EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA ESCOLA
A Tabela 9 (completa no Apêndice 11) apresenta na íntegra as temáticas das pesquisas sobre Educação em Saúde na escola. Aqui trago uma Tabela síntese para melhor visualizar e acompanhar as análises que são apontadas. Ressaltamos aqui que a classificação das temáticas foram feitas a partir da leitura do título e resumo dos artigos, dissertações e teses.
Tabela 9: Temáticas das Pesquisas sobre Educação em Saúde na Escola Indexadas no Portal da CAPES e SCIELO, de 2005 a 2015
Temáticas de Pesquisa Categoria de Compreensão Total %
Sobrepeso/Obesidade Abordagem por Temas 1 0,39
Antropometria Prevenção de Doenças 1 0,39
Envelhecimento Abordagem por Temas 1 0,39
Fisioterapia Autocuidado 1 0,39
Saúde Ocular Promoção da Saúde 1 0,39
Corpo Autocuidado 2 0,78
Conceitos de
Doença/Cura/Higiene Prevenção de Doenças 2 0,78
Fonoaudiologia Autocuidado 2 0,78
Saúde e Ambiente Promoção da Saúde 3 1,18
Desempenho Escolar Abordagem por Temas 3 1,18
Violência Promoção da Saúde 4 1,57
Políticas Educacionais Promoção da Saúde 4 1,57 Distúrbios de aprendizagem Abordagem por Temas 4 1,57 Educação escolar e hospitalar Promoção da Saúde 5 1,96
Segurança Promoção da Saúde 5 1,96
Doenças Crônicas Prevenção de Doenças 6 2,36
Educação Física Promoção da Saúde 6 2,36
Currículo Abordagem por Temas 8 3,14
Saúde Bucal Promoção da Saúde 9 3,54
Psicologia Autocuidado 9 3,54
Drogas/Álcool/Fumo/Sono Promoção da Saúde 10 3,93 Esporte e Atividade Física Promoção da Saúde 11 4,33 Ação Inter Setorial Promoção da Saúde 11 4,33
Programas de Saúde Promoção da Saúde 13 5,11
Educação Sexual Promoção da Saúde 15 5,90
Saúde Docente Autocuidado 19 7,48
Alimentação Promoção da Saúde 28 11,02
Inclusão Abordagem por Temas 29 11,41
Promoção da Saúde Promoção da Saúde 41 16,14
Total 254 100
Fonte: Dados da pesquisa realizada.
A Tabela 9 demonstra que a partir da análise dos textos por meio da ATD, constituíram-se 29 temáticas de pesquisa. As temáticas mais abordadas nos estudos tratavam sobre: Promoção da Saúde (16,14%); Inclusão (11,41%); Alimentação (11,02%); Saúde Docente (7,48%); Educação Sexual (5,90%); Programas de Saúde (5,11%); Ação Inter Setorial (4,33%); Esporte e Atividade Física (4,33%) e Drogas/Álcool/Fumo/Sono (3,93%). As demais temáticas contribuíram em menor número.
Partindo da busca e seleção inicial das possíveis temáticas que se apresentaram das pesquisas da CAPES e SCIELO, pode-se traçar comparativos entre os dados, assim como estabelecer pontos em comum e de diálogo entre os textos, seus autores e as temáticas abordadas. Destas relações emergidas das 29
temáticas identificadas, foram encontradas 7 mais frequentes, que analisamos a seguir.
A temática com maior presença entre os textos estudados (16,14% das pesquisas) foi “Promoção da Saúde”. Conforme Silva (2009, p. 11), “compreende- se, pois, a Promoção da Saúde como estratégia de articulação transversal, na qual se destacam os fatores que situam a Saúde da população em risco e as diferenças entre necessidades, territórios e culturas presentes no País”.
Quase todas as pesquisas trataram sobre as estratégias, projetos e práticas de Promoção da Saúde na escola (61,36% das pesquisas sobre Promoção da Saúde). As variáveis da temática que contribuíram com menos frequência foram: as concepções dos profissionais da educação sobre a presença da Saúde na escola (11,36% das pesquisas sobre Promoção da Saúde); a participação e opinião dos escolares inseridos em atividades de Educação em Saúde (9,09% pesquisas); a perspectiva histórica da Educação em Saúde na escola (6,81% das pesquisas sobre Promoção da Saúde); a questão de como avançar na Promoção da Saúde escolar (4,54% das pesquisas sobre Promoção da Saúde); a relação da família e escola na Promoção da Saúde (4,54% das pesquisas sobre Promoção da Saúde) e a formação continuada em Saúde dos professores (2,27% das pesquisas sobre Promoção da Saúde).
