A análise dos investimentos de uma organização, é importante, considerando que geralmente expressam valores significativos, e a longo prazo, e podem influenciar na continuidade das atividades entidade.
Silva (2008), demonstra com facilidade, de que existe diferentes formas de analisar o significado de um indicador, a partir da visão analítica e seus conhecimentos técnicos, comparando com dados de referencia, tanto quantitativos como qualitativos.
Conforme Santos, (2001, p.144), “o objetivo básico da análise de investimento é avaliar uma alternativa de ação ou escolher a mais atrativa entre várias, usando métodos quantitativos”.
Santos (2001), ainda descreve que a análise de investimentos, deve possuir diversos itens a serem observados, que iniciam pelo projeto do investimento, fluxo de caixa, vida útil
do investimento, porém existe o método simplificado, que é o mais usual, o qual compara o valor investido pelo lucro projetado.
Com tudo, neste item foi descrito outras formas e técnicas de análise de viabilidade de investimentos, os quais foram utilizados durante os trabalhos de estudo de caso, em que esta em questão neste Trabalho de Conclusão de Curso.
Diversas são as técnicas e métodos de se analisar os investimentos, nesse sentido para o estudo em questão são levantados os investimentos necessários em termos qualitativos e o quanto ele representa em valores monetários, objetivando a obtenção de resultados objetivos.
Os autores Souza e Clemente, (2009), descrevem as técnicas de análise de investimentos, que auxiliam na decisão dos gestores, em fazer investimento de capital, sendo isso parte de um processo que envolve a geração e a avaliação das diversas alternativas que atendam às especificações técnicas dos investimentos, depois de relacionadas às alternativas viáveis tecnicamente é que se analisam quais delas são atrativas financeiramente.
Estes indicadores de análise de projetos de investimentos, na concepção de Souza e Clemente (2009), podem ser subdivididos em grupos, um composto pelos indicadores associados à rentabilidade do projeto, conhecidos por Valor Presente Líquido (VPL), o Valor Presente Líquido Atualizado (VPLa), a Taxa Interna de Retorno (TIR), o Índice Benefício/Custo (IBC) e o Retorno Adicional sobre o Investimento (ROIA). Já o outro grupo é composto pelos indicadores associados ao risco do projeto, como a Taxa Interna de Retorno (TIR); o Período de Recuperação do Investimento (Payback) e o Ponto Fisher.
Ao entender que todo o investimento dentro de uma entidade apresenta riscos, e como geralmente esses investimentos são representativos para elas, e no caso de uma escolha errada, pode até levar a falência da mesma, transparece a grandeza dessas técnicas e métodos, e por isso é de suma importância para os profissionais de contabilidade, terem esse conhecimento a fim de auxiliar os gestores nas tomadas de decisões.
2.9.1 Tempo de Retorno de Investimentos – Payback
O tempo de retorno de investimentos, pode ser calculado de diversas formas, porém o mais acertado é o Payback, e o ideal é que seus resultados sejam sempre os menores possíveis, o que demonstrará lucro sobre esse investimento.
Gitman (2010), descreve os períodos de payback, para avaliar propostas de investimentos de capital, sendo este o tempo necessário para que a entidade recupere o investimento inicial de um projeto.
O qual deve seguir o critério de que o período de payback, deve ser menor do que o período máximo aceitável, o qual é delimitado pelos gestores da organização, ou então ele deve ser rejeitado.
Gitman (2010 p. 366), “... Quanto mais tempo for preciso esperar para recuperar os fundos investidos, maior será a possibilidade de que ocorram imprevistos. Assim, quanto menor o período de payback, menor a exposição ao risco.”
Já Sousa (2007), referencia o payback, como uma técnica que procurar identificar o tempo para recuperação do investimento, e ainda o divide em payback simples, que calcula a partir das datas de entradas de caixa para o investimento, porém não considera o valor do dinheiro no tempo, e em payback descontado, em que entradas de caixa para o investimento, são justadas a valores presentes, a partir da taxa mínima de retorno, que é apresentada pelo gestor, descontando as entradas futuras para amortização desse investimento.
Seguindo o pensamento de ambos autores, para que essa técnica tenha um bom resultado, ele deve além de verificar qual o melhor investimento, qual trará retorno positivo primeiro.
2.9.2 Valor Presente Líquido (VPL)
O Valor Presente Líquido, possui diversos conceitos, porém quando se trata de investimentos, ele representa os valores monetários desde seu inicio, tanto de entradas como de saídas, calculados e trazidos ao valor presente que ele representa na atualidade.
O Valor Presente Líquido (VPL) de um investimento é igual ao valor presente do fluxo de caixa líquido, sendo, portanto, um valor monetário que representa a diferença entre as entradas e saídas de caixas trazidas a valor presente, Santos, (2001).
