A cientista Marie Curie deixou um legado para a humanidade após as descobertas dos elementos químicos Polônio (Po) e Rádio (Ra); ela dedicou toda a sua vida a ciência e acreditava profundamente nos benefícios que sua descoberta poderia trazer para as pessoas. Em 6 de julho de 1905, Pierre fala em seu nome e em nome de sua esposa Marie Curie diante a Academia de Ciências de Estocolmo sobre a descoberta do Rádio, disse ao final da conferência:
O rádio enriqueceu o saber e agora serve ao Bem. Mas poderá igualmente servir ao mal? Em mãos criminosas o rádio venha a tornasse muito perigoso, e aqui há lugar para a pergunta de se a humanidade tem vantagem em conhecer os segredos da natureza, se está madura para tirar partido desse conhecimento ou se lhe será ele prejudicial. [...] sou dos que pensam, com Nobel, que a humanidade tirará mais do bem que do mal das novas descobertas (CURIE, 1938, p.195, tradução nossa).
Diante de tantos benefícios para a humanidade, lamentavelmente as descobertas da radioatividade caiu em mãos criminosas como já previa Pierre e Marie
Curie, no entanto, nesta secção iremos investigar o que os licenciandos compreendem sobre os malefícios da radioatividade.
Para isso, aplicamos o questionário Qicontendo a seguinte questão: Quais são
os malefícios da radioatividade? Ao final da Situação Estudo aplicamos o questionário
Qf para investigar quais foram as concepções dos licenciandos sobre os malefícios após a intervenção didática.
Na análise dos dados desta questão, emergiram 4 (quatro) categorias que são representadas no quadro 12 abaixo, juntamente com as unidades de análise Qie Qf:
Quadro 12: Malefícios da radioatividade concepções de licenciandos em Química FOCO DE OBSERVAÇÃO CATEGORIAS UNIDADES DE ANÁLISE Qi UNIDADES DE ANÁLISE Qf Malefício da Radioatividade Malignidade ao organismo LM1, LF2, LF3, LF4,LF5, LF6, LF7, LF8, LM9, LF10, LM11, LM12 e LF13 (100%) LM1, LF3 e LF13 (23%) Acidentes nucleares --- LF2, LF5, LF6, LF7, LF8, LM9, LF10, LM11 e LM12 (69%) Degradação ao meio ambiente LM1, LF4 e LF7 (23%) LM1, LF3 e LF4 (23%) Bombas nucleares LF8 e LF10 (15%) LF2, LF3, LF7 e LF8 (31%)
Fonte: Dados da pesquisa
5.2.2.2.1. Categorias das respostas obtidas do questionário Qi
5.2.2.2.1.1. Malignidade ao organismo
Foi averiguado que todos os licenciados compreenderam os malefícios da radioatividade como sendo prejudicial para saúde, como descrevem nas respostas:
Os maiores malefícios da radioatividade são: danos causados ao organismo humano (câncer, má-formação fetal, mutações e etc) e [...] (LM1).
Má formação de fetos (LF2).
Queimaduras, lesões no sistema nervoso, destruição das células (LF3).
Se não houver as precauções necessárias geram-se deformações/alterações em diversas características físicas e genéticas no ser humano (LF4).
As pessoas que tem trabalham em lugares com substancias radioativas, o excesso prolongado a emissões radiativas, podem trazer malefícios a saúde (LF5).
Em seu excesso, e seu contato direto com os elementos radioativos pode provocar doenças (LF6).
Contaminação humana e [...] (LF7).
Danos à saúde devido exposição a partículas altamente energéticas (LM9).
As radiações podem afetar o organismo de uma maneira irreversível, e podem ser utilizadas em bombas para potencializarem estes efeitos (LF10).
Podem causar doenças cancerígenas (LM11).
Desenvolvimento de doenças degenerativas (LM12).
Problemas de saúde (LF13).
Para os licenciandos LF2, LF3, LF7, LM11, LM12 e LF13 os malefícios estão
relacionados a doenças e problemas de saúde, mas não justificam por que esses danos à saúde são provocados ao organismo.
