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Les entreprises concernées doivent identifier et gérer de nouveaux risques

entre superviseurs et une clarification des règles

2.2.1. Les entreprises concernées doivent identifier et gérer de nouveaux risques

4.2.2.1 Processo de purificação cromatográfica e cristalização do tacrolimo

O processo para a purificação do tacrolimo com alta resolução foi realizado através de dois sistemas cromatográficos e foram baseados nos estudos de separação cromatográfica nas colunas C18 e NH2.

No primeiro sistema de cromatografia líquida adsortiva, a coluna NH2 foi usada

com a fase móvel acetonitrila e água para separar as impurezas altamente solúveis em água do tacrolimo. No sistema seguinte, o tacrolimo foi isolado utilizando diferença de polaridade na coluna de fase reversa C18 e fase móvel composta por acetonitrila e água. No final do processo o tacrolimo foi cristalizado. A purificação foi definida como apresentado nos passos (a), (b) e (c) de purificação.

Passo (a): A amostra pré-purificada foi purificada na coluna recheada com sílica de cromatografia de interação hidrofílica Luna® NH2 e fase móvel constituída por acetonitrila

e água. A banda cromatográfica que contém o tacrolimo eluiu da coluna logo nos primeiros minutos da separação, entre 4,5 e 4,5 minutos. Para diminuir o tempo de ciclo

cromatográfico regenerou-se a coluna com solução aquosa com acetonitrila após a coleta do tacrolimo.

Passo (b): O volume coletado no Passo (a) foi injetado na coluna recheada com a sílica de fase reversa octadecilsilano. Utilizou-se a mesma fase móvel do Passo (a).

Passo (c): O material eluído da coluna C18 foi diretamente coletado e misturado em acetato de etila e resfriado. Após o término da coleta, o material obtido na coluna C18 foi resfriado para facilitar a separação de fases entre a água e os solventes orgânicos acetatos

de etila e acetonitrila. A água presente na amostra foi separada dos solventes orgânicos por um funil de decantação graduado. O volume de acetato de etila com acetonitrila e rico em tacrolimo foi totalmente evaporado. Os cristais formados após a evaporação foram lavados com água e secos em temperatura ambiente.

4.2.2.2 Resultados do processo cromatográfico adsortivo

Para avaliar o processo descrito nos passos (a) e (b) foram preparadas 3 amostras pré-purificadas (APP), provenientes do caldo fermentado preparado de acordo com a Tabela 3.10.

A separação com a coluna semipreparativa NH2 realizada no Passo (a) da

purificação é ilustrada na Figura 4.12 por um dos cromatogramas da separação da APP obtida pela fermentação utilizando maltose como fonte primária de carbono. No cromatograma da APP, nota-se que o tacrolimo não foi totalmente isolado das impurezas. No entanto, a purificação em coluna NH2 eliminou grande parte das impurezas da amostra,

principalmente as impurezas mais solúveis em água. De acordo com o método cromatográfico de quantificação, a concentração de tacrolimo na amostra coletada foi de 545,37 mg/L ± 8,81.

Figura 4.12 – Padrão de tacrolimo e APP do caldo ultilizando maltose em coluna semipreparativa NH2 .

A segunda purificação cromatográfica referente ao Passo (b) foi conduzida na coluna semipreparativa C18 com o material coletado do primeiro sistema cromatográfico. A coleta da banda cromatográfica ocorreu entre os tempos de 15 e 19 minutos. A Figura 4.13 apresenta o cromatograma de uma das injeções na coluna C18 no Passo (b), onde se observa o pico do tacrolimo totalmente isolado das impurezas no tempo de aproximadamente 17 minutos. Após o término da purificação foram obtidos 160 mL de tacrolimo em fase móvel de acetonitrila e água. Determinou-se a concentração de 18,91 mg/L ± 0,37 com o método de quantificação do tacrolimo.

Figura 4.13 – Injeção na coluna semipreparativa C18 para purificação de tacrolimo. Neste estudo experimental não foi realizado o Passo (c) da purificação devido à baixa massa de tacrolimo presente na amostra para ser cristalizado. O volume necessário de acetado de etila (Vcol) pode ser estimado com a Equação 4.1 que utiliza o número de

injeções (Ninj), vazão da fase móvel do sistema cosmográfico (Q) e tempo de coleta (tcol).

