APPRENTISSAGE ET MAINTIEN DES COMPETENCES
2. Maintien des compétences en Médecine d’Urgence
2.4. Enquête sur les besoins en formation des médecins SMUR
Condicionamento ambiental
Os factores que mais afectam o crescimento das plantas no decurso do viveiro são a humidade e a temperatura do substrato e do ar e, a iluminação.
A humidade do substrato deve ser mantida num nível elevado. As características do substrato devem permitir esta condição, mas mantendo um elevado arejamento do meio, o que cria condições para o rápido crescimento das plantas.
A temperatura do substrato condiciona a germinação, devendo nesta fase, ser próxima do valor óptimo para a espécie. Posteriormente o seu valor ir-se-à reduzindo. O aquecimento do substrato é favorável tanto durante o dia como durante a noite, nos pesos fresco e seco de várias hortícolas. A eficácia da energia é mais elevada quando se aquece o substrato, relativamente a aquecimento apenas do ar (Shedlosky e White, 1987). Em tomate, a diminuição da temperatura do substrato reduz a absorção radicular da maioria dos nutrientes (Berezovskii et al., 1986), sugerindo os autores, que através do ajuste da fertilização, é possível diminuir os efeitos desfavoráveis das baixas temperaturas no crescimento das plantas de viveiro.
A humidade do ar deve ser relativamente elevada para permitir o rápido crescimento das plantas, mas sem aumentar os riscos de doenças da parte aérea.
A temperatura do ar relativamente elevada, conduz também a peso fresco e seco mais elevados, mesmo quando não se aquece o substrato. O desenvolvimento após a emergência é reduzido se a temperatura do ar for baixa, mas esta redução da temperatura do ar poderá ser compensada por um aumento da temperatura do substrato (Zhao et al., 1987). Usando temperaturas do ar mais baixas, em pimento, reduz-se a altura da planta, embora a área folhear possa ser maior (Uffelen, 1988). Em pimento, verifica-se ser possível manter uma temperatura mais baixa no viveiro, aumentando o tempo de permanência (Choe e Lee, 1989). No caso do aipo, a temperatura elevada do ar, pode levar à redução do crescimento, 21-32 oC versus 14-24 oC
(Espinosa e Pill, 1987).
A luz pode influir na germinação das sementes, tanto na percentagem de germinação como na taxa de germinação. Por exemplo, em beringela, este efeito não é claro na percentagem de germinação, mas a taxa de germinação é maior na ausência de luz (Quagliotti e Rota, 1986). A iluminação suplementar pode apresentar efeitos positivos nas plantas. Por exemplo, em pimento, aumenta o tamanho, o peso, o número de folhas e a área foliar, o que se vem a manifestar
positivamente na precocidade, na produção total (Uffelen, 1988), na área foliar, no número de folhas por planta, (Uffelen, 1988; El-Bahadli, 1988), no sistema radical e no estímulo da diferenciação floral (El-Bahadli, 1988). Em tomate, a iluminação suplementar apresenta efeitos positivos no desenvolvimento das plantas (McAvoy e Janes, 1990). Com a iluminação suplementar registam-se também aumentos das colheitas iniciais embora sem alteração da colheita total (Uffelen e Maswinkel, 1989). Em tomate, a insuficiente iluminação reduz o crescimento das plantas, com acentuada redução do crescimento, frutificação e das colheitas iniciais (Voican e Voican, 1986). Em viveiro, no início do Inverno, a iluminação suplementar melhora a qualidade das plantas nomeadamente quanto ao seu peso seco e tem reflexos positivos na colheita (Boivin et
al., 1987). Ainda no Inverno, a iluminação suplementar abrevia o período de desenvolvimento
relativamente à utilização apenas de luz natural e, as plantas são mais eficazes na utilização da energia total despendida (Lanckwou, 1987). Um dos efeitos da iluminação suplementar é a redução do número de folhas abaixo da primeira inflorescência.
A antecipação da sementeira pode ser uma alternativa à utilização de iluminação artificial (Klapwijk, 1987). Em alface, a irradiação com 40 W m-2 produziu plantas mais rapidamente (Poniedzialek et al., 1988). A influência da iluminação exerce-se não só através da sua intensidade mas também da sua duração e qualidade (Tong, 1989; Hutla et al., 1987). Estas características da luz afectam logo a partir do início do crescimento das plantas a actividade dos reguladores de crescimento (Romanowska et al., 1987).
Fertilização
Apesar do curto período de cultura, a aplicação de nutrientes ao substrato é essencial, caso contrário o crescimento é limitado (Berg et al., 1987; Borisov e Kirilov, 1988; Marchesi e Cattivelli, 1988), podendo o excesso de nutrientes originar o mesmo efeito (Tosi e Tesi, 1987; Dufault, 1987). A uniformidade na fertilização adquire neste tipo de cultura uma importância especial, devido à restrição na expansão radicular e à necessidade de obter plantas com grande homogeneidade de crescimento. O nível de nutrientes aplicados nesta fase afecta não só o desenvolvimento das plantas em viveiro, como mais tarde o seu comportamento em cultura (Tremblay e Senecal, 1988).
