• Aucun résultat trouvé

en matière de communication des catastrophes

Dans le document DES CATASTROPHES SOUS UN DIFFÉRENT ANGLE (Page 74-80)

Para operacionalizar essa análise recorremos à técnica de análise de conteúdo. De acordo com os autores consultados (Oliveira, 2008; Bardin, 2009), a análise de conteúdo permite a exploração do material analisado com base na visualização de diversos elementos implícitos no texto recorrendo a procedimentos sistemáticos e a objetivos da descrição do conteúdo das mensagens. De acordo com Bardin (2009, p. 121), a análise divide-se em três fases: pré-análise; exploração do material; e tratamento dos resultados: inferência e a interpretação.

A pré-análise é a fase em que se organiza o material a ser analisado com o objetivo de torná-lo operacional, sistematizando as ideias iniciais (Bardin, 2006).

A exploração do material constitui a segunda fase, que consiste na exploração do material com a definição de categorias. A exploração do material consiste numa etapa importante que vai possibilitar ou não a riqueza das interpretações e inferências. Dessa forma, a codificação, a classificação e a categorização são fundamentais nesta fase (Bardin, 2006).

A terceira fase diz respeito ao tratamento dos resultados, inferência e interpretação. Esta etapa é destinada ao tratamento dos resultados, constituindo um momento de análise reflexiva e crítica (Bardin, 2006).

Considerando um número relativamente reduzido de entrevistas e os dados daí obtidos, não sentimos necessidade de proceder à organização da informação por categorias e subcategorias. Assim, no processo de analisar as entrevistas realizadas neste estudo, procedeu-se à codificação das ideias.

Entrevistas aos encarregados de educação dos participantes na investigação

(anexo C)

Segundo Portugal (2008), referenciado por Alves e Vilhena (2008, p. 16), “Os: adultos - familiares, amigos, vizinhos, professores - e outras crianças desempenham um papel fundamental no desenvolvimento das crianças visto que pela interacção com pessoas de referência na sua vida aprendem e desenvolvem-se harmoniosamente”

Deste modo, incluímos a participação dos encarregados de educação, aos quais fizemos uma entrevista com o intuito de conhecer os hábitos de leitura dos seus educandos em casa e saber de que forma os encarregados de educação promovem boas práticas de leitura e de educação literária, nomeadamente o gosto pela leitura de tipologias textuais diversas nos seus educandos.

As entrevistas decorreram no período da manhã, dentro da sala de aula. Foi necessária uma semana para concluirmos as entrevistas aos encarregados de educação. Cada entrevista demorou cerca de cinco minutos. É importante referir que o total de participantes neste estudo é de vinte e um alunos, nomeadamente nove

rapazes e doze raparigas. Como tal, achámos relevante realizar entrevistas a cada um dos encarregados de educação destes alunos. Dos vinte e um encarregados de educação, três não realizaram a entrevista, visto que que dois encarregados de educação não puderam, por questões pessoais, comparecer na escola para serem entrevistados e o outro encarregado de educação não se mostrou disponível em colaborar na investigação.

De seguida, será apresentada uma tabela que tem como objectivo clarificar os objectivos, as categorias e as questões referentes à entrevista semiestruturada realizada à professora titular de turma.

Tabela 5 – Objetivos, categorias e questões integrantes das entrevistas aos encarregados de

educação

Objetivos Categorias Questões

Conhecer em que medida a diversificação textual promove o interesse e o domínio pela e da leitura

Promoção do interesse pela leitura, através da diversificação textual

1. O/A seu/sua educando (a) mostra:interesse:por:“mexer”:em: livros ou outros suportes escritos,

como panfletos da publicidade, cartas, recados, receitas, etc?

2. O/A seu/sua educando (a) tem livros infantis no quarto?

3. Costuma ler ao/à seu/sua educando (a)?

4. De que maneira promove o gosto pela leitura, no (a) seu/sua

Questão 1 – O/A:seu/sua:educando:(a):mostra:interesse:por:“mexer”:em:livros:ou:

outros suportes escritos, como panfletos da publicidade, cartas, recados, receitas, etc?

