2.2 Une th´eorie alg´ebrique des syst`emes en automatique
3.1.1 Ensemble caract´eristique – Algorithme Rosenfeld-Gr¨obner
2.1 - COMPORTAMENTOS DE CAMARÕES L. vannamei EM DIFERENTES TEMPERATURAS
O experimento foi realizado em laboratório utilizando-se camarões juvenis da espécie
Litopenaeus vannamei (N = 150), obtidos em fazendas de cultivo do Rio Grande do Norte
(NE do Brasil).
Os animais foram mantidos em 10 aquários de vidro (0,5 x 0,3 x 0,4 m), cada aquário
contendo aproximadamente 30L de água do mar, sistema fechado de recirculação de água,
aeração e filtração contínua e substrato formado por uma camada de areia fina de
aproximadamente 7 cm. Além disso, cada aquário possuía um filtro biológico externo
formado por camadas sobrepostas de areia de diferentes granulometrias, conchas de ostras
quebradas e lã de vidro.
Esses aquários foram submetidos a um ciclo claro/escuro 12:12 h, sendo que em cinco
deles a fase de claro ocorreu de 6:00 às 18:00 h, enquanto a fase de escuro ocorreu das 18:00
h às 6:00 h (fotoperíodo natural). Paralelamente, outros cinco aquários foram submetidos a
31 feito mediante o controle de um interruptor horário (Timer), o que possibilitou a observação
dos comportamentos dos camarões nas fases de claro e de escuro do período de 24 h. A
iluminação dos aquários foi realizada por duas lâmpadas fluorescentes brancas de 20 W para a
fase de claro e uma lâmpada incandescente vermelha de 15 W para a fase de escuro. A
iluminação vermelha simulou a fase de escuro, permitindo a visualização dos camarões pelo
observador e também foi escolhida por não interferir no comportamento dos animais (Pontes,
2003).
Foram estocados cinco camarões por aquário, os quais foram marcados no pedúnculo
ocular com anéis de silicone de cores diferentes para identificação individual durante as
observações. Tal marcação ficava com folga no pedúnculo ocular dos camarões para não
afetar o comportamento e ao mesmo tempo permitia que a marcação permanecesse no animal
após a muda.
O experimento foi realizado em três etapas, tendo como base cada uma das
temperaturas estabelecidas, respectivamente 18, 28 ou 33 °C. Após chegarem ao laboratório,
cada lote de animais (N = 50) foi gradualmente aclimatado durante 7 dias à temperatura
prevista para aquela etapa experimental. A temperatura mais baixa (18 ºC) foi alcançada e
mantida através de ajustes no ar condicionado local, enquanto as temperaturas mais elevadas
(28 e 33 ºC) foram mantidas com o auxílio de um aquecedor com termostato, que permitiu a
manutenção da temperatura da água ao longo do experimento. Os aquários em 28 ºC foram
utilizados como controle. No decorrer do experimento, a temperatura da água foi monitorada
diariamente e quando necessário, ajustada, mantendo a variação dentro de ± 1 ºC.
A alimentação dos animais era restrita à fase de observação (de claro ou de escuro),
com a oferta do alimento ocorrendo a cada 3 h, ao longo das 12 h daquela fase, imediatamente
antes das observações. A quantidade ofertada era equivalente a 10% da biomassa de camarões
32 Brasil Nutrição Animal Ltda). A ração foi ofertada em bandejas de acrílico transparente (11,5
x 6,0 x 3,5 cm) e retirada após uma hora para evitar problemas com a qualidade da água dos
aquários.
Durante o final de semana, os animais eram alimentados normalmente, mas não eram
realizadas observações comportamentais.
Foram realizadas quatro janelas de observação com registros ocorrendo 1, 4, 7 e 10 h
após o início de cada fase (de claro ou de escuro) do período de 24 h. As janelas de
observação tinham duração de 15 minutos para cada aquário, começando imediatamente após
a introdução do alimento artificial com registros simultâneos na fase de claro e de escuro.
