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Matériel et méthodes

2. Enregistrements pléthysmographiques

Os achados dos estudos sobre o efeito da lactação na retenção de peso no pós- parto têm sido bastante controversos. Dentre os estudos analisados, alguns reportaram associação inversa entre a lactação e a retenção de peso no pós-parto (COITINHO; SICHIERI; BENÍCIO, 2001; DEWEY; HEINING; NOMMSEN, 1993; GREENE et al, 1988; KRAMER et al, 1993; LOVELADY et al, 2000; OLSON et al, 2003; SICHIERI et al, 2003), outros não encontraram nenhuma associação (BOARDLEY et al, 1995; DEWEY; HEINIG; NOMMSEN, 1993; HAIEK et al, 2001; PARKER; ABRAMS, 1993; SCHOLL et al, 1995; SHAUBERGER; ROONEY; BRIMER, 1992; THORSDOTTIR; BIRGISDOTTIR, 1998; WALKER; FREELAND-GRAVES, 1998), enquanto apenas um reportou ganho de peso (ROOKUS et al, 1987).

Ohlin e Rossner (1990) avaliaram a lactação a partir de um escore, desenvolvido pelos próprios autores, no qual expressa em números a duração e a intensidade da lactação.

Dessa forma, a cada mês de aleitamento materno exclusivo foram computados quatro pontos, e, a cada mês de aleitamento materno misto, dois pontos. O somatório total foi considerado pelos autores como uma estimativa do total de energia despendida para produção de leite, e este variou entre 0 (zero) e 48 pontos.

Os resultados desse estudo indicaram que, dentre as mulheres suecas estudadas, as que apresentaram mais tempo de amamentação exclusiva ou mista, ou os mais altos escores de lactação tenderam a perder mais peso no período de 2,5 a doze meses após o parto, quando comparadas às mulheres que amamentaram apenas até seis meses, apesar das associações não terem sido significativas estatisticamente. Além disso, os resultados mostraram que a perda de peso entre 2,5 e seis meses depois da gestação foi maior entre as mulheres com escore de lactação superior a vinte pontos. Por outro lado, 12 meses depois do parto, as diferenças não eram mais significativas. Dessa forma, os autores concluíram que a relação entre lactação e perda de peso no pós-parto foi fraca, apesar de seu maior efeito ocorrer no período de 2,5 e seis meses pós-parto.

Outros autores (DEWEY; HEINING; NOMMSEN, 1993) estudaram 85 mulheres americanas durante 24 meses para analisar a relação entre a perda de peso e a lactação. Dessas mulheres, 46 amamentaram por mais de 12 meses (grupo 1) e as outras 39 amamentaram por menos de três meses (grupo 2). Os resultados revelaram que no primeiro ano após o parto, as mulheres do grupo 1 emagreceram 4,4kg, ao passo que as do grupo do 2 perderam apenas 2,4kg. Verificou-se ainda que o padrão de perda de peso entre os grupos mostrou claramente que a perda de peso foi semelhante nos três primeiros meses pós-parto, porém, entre três e seis meses, as diferenças foram acentuadas e significativas. A partir desses resultados, os autores concluíram que as mulheres devem amamentar por mais de seis meses, se elas esperam que a lactação intensifique a perda de peso.

Foram analisados diversos estudo que faziam relação entre mães que amamentaram e mães que ofereceram formulados lácteos a seus filhos e vários não verificaram maior perda de peso entre mães que amamentaram, quando comparadas às que alimentaram seus filhos com os formulados lácteos (BREWER; BATES; VANNOY, 1989; MANNING-DALTON; ALLEN, 1983; NAISMITH; RITCHIE, 1975; POTTER et al, 1991; SCHAUBERGER; ROONEY; BRIMER, 1992).

Em 1989, Brewer, Bates e Vannoy realizaram um estudo com 56 mulheres americanas em três momentos (com um a dois dias, três e seis meses após o parto) com o intuito de verificar o efeito da amamentação na retenção de peso no pós-parto. Em relação à alimentação infantil, as mães foram categorizadas em três grupos, estando no grupo 1 as mães que amamentaram de forma exclusiva, no grupo 2 as mães que utilizaram exclusivamente alimentos formulados e no grupo 3 as que combinaram os dois métodos. Apesar do número reduzido da amostra estudada, segundo os resultados, não houve perdas de peso significativas entre mães que amamentaram e as que não amamentaram.

O estudo de Potter e colaboradores, publicado em 1991, foi desenvolvido em uma clínica particular de Illinois, Estados Unidos da América, com 411 mulheres atendidas no período de 1970 e 1980. As mulheres foram acompanhadas em três momentos: após o nascimento das crianças, com seis semanas e 12 meses após o parto. As mães foram divididas segundo o tipo de aleitamento materno. Dentre os resultados, no período de seis semanas após o parto, observou-se que mães que praticaram o aleitamento materno ao seio até esse momento perderam menos peso quando comparadas com aquelas que não amamentaram. No entanto, aos doze meses após o parto, o aleitamento não teve relação com a perda de peso. A retenção de peso no último contato foi de 2kg a 5kg.

No início da década de noventa, outros autores (SCHAUBERGER; ROONEY; BRIMER, 1992) publicaram um estudo no qual investigaram diversos fatores que influenciariam a perda de peso no pós-parto. Para isso, foram estudadas 795 mulheres que tiveram filho em uma maternidade de Wisconsin, Estados Unidos da América, entre 1989 e 1990. Como nos estudos citados anteriormente, foram realizadas três entrevistas (duas semanas, seis semanas e seis meses). Porém, em nenhum dos três momentos, a perda de peso teve relação com a lactação. A partir disso, os autores concluíram que o papel da lactação na perda de peso foi muito pequeno nesse grupo de mulheres.

Um estudo desenvolvido com 110 mulheres americanas captadas em ambulatórios de obstetrícia na cidade de Ann Arbor verificou que a durabilidade da lactação teve associação significativa com a retenção de peso no pós-parto. E, generalizando, ao contrário dos estudos anteriormente citados, as mulheres que amamentaram mais retiveram menos peso e atingiram seu peso pré-gestacional aproximadamente seis meses antes das mães que alimentaram seus filhos com formulados lácteos. Os autores inferiram que a lactação tem influência na perda de peso após o parto, contudo, o efeito da lactação foi limitado, não sendo coerente afirmar que a amamentação seja um método eficaz para minimizar a retenção de peso no pós-parto apresentada por diversas mulheres. (JANNEY; ZHANG; SOWERS, 1997)