Os licenciandos LF6 e LM9 justificam que os danos causados à saúde estão
relacionados ao tempo de exposição da radiação no sujeito, ou seja, caso a exposição ser em um intervalo longo com emissão de pequenas quantidades de radiação pode acarretar a mutações genéticas ou risco do desenvolvimento do cancro4, mas não
justifica qual é a fonte da radiação contaminante.
A licencianda LF5, esclarece que o indivíduo que trabalha em contato com
essas substâncias pode ter problemas de saúde devido este contato, no entanto, hoje existe equipamentos de segurança para trabalhadores em indústria nucleares, diferente na época de Marie Curie que o perigo da radioatividade ainda era desconhecido e as pesquisas eram feitas sem o equipamento adequado.
Atualmente, nas indústrias os sistemas de segurança são bem rigorosos, tanto a segurança interna (trabalhadores) que fazem o uso de roupas e aparelhos que detectam o vazamento de radiação, que sinaliza caso o nível de radiação aumentar para que todos sejam evacuados do local (SIPRON, 1980; ELETROBRÁS, 2011).
Para o licenciando LF10 os efeitos da radioatividade na saúde são decorrentes
ao uso de bombas nucleares em guerras, e para LF10 as bombas potencializam seus
efeitos.
5.2.2.2.1.2. Degradação do meio ambiente
Somente 23% descreveram que os malefícios estão relacionados a degradação ao meio ambiente, como consta nas falas:
4 Cancro: Doença em que as células sofrem mutações no seu DNA, se dividem incontrolavelmente e
destroem o tecido do corpo. as células têm a capacidade de se espalharem no organismo pelos sistemas circulatório e linfático.
[...] ao meio ambiente como a degradação do ecossistema, [...] (LM1).
[...] além de alterar o ambiente e o ecossistema afetado (LF4).
[...] e ambiental (LF7).
Para os licenciandos LM1 e LF4 afeta o ecossistema5, esse processo é
pertinente a contaminação em cadeia, pois a partir do momento em que o solo é contaminado por elementos radioativos toda a vegetação e água será contaminada. Desta forma os animais ou seres humanos que consuma desta fonte também serão contaminados pela radioatividade causando o desenvolvimento do cancro e de anomalias (FELTRE, 2004).
O licenciando LF7 não justifica sua resposta, somente cita o termo ambiental.
5.2.2.2.1.3. Bombas nucleares
Para 15% dos licenciandos, a concepção de malefícios da radioatividade é voltada para bombas nucleares, como descrito:
Bomba atômica usada para guerras (LF8).
As radiações podem afetar o organismo de uma maneira irreversível, e podem ser utilizadas em bombas para potencializarem estes efeitos (LF10).
Acreditávamos que nesta categoria iriamos ter mais unidades de análise, como indica em pesquisas que alunos e licenciandos tem a visão da radioatividade ser voltava somente para fabricação de bombas (PEREIRA, LOBATO, MEDEIROS, 2008; WATANABE, 2010; ALVES et al, 2012). Talvez não foi evidenciado pelos licenciandos uma vez que possuem saberes que a ciência traz inúmeros benefícios para sociedade, e que o termo maléfico para sociedade deixa de existir uma vez que o sujeito compreenda que o fato de trazer malefícios está voltado a formação ética do indivíduo que faz o uso deste conhecimento para trazer prejuízos a sociedade.
5 Ecossistema: sistema que inclui os seres vivos e o ambiente, com suas características físico-
5.2.2.2.2. Categorias das respostas obtidas do questionário Qf
5.2.2.2.2.1. Malignidade ao organismo
Anteriormente nesta categoria todos os licenciandos relacionava o termo malignidade ao organismo mas alguns não justificava a causa e nem a fonte desse fator, após a intervenção didática 23% dos licenciandos ainda compreendem da mesma forma, como descrevem nas falas:
A exposição prolongada a determinados tipos de radiação pode provocar danos aos organismos, como desenvolvimento de tumores e morte (LM1)
[...] e deformação por conta do poder de penetração em células que acaba deformando ou sofrendo algum tipo de mutação e doenças como câncer causado pela radiação (LF3).