Para que os registros dos comportamentos ocorressem de forma simultânea nas fases de claro
e de escuro, enquanto um observador realizava a observação de um aquário na fase de claro,
outro fazia o registro dos comportamentos em um aquário na fase de escuro e assim
sucessivamente, até que os 10 aquários fossem observados (cinco na fase de claro e cinco na
fase de escuro). Os seguintes comportamentos foram registrados usando o método focal
instantâneo com registros a cada 60 segundos (método em que a observação é dividida em
intervalos amostrais curtos, sendo que em cada ponto amostral o observador registra se o
comportamento está ou não ocorrendo) (Martin & Bateson 2007a):
a) Alimentação: introdução de peletes de ração ou partes da muda na cavidade bucal
do camarão com posterior ingestão.
b) Exploração: inserção e retirada contínua dos pereiópodos quelados do substrato
com o cefalotórax levemente inclinado.
c) Natação: o animal mantém-se suspenso na coluna d’água, ou ainda, deslocando-se vertical ou horizontalmente através da movimentação dos pleópodos.
33 e) Inatividade: o animal fica estático, podendo ocorrer movimentação dos
pereiópodos, pleópodos ou ambos.
f) Enterramento: o camarão enterra-se parcial ou totalmente no substrato, através de
movimentos dos pereiópodos e/ou pleópodos.
Além disso, foram feitos registros pelo método focal contínuo da latência de chegada
do animal à bandeja e da latência de consumo do alimento ou de partes da muda, seja na
bandeja ou fora dela. Através do método focal contínuo, cada comportamento é registrado
junto com a informação sobre seu tempo de ocorrência; as latências são determinadas
considerando o tempo gasto desde a apresentação do estímulo (ração) até a chegada do animal
à bandeja (latência de chegada) ou início da ingestão do alimento ou muda (latência de
consumo) (Martin & Bateson 2007a e 2007b).
A situação do trato digestivo dos animais no início e final das observações também foi
verificada, a partir da padronização visual da quantidade de alimento presente na parte inicial
do trato digestivo (proventrículo) do animal, sendo atribuídos valores às diferentes situações
verificadas: 0 = vazio, 1 = pouco alimento, 2 = quantidade média de alimento e 3 = cheio
(Pontes & Arruda 2005b; Pontes et al. 2008) (Figura 1). A partir destes valores, o índice de
enchimento do trato digestivo (IETD) foi calculado através da diferença entre a situação do
trato digestivo do camarão no final e início das observações, respectivamente.
Figura 1 – Padronização visual da situação do trato digestivo de L. vannamei a partir da quantidade de alimento presente no proventrículo dos animais (A = vazio, B = pouco, C = médio, D = cheio). Fonte: Pontes & Arruda 2005b; Pontes et al. 2008.
34 Foi realizado também o cálculo da taxa de crescimento específico, que foi baseado na
fórmula: TCE (%/dia) = (Log peso final – Log peso inicial)/Tempo x 100.
Ao final do experimento, foi feito o cálculo do ganho de peso através da fórmula:
Ganho de peso (%) = (peso final + peso inicial)/peso inicial x 100.
Além disso, a sobrevivência dos animais nas diferentes temperaturas foi avaliada
mediante a seguinte fórmula: Sobrevivência (%) = número final de camarões/ número inicial
de camarões X 100
Além da temperatura, a qualidade da água dos aquários foi monitorada durante todo o
experimento com medições diárias da salinidade, oxigênio dissolvido e pH e medições
semanais da amônia total e nitrito em todos os aquários, sempre realizadas pela manhã (9:00
h).
Um total de cinco repetições para cada temperatura testada em cada fase de
observação (de claro ou de escuro) foi realizada. Cada repetição teve duração de quatro
semanas, com as observações realizadas cinco vezes por semana, totalizando 20 dias de
registro dos comportamentos para cada unidade experimental (aquário), o que resultou em
200 h de observação por temperatura.
2.2 - CONTAGEM TOTAL DOS HEMÓCITOS (THC) DOS CAMARÕES EM