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ELUWUN, contexto donde el sonido despide la vida

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PRINCIPALES RESULTADOS DE LA INVESTIGACIÓN

5.4. ELUWUN, contexto donde el sonido despide la vida

Conforme Lakatos e Marconi (1995) a coleta de dados é a fase do estudo realizada com o objetivo de recolher informações sobre o tema em estudo. Toda e qualquer pesquisa implica na coleta de dados de variadas fontes, sejam elas primárias ou secundárias. Assim, acredita-se que neste estudo a coleta deva ser pluralista, e considerar os diferentes atores envolvidos. Portanto, definiu-se pela utilização das entrevistas semiestruturadas, pesquisa documental e pesquisa bibliográfica.

Para a entrevista optou-se pela semiestruturada, já que esta é considerada um dos principais meios de realizar coleta de dados e oferece todas as perspectivas possíveis para que o informante alcance a liberdade e a espontaneidade necessárias, enriquecendo a investigação (TRIVIÑOS, 2007). Além das entrevistas, foram utilizadas para a coleta de dados a documentação e pesquisa bibliográfica. A documentação é uma fonte primária de dados, a qual possibilita com baixo custo, o conhecimento do passado da organização, investigação dos processos de mudança social e cultural, e o não constrangimento dos envolvidos no estudo (GIL, 2002). Já a pesquisa bibliográfica, conforme Cervo e Bervian (1996), é uma fonte secundária que visa o aprofundamento do pesquisador com relação ao tema objeto de pesquisa, através de revisão a respeito da literatura existente sobre o tema. Vergara (2007) caracteriza esta pesquisa como sistematizada desenvolvida com base em material publicado em livros, revistas, jornais, redes eletrônicas, os quais já receberam tratamento analítico. Diante destas possibilidades, determinou-se quais as principais formas de coleta de dados para cada um dos objetivos específicos do estudo, conforme pode ser visualizado no Quadro 7.

Quadro 7. Instrumentos de coleta de dados

Objetivos específicos Forma de coleta de dados

Caracterizar a dinâmica econômica do Setor de Petróleo e Gás, e aspectos institucionais e produtivos da

Pesquisa documental Pesquisa bibliográfica

PETROBRAS e do CENPES; Entrevista semiestruturada Avaliar os instrumentos institucionais e os esforços de

capacitação tecnológicas provenientes da interação U-E sob a perspectiva da UFSC;

Pesquisa documental Pesquisa de campo (Entrevista semiestruturada) Analisar os instrumentos institucionais e os esforços de

capacitação tecnológicas decorrentes da interação U-E sob a perspectiva da PETROBRAS.

Pesquisa documental Pesquisa de campo (Entrevista semiestruturada)

Fonte: Elaborado pela autora

As pesquisas documental e bibliográfica referente ao primeiro objetivo dizem respeito à seguintes fontes: livros publicados sobre a PETROBRAS e CENPES, artigos científicos, teses e dissertações, site da empresa, Plano de Negócio e Gestão 2014-2018, (PNG 2015-2018), Plano de Negócio e Gestão 2015-2019 (PNG 2015-2019), relatório de gestão 2014, relatórios de tecnologia 2011,2012,2013 e 2014, Plano Estratégico 2030 (PE-2030), anuário estatístico da ANP 2014 e 2015, e boletim de petróle e gás no Brasil, 2015. A entrevista semiestruturada foi realizada com representantes da PETROBRAS/CENPES (apêndice C). O segundo objetivo específico foi alcançado por meio de pesquisa de campo e entrevista semiestruturada com os pesquisadores dos laboratórios da UFSC que fazem a parceria com a PETROBRAS e com a diretoria do Departamento de Inovação Tecnológica (DIT) da Universidade , o qual se tornou Agência de Inovação da UFSC (AGIUFSC7) em 21 de março de 2016 (apêndice B). Para atendimento ao terceiro objetivo foi realizada a entrevista semiestruturada com os gerentes da PETROBRAS/CENPES (apêndice C). Cabe pontuar que a pesquisa documental referente ao segundo e terceiro objetivo

7 Visa à promoção e articulação de parcerias da UFSC com empresas, órgãos governamentais e

demais organizações da sociedade, enfocando na inovação e empreendedorismo, a fim de criar oportunidades de transferência de tecnologia das atividades de pesquisa, ensino e extensão e contribuir com o desenvolvimento social e tecnológico amparados pela Proteção à Propriedade Intelectual. Suas principais atribuições são: promoção da proteção jurídica e da exploração econômica das criações intelectuais e inovações desenvolvidas na UFSC, funções antes realizadas pelo DIT, e gestão da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica e do Parque Científico e Tecnológico vinculados à UFSC, a ser implantados; fomentar, no ambiente produtivo, oportunidades de realização de projetos de inovação; promover a cultura do empreendedorismo na UFSC, e coordenar o curso de Mestrado Profissional em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Núcleos de Inovação Tecnológica (UFSC, 2016).

específico do estudo foi direcionada para as questões das ações governamentais relativas à interação U-E.

