1.2. Principaux risques en travaux d’électricité
1.2.1. Effets du courant passant par le corps humain
Qual o grande desafio da produção de novas informações em um SIG? A capacidade de comparar e avaliar as diferentes possibilidades de geração de novos mapas. Como o SIG oferece uma grande quantidade de funções de Álgebra de Mapas, nem sempre é fácil escolher qual a forma de combinação de dados mais adequada para nossos propósitos (Câmara Et ali., 1996, p.397).
Como o sistema SIG de geoprocessamento alia dados numéricos e gráficos, esses dois pólos tem um atenção diferente relacionada a qualidade. Quanto maior a quantidade e qualidade dos dados a serem agenciados inteligentemente pelo sistema, melhor as condições de extrair saberes úteis para as gestões das cidades. Como já descrito na citação de Stassun (2008), o projeto Tracksourse se baseou nesse tipo mapeamento usando duas metodologias. Uma delas foi a montagem das vias no programa Autocad, e a possibilidade de exportar para outros formatos como o Google Earth. A maior parte das ruas (localizadas no perímetro urbano) foi desenhada em cima das imagens geo-referenciadas do satélite Quick BIRD com resoluções de 60 cm.
Ao aliar a qualidade das informações com proximidade e intimidade delas, emerge uma temática discutida mundialmente, que é o tratamento desses dados referente ao fator privacidade. Existe uma nova relação com as ferramentas tecnológicas, exemplos de resistência e euforia com novas possibilidades. O site Folha Online (2007) apresenta um caso onde:
O Google Earth viola gravemente o direito da personalidade e pode ser obrigado a pagar indenização de até R$ 100 mil por exibir corpos nus em seus mapas. A afirmação é de (Nome suprimido), advogado e professor de Direito Civil no Complexo Jurídico Damásio
de Jesus, localizado em São Paulo. "Não é só a sua imagem que é exposta. Você perde a tranqüilidade de fazer o que quiser na sua própria residência", afirma o advogado. Segundo Nicolau, o Ministério Público pode entrar com uma ação civil pública preventiva contra o Google para estabelecer um limite de aproximação das imagens. Se algum cidadão brasileiro for flagrado, é possível tomar algumas medidas, segundo o especialista. Uma delas é entrar com uma "liminar de tutela inibitória". Neste tipo de processo, o juiz impede que tais imagens continuem disponíveis. Outra opção é entrar com pedido de indenização por danos morais. "O valor é muito relativo, mas acredito que ficaria entre R$ 70 mil e R$ 100 mil [por caso]", diz (Nome suprimido) (Disponível em: www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u21638.shtml).
Figura 30: Folha Online (2009, 11 de maio). Google Earth faz flagras de nudez via satélite. Disponível: www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u21636.shtml
Referente a qualidade de fotografias, segundo o Reuters (2008), a GeoEye anunciou ter lançado com sucesso ao espaço seu satélite GeoEye-1, que oferecerá imagens de alta resolução ao governo dos Estados Unidos, aos usuários do Google Earth e a outros clientes. O GeoEye-1 terá capacidade de recolher imagens com resolução de 41 centímetros em branco e preto e de 1,65 metro em cores, mas sob as normas vigentes do governo norte- americano a empresa só poderá oferecer ao público imagens de meio metro.
Figura 31: Imagem do Google Earth de pedreiros dentro de uma piscina no leste da África. Fonte: www.maps.google.com/maps
O satélite obterá imagens digitais da Terra a uma altura de 681 quilômetros, enquanto se movimenta a cerca de sete quilômetros por segundo. Os outros satélites da GeoEye oferecem imagens ao Google, Microsoft e Yahoo, mas o Google será o único cliente da empresa para mapas abertos a buscas. O concorrente da GeoEye, a Digital Globe, planeja uma oferta pública de ações no ano de 2008. O WorldView-1 foi lançado no final de 2007, porém só podendo oferecer imagens com meio metro de resolução em preto e branco.
Entre outros lançamentos da empresa Google (2009) existe um novo software de rastreamento de celulares. O Latitude é uma nova funcionalidade do Google Maps para dispositivos móveis (celulares) que permite compartilhar a localização de uma pessoa com seus amigos e ver a sua localização aproximada, se assim optar por compartilhá-los com você. O serviço está disponível em 27 países, incluindo o Brasil. A Google esclarece que o utilizador tem controle absoluto sobre a aplicação, podendo ativá-la, ou não, em qualquer altura, impedindo assim os outros de saber onde você se encontra, sendo somente possível saber a localização de uma pessoa se esta estiver autorizada previamente. O sistema Latitude não permite saber a localização exata, mas ele informa a zona ou para que direção se desloque essa pessoa. Segundo o Jornal O Globo (2009):
A empresa, que vive cercada por críticas em relação a forma como lida com a privacidade dos seus usuários, argumenta que o serviço é uma forma de saber onde estão seus amigos, "uma questão central nas nossas vidas sociais hoje em dia". "Diversão à parte, reconhecemos o quão delicados são os dados de localização, então criamos controles de privacidade bastante restritos dentro do aplicativo" - afirma o Google em comunicado publicado em seu blog oficial - "Você não somente controla exatamente quem pode ver sua localização, mas também decide que locais eles podem ver" (p. 01).
Segundo o Google (2009), ―[...] criamos uma fina camada de privacidade de controle à direita para a aplicação. Tudo sobre a Latitude é ‗opt-in’. Você não apenas controlar exatamente quem fica a ver a sua localização, mas também decidir o local em que eles vêem‖ (p. 01). Pelo sistema de Geoprocessamento de Rio do Sul, quanto aos existentes já em muitas cidades de Santa Catarina, que usam também mapas da empresa Google, através do Google Earth, é possível estabelecer um correlativo da evolução na qualidade das imagens, novas funcionalidades e a concorrência tecnológica da Google.
Desde o projeto desta pesquisa existiu o questionamento do uso dessas ferramentas na forma de um mercado público e privado de infomações. Ainda restará para o futuro perguntas sobre que tipo de mercado que vem se formando, se existe o privilégio estratégico de governos e empresas, e se uma ferramenta de marketing geográfico pode ser considerada um dos principais exemplos desse caminho sem volta. É um alerta, é um instrumento invasivo em função do tipo de características coletadas ou uso mercadológico, porém, a pergunta seria se essas informações alocadas com essa coleta de dados do geomarketing apresentariam risco.