As pesquisas analisadas em relação à Promoção da Saúde possuem sentidos que caracterizam o estilo de pensamento, tal como:
“Necessidade de atividades de Promoção da Saúde nas comunidades escolares” (C205).
“A inclusão de temas relacionados à saúde alimentar e às práticas de entretenimento dos personagens inseridos no lugar” (C441).
“Necessidade de serem realizadas, dentro do espaço escolar, diversas atividades que favorecessem a Promoção da Saúde, e não somente o trabalho de transmissão de conhecimentos sobre aspectos relacionados à saúde” (S52)1.
A importância de discutir e abordar o tema Saúde na escola, bem como nos currículos escolares, está em superar o tratamento dado com foco na doença, ou
seja, “fugir de um caráter tecnicista e fragmentário, buscando a integralidade, para assumir-se em uma perspectiva biopsicossocial de promoção da Saúde” (ARAÚJO; EMMEL; CAMBRAIA, 2016, p. 127-128).
O tema “Alimentação” foi discutido nas produções nesta última década, ocupando a segunda posição das temáticas abordadas, constituindo um total de 12,68% das pesquisas. Segundo o documento do Ministério da Saúde: SUS de A a Z: Garantindo Saúde nos municípios (BRASIL, 2009, p. 31), a alimentação saudável caracteriza-se por um “padrão alimentar adequado às necessidades biológicas e sociais dos indivíduos e de acordo com as fases do curso da vida”.
A pesquisa desta temática demonstra o quanto a alimentação assume um papel importante na ES que é desenvolvida na escola. “No Brasil, o contexto de desenvolvimento de programas de alimentação em escolas tem buscado promover modos de vida saudáveis com vistas a alcançar o direito humano à alimentação adequada” (FERNANDEZ; SILVA, 2008, p. 452).
Nessa temática, seis aspectos foram pesquisados. Os dois com maior destaque foram: 1) a percepção sobre alimentação saudável pela comunidade escolar e as ações empregadas para sua implementação na escola (45,71% das pesquisas sobre Alimentação) e 2) os programas e projetos com foco para o desenvolvimento da educação alimentar (31,42% das pesquisas sobre Alimentação). Os aspectos menos pesquisados foram: 1) análise do estado nutricional, do consumo de alimentos e das condições de vida dos alunos das escolas (8,57% das pesquisas sobre Alimentação); 2) o perfil das cantinas escolares (5,71% das pesquisas sobre Alimentação); 3) a formação e capacitação dos educadores e manipuladores de alimentos nas escolas (5,71% das pesquisas sobre Alimentação) e 4) o currículo escolar e acadêmico no que diz respeito à alimentação (2,85% das pesquisas sobre Alimentação).
A temática caracteriza-se por diferentes dimensões, refletindo sobre as condições que promovem uma alimentação saudável nos sujeitos, conforme as citações dos autores dos trabalhos:
“Entende-se por alimentação adequada e saudável aquela que atende às necessidades biológicas, sociais, afetivas, e culturais” (C8).
“Alimentação como comportamento consequente e indutor de aspectos mais amplos que simplesmente o biológico” (C94).
“Envolve inúmeros aspectos além dos biológicos, entre os quais podemos citar os psicológicos e sociais” (C724).
Isso manifesta um estilo de pensamento que considera vários determinantes para a abordagem de uma alimentação saudável na escola e nas matrizes curriculares. Esse estilo considera aspectos outros que não apenas o biológico e volta-se a compreensão do espaço escolar como decisivo para contemplar tal compreensão, uma vez que o considera como um “local propício para o desenvolvimento destas ações, principalmente em virtude de o processo de formação de hábitos alimentares ocorrer, sobretudo, na infância [...]” (SCARPARO; MARQUES; DEL PINO, 2016, p. 39).
