central disparador pertinente à inclusão de alunos com deficiência nas aulas de Educação Física meu papel seria o de colaborar e mediar as discussões, reflexões e vivências a serem desenvolvidas no Programa.

Sob este prisma, os momentos de discussões, reflexões, diálogos e vivências partiriam sempre das necessidades de entendimentos por eles alvitrados, ou seja; os protagonistas do Programa seriam eles os professores de Educação Física que, a partir das conjecturas de cada encontro, selecionariam as atividades a serem discutidas nos próximos encontros.

Para maiores esclarecimentos, mostrei aos participantes por meio do Programa Microsoft PowerPoint (2010) que os encontros adotariam uma sequência de fases, explicitadas no Quadro 2. Todavia, a utilização destas fases, a princípio, seria uma proposta de organização que poderiam ser alteradas se assim os participantes acreditassem ser necessário.

Perguntei se gostariam de modificar alguma das fases propostas, não realizar alguma das fases, diminuir ou amentar o número de encontros em cada uma das fases, relatar algo pertinente a organização do Programa ou qualquer outra alteração que achassem pertinente. Os participantes mencionaram que concordavam com a organização e que, naquele momento, não acreditavam ser necessário modificações, mas que se durante os encontros quisessem alterar algo, me informariam. Os participantes sinalizaram que estavam surpresos com a organização dos encontros do Programa, uma vez que estariam realizando atividades que não esperavam, porém as mesmas eram interessantes para “sair da zona de conforto”123.

122Grifo meu.

Reforcei também que o Programa tratava da formação e da construção de saberes sobre inclusão de maneira coletiva, em parceria. Para isso, todos os participantes do Programa, inclusive eu enquanto professora-pesquisadora, seríamos considerados professores “atores no sentido forte do termo”124, isto é, pessoas que assumimos nossa prática a partir dos significados que damos à mesma, profissionais que possuímos saberes e/ou conhecimentos, um “saber-fazer”125 provenientes das experiências que vivenciamos enquanto pessoas e enquanto docentes.

Nesta perspectiva, os participantes seriam (e foram) considerados não como objetos de pesquisa, mas como profissionais que detêm saberes teóricos e práticos sobre o trabalho docente advindos de diferentes fontes. Os participantes se mostraram muito empolgados, inclusive citando que gostaram da organização e que iam pensar se eram necessárias modificações.

Então, após as apresentações e explicações perguntei novamente aos participantes se os mesmos ainda gostariam de compartilhar e construir saberes por meio do Programa de Formação Continuada. Os cinco participantes afirmaram que estavam dispostos a participar e manter assiduidade nos encontros. Com a confirmação oral de participação informei que eles deveriam efetivar a confirmação mediante assinatura em duas vias de um Termo de Compromisso Livre e Esclarecido (TCLE - Apêndice I), uma via ficaria de posse dos mesmos e outra comigo.

Realizei a leitura do termo com os participantes esclarecendo todas as dúvidas que os mesmos apresentaram. Também informei que, se por ventura, se sentissem desconfortáveis em qualquer momento da realização da pesquisa, poderiam me informar para que eu solucionasse tais desconfortos e, se não fossem solucionados poderiam desistir da pesquisa sem nenhum prejuízo e, ainda, informar o Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade, pessoalmente ou por telefone. No transcorrer da pesquisa, nenhum dos participantes informou ou demonstrou sentir-se desconfortável.

Depois disso, entreguei um questionário (Apêndice B) aos participantes e suas respostas serão expostas no decorrer deste capítulo. A priori, apresento a caracterização dos participantes do Programa de Formação Continuada no Quadro 3. Para manter as identidades dos participantes em sigilo como recomenda o Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos utilizei nomes fictícios: Maria, Ana, Carol, Sofia e Paulo.

124Expressão utilizado por Tardif (2003). 125Grifo meu.

Por conseguinte, apresento as informações a respeito da caracterização dos participantes do Programa de Formação Continuada: construção de saberes sobre a inclusão de alunos com deficiência nas aulas de Educação Física que foram coletadas no primeiro encontro por meio do questionário inicial (Q1) e do roteiro de filmagens (R1).

4.2 CARACTERIZAÇÃO DOS PARTICIPANTES DO PROGRAMA DE FORMAÇÃO

Documents relatifs