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Endépendamment de l'âge, on peut aussi dire :

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da Torre, é possível aplicar a formulação matemática e se obter o grau de deterioração da estrutura (Gd), conforme apresentado na Tabela 22.

Tabela 22 - Determinação do grau de deterioração da estrutura (Gd) da Torre de TV Digital de Brasília

Elementos Gdf Fr Fr*Gdf Gd

Fuste (pilar parede) 37,41 3 112,24

28,27 Braços 29,05 3 87,16 Pilares 29,05 5 145,26 Junta de dilatação 22,00 3 66,00 Vigas 36,39 5 181,94 Lajes 76,96 4 307,82 Escada - 3 - Rampas 30,00 3 90,00 Bloco fundação 28,00 4 112,00 Elemento Arquitetônico - 1 -

Cortina (muro arrimo) - 3 -

Reservatórios - 2 -

∑= 39 1.102,42

Nível de deterioração da estrutura: Médio (15-50)

Ações a serem adotadas: Definir prazo/ natureza para nova inspeção. Planejar intervenção em longo prazo (máx. 2 anos).

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Como podemos observar o grau de deterioração da estrutura (Gd) da Torre de TV Digital de Brasília é igual a 28,27 de acordo com os cálculos efetuados.

A Tabela 23 mostra que o nível de deterioração da estrutura pode ser classificado em cinco níveis de deterioração, as quais indicam as condições físicas atuais do edifício, as ações a serem adotadas e os prazos máximos para se planejar as devidas manutenções.

Tabela 23 – Classificação dos níveis de deterioração da estrutura - Fonseca (2007) Nível de

deterioração Gd Ações a serem adotadas

Baixo 0 - 15 Estado aceitável. Manutenção preventiva. Médio 15 - 50 Definir prazo/ natureza para nova inspeção.

Planejar intervenção em longo prazo (máx. 2 anos).

Alto 50 - 80 Definir prazo/ natureza para inspeção especializada detalhada. Planejar intervenção em médio prazo (máx. 1 ano).

Sofrível 80-100 Definir prazo/ natureza para inspeção especializada detalhada. Planejar intervenção em curto prazo (máx. 6 meses).

Crítico >100 Inspeção especial emergencial. Planejar intervenção Imediata. De acordo com os resultados obtidos por meio da utilização da metodologia GDE/UnB, para quantificação do dano na estrutura de concreto, a Torre apresenta um grau de deterioração de nível médio (Gd: 15-50), sugerindo-se realizar intervenções em no máximo dois anos, para que se possa restabelecer sua condição ideal, e dispor ao monumento, segurança, estética e funcionalidade.

Como os resultados obtidos não indica um nível crítico, ou seja, sem a necessidade de uma inspeção emergencial ou não havendo necessidade de maiores investigações, optando-se assim pela a não realização de ensaios, exceto à laje de cobertura e à laje do espelho d’água, por apresentarem um nível alto de deterioração devem ser investigadas minuciosamente.

Os parâmetros especificados nos projetos foram suficientes para caracterizar as propriedades dos materiais e diagnosticar as causas dos fenômenos progressivos nos elementos estruturais. No entanto, se esses pequenos danos encontrados não forem combatidos, pode ocorrer o aumento da deterioração e requerer maiores investigações e maiores gastos para resolução do problema.

91 4.5 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Com a aplicação da metodologia GDE/UnB para quantificar o grau de deterioração da estrutura da Torre, pôde-se obter um nível de deterioração da estrutura igual à Gd = 28,27, sendo médio (Gd: 15-50) e alertando para a necessidade de traçar um planejamento de intervenções em no máximo dois anos. Esses resultados são considerados coerentes e reflete a real situação física de parte do monumento.

No entanto, percebeu-se que algumas famílias de elementos estruturais apresentaram valores maiores que o nível global da estrutura, porém continuam no mesmo nível de deterioração, exceto a família das lajes.

A famílias das lajes apresentou Gdf=76,96, indicando um nível de deterioração sendo alto (Gd:50-80), alertando para a necessidade de realizar intervenções em no máximo um ano. Esse alto nível de deterioração se deu principalmente devido ao estado em que se encontra a laje do espelho d’água que estava vazio, sem dúvidas pela falta de impermeabilização desse “reservatório aberto” e pode-se observar inúmeras fissuras, e algumas dessas são excessivas que se prolongam em toda a sua borda.

As bases do sistema de iluminação que fica localizado no espelho d’água apresenta uma fissuração contínua em volta de todo o fuste. A falta de impermeabilização é evidente no espelho, as placas de concreto estão fissuradas e falta junta de dilatação.

Alguns danos na laje de cobertura também contribuíram para que houvesse essa deterioração um pouco mais elevada que o grau de deterioração da estrutura (Gd), pois essa laje encontra-se mal acabada e existem inúmeras fissuras que se propagam por todo o elemento. Além disso, existem pequenas lascas de concreto, uma espécie de desplacamento do concreto.

O aparecimento dessas fissuras na laje de cobertura deve ter como causa a movimentação térmica e não ser nociva. No entanto, como se trata do um monumento do patrimônio de Brasília, seu acompanhamento torna-se obrigatório e deve ser reparadas por razões estéticas, pois sua visão é desagradável aos usuários. Vale ressaltar que essas manifestações patológicas não afetam a estabilidade global da estrutura da Torre.