Dos nutrientes que devem estar presentes destacam-se o fósforo (Espinosa e Pill, 1987) e o cálcio, bem como os microelementos necessários para atingir o estádio pós-cotiledonar (Hartmann
Zandstra, 1989), mas o nível em que se encontra, além de condicionar a sua concentração na planta, afecta também a absorção de outros elementos (Tremblay et al., 1988).
Em relação ao azoto, outro dos elementos com maior importância, verifica-se que níveis elevados favorecem a parte aérea relativamente à parte radical (Park et al., 1988; Tremblay e Senecal, 1988; Weston e Zandstra, 1989; Tremblay e Gosselin, 1989a, 1989b). Em brócolos, aipo e alface a aplicação de azoto permite, o aumento dos teores de outros elementos nas plantas tais como P, K, Ca, Mg, Mn ou Zn, para além do azoto (Tremblay e Senecal, 1990). Em aipo, a aplicação de azoto na forma de ureia aumenta a capacidade produtiva das plantas de viveiro obtidas com nível elevado de fertilização azotada. Quando se cultivam plantas de aipo em viveiro, sob um regime de baixo teor de azoto, a aplicação de azoto na forma de ureia aumenta o peso seco da parte aérea, a área foliar e a relação do peso da parte radical e da parte aérea. (Tremblay e Gosselin, 1989b). Na aplicação de azoto, a proporção entre a forma nítrica e a amoniacal, afecta o teor de matéria seca dos lançamentos. Assim, a relação azoto nítrico/azoto amoniacal conduz a uma aumento do peso seco da parte aérea, das plantas no final do viveiro, sendo o azoto preferencialmente absorvido na forma amoniacal. A sensibilidade das plantas à composição da solução é maior nas fases iniciais do seu desenvolvimento (Tremblay e Gosselin, 1989a).
O potássio em algumas hortícolas tem uma acção dependente do nível de azoto, apresentando estas plantas um comportamento mais ou menos sensível àquela relação. De um modo geral, sob níveis elevados de azoto, o aumento do potássio conduz a um aumento do peso seco, embora por vezes possa haver um aumento da área foliar, o que poderá originar plantas mais suculentas, como no pimento (Tremblay e Senecal, 1988).
A aplicação de CO2 em aipo, reduziu a concentração de vários nutrientes na parte aérea,
mas não afectou a absorção de outros pelas raízes (Tremblay et al., 1988). É aconselhado o incremento do CO2 até 500 a 700 ppm, permitindo um mais rápido crescimento e melhor
qualidade das plantas produzidas (Uffelen, 1987).
Rega
A uniformidade da distribuição da água de rega é de importância fundamental, para além como é obvio, da utilização de dotações e frequências adequadas às espécies e fase de crescimento, aos substratos e às condições ambientais. Vários métodos de rega podem ser usados, nomeadamente a miniaspersão, fixa ou móvel e, a inundação, temporária ou permanente.
Em couve-brócolo, aipo e alface a miniaspersão apresenta resultados superiores à gota-a- gota. Em alface, a rega gota-a-gota conduz à diminuição dos teores de azoto e fósforo na planta relativamente à miniaspersão (Tremblay e Senecal, 1990). Em pimento, verifica-se que a humidade do substrato afecta a produção inicial da cultura (Choe et al., 1989).
Tratamentos fitosanitários
Os tratamentos fitossanitários podem ser aplicados por pulverização das plantas, rega dos substratos ou incorporação prévia dos fitofármacos. (Davies e Wafford, 1988). Quando se faz a incorporação, pode haver redução do crescimento das plantas, se forem aplicadas doses excessivas (Ann et al., 1988).
Preparação para o local definitivo
Antes da transplantação começa o endurecimento com vista à obtenção de plantas vigorosas, que ultrapassem facilmente a crise de transplantação. O endurecimento pode ser obtido baixando a temperatura, reduzindo o fornecimento de água, aplicando reguladores de crescimento ou ainda por acção mecânica sobre as plantas (Biddington e Dearman, 1988).
Em tomate, a redução da temperatura e do fornecimento de água aumenta a resistência ao frio em estufa não aquecida, sem afectar a taxa de crescimento e a produção (Pardossi et al., 1988).
A utilização de reguladores de crescimento pode também apresentar aspectos positivos no desenvolvimento das plantas no viveiro e na sua produção (Vakhmistrov et al., 1989). Em alface, o uso de reguladores de crescimento e o controlo da fertilização fornecem resultados positivos (Schapira e Perus, 1987).
Em espargo, a resistência a baixas temperaturas é melhor submetendo as plantas a baixas temperaturas durante 2 a 3 semanas, do que por restrição no fornecimento de água (Burrows et al., 1990).