Contaminação causando deformações em crianças que foram contaminados no útero da mãe, câncer (LF13).
Para os licenciandos LM1 e LF3 os danos causados ao organismo humano
estão relacionados ao tempo de exposição do indivíduo a radioatividade, por consequente do poder de penetração, que pode ter como consequências o desenvolvimento de tumores e também levar a morte.
Porém, os licenciandos não justificaram quais os fatores do contato com a radioatividade, que pode ser por meio de um vazamento radioativo de uma indústria ou um acidente nuclear, por exemplo, como o ocorrido em Chernobyl, no qual trabalhadores que entraram em contato com a radioatividade, morreram devido ao alto grau de radiação absorvido; a população tornou-se suscetíveis ao câncer devido a exposição, segundo cientistas mesmo após anos do acidente, milhares de pessoas ainda sofrerão com câncer e defeitos genéticos devido a decorrências da contaminação (CASTILHO; SUGUIMOTO, 2014).
Assim, complementando a fala da licencianda LF13. A participante LF13, foi a
única que relaciona os malefícios somente como danos ao organismo humano, mesma ideia antes da aplicação da SE.
5.2.2.2.2.2. Acidentes nucleares
Para 69% dos participantes o maleficio esta relacionados aos acidentes nucleares, como descritas nas respostas:
Pode causar acidentes, que afetam a população e pode causar doenças degenerativas, em mulheres gravidas a má formação do feto, ou até morte (LF2).
Em caso de acidentes radiativos, contaminação por um longo período de tempo, e com a dificuldade em eliminar a radiação, o que por consequência gera uma serie de mutações, doenças e por vezes até a morte (LF5).
Em caso de acidentes, pode gerar desastres como ocorrido anos atrás, gerando mortes e anomalias em milhões de pessoas (LF6).
Quando não controlada a radioatividade oferece riscos enormes como acidentes em usinas de produção de energia elétrica, [...] (LF7)
Em indústrias nucleares se mal-usado pode levar a morte se absorvido, ou [...] (LF8)
Acidentes em usinas (LM9).
Os acidentes radioativos que causam doenças e mutações nos moradores locais (LF10).
Podem causar problemas quando ocorrem acidentes nucleares, como doenças, mortes e prejuízos econômicos (LM11).
Como maléfica causa doenças degenerativas (diversos tipos de câncer) e anomalias, em caso de acidentes em pessoas que estão expostas diretamente em contato com estas substancias (LM12).
Somente o licenciando LM9 só cita o termo. Para os demais os acidentes
causam danos a saúdes ou até mesmo a morte, como já ocorreu em vários países inclusive no Brasil. A causa desses acidentes esta relacionados a erros técnicos de trabalhadores, problemas no sistema da usina, negligencia, entre outras.
Por exemplo, o acidente de 28 de março 1979 da usina Three Mile Island localizada na Pensilvânia, quando o sistema de refrigeração falhou e o reator estava operando na potência de 97%, o mau funcionamento no circuito de refrigeração secundário da usina, causou o aumento da temperatura sistema de refrigeração primário, causando o desligamento do reator automaticamente. Apesar do seu desligamento, o calor intenso fez com que a parte interior do reator fundisse, liberando uma quantidade de radioatividade na atmosfera, não houve mortes (FELTRE, 2004).
O acidente em Chernobyl na Ucrânia, na noite de 26 abril 1986 a usina nuclear passava por teste nesta noite, quando o reator sobreaqueceu devido erros graves cometidos pelos operadores daquela noite. Durante o teste as reações aceleradas provaram um superaquecimento no combustível devido as reações de fissão e sobrecarregou do sistema destruindo o reator que em contato água (sistema de refrigeração) provocou produção de vapor e um aumento da pressão, provocando
uma explosão de vapor liberando produtos de fissão para a atmosfera (FELTRE, 2004).