Q t N

A Tabela 4.6 apresenta o volume total de injeção (Vinj), volume total coletado (Vcol),

concentração de tacrolimo injetado (Cinj), concentração de tacrolimo no material coletado

(Ccol) e o rendimento. Definiu-se o rendimento como a razão entre a massa de tacrolimo

que entrou e saiu da coluna.

Na purificação com a coluna NH2 o maior rendimento foi do caldo fermentado

produzido com o óleo de castanha-do-brasil, enquanto que o menor foi realizado com o meio proveniente de glicose.

A purificação com a coluna C18 apresentou alto rendimento, próximo dos 100%. O tacrolimo, recém-coletado da coluna C18, apresentou pureza superior a 99% e estava solubilizado em acetonitrila e água.

Tabela 4.6 – Rendimentos da purificação do tacrolimo para fermentações utilizando diferentes amostras pré-purificadas (APP).

Col. APP Vinj (mL) Vcol (mL) Cinj (mg/L) Ccol (mg/L) Rend. (%) NH2 Maltose 3,0 7,50 1438,68 ± 372,80 545,37 ± 8,81 94,77 C18 Maltose 5,6 160,0 545,37 ± 8,81 18,91 ± 0,37 99,09 NH2 Glicose 3,0 7,50 740,94 ± 21,34 235,82 ± 2,92 79,57 C18 Glicose 2,4 56,0 235,82 ± 2,92 10,04 ± 2,92 99,32 NH2 OCB 4,2 6,0 841,48 ± 70,66 571,38 ±178,36 97,00 C18 OCB 2,1 102,0 571,38 ± 178,36 11,59 ± 2,79 98,53

O rendimento do meio fermentado com a glicose na coluna NH2 apresentou baixo

valor em comparação aos outros resultados obtidos na Tabela 4.6. É provável que tal fato tenha ocorrido devido à falha humana no momento da coleta. O experimento não foi novamente realizado, pois gerar a matéria prima necessária através da fermentação e pré- purificação.

4.2.2.3 Cristalização do tacrolimo e fluxograma da purificação.

No Passo (c) foram testados diferentes métodos de cristalização. O maior desafio da cristalização foi a reação de epimerização do tacrolimo com a água presente na fase móvel

que produz o tacrolimo diol (tautômero I) e o tacrolimo C-10 (tautômero II) (Namiki et al., 1995).

Os primeiros estudos de cristalização foram conduzidos com o padrão do tacrolimo. Neste experimento inicial utilizou-se da insolubilidade do tacrolimo em água para a formação dos cristais. O tacrolimo foi solubilizado em uma mistura de acetonitrila e água. A solução foi evaporada e depois resfriada. Os cristais foram filtrados, lavados com água e analisados pelo método de quantificação do tacrolimo.

A Figura 4.14 apresenta o cromatograma obtido, no entanto foi identificado ruídos na linha de base proveniente da decomposição do tacrolimo. Apesar de um ganho significativo, os cristais apresentaram a formação dos epímeros diol (tautômero I) e tacrolimo C-10 (tautômero II).

Figura 4.14 – Cromatograma da primeira cristalização utilizando padrão de tacrolimo.

No procedimento proposto nesta Tese, a solução de acetonitrila e água contendo o tacrolimo obtida ao final do passo (b) foi extraída com acetato de etila. Após a mistura, resfriou-se a solução bifásica. A fase orgânica foi evaporada para cristalizar o tacrolimo.

Os cristais formados foram filtrados, lavados em água e secos em temperatura ambiente. De acordo com o cromatograma dos cristais obtido da Figura 4.15 o tacrolimo apresenta 98% de pureza em relação a sua área cromatográfica que é o mesmo nível de

pureza do padrão da sigma-aldrich. Neste caso, apenas 2% do tacrolimo foram convertidos nos epímeros diol e C-10. É valido ressaltar que a cristalização foi empregada apenas para condicionar o tacrolimo para uma forma de estável. Tal estratégia para cristalização baseou-se em Keri et al. (2005) que realizaram a extração do tacrolimo utilizando um solvente imiscível em água.

Figura 4.15 – Cromatograma do cristal obtido pelo processo de cristalização do Passo (c) da purificação.

Keri et al. (2005) empregaram a extração em outro contexto e sem o recurso da temperatura reduzida. Na circunstância do presente processo, o recurso da temperatura foi primordial para se estabelecer elevada pureza do tacrolimo.

4.3 PROCESSO COMPLETO DE OBTENÇÃO DO TACROLIMO

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