A acção mecânica sobre as plantas, ‘brushing’ (escovamento), consiste no estímulo mecânico, directo ou indirecto, das folhas das plantas. Causa o endurecimento das plantas por efeito depressivo no crescimento, com melhoria da qualidade e uniformidade das plantas. Reduz os efeitos de bordadura no crescimento (Biddington e Dearman, 1985, 1987a e 1987b; Adler e Wilcox, 1987; Latimer, 1990; Latimer e Thomas, 1991; Baden e Latimer, 1992). A redução do crescimento obtida pelo escovamento físico não é eliminada pela aplicação de tiossulfato de prata,
inibidor da libertação de etileno, ao contrário da redução de crescimento obtida por reguladores de crescimento como o etefão (ácido 2-cloroetilfosfónico) (Biddington e Dearman, 1986). A eficácia dos diferentes modos de obter o escovamento é diferente. Em alface, a acção mecânica com papel ou serapilheira é mais eficaz que a aplicação de corrente de ar com ventoinha ou, a agitação dos contentores das plantas (Pontinem e Voipio, 1992). A técnica de escovamento permite o controlo do crescimento, mas não conduz a diminuição da produção, em tomate e beringela (Beverly e Latimer, 1994), em várias cucurbitáceas (Latimer e Beverly, 1994) e em alface (Wurr et al., 1986). Contudo, a sensibilidade das variedades de tomate é diferente, de acordo com os hábitos de crescimento das plantas e a duração da aplicação do escovamento (Latimer et al., 1991). Assim, para períodos longos de escovamento, de 28 dias, obtém-se uma redução da produção (Johjima et
al., 1992). Em espécies como o pimento, a redução de crescimento obtida pode ser demasiado
pequena, face aos danos físicos manifestados pelas plantas, quando o escovamento se obtém com uma varinha de madeira (Latimer, 1994). Em pepino o escovamento não afectou a produção final (Latimer et al., 1991). Em tomate, além do condicionamento do crescimento, obtém-se uma redução do ataque de Myzus persicae e Frankliniella occidentalis, no viveiro, sugerindo a inclusão da técnica de escovamento em programas de protecção integrada (Latimer e Oetting, 1994). Ainda em tomate, o escovamento, conduz a plantas mais pequenas e com menor teor de açúcares solúveis, mas aumenta a resistência a baixas temperaturas. Observa-se nas plantas sujeitas ao escovamento, um aumento do teor de açúcares solúveis, no período de baixas temperaturas, muito superior ao das plantas não ‘escovadas’ (Keller e Steffen, 1995). No entanto, com alface e couve-flor, há uma diminuição da resistência ao frio, pois as plantas obtidas no final do viveiro são mais pequenas e, por isso, menos resistentes (Biddington e Dearman, 1988). Outro efeito observado na produção de plantas de tomate em viveiro, é o aumento do seu período comercializável (Schnelle, et al., 1994).
É aconselhado manter as plantas em condições de boa iluminação até à transplantação (Hartmann et al., 1990), a redução da temperatura e da rega. A redução da rega visa manter a superfície do substrato ligeiramente seca e o interior com a humidade suficiente para o crescimento das raízes, o que, além de favorecer o endurecimento, reduz o perigo de ‘damping- off’.
Antes da transplantação, a aplicação de soluções com azoto e fósforo a plantas mantidas até aí em regimes baixos nestes elementos, revela-se favorável em tomate, no crescimento nos
primeiros 5 dias após a transplantação, sugerindo que tenha havido estímulo do crescimento e da absorção radical (Widders, 1989).
O endurecimento das plantas, com recurso a acentuada variação diária da temperatura (dia, 35 oC e noite 15 oC, versus 22/18 oC), apresenta no caso do pepino no estádio de 2 a 3 folhas, um efeito retardador do crescimento e do aparecimento de flores femininas (Obshatko et al., 1988). Em pimento, comparando temperaturas nocturnas de 13, 18 e 23 oC obtêm-se maiores colheitas
iniciais com a temperatura de 18oC seguida de 23 oC. Comparando o desenvolvimento das plantas 90 dias após o transplante, as melhores são as obtidas a 23oC durante 45 dias, a 18 oC durante 60 ou 75 dias ou a 13 oC durante 90 dias, indicando assim que se podem obter bons resultados usando temperaturas mais baixas no viveiro se se aumentar o tempo de permanência neste (Choe e Lee, 1989). Outros autores, contudo, não verificaram relação do regime de temperatura (noite/dia: 18/24 oC, 16/22 oC, 15/21 oC e 13/19 oC) com aumentos de produção (Uffelen e Maswinkel, 1989). Ainda em pimento verifica-se, relacionando a temperatura nocturna e a humidade do solo no viveiro, que as melhores colheitas iniciais se obtiveram quando as plantas foram criadas com as combinações temperatura nocturna/humidade do solo de: 23 oC/ 30%, 18 oC/ 25%, 13 oC/ 25% (Choe et al., 1989).