Com 11,23% dos trabalhos voltados a pensar sobre a “Inclusão” constituímos a terceira temática. Por ser a terceira mais abordada nos estudos, ela indica a importância que o tema da inclusão assume na Educação em Saúde. No entanto, Coppede et al. (2014, p. 472) demonstram que “O processo de inclusão escolar ainda apresenta muitas demandas para que os serviços educacionais possam oferecer ações efetivas que promovam igualdade de oportunidades e inclusão”.
Nesta temática, a grande maioria dos textos tratou sobre três assuntos: 1) comunicação entre a escola especial e a regular, assim como se dá a atuação dos inúmeros profissionais envolvidos, como professores, fonoaudiólogos, terapeutas, médicos, etc. (25,80% das pesquisas sobre Inclusão); 2) percepção e atitudes dos pais, alunos e professores frente às necessidades educacionais especiais (25,80% das pesquisas sobre Inclusão) e 3) necessidades de serviços, recursos e estratégias para alunos especiais (22,58% das pesquisas sobre Inclusão).
Um número menor de pesquisas sobre a temática da Inclusão ainda abordou 3 aspectos diferentes. Em 12,90% das pesquisas houve a análise de propostas de política de educação inclusiva; 9,67% das pesquisas investigaram as bases psicológicas da inclusão escolar e 3,22% das pesquisas trataram das adaptações curriculares para alunos com necessidades educacionais especiais.
As pesquisas evidenciam aspectos comuns ao abordar as estratégias e ações pedagógicas de inclusão no trabalho docente:
“Ao efetivar a inclusão, é preciso transformar a escola, começando por desfazer práticas Segregacionistas” (C377).
“Momentos de encontro e formação abordando outros temas relacionados à prática inclusiva” (C284).
“Muitas escolas não estão preparadas no seu aspecto arquitetônico e nem seus professores capacitados para trabalhar com a inclusão” (C460).
“Complexidade dos processos de inclusão de alunos com deficiência na Escola Regular” (C661).
Além disso, identificou-se como temática de estudo a questão da “Saúde Docente”; em que 7,24% das 276 pesquisas se preocuparam em refletir sobre este assunto. Brum et al. (2012, p. 141) afirmam que precisam ser feitos estudos “para podermos avaliar a qualidade de vida dos educadores, já que diversos problemas relacionados à atividade docente, à Saúde e à segurança no trabalho devem ser considerados”.
Nesta temática emergida na análise, oito dos vinte trabalhos são de autores provenientes do Estado do Rio Grande do Sul. Três deles provieram do Estado de São Paulo e dois do Rio de Janeiro. Já no Distrito Federal, Bahia e Pará uma pesquisa foi publicada.
Emergiram distintas linhas de discussão para a temática da Saúde docente. Entre elas destacam-se: a investigação das condições de mal e bem-estar docentes, que perpassam pela existência de licenças para tratamento de Saúde, autoimagem, autoestima e autorrealização (25% das pesquisas sobre Saúde Docente); a verificação de como as políticas de gestão do trabalho repercute na Saúde dos trabalhadores (20% das pesquisas sobre Saúde Docente); a reflexão sobre as alterações vocais dos educadores (15% das pesquisas sobre Saúde Docente); o estresse pelo qual sofrem (10% das pesquisas sobre Saúde Docente); identificar como são abordadas as questões de Saúde do trabalhador docente (10% das pesquisas sobre Saúde Docente); quais são os indicadores físicos e mentais da qualidade de vida dos professores (10% das pesquisas sobre Saúde Docente); demonstrar as condições de desgaste profissional do professor, como as jornadas extensas, a falta de reconhecimento, a indisciplina, etc. (5% das pesquisas sobre Saúde Docente) e refletir sobre o seu psicológico (5% das pesquisas sobre Saúde Docente).
“Estresse, escola e saúde docente; a mulher, o homem, a docência e o contexto escolar; a família e o aluno no contexto escolar e a inclusão no contexto escolar” (C34).
“Características demográficas, econômicas, ocupacionais, atividades domésticas, esforços físicos, saúde física, saúde mental e os diagnósticos médicos mais referidos pelos professores desde o início do trabalho como docente” (C426 S94).