Após a definição de como seriam coletados os dados para cada objetivo específico, iniciou-se a identificação das pessoas a serem entrevistadas, a qual denomina-se aqui de grupo, apenas para fins de separação em relação aos objetivos e melhor compreensão. Definiu-se então o primeiro grupo, que foi composto por integrantes da UFSC e o segundo grupo, formado por pessoas da PETROBRAS. Para o estabelecimento do primeiro grupo de entrevistados foram listados todos os laboratórios da UFSC que apresentaram interação com a PETROBRAS por meio de projetos de pesquisa no período de dezembro de 2014 a dezembro de 2015. Para tanto, foram acessados os projetos aprovados via Fundação de Amparo a Pesquisa e Extensão Universitária (FAPEU) e Fundação de Ensino e Engenharia de Santa Catarina (FEESC), por meio do site das fundações, e realizado um levantamento inicial de todos os projetos, para os quais foi elaborado um quadro, baseado nos sites da fundações, dos programas de pós- graduação, dos laboratórios dos departamentos e do lattes dos professores, com título, objetivo, departamento da UFSC vinculado, laboratório, duração do projeto e quantia investida pela empresa, conforme apêndice A. Embora tenha sido identificado o nome do responsável pelo projeto, este não foi inserido no quadro para garantir o sigilo dos entrevistados. Após este levantamento, foi realizada uma conferência dos dados dos projetos com a AGIUFSC, a fim de assegurar que todos os projetos de pesquisa em vigência estivessem corretamente listados.

A partir destas definições, foram selecionados aleatoriamente seis laboratórios da UFSC de seis diferentes departamentos que realizavam a interação com a PETROBRAS, além de um representante da AGIUFSC. Assim, foi realizado o pré-campo com representantes dos laboratórios pertencentes aos departamentos de engenharia mecânica, engenharia de automação, engenharia sanitária e ambiental, engenharia química, de ecologia e zoologia e de

geociências, e um representante da AGIUFSC no período de junho a setembro de 2014. De início buscou-se a ampliação da problemática de pesquisa e definição prévia das categorias de análise, através de um breve estudo exploratório, que possibilitou a definição final do roteiro de entrevista e categorias de análise, além de uma melhor compreensão do fenômeno em estudo, os quais foram apresentados e aprovados no processo de qualificação da tese.

Cabe pontuar outros auxílios essenciais permitidos por este pré-campo, como a definição de quais seriam os entrevistados neste primeiro grupo e os critérios para esta composição. Percebeu-se que não necessariamente deveriam ser entrevistados os coordenadores do laboratório, como pretendia-se inicialmente na pesquisa, uma vez que toda a negociação do processo de interação, embora institucionalizada, ocorria sob a supervisão do professor responsável do projeto, ainda que o coordenador do laboratório tivesse ciência e muitas vezes participasse da equipe do projeto. Além disso, observou-se que aqueles entrevistados que tinham grande volume de recurso aplicado em P&D, mas pouco tempo de interação, desconheciam a trajetória histórica de interação, fato essencial a ser discutido neste estudo, considerando a perspectiva teórica institucionalista- evolucionária. Além disso, aqueles que tinham menos recurso, em geral estavam ligados com projetos mais iniciais, onde a parceria estava em processo de construção. Estas duas observações auxiliaram a construção dos critérios para definição dos participantes, os quais serão apresentados na sequência, após a elucidação dos laboratórios que realizam a interação UFSC e PETROBRAS.

A UFSC tem projetos desenvolvidos via interação com a PETROBRAS em diferentes áreas, com destaque para as engenharias, as quais totalizam 77,97% destes. Dos 59 projetos em execução de dezembro de 2014 a dezembro de 2015 (apêndice A), 41 foram intermediados pela FEESC, totalizando R$ 97.342.904,42 e 18 pela FAPEU, cuja soma de valores atingiu R$ 47.677.833,98. Cabe ressaltar que quatro dos projetos realizados via FAPEU não divulgaram os valores totais aprovados para o projeto. Dos 59 projetos, 32 estão vinculados ao departamento

de engenharia mecânica, 5 de automação e sistema, 4 da engenharia sanitária e ambiental, 3 da geociência, 3 da engenharia civil, 4 de informática e estatística, 2 em Bioquímica, 2 de ecologia e zoologia, 1 de engenharia química, 1 de química, 1 de fitotecnia e 1 vinculado à diretoria campus de Joinville, totalizando R$ 145.020.738,40, os quais são apresentados no Quadro 8.