Gráfico 2 – Respostas obtidas na questão 1

Procedendo à análise do gráfico, podemos constatar que dezasseis encarregados de educação referiram que os seus educandos mostram: interesse: por: “mexer”: em: livros de tipologias textuais diversas; um encarregado de educação referiu que o seu educando nem sempre mostra interesse em observar ou ler textos diversificados; igualmente um encarregado de educação mencionou que o seu educando não revela interesse em contactar com diferentes tipos de texto; e três encarregados de educação não responderam à entrevista, uma vez que dois encarregados de educação não puderam estar presentes para serem entrevistados e um encarregado de educação não quis colaborar na investigação.

Questão 2 – O/A seu/sua educando (a) tem livros infantis no quarto? Gráfico 3 – Respostas obtidas na questão 2

0 5 10 15 20 Sim Algumas vezes Não Não respondeu m er o d e en car reg ado s d e e d u caç ão Respostas obtidas 0 5 10 15 20

Sim Não Não respondeu

N ú m e ro d e e n car re gad o s d e e d u caç ão Respostas obtidas

Podemos verificar que a maioria dos encarregados de educação, precisamente dezassete, respondeu que os seus educandos têm livros infantis no seu quarto; apenas um encarregado de educação afirmou que o seu educando não possui livros infantis no quarto; e três encarregados de educação não responderam a esta questão pelas razões acima apresentadas.

Questão 3 – Costuma ler ao/à seu/sua educando (a)? Gráfico 4 – Respostas obtidas na questão 3

Tendo em conta o gráfico, podemos concluir que a maioria dos encarregados de educação, mais precisamente catorze, costuma ler ao seu educando; destes catorze encarregados de educação, três responderam que leem diariamente para o seu educando, dez têm a preocupação de ler para os seus educandos semanalmente, e apenas um encarregado de educação lê mensalmente para o seu educando; quatro encarregados de educação responderam que não tinham o hábito de ler aos seus educandos; e, por fim, três encarregados de educação não responderam a esta questão devido às razões já mencionadas.

Questão 4 – De que maneira promove o gosto pela leitura, no (a) seu/sua

educando (a)?

Todos os encarregados de educação referiram que cultivam o gosto pela leitura de tipos de texto diversificados. Ao solicitarmos que nos explicassem de que maneira o gosto pela leitura é promovido nos seus educandos, alguns encarregados de educação deram as seguintes respostas: “oferecendo-lhe:livros:do:seu:interesse”:“levando-o a livrarias:e:bibliotecas”:“possibilitando-lhe a aquisição de textos que o estimulem e o façam:rir”:“explicando-lhe as vantagens da leitura”:“dizendo-lhe que quanto mais ler, melhores serão as suas notas:na:escola”:dando:o:exemplo:uma:vez:que:as:crianças: seguem:normalmente:os:hábitos:das:pessoas:que:lhes:são:mais:próximas” 0 5 10 15 20 N ú m e ro d e e n car re gad o s d e e d u caç ão Respostas obtidas

Entrevista à professora titular de turma (anexo D)

A entrevista decorreu no período da manhã, dentro da sala de aula e demorou cerca de 35 minutos. A entrevista realizada pode ser consultada na íntegra em anexo (anexo E).

É apresentada, em anexo, uma tabela que tem como principal objetivo clarificar os objetivos, as categorias e as questões referentes à entrevista semiestruturada realizada à professora titular de turma (anexo F).

Questão 1 – No que concerne à questão, “sendo profissional de educação, qual o papel das escolas e dos professores no processo de formação de leitores?”, a

professora afirma que se devem proporcionar ao aluno experiências enriquecedoras, acrescentando que é extremamente importante promover o gosto pela leitura de textos diversificados. A escola e os profissionais que nela atuam têm a responsabilidade de promover estratégias e condições para que ocorra o crescimento individual do leitor, despertando-lhe o interesse, aptidão e competência.

