• Aucun résultat trouvé

Effet de l’endroit du champ sur les coefficients des polynômes de Zernike124

6.5 Résultats expérimentaux

6.5.3 Effet de l’endroit du champ sur les coefficients des polynômes de Zernike124

Segundo Quivy e Campenhoudt (2008) as grelhas de observação destinam-se ao próprio observador que nelas regista diretamente os elementos que ele próprio recolhe. Assim, o seu objetivo passa por ajudar na obtenção de informações concretas e determinadas junto das pessoas ou das unidades de observação incluídas na amostra. Este instrumento funciona como um guia dos comportamentos a observar, devendo produzir todas os dados adequados e necessários para responder às perguntas de investigação.

No âmbito da presente investigação, foram criadas quatro grelhas de observação, de modo a complementar a informação resultantes de outros métodos de recolha de dados:

 grelha de observação do processo de aprendizagem (Apêndice A2), elaborada com base nas competências essenciais a desenvolver pelos alunos do segundo ciclo, sendo que nela se procedeu ao registo do desempenho de cada aluno relativamente à compreensão, produção e interação orais e escritas;

 grelha de observação da dimensão “Saber Aprender” (Apêndice A3), onde se registaram elementos relativos ao aspeto atitudinal: a participação dos alunos, sendo a mesma mensurado através do número de atividades realizadas; a autonomia e capacidade de resolução de problemas, tendo em consideração o tempo despendido na realização das tarefas, bem como o número de solicitações; o espírito colaborativo e de partilha, contabilizando as vezes que o aluno cooperou na procura de soluções para o problema apresentado pelo colega; o contributo para a criação de um clima de trabalho favorável, registando-se as situações de desrespeito para com o mesmo;

 grelha de observação do aluno (Apêndice A4), onde cada discente deveria anotar o nome do colega que lhe pedisse ajuda, bem como o nome da pessoa a quem recorresse para solicitar auxílio, no sentido de determinar o número de solicitações e colaborações;

 grelha de observação das ocorrências (Apêndice A5), onde foram assinaladas as questões relacionadas com a dimensão tecnológica do projeto: problemas com as ferramentas Web 2.0, de ligação à internet, de hardware ou de software.

5.2.A ANÁLISE DE DOCUMENTOS

Os métodos de observação são muitas vezes complementados pela análise dos dados produzidos pelo sujeito (Bogdan e Biklen, 1994; Quivy e Campenhoudt, 2008). O recurso a este procedimento pode-se revestir de grande importância uma vez que estes elementos se configuram como boas fontes de informação (Sousa et al., 2008). Assim, estes documentos são estudados por si próprios (Quivy & Campenhoudt, 2008), sendo que “a atenção incide sobre a sua autenticidade, sobre a exatidão das informações que contêm, bem como sobre a

correspondência entre o campo coberto pelos documentos disponíveis e o campo de análise da investigação” (p. 203).

Com o intuito de responder às perguntas de investigação deste estudo, foram objeto de análise todos os materiais produzidos pelos alunos, sendo contabilizado o número de palavras e incorreções linguísticas (vocabulário, gramática, pronúncia e ortografia). Para o efeito, foram tidos em consideração os critérios de correção de Cambridge English for Speakers of Other Languages (2003) para o Key English Test, nível comum de referência A2, bem como os do GAVE (2012) para a Prova de Exame Nacional de Português Língua Não Materna, nível comum de referência A2. Deste modo, no que concerne a contagem do número de palavras, considerou-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco, mesmo quando esta integre elementos ligados por apóstrofe (ex.: /I’m/). Qualquer número foi, ainda, contado como uma única palavra, independentemente dos algarismos que o constituam. Para efeito de contagem de incorreções, foram contabilizadas como uma única ocorrência a repetição de um erro de ortografia na mesma palavra, a repetição do mesmo tipo de erro gramatical e o registo da mesma impropriedade lexical. A repetição do mesmo erro de pronúncia, na mesma palavra, foi igualmente contabilizada como uma única ocorrência, sendo que não foi tido em consideração a interferência causada pela língua materna quando a mesma não comprometesse a comunicação.Não foram contabilizados erros de pontuação, a translineação, nem o uso indevido de letra minúscula ou maiúscula.

As incorreções foram assinaladas no espaço reservado ao comentário à atividade realizada ou, em algumas situações, na própria atividade procedendo- se à reescrita da frase, ou excerto; ao destaque da forma correta, através do uso de letras maiúsculas, colocando-se entre parênteses o que estava incorreto ou a mais: “the right feedback at the right time helps students understand and correct their own misconceptions, helping them learn to do things better” (Schrank e Cleary, 1995, cit. in Azevedo, 2000, p. 96). O erro foi perspetivado como construtivo, “as elicitor of helpful feedback to learners” (Nicholas & Wells, 1985, cit. in Azevedo, 2000, p. 66), inerente ao processo de ensino-aprendizagem, integrador de novos conhecimentos e “passagem obrigatória para o saber” (Azevedo, 2000, p. 65).

5.3.QUESTIONÁRIOS

De acordo com Sousa et al (2008), “o questionário é o instrumento mais universal na área das ciências sociais [sendo que] consiste num conjunto de perguntas sobre determinado assunto ou problema em estudo, cujas respostas são apresentadas por escrito e permite obter informação básica ou avaliar o efeito de uma intervenção quando não é possível fazê-lo de outra forma” (p. 27). Ferreira (2009) considera que deve ser utilizado em articulação com outras técnicas.

Nesta investigação foram aplicados questionários de administração direta (Quivy & Campenhoudt, 2008), sendo que os dois primeiros tiveram lugar antes da implementação do estudo visando obter dados sobre: i) o nível de literacia digital dos alunos, na vertente técnico-processual, cognitiva e emocional-social (Aviram & Eshet-Alkalai, 2006, cit. in Melão, 2011), fazendo uso de Google Docs (Apêndice A6); ii) o perfil dos seus estilos de aprendizagem, recorrendo-se à aplicação web GEA, previamente aludida, disponível em http://gea.esfcastro.net. Os restantes quatro questionários, igualmente criados em Google Docs, tiveram lugar: i) no final de cada ciclo de investigação, visando a identificação de aspetos a melhorar no ciclo seguinte (Apêndice A7); ii) no final da intervenção, com o objetivo de avaliar o grau de satisfação proporcionado pelo projeto, bem como a perceção dos discentes relativamente ao progresso registado em termos das suas competências cognitivas e atitudinais (Apêndice A8).

A apresentação formal e física dos questionários foi considerada, adequando-a às caraterísticas do público-alvo, atendendo-se a critérios como o da clareza e rigor da apresentação, bem como o da comodidade para o respondente, organizando-se os mesmos em temáticas claramente especificadas (Carmo & Ferreira, 2008).

5.4.OS RELATÓRIOS DE FINAL DE CICLO

No final de cada ciclo de investigação, foi realizado um balanço do trabalho desenvolvido tendo em consideração as informações recolhidas com recurso à observação durante a realização das atividades, os dados obtidos nos questionários finais, bem como a análise dos exercícios realizados pelos alunos

(Apêndice A9). Nestes documentos reflexivos foram destacados os aspetos positivos e negativos, bem como os pontos a melhorar. Esta reflexão crítica serviu de base à planificação do ciclo de investigação seguinte, efetuando-se as alterações necessárias no sentido de obter melhores resultados e beneficiar as práticas pedagógicas.