Quadro 8. Laboratórios que realizam interação com a PETROBRAS

Laboratórios Nº de projetos

Grupo de Análise de Bacias (ANBA) 2

Grupo de Pesquisa em controle, automação e instrumentação para a indústria

de Petróleo, gás e energia (ACIPGE) 4

Grupo Gestão da Construção 1

Instituto de Soldagem e Mecatrônica (LABSOLDA) 2

Laboratório Central de Supercomputação 1

Laboratório de Automação de Campos Inteligentes 2

Laboratório de Biomarcadores de Contaminação Aquática e Imunoquímica,

Núcleo de Diagnóstico de Patologias em Organismos Aquáticos 2 Laboratório de combustão e engenharias de sistemas térmicos (LABCET) 3 Laboratório de Conexionismo e Ciências Cognitivas 1

Laboratório de Controle de Processos 1

Laboratório de Ecologia de Ambientes Recifais 2

Laboratório de Efluentes Líquidos e Gasosos (LABEFLU) 1 Laboratório de Energia Solar e Núcleo de Controle Térmico de Satélites

(LABSOLAR/NTCS) 1

Laboratório de Engenharia de Processo de Conversão e Tecnologia de Energia

(LAPTEN) 2

Laboratório de Físico-Química 1

Laboratório de Meios Porosos e Propriedades Termofísicas (LMPT) 8 Laboratório de Metrologia e Automação (LAB / METRO) 4

Laboratório de Morfogênese e Bioquímica Vegetal 1

Laboratório de Pavimentação 2

Laboratório de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica 3 Laboratório de Remediação de Águas Subterrâneas (REMAS) 3 Laboratório de Simulação Numérica em Mecânica dos Fluídos e

Transferência de Calor (SINMEC) 5

Núcleo de Pesquisas Geológicas 1

PerformanceLab 2

TOTAL DE PROJETOS 59

Fonte: Elaborado pela autora a partir dos sites da FAPEU, FEESC e dos Programas de Pós-Graduação e laboratórios da UFSC, 2015.

Por meio deste mapeamento dos laboratórios da UFSC conveniados com a PETROBRAS identificaram-se os 25 laboratórios e destes aqueles com maior número de interações neste insterstício de dezembro de 2014 a dezembro de 2015 e tempo de cooperação com a PETROBRAS de pelo menos 10 anos, visto que este período selecionado permite que os laboratórios tenham realizado pelo menos três projetos com a empresa, tornando maior o contato e o conhecimento do pesquisador em relação ao processo de interação. Além disso, levou-se em consideração a acessibilidade e conveniência para definição dos entrevistados, pois o responsável pelos principais projetos do SINMEC não aceitou participar da pesquisa. Frente ao exposto, foram selecionados seis laboratórios para coleta de dados: Laboratório de Meios Porosos e Propriedades Termofísicas (LMPT), com 8 projetos, Laboratório de Metrologia e Automação (LAB/METRO) com 4 projetos, Laboratório de Tubos de Calor (LABTUCAL) com 4 projetos, Laboratório de Remediação de Águas Subterrâneas (REMAS) com 3 projetos, Laboratório de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica com 3 projetos, e Laboratório de Automação de Campos Inteligentes com 2 projetos. É relevante mencionar que os seis pesquisadores entrevistados junto aos laboratórios respondem por aproximadamente 50,83% do valor total que a Universidade recebeu da empresa para realização de projetos no período de dezembro de 2014 a dezembro de 2015, totalizando R$ 73.718.021,55 e 40,68% no quantitativo de projetos, além disso, todos os participantes têm grande experiência neste processo de interação.

Selecionados os laboratórios, optou-se pela realização da entrevista com os pesquisadores de cada um destes, visto que os projetos são vinculados a cada

laboratório. Além dos pesquisadores, com intuito de compreender todo o processo de interação, a diretora da AGIUFSC, setor pelo qual são assinados os contratos de interação, foi entrevistada. Após estas definições, foi realizada novamente uma entrevista com um pesquisador, que serviu como piloto junto ao pré-campo feito anteriormente, para sanar dúvidas relativas ao roteiro de entrevistas e realizar as últimas adaptações necessárias antes da aplicação com todos os entrevistados. As entrevistas ocorreram no período de junho a dezembro de 2015. Com cada um dos entrevistados foi realizada uma entrevista de uma hora e trinta minutos, e, posteriormente, para auxílio em relação a dúvidas, estas foram respondidas por telefone e por e-mail.

A partir do primeiro grupo de entrevistados (pesquisadores e diretoria da UFSC), foram identificados os contatos da PETROBRAS responsáveis pela interação com os laboratórios da UFSC em estudo. O primeiro contato com o segundo grupo, indicado pelos participantes da UFSC, foi realizado por e-mail e os respondentes foram unânimes em relação ao encaminhamento da pesquisa para dois gerentes da PETROBRAS, os quais respondem institucionalmente pela interação U-E na empresa. Após o contato por e-mail, os gerentes concederam as entrevistas por meio de ligação telefônica e sanaram dúvidas posteriores através do e-mail. Assim, foram realizadas duas entrevistas de uma hora e quarenta minutos com os gerentes da PETROBRAS, os quais respondem institucionalmente pela interação U-E.

É importante destacar que utilizou-se a técnica de saturação de dados, que, conforme Gibbs (2009), refere-se à situação na qual os dados previstos, baseados nas categorias de análise pré-definidas, são confirmados de forma repetida, momento em que ocorre a saturação de dados, dando indícios de que esta pode ser encerrada. Desta forma, quando as informações tornaram-se repetitivas, com ausência de novos dados a serem adicionados às categorias de análise, a coleta de

dados foi finalizada. Após a coleta de dados, os dados obtidos foram tratados e analisados por meio de análise de conteúdo.

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