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EFFETS DU RELÈVEMENT DU SRP SUR LA CONCURRENCE ENTRE FOURNISSEURS

Dans le document Avis 18-A-14 du 23 novembre 2018 (Page 35-38)

Para os cálculos dos estoques máximos e mínimos, e ponto de pedido dos itens classificados como classe A, utilizou-se a média do período de agosto de 2016 a agosto de 2018.

A Figura 9 exibe os estoques máximos, mínimos e ponto de pedido em unidades dos itens classificados na classe A da Curva ABC.

Figura 9 - Estoques máximos, mínimos e ponto de pedido em unidades. Fonte: Autoria própria.

O item 128 (Cápsulas) possui média de 459.500 unidades mensais e tempo de reposição de 10 dias. Sendo o estoque mínimo a quantidade necessária para cobrir o tempo de reposição do material, para este item são necessárias 83.695 unidades.

O estoque máximo para este item é de 7.895.195 unidades, pois a média no período é de 459.500 unidades multiplicada pela soma do lead time de 10 dias com o tempo de revisão do estoque de 7 dias, acrescentado ao final o estoque mínimo de 83.695 unidades.

Conforme os cálculos da Figura 9, quando o item atingir a quantidade mínima em estoque, o gestor de estoques entenderá que é preciso comprar o material e emitirá a ordem de compra, pois esta quantidade suportará apenas 10 dias. Este procedimento se aplica aos demais itens do estoque.

Para efetuar os cálculos, partiu-se da Equação 3, proposta por Corrêa e Corrêa (2012), para os casos onde a organização pode calcular o estoque mínimo, também conhecido como estoque de segurança, baseada no risco que ela está disposta a correr se houver alguma mudança inesperada por parte da demanda.

𝑬𝒔𝒆𝒈 = 𝑭𝑺 × 𝝈 × √𝑳𝑻 𝑷𝑷⁄ (3)

Em que:

𝐸𝑠𝑒𝑔 = estoque de segurança

𝐹𝑆 = fator de segurança, dado em função do nível de serviço pretendido. 𝜎 = desvio-padrão estimado da demanda

𝐿𝑇 = lead time de ressuprimento

𝑃𝑃 = periodicidade à qual se refere o desvio-padrão

Para encontrar os valores do desvio padrão (𝜎) da demanda dos produtos do grupo A, foi realizada primeiramente a média de entrada dos materiais do período analisado.

As entradas de cada item foram separadas com suas respectivas quantidades sendo estas registradas em planilhas de Excel ®. Posteriormente, foram somadas e divididas pelo número de períodos, nesse caso de 24 meses. Assim, calculou-se o desvio padrão (𝜎) utilizando a fórmula de desvio padrão do Excel ®.

Após o desvio padrão (𝜎) de cada item ter sido determinado, o fator de segurança (FS) desejado pela empresa foi registrado, sendo este de 95% e em consequência o valor de K, o qual fornece um K = 1,645.

De acordo com o dono da empresa, o tempo de reposição (lead time) para os produtos é de aproximadamente 10 dias, dependendo do produto em questão. É considerado como tempo de reposição, o período desde a emissão do pedido de compra até a entrega efetiva do material na organização. Como os itens de classe A tratam-se de itens imprescindíveis no estoque a periodicidade (PP) foi utilizada em 1 dia. Os valores de estoque mínimo obtidos com a aplicação da Equação 3 estão apresentados na Figura 10

Figura 10 - Estoque mínimo calculado. Fonte: Autoria própria.

Para o cálculo do ponto de pedido (PP) foi adotada a Equação 1 apresentada por Dias (2012), na qual são admitidas variações na demanda ao longo dos períodos. 𝑷𝑷 = 𝑪 × 𝑻𝑹 + 𝑬𝒎𝒊𝒏 (1) Em que: 𝑃𝑃 = Ponto de pedido 𝐶 = Consumo médio 𝑇𝑅 = Tempo de reposição 𝐸𝑚𝑖𝑛 = Estoque mínimo

Para encontrar o ponto de pedido (PP) é preciso determinar o consumo médio (C) dos itens, para tal valor foi-se utilizada a média mensal dos itens conforme fora calculado para o estoque mínimo. Os valores encontrados através da aplicação da Equação 1 estão apresentados na Figura 11.

Figura 11 - Ponto de pedido calculado. Fonte: Autoria própria.

Na Figura 11 estão representados os valores para ponto de pedido (PP) para os itens da classe A em estoque, os quais devem ser consumidos do instante no qual o pedido é enviado ao fornecedor até a realização efetiva da entrega.

Partindo-se dos cálculos do estoque mínimo e ponto de pedido, foi utilizada a Equação 4 apresentada por Martins (2002) para se obter o estoque máximo.

𝑬𝒎á𝒙 = 𝑫 × (𝑳𝑻 + 𝑰) + 𝑬𝒔𝒆𝒈 (4) Em que: 𝐸𝑚á𝑥 = Estoque máximo 𝐷 = Demanda média 𝐿𝑇 = Tempo de reposição 𝐸𝑠𝑒𝑔 = Estoque de segurança 𝐼 = Intervalo de revisão

Figura 12 - Estoque máximo calculado. Fonte: Autoria própria.