Foram registados 134 casos com sintomas clínicos de Acute Radiation Syndrome (ARS)6, devido à alta exposição de radiação. Destes, 28 morreram pelas consequências imediatas da exposição acidental à radiação, todos eram envolvidos na operação limpeza, que receberam altas doses de radiação, que levaram a morte (GOTTLÖBER, P. et al, 2001)
Outro acidente comumente conhecido no Brasil, foi de Goiânia dia 13 de setembro de 1987, após dois catadores de sucata encontrou um aparelho contendo uma peça radioativa, que foi aberto; O equipamento continha uma capsulo contendo césio-137 estava num prédio abandonado onde funcionava uma clínica desativada para tratamento de câncer; a capsula estava envolta por chumbo para proteção das radiações; os catadores venderam o chumbo ao ferro velho, e a capsula despertou curiosidade, pois emitia um brilho intenso, muita gente manuseou o material, mal sabiam que estava mexendo com o brilho da morte; o acidente só foi descoberto após sentirem os sintomas do contagio, o material foi levado a Vigilância Sanitária constatando que o material era toxico (GLOBO, 2016).
A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) foi acionada, e os casos mais graves foram transferidos para o Rio de Janeiro; uma criança morreu após ingerir o material, quando se alimentou com as mãos sujas do Césio-1377 (FELTRE, 2004, GLOBO, 2016). Milhares de pessoas foram contaminadas por radiação de césio-137; confirmação de 4 mortes; a tragédia causou uma comoção internacionalmente, o acidente ficou conhecido como “Cesio-137- o brilho da morte” (GLOBO, 2016).
Dos vários acidentes radioativos já acontecidos mundialmente, mesmo após anos a radiação é vista em grande proporção, como de Chernobyl que se tornou uma cidade fantasma (sem habitação) que até hoje os índices de radiação próximos região a população tende a desenvolver o câncer como o da tiroide. A grande proporção de ar radioativo que se espalhou foi a maior liberação radioativa no meio ambiente já
6 Acute Radiation Syndrome (ARS), conhecido no brasil como Síndrome Aguda da Radiação (SAD),
consiste em uma síndrome com sintomas e sinais clínicos devido à alta exposição do organismo a uma determinada quantidade de radiação em um determinado período de tempo, que pode variar de horas a meses.
7 Césio-137 é um sal em forma de cloreto, suas características nucleares perigosas (emite partícula β
e tem vida-média de 30 anos), é um sal solúvel em água, muito semelhante ao sal comum e que, portanto, é absorvido pelo organismo com extrema facilidade.
registrada, o material foi transportado pelo vento sobre a Ucrânia, a Bielorrússia, a Rússia e, em certa medida, sobre a Escandinávia e a Europa.
Para o licenciando LM11, não só causa prejuízos a saúde como também para
economia. De fato, os acidentes radiativos trazem inúmeros prejuízos econômicos no país ou estado, por exemplo, no Brasil segundo Wiederhercker e Chaves (1990), o acidente de Goiânia provocou impactos econômicos, culturais e sociais:
[...] a ocorrência desse acidente provoca, ao lado de custos sociais altíssimos, ainda não totalmente quantificados, custos econômicos e financeiros advindos da queda do valor da produção frente ao boicote estabelecido aos produtos goianos de exportação do período subsequente ao acidente, gerando consequentemente, a queda na arrecadação pública, bem como, a exigência de aumento de gastos governamentais, a nível da União e do Estado , no que se diz respeito ás áreas da saúde, descontaminação de lugares, assistência as famílias atingidas, acondicionamento e destinação do lixo radioativo, entre outros. Ocorrências como o deslocamento de população das áreas afetadas, quedas nos preços em termos de locação e venda de imóveis e/ou suspensão de atividades econômicas desenvolvidas por estabelecimentos localizados nas áreas atingidas pelo acidente [...] (WIEDERHECKER; CHAVES, 1990, p.03)
Vimos que os prejuízos são enormes para economia tanto para estado e o país, principalmente para exportação de produtos fornecidos pelo estado de Goiás, pois um acidente que envolve substancias que causam prejuízo a saúde deixam os o mercado internacional/nacional com receio em comprar os produtos.
