• Aucun résultat trouvé

5.4 E T dependent efficiencies

5.4.1 Efficiency vs E T measured by fitting M ee

A palavra “motivação”, conforme já verificado por Lins (2004), é tratada de modo múltiplo nas também múltiplas “teorias” que se propõem a explicá-la. Alguns sinônimos lhes são atribuídos na maioria delas: necessidade, ação, impulso, instinto, etc., todos eles mostrando-se insuficientes de per se para estabelecer de modo estático o que seja motivação, o que significa que à motivação está obrigatoriamente agregada uma dinâmica para sua identificação, conforme demonstrado pelo mesmo autor.

Em face de tal dificuldade, observa-se que a motivação vem sendo abordada muito mais direcionada para responder ao porque referente às pessoas que se comportam de

determinada maneira nas organizações, com estudos se apresentando em três distintas áreas de interesse (Bowditch & Buono, 1992):

– o que energiza o comportamento humano?

– o que dirige este comportamento?

– como certos comportamentos podem ser sustentados ou mantidos ao longo do tempo?

Note-se que tais questionamentos robustecem a idéia de que não se pode pensar “mo- tivação” sem que efeitos temporais lhes sejam alocados: energizar, dirigir, manter são locuções verbais onde o fator temporal obrigariamente está implícito.

“Teorias” de Motivação

Um sumário das principais teorias de motivação passa a ser apresentado para que as dificuldades no estabelecimento de sua conceituação possam ser verificadas através de seus múltiplos entendimentos. Dentre as principais “teorias” conhecidas sobre motivação encontram-se:

– As de Conteúdo Estático

– Hierarquia das Necessidades, de Abraham Maslow (1908-1970);

– Teoria ERC, de C.P. Alderfer;

– Teoria das Necessidades Socialmente Adquiridas, de David McClelland (1917-

1998);

– Teoria da Motivação/Higiene, de Frederick Herzberg (1923-2000).

– As de Processo

– Teoria das Expectativas, de Victor H. Vroom

– Teoria da Motivação pelo Caminho-Meta, de Robert J. House

– Teoria do Estabelecimento de Metas, de E. A. Locke

– As Baseadas no Ambiente

– Teoria do Condicionamento e Reforços, de Burrhus Frederic Skinner (1904-

– Teoria da Comparação Social, de B. M. Staw & P. A. Goodman

Numa sumária abordagem em cada uma delas, pode-se rapidamente ter em mente as múltiplas idéias surgidas e atualmente ainda existentes sobre motivação.

– De Conteúdo Estático: assim consideradas por observarem a motivação enquanto

fator de energização para o indivíduo. Estão orientadas para pontos determinados no tempo passado e presente, sem possibilidade de previsão sobre a motivação no futuro.

A Hierarquia das Necessidades é uma das mais populares teorias. Seu autor, Abraham Maslow (1943) sistematizou uma hierarquia para a motivação, através das necessidades intuitivamente reconhecidas categorizando-as em cinco (5) níveis:

– Fisiológicas (fome, sede, sono, sexo, etc.): consideradas a mais potente de todas

as necessidades;

– Segurança (proteção);

– Social (afeto, aceitação, amizade, etc.);

– Estima (respeito, autonomia, atenção, etc.);

Auto-realização (“what a man can be, he must be” fazendo o que é adequado).

Maslow (1943) ressalta que tal hierarquia é dinâmica: a necessidade dominante é a do momento! - Entretanto, alguns estudiosos verificaram que tais necessidades parecem seguir o ciclo da vida: necessidades nos bebês são quase que inteiramente fisiológicas, à medida que crescem necessitam segurança e afeto. Jovens apresen- tam fortes necessidades sociais e de estima, enquanto pessoas mais velhas parecem transcender os primeiros níveis e gastar mais tempo com a auto-realização (Davis, 2002).