“Jornada extensiva, baixos salários, relação de domínio dentro das organizações, pressões por melhores desempenhos dentre outras causas, que direta ou indiretamente afetam a saúde e, consequentemente, o desempenho profissional em sala de aula” (C507).
“Indicadores de saúde física, onde os problemas de sono, os sentimentos de cansaço extremo e de exaustão física” (S1).
Outro tema presente, nas pesquisas, refere-se à discussão da “Educação Sexual” (5,43% dos trabalhos). Entre estes surgiram sete subtemáticas para refletir sobre a presença deste assunto na Educação Escolar. A questão de oferecer Educação Sexual na escola por meio de projetos educativos foi bastante discutida entre as pesquisas (33,33% das pesquisas sobre Educação Sexual), assim como a preocupação em identificar e avaliar as concepções que professores e alunos tem de sexualidade (33,33% das pesquisas sobre Educação Sexual).
Ainda, 13,33% das pesquisas sobre Educação Sexual reúnem observações acerca dos recursos didáticos possíveis para a orientação sexual na escola. É importante destacar que ambas as pesquisas apontam o valor da utilização de vídeos educacionais para este propósito em sala de aula. Outras três subtemáticas emergidas marcaram cada uma aspectos diferentes em relação ao tema: uma (6,66%) assinala os desafios para os professores que trabalham com o tema sexualidade; outra (6,66%) considera os documentos escolares e realiza entrevistas com os gestores a fim de investigar a inserção da temática no contexto escolar a terceira (6,66%) analisa a produção acadêmica sobre educação sexual.
Ao analisar a temática da Educação Sexual, a discussão que os autores fazem é pelo viés do modelo Biopsicossocial, uma vez que os trabalhos abordaram questões como:
“Quando se fala em maturidade sexual é necessário lembrar que o tema sexualidade está presente em diversos espaços além dos escolares” (C16).
“Essa discussão coloca algumas questões e desafios importantes para professores e professoras comprometidos com processos de ensino e aprendizagem que envolvem o tema da sexualidade” (C168).
“A educação/orientação sexual implementada por educadores fundamenta-se em pressupostos teóricos do planejamento familiar e da prevenção de doenças sexualmente transmissíveis” (C375 S84).
A análise empreendida nesta dissertação possibilitou verificar a temática dos “Programas de Saúde”. Quinze (5,43%) trabalhos abordaram esta proposta. Tais pesquisas propuseram-se a discutir sobre a criação e implementação de Programas de Saúde nas escolas, bem como as estratégias de trabalho que tais programas apostavam.
Em um estudo de revisão bibliográfica sobre quais os programas de intervenção em Saúde realizada nas escolas do Brasil, Brito, Silva e França (2012, p. 629) notaram que “O enfoque dos programas de intervenção em Saúde realizados nas escolas brasileiras está relacionado, na sua ampla maioria, a dois aspectos: prática de atividade física e alimentação saudável”. Os autores concluem ser válida a implantação e desenvolvimento dos Programas de Saúde por terem identificado melhora nas condições comportamentais dos alunos envolvidos nos programas.
Brito, Silva e França (2012, p. 630) apontaram que “o poder público está incentivando e financiando projetos de educação e Promoção da Saúde nas escolas, através da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS)”. Porém identificaram que estes “programas de intervenção em saúde (...) geralmente são promovidos por instituições científicas e serviços de saúde” (BRITO; SILVA; FRANÇA, 2012, p. 630).
Algumas destas pesquisas optaram por discutir sobre o “Programa Saúde na Escola” (20% das pesquisas sobre Programas de Saúde). Programa este utilizado por muitas instituições de ensino para o desenvolvimento do tema da Saúde. Isto em parte se deve ao fato de que o programa é de iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e por isso alcança larga escala de conhecimento e aplicação. Outras pesquisas avaliavam a utilização pelas escolas e pelos seus professores de outros programas educacionais de Saúde, de iniciativa própria das escolas ou de órgãos de menor amplitude que o referido “Programa Saúde na Escola” do MEC (80% das pesquisas sobre Programas de Saúde).
Os trabalhos evidenciam a presença dos Programas de Saúde no contexto escolar e revelam suas características:
“Participação da comunidade em todas as etapas do processo de implementação de programas” (C171).