Outro exemplo, é a cidade de Pripyat que foi dizimada pela catástrofe do acidente de Chernobyl, que trouxe enormes prejuízos tanto para sociedade como para órgãos públicos pela perda de uma cidade, e pelos gastos para conter a radiação. Prejuízos que são incalculáveis até hoje, pois após a construção do sarcófago para controlar a emissão de radiação do reator como qualquer construção após alguns anos o monumento passa a degradar-se, no entanto a necessidade da construção de um novo sarcófago, com previsão para ser inaugurado em 2017; um dos maiores acidentes nucleares que o prejuízo chega ser mais de 250 mil milhões de dólares (QUINTANA, 2016).
5.2.2.2.2.3. Degradação ao meio ambiente
Para 23% dos licenciandos, a radioatividade pode afetar negativamente ao meio ambiente, como descrevem nas respostas:
Altíssimo contaminação de ambiente e [...] (LF3)
Os resíduos gerados são altamente perigosos para fauna e flora, o seu reaproveitamento é difícil e podem gerar grandes catástrofes pela instabilidade da radioatividade (LF4).
O fato de afetar o meio ambiente, é devido as consequências de um acidente nuclear, como ocorreu em Chernobyl, Goiânia, Fukushima, entre outros. Na literatura há pesquisas recentes fazem avaliações de impacto ambiental dos acidentes nucleares, que estudam os índices de radiação em alimentos da região, na flora, entre outros. Por exemplo: Salbu, Lind e Skipperud (2004), Buesseler, Aoyama e Fukasawa (2011), Steinhauser e Saey (2015), Makarenko e Oudalova (2017).
O licenciando LF4, em sua resposta fala sobre os rejeitos gerados em
indústrias, no entanto os resíduos trazem riscos ambientais e a sociedade se não forem armazenados de forma correta. Portanto deve-se fazer o descarte adequadamente e armazenados em recipiente resistente as emissões radioativas; o lixo nuclear deve-se ser armazenado em recipientes metálicos resistentes, e confinados em blocos de concreto (FORSTER et al, 2002).
Se o armazenamento não é feito de maneira adequada trazem riscos ao ecossistema, pois o solo é contaminado, toda a vegetação que nele cresce será contaminada, ocasionando riscos saúde da humanidade e aos animais que se alimentarem desta vegetação, podendo sofrer as consequências da radioatividade como o desenvolvendo doenças e anomalias em diversas espécies, a contaminação pode durar décadas, trazendo um grande impacto ambiental, principalmente consequências para a vida nas regiões afetadas (FORSTER et al, 2002).
Anteriormente o descarte era feito no mar, os blocos eram descartados no mar de tal forma, que poderiam sofrer a corrosão marinha, podendo então liberar o material radiativo no mar, onde sofreria uma grande contaminação; hoje o descarte é feito em depósitos, como, poços de grande profundidade, ou até mesmo em minas sal abandonadas, desertos ou outros; nos Estados Unidos, utilizam as minas abandonadas ou tuneis abandonados (BHATTACHARYYA, 1998).
5.2.2.2.2.4. Bombas nucleares
Nesta categoria 31% dos licenciados associam os malefícios a bombas nucleares, como descrevem:
Além de que sua má utilização para fabricação de bombas, que traz como consequências mortes (LF2).
[...] em gerador de bombas nucleares (LF3).
[...] até a fabricação de bombas que podem destruir cidades inteiras (LF7).
[...] ou até mesmo a bomba atômica que matou milhares de pessoas (LF8).
O participante LF3, associa somente como gerador de bombas. E os demais
LF2, LF7 e LF8, justificam que o malefíciotraz como consequência a destruição de
cidades inteiras e o óbito de milhares de pessoas, como ocorreu em Hiroshima e Nagasaki em agosto de 1945 durante a Segunda Guerra Mundial.