O Ex-Bolsista do Curso de Comunicação Social, que aceitou ser também entrevistado, escreveu no questionário eletrônico sobre o que mudou em sua vida acadêmica e/ou
profissional após sua participação no Programa Ciência sem Fronteiras:
Modificou a minha forma de ver o mundo acadêmico, além de fazer com que eu visse muito mais possibilidade de carreira do que aquelas apresentadas a mim no Brasil. (Ex- Bolsista 1, Comunicação Social – Publicidade e Propaganda, Estados Unidos)
Na entrevista, esse Ex-Bolsista de Comunicação Social informou que não percebeu mudanças em relação ao aparecimento de oportunidades profissionais após sua participação no Programa Ciência sem Fronteiras e seu retorno ao Brasil: “[...] não fez... no sentido de ser
contratada, eles olham lá no meu... no meu currículo que eu fui, pra ser contratada pra estágio, não fez grandes diferenças não.”
O Ex-Bolsista do Curso de Engenharia Civil, que também foi entrevistado, escreveu no questionário eletrônico:
Na vida acadêmica ampliei meus conhecimentos sobre engenharia de uma forma que jamais iria prever. Quando voltei para minha universidade estava à frente de muitos de meus colegas de classe.
Estudar em uma instituição de renome nos EUA melhorou bastante o meu currículo e foi um dos fatores chaves para minha rápida contratação em uma empresa de engenharia de renome e também é a responsável por agora estar iniciando meu Mestrado. (Ex- Bolsista 2, Engenharia Civil, Estados Unidos)
Esse Ex-Bolsista de Engenharia Civil disse na entrevista que conseguiu dupla diplomação, no Brasil e nos Estados Unidos, e que se desenvolveu muito academicamente, que antes de ir para o exterior tirava boas notas e pensava que estudava bastante, e que quando chegou ao exterior encontrou muita gente inteligente e descobriu que podia estudar muito mais. Falou, além disso:
Então, quando eu voltei, eu voltei assim, com o dobro de conhecimento, foi... e com a pressa para me formar logo exatamente pra fazer um mestrado, que eu estava buscando já mais coisas. Eu realmente antes de ir eu achava que ia terminar meu curso, arrumar um trabalho, e seguir tudo tranquilo minha vida. Hoje não, hoje eu já quero talvez... seja até doutor, até doutorado, eu já penso até nisso, antes eu nem chegava a pensar nesse tipo de coisa. (Ex-Bolsista 2, Engenharia Civil, Estados Unidos)
Ainda na entrevista, na visão desse Ex-Bolsista de Engenharia Civil, houve uma boa contribuição do Programa em sua vida profissional, tendo em vista que no primeiro dia em que retornou ao Brasil, conseguiu vaga em uma grande empresa para realizar seus estágios obrigatórios. Contou também que arranjou o estágio por meio de uma conversa com um de seus professores que o indicou por ter percebido que ele havia aprendido muito e que iria contribuir com a empresa.
O Ex-Bolsista 9, de Biologia, que foi para os Estados Unidos foi o único que não deu nenhuma resposta à presente questão, os demais bolsistas ex-bolsistas, que responderam apenas o questionário eletrônico, escreveram:
Agora me esforço mais nos estudos aqui, pois percebi que não somos piores que ninguém, que as universidades brasileiras são excelentes e que se soubermos aproveitar as oportunidades podemos competir com qualquer profissional do mundo. (Ex-Bolsista 3, Arquitetura e Urbanismo, Itália) Em questão acadêmica fiquei mais exigente, algo que acaba acarretando certa frustração quando se volta pro Brasil onde o ritmo é diferente. Tem mais aula, menos tempo de estudo sozinho. No meu caso, como fui focando em Marketing de Filme não mudou muito a profissional no sentido que aqui não tem um polo de distribuição de filme no qual poderia trabalhar ou estagiar. (Ex-Bolsista 4, Comunicação Social – Publicidade e Propaganda, Estados Unidos)
Eu aprendi muito na Universidade, trouxe uma bagagem ótima para o meu internato em Medicina. (Ex-Bolsista 5, Medicina, Portugal)
Melhora acadêmica. Maior produção acadêmica. Mais reconhecimento profissional. (Ex-Bolsista 6, Medicina, Estados Unidos)
Quando voltei passei a comparar mais o sistema acadêmico brasileiro com o sistema vivido no exterior. Percebi as vantagens e desvantagens de cada um e ganhei mais autoestima para estudar. (Ex-Bolsista 7, Sistemas de Informação, Espanha)
Fiz contatos, tive a oportunidade de trabalhar em laboratórios e com professores dos quais não teria a chance de trabalhar aqui. (Ex-Bolsista 8, Jornalismo, Canadá)
Nas respostas dos oito alunos, percebemos mudanças de ordem acadêmica após a participação deles no Programa Ciência sem Fronteiras. Das diversas mudanças apontadas, metade desses ex-bolsistas se referem ao aumento de conhecimento acadêmico. Outras mudanças que são citadas com frequência dizem respeito ao aumento do interesse pelos estudos e a possibilidade de reflexão sobre o sistema educacional brasileiro em comparação com o do país de destino. Profissionalmente, menos da metade dos estudantes considerou ter havido mudança até aquele momento.