Com base em pesquisas existentes, C.P. Alderfer concluiu que os níveis de hierar- quia de Maslow poderiam ser agregadas em apenas três (3) níveis de necessidades denominadas ERG (existence, relatedness, growth) (Bowditch & Buono, 1992):

– existência, ou seja, sobrevivência;

– relacionamento, ou seja, reconhecimento pelos outros;

O trabalho de MacClelland também identificou três (3) níveis de necessidades bási- cas influenciadas pela situação. Denominou-as de realização, poder e afiliação (ativi- dades sociais). A motivação neste ponto de vista muda com a idade, e torna-se assim variável dependente (Bowditch & Buono, 1992).

A abordagem de motivação-higiene de Herzberg sugere apenas duas dimensões para a motivação (Bowditch & Buono, 1992):

– fatores de higiene: que compreendem os aspectos e atividades do trabalho que

podem impedir a insatisfação;

– fatores de motivação: que compreendem os aspectos e atividades que encorajam

o desenvolvimento.

– De Processo: as teorias sobre o processo de motivação buscam verificar os fatores

que dirigem o comportamento humano.

Este pensamento tem por principal modelo a Teoria das Expectativas, também conhecida por V IE, de Vroom (1964), sob premissa de que a motivação é uma função de três componentes:

V =valência, considerando o valor de uma certa recompensa;

I=instrumentalidade, considerando uma percepção de desempenho-resultado; E=expectativa, considerando uma expectativa de esforço-desempenho. Líderes

precisam identificar resultados de valor e liderados precisam perceber que a diferença de comportamento gera diferenças em recompensas.

A Teoria da Motivação pelo Caminho-Meta, apresentada por House (1971) apud Bowditch & Buono (1992), deriva da teoria das expectativas, sendo seu enfoque básico a idéia de que pessoas fazem escolhas que refletem suas preferências em termos da utilidade delas próprias (1992). Com isto os líderes podem motivar os indivíduos aumentando os benefícios pessoais.

Ainda dentro das teorias desenvolvidas para o processo motivacional, a Teoria do Es- tabelecimento de Metas conforme Locke (1968) apud Bowditch & Buono (1992) tem por premissa básica de que o estabelecimento de metas pode ser uma causa para o bom desempenho produtivo. Também intimamente ligada à teoria das expectativas, constrói o pensamento sobre a idéia de que as metas dirigem nossos pensamentos

e ações (Bowditch & Buono, 1992). Os líderes devem portanto estabelecer metas claras e específicas e envolver os liderados neste estabelecimento.

– Baseadas no Ambiente: o enfoque das teorias baseadas no ambiente tem por

premissa básica que a motivação é uma variável dependente do ambiente.

A Teoria do Condicionamento e Reforços, de Skinner (1998) apud Bowditch & Buono (1992), sustenta que o comportamento humano é reforçado e repetido pelo indivíduo à medida que este explora o ambiente. Portanto, a teoria embasa que “todo comportamento tem uma base condicionadora operante” (Bowditch & Buono, 1992).

A Teoria da Comparação Social, de Staw (1977) e Goodman (1977) apud Bowdith & Buono (1992), por sua vez aborda como as pessoas vêem a realidade com base em suas próprias experiências, através de comparações internas e externas. Daí aparecem ainda três linhas “teóricas”: a da “teoria” da eqüidade, com os indivíduos comparando a relação esforços/recompensas com os resultados de outras pessoas; a “teoria” do intercâmbio, onde os indivíduos buscam trocar recompensas em in- terações pessoais, apresentando quatro conceitos básicos de fundamentação, quais sejam, recompensas, custos ou perdas, resultados (recompensas menos custos) e níveis de comparação; e a “teoria” do aprendizado social abordando aspectos em- basados na premissa de que comportamento e ambiente se influenciam mutuamente, notadamente através de três processos importantes, o aprendizado vicário (imitação de outros com quem se identificam pessoalmente), uso do simbolismo (tentativa de prever conseqüências ou imaginar soluções antes da experimentação) e autocontrole (controle do comportamento através da administração do ambiente e seus processos cognitivos) (Bowditch & Buono, 1992).