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O guião serviu de linha orientadora para a interacção com os participantes, após terem sido cumpridos dois passos essenciais:
Primeiro passo – informámos, em linhas gerais, em que consistia o trabalho. Segundo passo – assegurámos a confidencialidade da entrevista.
Item Justificação
Questionar relativamente à idade; tempo de curso e tempo de serviço.
Caracterizar os participantes.
Solicitar que procure recordar-se de uma situação, em que tenha sentido que se tratou de uma parceria com os familiares, procurando descrevê-la.
(a)
Procurar partir de uma situação concreta para perceber de forma contextualizada o que o enfermeiro entende por parceria e os elementos que a caracterizam.
Solicitar que refira as razões porque considera que nessa situação se poderá falar em parceria.
Procurar na justificação os elementos que na perspectiva do enfermeiro caracterizam a parceria.
Perguntar como se sentiu nessa situação e porque razão essa situação foi significativa para si.
Procurar aceder às vivências significativas nas situações de parceria.
Pedir para referir que condições se proporcionaram nessa situação para se poder concretizar como uma situação de parceria e justificar.
Procurar compreender os factores que condicionam positivamente a parceria.
Considera que na sua prática do dia a dia existem condições para o estabelecimento de parcerias com os familiares dos doentes internados.
Tentar perceber se a situação descrita corresponde a uma situação ideal mas na prática as condições presentes sejam diferentes.
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para se poder concretizar a parceria com os familiares na prestação de cuidados ao idoso
sentido de perceber os factores que podem condicionar a parceria
Partindo da(s) situação(ões) concretas que ilustrou anteriormente (ou de outras que considere significativas) pedir para referir se considera vantajoso cuidar numa perspectiva de parceria com os familiares, enunciando as razões
Perceber a percepção do enfermeiro relativamente às repercussões de cuidar numa perspectiva de parceria; perceber se o enfermeiro considera que existem vantagens.
(a) – Inicialmente tínhamos formulado a questão de outra forma:
- Descreva-me uma situação que tenha ocorrido entre si e os familiares de um doente internado por quem esteja responsável, em que tenha sentido que poderíamos dizer que estávamos perante uma situação de parceria.
No entanto, considerámos que poderiam existir outras situações significativas em que o enfermeiro não fosse directamente o responsável pelos cuidados, mas que se enquadrasse na perspectiva que o enfermeiro tinha de parceria, tal como sucedeu no pré-teste.
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ANEXO 3
EXEMPLO DE TABELA DE SIGNIFICADOS E DECLARAÇÕES SIGNIFICATIVAS DE UMA
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Alguns Significados e Declarações Significativas Relativos à Entrevista 1 Parceria implica colaborar para um fim
(E1 S1)
“(…) uma [situação de parceria] assim marcante, marcante, onde eu me envolvi bastante foi numa das
que todos fazíamos o que era preciso para o mesmo fim (...)” (E1 1) É negativo abordar os familiares
averiguando interesse destes em participar nos cuidados (E1 S5)
“(…) também não se vai chegar e dizer quer participar… não acho bem, nem as pessoas estão
preparadas” (E1 5)
Doente deve escolher quem quer para parceiro (E1 S8)
“(…) se ele [o doente] está consciente para escolher [quem quer para parceiro] obviamente que acho
que sim.” (E1 8) Familiar compreende importância de
respeitar vontade da doente (E1 S12)
“(…) este irmão compreendeu perfeitamente a situação (...) Este irmão percebeu perfeitamente e portanto deu para isso, para ela [doente] falecer em casa. (...) Acho que foi bom para a doente, porque foi para o seu meio, foi para a casa, onde ela gostava de estar...“ (E1 12)
Horário de visita demasiado rigoroso é prejudicial para parceria (E1 S14)
“(…) já se sabe que se o horário fôr muito apertado a relação de parceria é mais difícil porque há
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Familiares não entendem linguagem dos enfermeiros (E1 S15)
“(...) a gente fala mas nem sempre eles [familiares] entendem o que a gente diz (...)” (E1 15)
Flexibilização da presença dos familiares é facilitador da parceria (E1 S18)
“ (...) o alargamento do horário das visitas... Acho que sim... [facilita a parceria] nós não somos muito
rígidos e eu cumpro as normas” (E1 18)
Parceria não implica ter de prestar cuidados (E1 S17)
“(…) pode-se bem ser parceiro sem ter de prestar cuidados, parece-me uma ideia que não é bem a
mais certa” (E1 17) Enfermeira evoluiu para uma maior
tolerância na permissão das visitas (E1
S19)
“ Eu dantes era uma das pessoas, onde a família era às três horas e depois fechava-se a porta.