O Coordenador Institucional, os coordenadores de curso e os professores da IES estudada, quando perguntados nas entrevistas se percebiam alguma mudança na vida acadêmica e profissional dos alunos de graduação após a participação deles no Ciência sem Fronteiras, assim responderam:
Na visão do Coordenador Institucional,
[...] um aluno que participa do Ciência sem Fronteiras com um mínimo de seriedade, e a gente pode dizer que no nosso caso a maioria absoluta dos alunos se esforçou muito por ir, porque é mais difícil [...] um aluno de uma universidade não-pública tem mais dificuldade de acesso, do que os alunos das universidades públicas, esse aluno volta transformado, né? Volta com mais vontade de construir, de produzir, de gerar elementos positivos na sua própria carreira, e na comunidade acadêmica como um todo, eu acho que isso faz muita diferença sim, né? (Coordenador Institucional)
O Coordenador do Curso de Medicina, em um primeiro momento, considerou que não houve impacto na vida acadêmica dos ex-bolsistas do Ciência sem Fronteiras. Todavia, ao longo de seu depoimento acaba reconhecendo que há mudanças do ponto de vista profissional, e diz que notou diferenças quanto “[...] a parte reflexiva do aluno, eu acho que melhora a parte crítica do
aluno, de ver outro serviço, de conhecer outra realidade fora do Brasil, e tentar aplicar aquilo que ele viu também dentro do Brasil”. Observou, também, que o ex-bolsista do Programa costuma envolver-se em projetos de pesquisa no retorno.
Para o Coordenador do Curso de Engenharia Civil, a grande mudança nos ex-bolsistas do Programa é provocada “[...] por incrível que pareça, não é nem a questão da universidade em si,
Coordenador afirma que os alunos que participam do Ciência sem Fronteiras retornam do exterior muito mais maduros e independentes porque não tinham os pais por perto para resolverem todos os problemas por eles e que esse aprendizado se reflete nos estudos: “[...] ele passa a ser proativo
nas disciplinas, procura correr atrás do aprendizado. Eu acredito que é... tem sim um resultado positivo muito gratificante pra eles mesmos”
O Professor do Curso de Arquitetura percebeu, que após a experiência no exterior, o ex- bolsista do Programa Ciência sem Fronteiras é um aluno: “[...] mais responsável, mais centrado,
mais competitivo, querendo melhorar, querendo ser alguém diferente.”
Na visão do Professor do Curso de Comunicação Social, os alunos daquele curso que participam do Ciência sem Fronteiras já se tratavam de alunos diferenciados, mas no retorno, após a frustração com o choque de realidade, “[...] eles ficam muito mais autônomos inclusive em relação às disciplinas. Sempre te entregam trabalhos além do que você pede, vira um desafio pessoal essa questão, me parece que eles tentam se equiparar ao padrão que eles conheceram, né?”
Todos os coordenadores e os professores entrevistados na IES pesquisada consideram haver mudanças na vida acadêmica dos alunos após a participação no Programa Ciência sem Fronteiras, mesmo o Coordenador do Curso de Medicina, que chegou a apontar não ter percebido alterações de aspecto acadêmico nos estudantes, ao enumerar as mudanças, que considera de aspecto profissional, cita o envolvimento desses alunos com projetos de pesquisa no retorno. As mudanças apontadas quase em sua totalidade por esses coordenadores e professores dizem respeito ao aumento da maturidade e autonomia acadêmicas dos ex-bolsistas.
Tabela 12 - Você conseguiu estabelecer redes de contatos acadêmicos ou profissionais no
exterior durante seus estudos pelo Programa?
Você conseguiu estabelecer redes de contatos acadêmicos ou profissionais no exterior durante seus estudos pelo Programa?
