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Fase de Tomada de Decisão: PROGRAMA Horizonte: 15 anos

Objetivo Geral: Avaliar a viabilidade ambiental do Programa Rodoanel Mario Covas, bem como questões estratégicas associadas à sua implementação gradativa.

A partir da identificação dos principais efeitos e impactos do Rodoanel, foram selecionados os temas relevantes para avaliação estratégica do empreendimento, e que, portanto, foram utilizados como referência no processo de avaliação. Os temas relevantes selecionados foram:

a) Transportes, circulação e logística metropolitanos: abordou-se o tráfego de

passagens, as viagens de transposição na região metropolitana, além das viagens internas de longa distância com origem e destino na própria região. Os efeitos esperados estão relacionados à redução do volume de tráfego, alteração nas condições de fluxo, redução de congestionamentos, aumento da velocidade média do fluxo e diminuição dos tempos de viagem. Em suma, avaliou-se as questões relacionadas à mobilidade e eficiência do sistema viário metropolitano.

b) Estrutura urbana e uso e ocupação do território metropolitano: trata-se das

alterações das vantagens e desvantagens locacionais para atração de atividades econômicas ou assentamento humano, em função da alteração da acessibilidade. Considera também que a alteração na logística afeta o uso e ocupação do solo, possibilitando a renovação urbana de áreas centrais para uso de atividades mais nobres anteriormente ocupadas por centros logísticos, mas que depende de diversos outros fatores socioeconômicos. Além disso, considerou-se que o traçado pode ser utilizado como efeito barreira para inibir o avanço da expansão urbana em determinados trechos de interesse ambiental e social. Em resumo, a análise dos efeitos potenciais sobre o uso e ocupação do solo deve considerar duas

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categorias básicas: (i) os efeitos sobre os empreendimentos que atendem aos requisitos legais (urbanísticos e ambientais) para sua instalação; e (ii) os efeitos sobre os assentamentos informais, de baixa qualidade ambiental, com significativa presença no anel peri-urbano da metrópole.

c) Uso e consumo de recursos naturais e política de proteção e conservação: Os

efeitos sobre a utilização e a qualidade dos recursos naturais foram considerados importantes fator de avaliação de sustentabilidade. Ao mesmo tempo o empreendimento provoca perdas de porções florestadas da metrópole (capoeiras), a reposição compensatória com essências florestais nativas, em número muitas vezes superior ao suprimido, a criação de novas unidades de conservação e o reforço à gestão das existentes, propiciará um real ganho ambiental se implantadas essas ações de forma planejada e integrada com outras políticas já em curso. Além disso, a utilização da rodovia como inibidor de ocupação em áreas frágeis pode significar uma proteção efetiva para áreas sensíveis, como as várzeas de cursos de água em área de mananciais e a preservação de áreas florestadas.

d) Proteção dos mananciais de abastecimento de água: A garantia do

abastecimento de água potável em condições adequadas de qualidade é uma questão ambiental fundamental para manutenção da qualidade de vida da população metropolitana. Portanto, é fundamental a preservação da qualidade dos mananciais metropolitanos. O aspecto central sobre o qual se assenta o eixo da política de preservação dos mananciais é a necessidade de se controlar a ocupação do território das bacias contribuintes aos corpos d’água, de modo a garantir suas funções de produtoras de água bruta, em quantidade suficiente para atender às demandas para as quais foram projetadas, e em qualidade adequada para sua potabilização. Duas diretrizes passaram a ter maior importância nos avanços recentes da política de proteção de mananciais: a recuperação de assentamentos urbanos precários e o controle das cargas poluidoras que afluem aos cursos de água e aos reservatórios de regularização.

e) Qualidade do ar e condições climáticas: Foram dois efeitos potenciais previstos:

(i) uma redução das emissões, pela melhor performance dos motores funcionando a velocidades mais altas do que no congestionado trânsito urbano, e (ii) uma distribuição dessas fontes, diminuindo as emissões em áreas já congestionadas e densamente habitadas, e transferindo-as para a faixa de domínio da rodovia e suas imediações, em geral mais abertas e de maior circulação de ventos de superfície, com menor densidade de ocupação.

A avaliação estratégica foi o resultado de um processo que analisou o empreendimento sob a ótica de seus efeitos sobre a RMSP como um todo e sobre o anel peri-urbano onde o mesmo está sendo implantado, com foco nos impactos permanentes e de médio e longo prazos, e na sua sinergia com as políticas públicas setoriais, de desenvolvimento urbano e proteção ambiental existentes. A consolidação do processo de avaliação utilizada na AAE do Rodoanel, pode ser visualizada no Quadro a seguir:

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Fatores Avaliados Dados utilizados Indicadores / Medidas de Desempenho Desagregação / Escala de análise

Transportes e a circulação viária • Pesquisa Origem/Destino • Contagens de tráfego • Projeções de viagens • Simulações de tráfego • Viagens/dia • Tempos de viagem • Fluidez do tráfego • Custo dos transportes

• Acessibilidade de áreas específicas

• Entre zonas de tráfego • Por tipo de veículo (autos,

caminhões e ônibus) • Por tipo de fluxo

• Para diferentes cenários (períodos)

Estrutura urbana e uso e ocupação do solo

• Número estimado de empregos • Número estimado de domicílios

por classe de renda e por zona • Salário médio e renda per capita • Divisão territorial em zonas de

tráfego

• Grau de acessibilidade (tempo de deslocamento entre zonas)

• Indução do crescimento econômico • Redistribuição de atividades de logística • Áreas mais atraentes de ocupação • Expansão da ocupação irregular

• Indução de ocupação com atividades e padrão compatível com a preservação ambiental • Consistência com Políticas de Ocupação do Solo

• Na região

• Em área de proteção a manancial • Por cenários

Recursos Hídricos

• Função do corpo d’água na bacia

• Importância em relação aos usos atuais e futuros

• Área da bacia hidrográfica

• Produtividade hídrica das bacias (quantidade de água) • Qualidade da água que aflui aos mananciais

• Área a ser pavimentada em relação à área da bacia • Acidentes com produtos perigosos

• Áreas de proteção e preservação de várzeas

• Por bacia hidrográfica

• Por área de proteção a mananciais • Por curso d’água de interesse • Por parâmetro de interesse

(turbidez, óleos e graxas, fósforo)

Cobertura Vegetal

• Mapeamento de vegetação em estágios médios e avançado de regeneração

• Delimitação de APP

• Número estimado da supressão de vegetação • Reposição florestal compensatória

• Fragmentação de habitats

• Por alternativas de traçado • Escala 1:50.000

Áreas Protegidas e Biodiversidade

• Delimitação de APP e de UCs • Áreas de floresta nativa • Hidrografia e largura de cursos

d’água

• Aumento do efeito de borda nos fragmentos florestais cortados pela faixa de domínio

• Intervenção em APP • Travessias de fauna

• Por número • Por áreas estimadas • Extensão

Qualidade do ar e Clima

• Censo

• Volume de tráfego

• Variação percentual de emissões em tonelada/dia • Densidade de emissões por km²

• População total beneficiada e afetada

• População próxima às fontes de emissão, residente em uma faixa de 500m, 1000m e 2000m

• Alterações no micro-clima junto à faixa de domínio e no âmbito da metrópole

• Por parâmetros (CO, NOx e HC) • Por cenários

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