Quanto a isso acho que, acho que mudei muito... E ainda bem ” (E1 19),
Espaço não individualizado dificulta a comunicação em privado com os familiares (E1 S21)
“(…) se calhar facilitava mais se os quartos fossem mais individualizados, não é? Porque dá para falar noutras coisas que não dá aqui, no meio do nosso corredor, ou ali junto do doente, onde tenho que fechar a cortina, e pronto.” (E1 21)
Família tem de ser trabalhada para estar envolvida nos cuidados (E1 S25)
“ (...) Parece que estamos sempre com medo dessa avaliação [dos familiares], se não puncionamos à
primeira, por exemplo, no início incomodava-me estar a puncionar o doente e a família ali, agora não, não me incomoda nada, se querem assistir assistem, se não querem não assistem. Se conseguir, consegui, se não consegui (…)” (E1 25)
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Parceria é relação com uma intenção,
(E1 S28)
“ (…) para mim quem vem cá dar rosas e bananas não é parceiro, não acho mal, mas a relação que se estabelece não tem o mesmo valor obviamente que não, tem de haver mais qualquer coisa nesta relação é o porquê se calhar é o porquê da relação que se estabelece (…)” (E1 28)
Participar não implica ser parceiro (E1
S30)
“ (…) quer dizer eles [familiares] podem participar e até fazer alguma coisa sem sequer serem
parceiros” (E1 30) Enfermeira defende maior capacidade
dos familiares na tomada de decisão (E1
S32)
“(…) de início estavam sempre sossegados, depois olhe, ganharam à vontade e eles é que decidiam… “ (E1 32)
Parceria é sobretudo informal (E1 S34) ”(...) aí nessa situação, nada muito rígido... Foram momentos em que houve parceria...” (E1 34) Parceria não implica ter de prestar
cuidados (E1 S35)
“(…) podem até não prestar cuidados, isso não me faz confusão…e ainda assim serem parceiros… pode só estar lá connosco “ (E1 35)
Parceria é mais abrangente que “fazer”
(E1 S37)
“Acho que parceria não pode ser só fazer, tem que ser mais qualquer coisa senão limitamo-nos a
andar a fazer coisas… lá está, vamos voltar a cair no dar injecções…assim em vez de nós, são eles
[família], o que não acho bem” (E1 37)
Participar não implica ser parceiro (E1
S39).
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Falta de informação dos enfermeiros dificulta papel de pivot (E1 S42)
“Acho que também podíamos ser nós a coordenar melhor as coisas, mas nem nós sabemos o que se
passa… só sabemos que às vezes vão fazer exames quando os chamam e assim é difícil” (E1 42) Parceria exige convergência de vários
atributos (E1 S51)
“Como já tinha dito, para haver parceria só assim tem de haver uma série de coisas juntas, tipo não
se pode dizer que é só uma coisa, então com a família temos de ter em conta nós, os doentes e a família, olhe que é uma grande confusão uma parceria assim ” (E1 51)
Os papéis nem sempre são claros para os actores (E1 S53).
“(…) penso que para este trabalho em conjunção é preciso estar bem esclarecido o que é que cada
um faz não é? E acho que isso não está bem claro…nem sempre a gente sabe bem o que é preciso fazer…” (E1 53).
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PARTE I