Frequência Percentual
Não 2 22%
Sim. Quais? 7 78%
Total 9 100%
Notamos que mais de dois terços do ex-bolsistas responderam que “sim”, que conseguiram estabelecer redes de contatos acadêmicos ou profissionais no exterior. O Ex- Bolsista do Curso de Comunicação Social, também entrevistado, escreveu no questionário eletrônico que estabeleceu as seguintes redes de contato no exterior:
Professores, e possíveis orientadores para pesquisa. (Ex-Bolsista 1, Comunicação Social – Publicidade e Propaganda, Estados Unidos)
O Ex-Bolsista do Curso de Comunicação Social, na entrevista, disse considerar que no exterior é muito fácil fazer esses contatos, mas que pelo fato de só ter se decidido pela área que queria seguir quando retornou ao Brasil, não deu início a uma pesquisa no exterior “com uma professora-orientadora”, o que julga que teria sido muito simples conseguir. Conta que percebeu que para os professores estrangeiros o aluno não precisa ser o melhor, precisa ser interessado, e a partir daí dão oportunidade ao aluno de fazer o que quiser.
O Ex-Bolsista do Curso de Engenharia Civil, que também foi entrevistado, respondeu assim no questionário eletrônico:
Na universidade onde estudei nos Estados Unidos fiz muitos amigos de diferentes países como França, China e Índia, dos quais tenho contato frequente até hoje por meio das redes sociais. Do período em que trabalhei no exterior também mantive contato com alguns professores da instituição e colegas de trabalho, bem como meu chefe. (Ex- Bolsista 2, Engenharia Civil, Estados Unidos)
O Ex-Bolsista do Curso de Engenharia Civil disse durante a entrevista que estabeleceu contatos acadêmicos com dois de seus professores. Conta que esses o apoiaram muito no início de seu curso no exterior, um deles o ajudando a conseguir o “emprego” que teve lá fora e o apresentando ao outro professor que se tornou seu amigo também, e com quem fez uma pesquisa que publicaram juntos, no início de 2014, numa convenção nos Estados Unidos. Explicou que essa pesquisa havia sido seu trabalho de final de curso. Conta ainda que permanece em contato com um amigo indiano, programador, que conheceu nos Estados Unidos, e que está fazendo mestrado assim como ele, e têm planos de criarem um programa de computador e publicarem conjuntamente.
Os demais cinco ex-bolsistas que também responderam “sim” a essa questão, escreveram no questionário eletrônico:
Vários amigos da área do cinema e do entretenimento que trabalham em produções próprias ou em empresas grandes. Além de contatos dentro dos estágios que fiz. (Ex-Bolsista 4, Comunicação Social – Publicidade e Propaganda, Estados Unidos)
Meu orientador de pesquisa, que continuará me auxiliando em pesquisas que farei aqui no Brasil. (Ex-Bolsista 6, Medicina, Estados Unidos)
Os professores do exterior sempre indicavam cursos que estavam acontecendo nas cidades vizinhas. A Espanha não vive um bom momento para se conseguir emprego. (Ex-Bolsista 7, Sistemas de Informação, Espanha)
Professores e colegas de classe. (Ex-Bolsista 8, Jornalismo, Canadá)
Mantenho contato com alguns professores. (Ex-Bolsista 9, Biologia, Estados Unidos)
Apenas o Ex-Bolsista 3, de Arquitetura e Urbanismo, que foi para a Itália e o Ex-Bolsista 5, de Medicina, que foi para Portugal afirmaram não terem estabelecido redes de contato acadêmicos ou profissionais no exterior. Sete ex-bolsistas responderam “sim”, geralmente com professores e colegas, o que denota que a formação de redes de contato nesses casos tem viés acadêmico e não profissional, e se trata de um componente desejável em curso de graduação nas instituições de ensino superior no exterior e no intercâmbio acadêmico.
Na pesquisa de Silva (2012), citada no primeiro capítulo deste trabalho, é possível notar a importância da formação de redes institucionais para na cooperação acadêmica internacional desenvolvida pela Capes nas últimas décadas. Sendo essas redes, do ponto de vista do Ciência sem Fronteiras, indispensáveis na concretização de seus objetivos específicos de desenvolvimento da cooperação internacional entre o Brasil e grandes centros de conhecimento científico e tecnológico.
Tabela 13 - Houve mudança no seu perfil de aluno após sua participação no Ciência sem
Fronteiras?
Houve mudança no seu perfil de aluno após sua participação no Ciência sem Fronteiras?
