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Trabalharemos aqui algumas sugestões imprescindíveis, ouvidas do público frequentador do Plínio Lemos, durante as entrevistas na pesquisa de campo para melhoramento do espaço. Foram elencadas opiniões que vão de encontro à pauta de maior compromisso por parte da PMCG com a população da Zona Leste que necessita do espaço para realização de suas atividades.
A situação, agravada, principalmente, desde a década de 2010, pela falta de planejamento com políticas públicas para ações das atividades continuadas, ao decorrer do tempo, deixou de prestar serviços à comunidade, preconizando seu funcionamento. A maioria das atividades, simplesmente, foi sendo deixada de lado pela administração pública e, cada vez mais, o lazer fornecido foi se restringindo até chegar a um ponto bastante crítico para os usuários que usufruem das poucas modalidades disponibilizadas.
Um espaço público de lazer deve cumprir o seu dever fornecendo a melhor opção para a acomodação de quem o frequenta. Em alguns casos, esta acomodação de acessibilidade torna- se restrita, como acontece neste objeto de estudo, ocasionando um sentimento de indignação e revolta. Um equipamento público urbano, onde foi investido um orçamento amplo, para hoje
estar em situação de descaso, impactando determinada massa popular da cidade de Campina Grande.
Partindo dos discursos que adentram os fatores mencionados acima sobre o dever do espaço público, um entrevistado afirmou o seguinte depoimento sobre o papel do Plínio Lemos, como sua funcionalidade deveria ser:
Principalmente pra ajudar a população aqui a se divertir, a se exercitar, ter um recanto com lazer, uma diversão, final de semana, durante a semana mesmo, ter melhorias né, só que infelizmente a criminalidade aqui, a população não ajuda. (Entrevistado 5)
Através das entrevistas realizadas com a comunidade, foi possível ouvir a contestação de frequentadores que expuseram suas opiniões com os principais fatores que deveriam ser reformados, implantados e alguns serviços que poderiam ser realizados,
Poderia colocar iluminação, né? Porque a gente é bom caminhar a tardezinha, mas a gente tem medo porque aqui fica escuro, né, às 5 horas [17h] que ninguém vem mais, então podia colocar iluminação, poderia colocar mais gente pra limpeza, poderia colocar banheiros porque aqui se der vontade de ir no banheiro tem que guentar. Entendeu? Poderia ter policiais que não tem, quer dizer, aqui precisa realmente uma assistência social. (Entrevistada 2).
A questão da segurança pública é bastante presente no discurso dos entrevistados, remetendo-se ao lazer praticado com medo. Os usuários acabam não se sentido seguros no local pela ausência de vigilantes ou seguranças no espaço. Muitos moradores já deixaram simplesmente de frequentar e solicitam, com muita pertinência, segurança pública no local para que a população visite o complexo mais vezes.
Segurança, uma segurança mais adequada, um setor fechado que num é fechado, é um setor livre, se fosse um setor fechado e tivesse uma maior segurança tinha maior, maior frequência. (Entrevistado 6).
Cabe apontar que a resolução dos problemas do Plínio Lemos, advindos dos poderes públicos, ainda é muito esperada pelos frequentadores que almejam a tão propalada reforma para que o espaço público volte a funcionar em sua potencialidade, da mesma forma que do início, quando foi construído, servindo à população todos os serviços que eram ofertados. Um morador atestou:
É, a Vila Olímpica tá precisando de uma melhora boa, né, de uma reforma que o prefeito prometeu fazer, até agora não fez, mas quem sabe né, é ano de política, pode sair né. Tá precisando de um bocado de coisa (muito). (Entrevistado 6). (Grifo nosso).
A restauração do complexo esportivo é uma das reivindicações principais feitas pelos moradores. Já foi até iniciada e interrompida uma pequena reforma que resultou em alguns reparados estabelecidos equipamentos. A população sente a ausência deste impulso proveniente da gestão atual.
Junto as outras exigências, a população ainda menciona a organização do ambiente no sentido da poluição que afeta o espaço de lazer. Algumas áreas e alguns equipamentos precisam ser bem cuidados e mais conservados,
Poderia ser mais limpa né, o pessoal ajeitar, tem umas placas dessa quebrada aqui né, pra deixar em ordem, falta um bocado de coisa pra ficar bacana. (Entrevistado 3).
Isto também se deve à questão do quadro de funcionários que deveria ser ampliado para se obter a demanda necessária de limpeza. O quadro atual não consegue atender a contestação de todos os serviços, cabendo à gestão o envio de uma nova equipe para melhor conservação do equipamento.
Além disso, um indicador importante à melhoria do uso do equipamento é a volta efetiva do Museu do Futebol. Essa é a aposta do diretor quando impõe sobre as atrações que poderiam ser reavaliadas para a valorização cultural e histórica de Campina Grande. Melhor interação, visitação do público e também oferecimento de algumas modalidades são sugestões do Entrevistado 7:
É, cultural, cultural, nós poderíamos retornar o museu que antes era muito bem frequentado, isso é uma das, das é... das prioridades que vamos fazer aqui ver se vamos construir novamente o museu, fazer valer as visitações do museu, é com fotos e antigos atletas né, que proporcionaram muita alegria pra comunidade no futebol de modo geral. É e aproveitando nós veremos a, expor alguns professores e até mesmo algum, outra modalidade como karatê, como capoeira, vamos expor esse museu muito interessante, é... e muito é... valioso para que a comunidade e para que a população venha a tomar conhecimento das pessoas que por aqui se tornaram grandes ídolos da comunidade campinense. (Entrevistado 7).
A proposta de retomar as atividades de funcionamento no museu do futebol produziria uma alternância para o lazer educativo, pois motivaria a vinda dos próprios campinenses, estudantes de Campina Grande e o público de outras localidades para conhecer e aprofundar o conhecimento histórico futebolesco e esportivo da cidade. É preciso intensificar ações culturais para maior interação de visitações no espaço urbano.