“Importância da parceria entre escola, professores, coordenadores e a ESF para o êxito do programa” (C428).
“Escassez de programas educacionais e campanhas de saúde” (C564).
“Este projeto tem a escola como cenário estratégico para a promoção de saúde através de atividades de ensino e de vivência na escola” (S22).
Ainda a temática da “Ação Inter Setorial” foi tema de 4,71% das pesquisas. Esta categoria diz respeito à proposta de uma atuação conjunta entre os setores da Saúde e da educação. O documento do Ministério da Saúde: SUS de A a Z: Garantindo Saúde nos municípios (BRASIL, 2009, p. 193), descreve a intersetorialidade como sendo um exercício de gestão que:
Permite o estabelecimento de espaços compartilhados de decisões entre instituições e diferentes setores do governo que atuam na produção da saúde na formulação, implementação e acompanhamento de políticas públicas que possam ter impacto positivo sobre a saúde da população.
Neste sentido a relevância desta prática na promoção da Saúde é reconhecida. No entanto, este tema gera muitas discussões no sentido de como se estabelecer esta ação Inter Setorial. Para Penso et al. (2013, p. 549):
O grande desafio é instituir a cultura da articulação permanente entre educação e saúde e unir esforços para transformar o que, hoje, é reconhecido como importante e útil, para além dos discursos de suas vantagens, partindo para um planejamento conjunto e sistematizado de ações no cuidado em saúde.
As pesquisas que trataram desta temática desenvolveram o assunto sobre diferentes ângulos: novos espaços de atuação para os profissionais da Saúde como, por exemplo, demonstrar a origem e as características do termo “enfermeiro escolar” (15,38% das pesquisas sobre Ação Inter Setorial); avaliação da forma como se pensa e se concretiza as ações Inter setoriais com vistas a análise criteriosa da presença das Unidades Básicas de Saúde (USB) na escola (23,07% das pesquisas sobre Ação Inter Setorial); estudo diagnóstico e de intervenção da situação de
Saúde da comunidade escolar (46,15% das pesquisas sobre Ação Inter Setorial); discursos e ações médicas que questionam as atividades pedagógicas de Saúde (7,69% das pesquisas sobre Ação Inter Setorial); curso de formação continuada para professores, gestores e profissionais da Saúde a fim de discutir estratégias de Educação em Saúde (7,69% das pesquisas sobre Ação Inter Setorial).
As pesquisas apresentam pontos a favor e contra a ação Inter Setorial em Educação em Saúde:
“Estes dois campos potencializariam suas ações se buscassem trabalhar em parceria, de forma intersetorial” (C185).
“Na perspectiva intersetorial, várias parcerias entre políticas públicas precisam ser efetivadas” (S117).
“Como se dá a relação entre família, escola, comunidade e serviços de saúde, examinando qual a participação da criança no próprio desenvolvimento” (S182).
“A atuação do enfermeiro seguindo as determinações da direção escolar objetivava o atendimento ambulatorial, priorizava- se o atendimento nos acidentes escolares e o controle de doenças infecto contagiosas, as ações da Educação em Saúde não eram entendidas enquanto responsabilidade do enfermeiro, assim como sua relevância dentro da proposta curricular” (C20 S7).
Contudo, entendemos que esta ação seja viável e cabível para as práticas em Saúde escolar. Assim como defende o documento do Ministério da Saúde: SUS de A a Z: Garantindo Saúde nos municípios (BRASIL, 2009, p. 193).
Permite considerar o cidadão na sua totalidade, nas suas necessidades individuais e coletivas, demonstrando que ações resolutivas em saúde requerem necessariamente parcerias com outros setores como Educação, Trabalho e Emprego, Habitação, Cultura, Segurança, Alimentar e outros.
Assim, as temáticas dos textos científicos analisados admitiram reconhecer que existem aproximações entre as pesquisas sobre Educação em Saúde na escola. Isso sustenta a hipótese da existência de circulação de ideias entre as pesquisas e seus autores (FLECK, 2010). A partir disso, é necessário buscar estabelecer as categorias que emergem dessas ideias e temáticas. Esse ponto será abordado no próximo subcapítulo.
3.3 ESTILOS DE PENSAMENTO DOS AUTORES DAS PESQUISAS SOBRE A