Frequência Percentual
Não 4 44%
Sim. Qual? 5 56%
Total 9 100%
Fonte: Dados da pesquisa
Pouco mais da metade dos ex-bolsistas pesquisados responderam ter havido mudança no seu perfil de aluno. O Ex-Bolsista do Curso de Comunicação Social, que aceitou ser também entrevistado, escreveu no questionário eletrônico:
Percebi que eu posso fazer o que gosto como profissional e não só como hobby. (Ex- Bolsista 1, Comunicação Social – Publicidade e Propaganda, Estados Unidos)
Segundo o Ex-Bolsista do Curso de Comunicação Social entrevistado, houve modificação no seu perfil de aluno. Conta que, antes da experiência do Ciência sem Fronteiras, sempre procurava tirar a nota máxima em qualquer trabalho que tivesse que fazer em seu Curso de Graduação no Brasil e, que após o retorno do exterior, tem se dedicado de fato a fazer o melhor possível em um trabalho da Universidade apenas se julgar que esse é realmente importante para seu aprendizado.
O Ex-Bolsista do Curso de Engenharia Civil, que também foi entrevistado, respondeu no questionário eletrônico:
Como o volume de matéria era muito maior no exterior do que no Brasil, eu aprendi a organizar meu tempo de forma mais eficiente e a me comunicar melhor com outras pessoas. Fatores chaves para minha sobrevivência no intercambio. (Ex-Bolsista 2, Engenharia Civil, Estados Unidos)
O Ex-Bolsista do Curso de Engenharia Civil falou na entrevista considerar que mudou com a experiência como bolsista do Ciência sem Fronteiras: “Você percebe que você sempre pode estudar mais, sempre tem mais conhecimento pra adquirir, as horas que você se dedica ao estudo são muito maiores.”
Os outros três ex-bolsistas, que também responderam “sim”, escreveram:
Maior interesse e pró-atividade. (Ex-Bolsista 6, Medicina, Estados Unidos)
Passei a estudar mais em casa porque na Espanha essas horas de estudo também são levadas em conta no plano de estudos. (Ex-Bolsista 7, Sistemas de Informação, Espanha)
Sou uma aluna mais dedicada. (Ex-Bolsista 9, Biologia, Estados Unidos)
Compreendemos que as mudanças apontadas pelos cinco ex-bolsistas quanto aos seus respectivos perfis de estudantes dizem respeito ao aumento da autonomia e do tempo que passaram a dedicar aos estudos após a participação no Programa Ciência sem Fronteiras.
Quatro afirmaram “não” terem mudado o perfil de aluno: o Ex-Bolsista 3, de Arquitetura e Urbanismo, que foi para a Itália; o Ex-Bolsista 5, de Medicina, de Portugal; o Ex-Bolsista 8, de Jornalismo, do Canadá e o Ex-Bolsista 4, de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda, que foi para os Estados Unidos e que não foi entrevistado, mas que mesmo com resposta negativa, escreveu assim no questionário:
Diria não por que sempre fui o que é considerado uma boa aluna, mas meu foco de estudo mudou. Como vejo várias circunstâncias do mercado pra minha área mudou também, mas num perfil de aluno acredito que não. (Ex-Bolsista 4, Comunicação Social – Publicidade e. Propaganda, Estados Unidos)
O presente questionamento, sobre considerarem ou não ter havido mudança no perfil de aluno dos bolsistas de graduação-sanduíche após a participação no Ciência sem Fronteiras, também foi feito aos coordenadores de curso e aos professores entrevistados da IES pesquisada.
O Coordenador do Curso de Medicina disse que não observou mudança “em termos acadêmicos” no perfil do aluno ex-bolsista do Programa, a modificação que percebeu foi “apenas” em relação à adoção de uma postura crítica da realidade por parte desses estudantes após a experiência no exterior.
O Coordenador do Curso de Engenharia Civil ressaltou que os alunos que são selecionados para o Programa são, quase sempre, os melhores estudantes do Curso, e informou que não considera que haja grande mudança em relação ao perfil dos alunos no retorno ao Brasil, o que percebeu de modificação foram traços como aumento da responsabilidade, independência e dinamismo do aluno.
O Professor da Arquitetura considerou que houve mudanças no perfil dos estudantes que foram bolsistas do Ciência sem Fronteiras, os quais se tornaram mais estudiosos e, outra característica que percebeu, é que esses ex-bolsistas têm vontade de voltar para o exterior.