Gitman (2010), descreve o calculo do VPL, onde seu resultado se dá a partir da subtração do investimento inicial do projeto, do valor presente de suas entradas de caixa, descontadas à taxa de custo de capital da empresa, podendo ser expressa da seguinte forma:
VPL = Valor presente das entradas de caixa – Investimento Inicial
E sempre que este tiver resultado superior a 0 (zero), o projeto já esta com conceito positivo de sua análise.
Já Souza (2007), tem como fundamento dessa técnica, trabalhar os valores presentes de entradas e de saídas de caixa, indicando a diferença entre o Valor Presente das Entradas de caixa (VPE) e o VPS - Valor Presente das Saídas de caixa, demonstrado na seguinte fórmula:
VPL FCo + FC1 + FC2 + ... - I
(1+i) º (1+ i)¹ (1+ i)²
Onde: VPL = Valor presente líquido, FC = Fluxo de Caixa, i = Taxa de desconto, e representam há o tempo, ou seja, que vão conforme a necessidade, subtraindo o valor do investimento.
Esta técnica de análise de investimento é muito utilizada, porém seu resultado não é suficiente para saber se um projeto é atrativo ou não, mas ele evidencia se os benefícios irão superar os investimentos ou não.
2.9.3 Taxa Interna de Retorno (TIR)
Como a técnica anterior a Taxa Interna de Retorno (TIR), é muito utilizada, porém se destaca por ser mais sofisticada e complexa.
Gitman (2010), descreve a TIR, como uma taxa de desconto que faz com que o VPL de uma oportunidade de investimento seja igual zero, isso porque o valor presente das entradas de caixa se igualam ao investimento inicial. É a taxa de retorno anual composta que a empresa obterá, se aplicar recursos em um projeto e receber as entradas de caixa previstas. Sendo que seu resultado para ser positivo, precisar ser maior do que o custo do capital.
A Taxa Interna de Retorno (TIR) de um investimento, do ponto de vista financeiro é o percentual de retorno obtido sobre o saldo de capital investido e ainda não recuperado. Matematicamente, a taxa interna de retorno é a taxa de juros que iguala o valor presente das entradas de caixa ao valor presente de saídas de caixa. A taxa interna de retorno teria para a empresa o mesmo significado financeiro da taxa de juros de um empréstimo que ela concedesse para recebê-lo em certo número de parcelas (SANTOS, 2001, p. 154).
O autor ainda salienta que quando a TIR, for maior do que a Taxa Mínima de Atratividade (TMA), o investimento é vantajoso, porém se for iguais, o projeto de investimento estará numa situação de indiferença, e se for menor que TMA, não é recomendável.
Souza e Clemente (2009), entendem que a Taxa de Mínima Atratividade, é a melhor taxa, pois apresenta baixo grau de risco, para aplicação do capital em análise, e a decisão de investimento, sempre terá pelo menos duas alternativas para serem avaliadas, se investir no projeto ou se investir na Taxa de Mínima Atratividade, que é a taxa de juros praticada no mercado.
De forma simplificada (SEBRAE/SP, 2005), descreve que o Retorno dos Investimentos, nada mais é dos que, a devolução de parte dos investimentos, e esta parte que retorna cobrindo os investimentos, referem-se ao lucro acumulado do período, e que o negócio só será viável se for capaz de retornar ou devolver o investimento realizado.
Por apresentar dua opções de investimento, essa técnica é de grande valia para os investidores, pois demonstra se a opção de investir na organização é mais vantajosa , do que por exemplo investir os valores em ações financeiras, que já possuem suas taxas de rentabilidade expresas.
3 METODOLOGIA DO TRABALHO
Este capítulo destina-se à descrição da metodologia a ser aplicada no estudo em questão, desde a sua classificação, passando pela forma de coleta dos dados, estruturação e finalizando com o cronograma a ser seguindo durante toda a elaboração.
Gil (2010, p. 8) “Pode-se definir método como caminho para se chegar a determinado fim. E método cientifico como o conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos adotados para se atingir o conhecimento”.
Roesch (2006), salienta que o capítulo da metodologia descreverá como o projeto foi realizado, que seu objetivo é desenvolver o aluno, a partir da pratica de pesquisas, busca de dados, documentos e execução de entrevistas, isso sob supervisão de um pesquisador qualificado e dentro de uma metodologia.
A partir das informações obtidas de alguns autores importantes e renomados, em metodologia de pesquisa, foi possível traçar um plano para o desdobramento dos estudos, bem como a melhor forma de apresentar o bom trabalho cientifico voltado à viabilidade econômica e financeira de um projeto.