Portanto, as fissuras da laje de cobertura merecem acompanhamento, mesmo que sejam apenas na capa do revestimento da impermeabilização. É necessária uma investigação mais minuciosa nos locais onde essas fissuras se apresentarem mais acentuadas.

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A família dos elementos vigas apresentou Gdf=36,39, esse fato se deu pela consideração da borda do espelho d’água como sendo elemento viga, que se encontra em um estado de deterioração preocupante, com presença de fissuras excessivas em partes deste elemento. Outra família que também superou o grau de deterioração da estrutura, foram os elementos braços Gdf=37,41, apresentando manchas, pequenas fissuras e sinais de umidade devido infiltrações que chegaram a acumular água nesse elemento. Esse fato se deu por que no acesso ou passarelas para as cúpulas existem pequenas calhas que não foram suficientes para suportar a vazão da água, devido isso, meses atrás ocorreu infiltrações, que chegaram a acumular água dentro da estrutura de concreto. Recentemente foi retirada essa água e feitos reparos nos sistemas de calhas, mas ficou visíveis os danos causados, com a presença de umidade, manchas e pequenas fissuras.

O grau de deterioração das famílias dos elementos fustes e rampa monumental, são Gfd=37,41 e Gdf =30,00, respectivamente, sendo observados nesses elementos pequenas fissuras e manchas. Na ligação da rampa com o fuste de concreto existe presença de fissuração, além de manchas amareladas, esverdeados e brancos, se assemelhando a eflorescência, e umidade nessa ligação. Já na rampa monumental foram observadas pequenas fissuras verticais com o mesmo espaçamento ao longo de toda a rampa. As fissuras se assemelham as fissuras devido à flexão em vigas. Também foram visualizadas manchas amareladas, principalmente devido o contato com a água e presença de umidade. Vale ressaltar que em todo o fuste da torre existe pequenas fissuras e algumas manchas escuras e amareladas. Essas manchas e fissuras são de cunho estético, na qual, toda a fachada externa da Torre apresenta a necessidade de refazer a pintura. Pode se observar também um mau acabamento do fuste, e são visíveis os “traços” das fôrmas da concretagem.

Para a família de elemento do bloco de fundação Gdf=28,00, esse bloco trata-se da base da torre metálica, onde é feito sua fixação nas vigas de uma laje inferior a laje de cobertura. Essa fixação envolve as duas lajes, e é exatamente nesse encontro entre a laje e a torre metálica que apresenta fissuração, e observa-se a falta de um reforço maior , mesmo já sendo bem ancorada.

O grau de deterioração da família dos elementos pilares Gdf=29,05, foi devido à presença de manchas e umidade dos pilares de sustentação da rampa monumental de acesso à torre e por falta de acabamento ou reboco em alguns pórticos do subsolo e shafts. Em nenhum dos casos há comprometimento da estabilidade ou segurança da estrutura da Torre.

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A falta de impermeabilização e falta de junta de dilatação nas lajes que compõem o espelho d’água que resultou para a família dos elementos de junta de dilatação um grau de Gdf=22,00, nos quais de observa a presença de fissuras e umidade, fato que acabou impedindo o funcionamento desse espelho.

Vale a pena ressaltar outras observações em relação à vistoria realizada na estrutura da Torre. Por exemplo, as cúpulas aos 60 m e aos 80 m de altura (exposições, bar e café) nunca teve seu funcionamento normal, principalmente devido problemas no sistema de esgoto a vácuo, além da falta de impermeabilização do piso e do carpete em uma das cúpulas.

Nas passarelas de acesso as cúpulas, observa-se um sistema de captação de águas pluviais inadequado, onde as calhas pluviais adotadas não estão apropriadas para a descida da água. Existindo apenas pequenas aberturas de vazão da água, que por serem insuficientes acabaram ocasionando infiltrações que provocaram pequenas manchas e umidade nos braços de sustentação das cúpulas.

O subsolo da Torre serve como central de máquinas e conta com 8 boxes de apoio para as emissoras, de onde saem cabos de transmissão de sinal digital por shaft até o topo da torre, onde há a falta de forro em alguns ambientes. É nesse espaço que fica a casa de bomba, casa splits e pluviais que estão em perfeito estado de funcionamento, porém o sistema de esgoto a vácuo encontra-se com problemas e acabou afetando o funcionamento do monumento. A Torre conta ainda, com um sistema de captação da água da chuva e reaproveita essa água acumulada.

Os pavimentos tipos conta com 3 elevadores com capacidade de 900 kg ou 12 pessoas na parte interna dos pavimentos e estão com os acabamentos em perfeito estado, com ambiente limpo, branco e sem manchas, além de lajes e paredes em ótimo estado de conservação.

O mirante, à 110 m de altura está com os acabamentos em perfeito estado, limpo, branco e sem manchas, com lajes e paredes em ótimo estado de conservação.

As escadas de forma geral estão com as paredes em ótimo estado, porém falta revestimento no piso.

A casa de máquina onde fica localizado o motor do elevador (carga concentrada), encontra-se no 14° pavimento, e conta com um sistema de ancoragem para movimentar esse motor, demonstrando uma segurança nesse sistema.

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Os reservatórios superiores estão localizados no 11° pavimento, dispondo de duas caixas d’agua, e o ambiente encontra-se em perfeito estado.

Pode-se notar que a metodologia GDE/UnB pode determinar a necessidade de inspeção e ensaios emergenciais e até reparos ou reforços imediatos em elementos específicos, mesmo que o grau de deterioração a estrutura como um todo seja médio ou baixo.

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