Na Figura 12 estão representadas as quantidades máximas de cada item que devem ser estocadas pela empresa. Vale salientar que a vida útil dos produtos deve ser considerada, para que não haja desperdícios futuros.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS E SUGESTÕES

Em relação ao primeiro objetivo específico, verificou-se que o fator mais crítico em relação à gestão de estoques na empresa é que não existe o controle de estoque, o que existe são as planilhas de compras dos anos anteriores, que é uma visão simplista do que há no estoque.

A lista de compras é realizada pela responsável do setor de estoque e a compra é feita pelo dono da empresa, sendo que estes, não possuem nenhuma formação em gestão ou controle de estoques. A lista é feita através da quantidade que o dono da empresa acha suficiente, ou seja, que não vai faltar, também não existe um planejamento de quando vai se realizar um novo pedido, este é feito quando o material está para acabar ou já acabou gerando perda de receita e clientes insatisfeitos.

A falta e/ou excesso de itens em estoque acarreta prejuízos de várias maneiras ao longo de todo o processo. Desta forma, surge a necessidade de uma política de gestão de estoques eficiente, afim de reduzir os diversos desperdícios durante o processo e aumentar a lucratividade da empresa.

Outro problema financeiro ocasionado pela falta de planejamento nas compras é o custo com o frete pago às transportadoras, já que o responsável pela compra não calcula o frete no valor final, tendo uma lista extensa de fornecedores.

Como resultado destas falhas se tem uma grande quantidade de matéria- prima vencida, falta de produtos e material de embalagem. Isso acarreta atraso da produção e a falta de vendas de medicamentos, resultando em prejuízo financeiro.

Como não se tem um sistema para controle do estoque, a realização do inventário físico, segundo objetivo específico deste trabalho, foi realizado através das quantidades existentes no sistema de vendas.

Durante a realização perceberam-se discrepâncias, como: diferenças entre as quantidades físicas e as informadas no sistema, produtos que não estavam lançados no sistema, duplicidade de itens, como também, produtos que foram retirados do estoque por causa de sua obsolescência. Demonstrando que não há coerência entre o estoque físico e a alimentação do sistema de vendas.

No que diz respeito ao terceiro objetivo específico, foram analisados 795 itens pertencentes ao grupo das matérias-primas, chegando-se aos seguintes resultados: 23 itens correspondem a 49,59% do valor total de investimento no período

classificando-se na classe A, sendo assim, considerados os materiais com maior importância. Os materiais intermediários, representam a classe B, com 110 itens correspondendo a 30,30% do valor total. E por fim, 662 itens representam a classe C, correspondendo a 20,11% do valor.

Por meio da Curva ABC, foi possível identificar os itens em estoques que precisam de um controle mais rigoroso, os quais representam cerca de 50% dos recursos financeiros investidos. Aplicando essa ferramenta no gerenciamento de estoques, o responsável pelo setor de estoque na empresa em estudo, poderá controlar os itens de maior consumo, concentrando seus esforços nesses materiais para economia de recursos financeiros.

Para o quarto objetivo específico, foi considerado apenas o grupo de itens classificados como classe A, por terem a maior movimentação de entradas e saídas. Porém, sugere-se que a pesquisa seja ampliada abrangendo os demais grupos, visto a importância do controle para todos os itens em estoque.

Como quinto objetivo, foi proposto a empresa aplicar um sistema de estoque, afim de fornecer dados reais aos setores de compra, venda e a gerencia. Auxiliando assim, na tomada de decisões.

Tendo em vista que a organização já possui um programa de gerenciamento no setor de vendas, bastaria a inclusão de mais um setor, o que possibilitará também, analisar melhor as quantidades mantidas em estoque, bem como minimizar custos de armazenagem.

A classificação ABC é uma das formas mais usadas para auxiliar na gestão de estoques. Essa análise baseia-se na verificação em um certo período de tempo do consumo, em valores monetários ou quantidade dos itens de estoque para que eles possam ser classificados em ordem decrescente de importância.

A empresa não utiliza um estoque de segurança, não analisa o tempo de entrega do fornecedor, como também, realiza a média somente dos três últimos meses para determinar a quantidade a ser comprada. Dessa forma, surgem diversas divergências, tanto de desperdícios pelo excesso, quanto pela falta de matéria prima em estoque. A sugestão para o proprietário seria reduzir os níveis de estoque através do estoque mínimo, estoque máximo e ponto de pedido.

Como foi levantado no resultado do estudo à organização não possui política de reposição de estoque formalizada. A política mais adequada para o perfil desta, seria o sistema de reposição periódica de estoque, que irá considerar o estoque

existente e a emissão de um pedido referente ao estoque máximo calculado num intervalo de tempo pré-estabelecido, onde a quantidade a ser pedida será a diferença entre o estoque máximo e o estoque existente.

O objetivo dessa pesquisa foi otimizar a gestão de estoques de uma farmácia de manipulação do oeste do Paraná, para tal, foi utilizada a Curva ABC como ferramenta de controle na gestão de estoques. Para sua elaboração, foram utilizados dados sobre o consumo de estoque referente a agosto de 2016 a agosto de 2018.

Na continuidade do estudo, pode-se testar outras formas de planejamento, afim de obter êxito no objetivo geral.

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