Questão 2 – Relativamente à questão, “na sua opinião, quais são os contributos que advém da utilização de diferentes tipos de texto?”, a professou relatou que

diversas tipologias textuais tornam a leitura mais atrativa, menos monótona e rotineira. Além disso, conclui, afirmando, que a diversidade textual cria mais curiosidade nos alunos e vontade de conhecer cada vez mais tipologias textuais.

Questão 3 – À questão “como avalia a utilização e a presença dos manuais escolares e dos livros na escola?”, a professora respondeu-nos que considera que

“os manuais escolares estão cada vez mais organizados e propõem actividades desafiadoras:estimulantes:e:diversificadas”:Afirma:ainda:que:“a:biblioteca:da:escola: também é um lugar onde os alunos se sentem mais motivados para a leitura, uma vez que:o:espaço:é:bastante:agradável”

Questão 4 – No que diz respeito à questão, “refira três estratégias de leitura que costuma utilizar nas suas aulas”, a entrevistada revelou-nos que utiliza

diariamente estratégias antes, durante e depois da leitura. Antes da leitura, a professora, tem a preocupação de formular hipóteses relacionadas com o tema que irá ser explorado e de registar essas mesmas hipóteses no quadro para que todos os alunos possam observá-las. Durante a leitura, a professora tenta diversificar no modo como os textos são lidos, leitura silenciosa, leitura em voz alta, leitura dialogada. Depois da leitura procede-se: ao confronto dos factos com as hipóteses anteriormente formuladas, à descoberta do significado das palavras desconhecidas, à escrita de textos e à realização de questionários (orais e escritos).

Questão 5 – Na presente questão, “de que maneira e com que frequência promove o gosto pela leitura nos seus alunos?”, a professora respondeu-nos que

todos os dias o gosto pela leitura é promovido nos alunos, trazendo para a sala de aula textos do seu interesse; convidando poetas para declamar poesia, tipo de texto muito:apreciado:por:este:grupo:de:alunos:dramatizando:os:textos:de:teatro”. Afirma ainda que “o processo de aprendizagem leitora e, consequentemente, a formação de um leitor, é uma tarefa complexa e que exige a criação de hábitos de leitura como condição fundamental”

Questão 6 – No que diz respeito à questão, “preocupa-se, quando elabora as planificações mensais, semanais e diárias, com a incorporação de diversas tipologias textuais?”, a entrevistada disse-nos: que: “sim: porque: o: contacto: com:

tipologias textuais diversificadas favorece a compreensão leitora e determina objetivos diversos e específicos de:leitura”

Questão 7 – À questão, “considera que a família também pode incentivar o gosto pela leitura?”, a professora respondeu-nos que a família tem um papel

essencial na criação de hábitos de leitura nas crianças, podendo oferecer-lhes livros para os manusearem, observarem as suas ilustrações e lerem. Devem também ler para as crianças e com as crianças.

Questão 8 – No que concerne à última questão “ao nível da leitura, que projetos conhece?”, a professora titular deste grupo de alunos indicou-nos o Plano Nacional

de Leitura (PNL) e o Programa Nacional de Ensino do Português (PNEP).

Em jeito de conclusão, é fundamental destacar as ideias principais que decorreram desta entrevista.

Ao analisarmos as respostas da entrevistada, notamos que existe uma enorme preocupação em desenvolver práticas educativas que estimulem, nos alunos, o gosto pela leitura de textos diversificados. Para tal, é importante delinear estratégias motivadoras que criem um ambiente social favorável à leitura. Devem ser idealizados espaços para a leitura e ir tendo sempre a preocupação de ir apetrechando a biblioteca escolar com variedade de textos que sejam representativos das diferentes faixas etárias, enriquecendo-a.

A escola pode convidar escritores, contadores de histórias, declamadores de poesia, com a finalidade de incentivar e motivar o universo imaginário da criança. Estas são algumas das ações que se transformam em efetivos instrumentos pedagógicos, capazes de conduzir o aluno ao prazer da leitura.

Dans le document DES CATASTROPHES SOUS UN DIFFÉRENT ANGLE (Page 74-80)

Documents relatifs