O Professor da Comunicação Social disse que o perfil dos alunos que se candidatam ao Programa é “diferenciado”, e que a experiência no exterior reforça o perfil “autônomo” que já possuíam.
Percebemos que assim como o Ex-Bolsista 4, que respondeu que já era uma boa aluna antes de ir para o exterior, o Ex-Bolsista 2, no tópico sobre o que mudou em sua vida acadêmica e/ou profissional também menciona o mesmo. O Coordenador do Curso de Engenharia Civil e o Professor da Comunicação Social falaram, respectivamente, que os participantes do Programa costumam ser os melhores alunos do Curso e estudantes “diferenciados”. Os dois coordenadores de curso e o Professor da Comunicação Social entrevistados apontam características positivas dos estudantes que foram aperfeiçoadas com a participação no Programa.
Tabela 14 - Você considera que a sua experiência no exterior trouxe implicações para a sua
Instituição de Ensino Superior brasileira?
Você considera que a sua experiência no exterior trouxe implicações para a sua Instituição de Ensino Superior brasileira?
Frequência Percentual
Não 6 67%
Sim. Quais? 3 33%
Total 9 100%
Fonte: Dados da pesquisa
Dois terços dos ex-bolsistas pesquisados consideram que a experiência deles no exterior “não” trouxe implicações para a IES pesquisada. Os ex-bolsistas 5 e 7 e o Ex-Bolsista 9, de Biologia, que foi para os Estados Unidos responderam “sim” a esta pergunta e dois primeiros escreveram “quais” foram as implicação no questionário eletrônico:
Não só a minha, mas a experiência de todos os alunos que tiveram a oportunidade de ser bolsistas no exterior acaba trazendo benefícios para a Universidade. O fato de oferecer uma graduação sanduíche já é um diferencial, não são todas as faculdades que tem. (Ex-Bolsista 5, Medicina, Portugal)
Ela ofertou mais cursos de língua estrangeira, embora insuficientes; As Relações Institucionais estão dando prioridade na divulgação do CsF. (Ex-Bolsista 7, Sistemas de Informação, Espanha)
Mesmo respondendo que o Ciência sem Fronteiras “não” trouxe implicações para a IES, o que implicava em não haver necessidade de comentar, os ex-bolsistas 4 e 6, escreveram:
Acho que não pelo número pequeno de alunos que vão. No meu caso, só eu e mais uma amiga fomos. Duas pessoas dentro de um curso de muito mais gente acaba não mudando muita coisa. (Ex- Bolsista 4, Comunicação Social – Publicidade e Propaganda, Estados Unidos)
Porque a Universidade não teve interesse. (Ex-Bolsista 6, Medicina, Estados Unidos)
Também foi possível ouvir o comentário de mais dois dos seis bolsistas que responderam “não” a este questionamento, nas entrevistas feitas com esses dois ex-bolsistas. Segundo o Ex- Bolsista do Curso de Comunicação Social entrevistado:
Não. É o que eu falei, não fez nenhuma diferença, ninguém sabe que eu fui, ninguém sabe que eu voltei. Tirando os professores que sabem que eu fui, e perguntam como foi em uma ocasião ou outra, pra Universidade não mudou nada. (Ex-Bolsista 1, Comunicação Social – Publicidade e Propaganda, Estados Unidos)
Mesmo respondendo “não” a esta pergunta no questionário eletrônico, o Ex-Bolsista do Curso de Engenharia Civil disse na entrevista que pensa que todos os ex-bolsistas do Programa, a
partir de suas experiências no exterior, têm uma grande contribuição a dar aos seus cursos e aos professores.
O Coordenador Institucional, os coordenadores de curso e os professores da IES estudada, quando questionados nas entrevistas sobre “Quais as implicações que a experiência desses bolsistas de graduação no exterior trouxe para essa Instituição de Ensino Superior?”, assim responderam:
Segundo o Coordenador Institucional, as implicações são muito positivas,
[...] a medida que esse aluno volta do exterior, com experiência acadêmica, num centro de qualidade boa, pra muito boa, ou excelente, ele se torna um elemento de pressão, positiva, isso quer dizer, ele vai pressionar o professor em sala de aula, ele vai pressionar os colegas no dia-a-dia, e esse é um elemento fundamental de origem, né? A possibilidade de que efetivamente você possa criar esse mecanismo de pressão efetivado no tempo pra melhorar a qualidade do ensino. (Coordenador Institucional)
Outro elemento que, para o Coordenador Institucional, tem um importante impacto, é a “promoção” da IES brasileira no exterior por seus alunos junto às instituições de ensino superior