3. Problèmes causés par le rejet d’ivermectine dans l’environnement
3.2.2. Effet des différentes formulations d’ivermectine sur la
A evolução das técnicas de codificação de áudio e vídeo e as inovações dos esquemas de modulação permitiram a criação da televisão digital, de acordo com Brennand e Lemos (2007). A possibilidade de encapsular dados abriu um leque de alternativas, em termos de serviços avançados. Com as inovações, as emissoras podem disponibilizar um sinal com melhor qualidade de imagem e também proporcionar ao telespectador uma maior participação nos programas transmitidos.
Montez e Becker (2005) destacam algumas das vantagens que a televisão digital apresenta em comparação com a atual, analógica. O primeiro benefício a ser observado é a qualidade da imagem, que se justifica pelo fato de que, na transmissão digital, todos os componentes do sinal são preservados. O número de linhas horizontais no canal de recepção no caso da televisão digital é superior a
quatrocentos, ou seja, a mesma quantidade gerada na transmissão. Não há perdas, como ocorre no sistema analógico.
Digitalmente, a imagem é muito mais imune a interferência de ruídos, ficando livre dos ‘chuviscos’ e ‘fantasmas’ tão comuns na TV analógica. Na transmissão digital, os sinais de som e imagem são representados por uma seqüência de bits, e não mais por uma onda eletromagnética análoga ao sinal televisivo (MONTEZ E BECKER, 2005, p. 39).
Moraes (1998) manifesta a sua concordância com a questão do avanço na qualidade do sinal, ressaltando que se eliminam ruídos e interferências na imagem. A HDTV possui uma qualidade visual muito próxima à tela de cinema e áudio idêntico ao CD. Mas, para receber a imagem com qualidade, é necessária a aquisição de um aparelho receptor digital, como foi mencionado anteriormente. Mesmo que a emissora envie um sinal de qualidade superior (com um número elevado de linhas), a maioria dos aparelhos de televisão não possui condições de receber esta transmissão, uma vez que os atuais televisores e videocassetes tradicionais, por exemplo, atingem no máximo 330 linhas horizontais, influenciando diretamente na qualidade da imagem.
A televisão digital também apresenta vantagens quanto ao aproveitamento do espectro de frequências. De acordo com Ferraz (2009), a digitalização tem como principal benefício a compactação de dados, inclusive de áudio e vídeo, proporcionando uma produtividade maior do espectro. A possibilidade da compactação de sinal, na transmissão digital, reduz o espaço utilizado na banda, sem perder a qualidade, afirmam Montez e Becker (2005).
No Brasil, uma faixa de frequência de 6MHz da televisão analógica permite a transmissão de apenas um canal, enquanto a mesma frequência, no sistema digital, transmite, simultaneamente, até seis canais. Através das tecnologias de compactação, torna-se, pois, possível transmitir de um a dois canais em HDTV ou até quatro em SDTV. Sob esta perspectiva, Rosa Neto (1998) afirma que o sistema digital permite o envio de vários canais, sendo que, atualmente, o modelo analógico transmite apenas um. A mudança, pois, representará um aumento significativo na
quantidade de conteúdos disponibilizados e uma expansão no aproveitamento do espectro.
Outro importante benefício resultante da televisão digital é a ausência de interferência. Na transmissão analógica, um canal interfere no outro, quando são disponibilizados em frequências muito próximas, em conformidade com Montez e Becker (2005). Essa situação pode ser constatada, por exemplo, observando um canal anterior e outro posterior de uma emissora. Nestes canais próximos, quando analisados, ainda é possível ouvir o áudio de um se fazer presente na sintonia de outro. Na transmissão digital, isso não ocorre porque uma emissora não interfere no sinal da outra, dispensando assim a utilização de um canal livre, como acontece no modelo analógico. Com a implantação do sistema digital, os canais que se encontram ociosos, na atualidade, poderão ser utilizados por outras emissoras de televisão, ou até mesmo por prestadoras de serviços de telecomunicações.
Existem, ainda, outras vantagens da televisão digital, que vão além da qualidade da imagem e a expansão na utilização do espectro. Questões técnicas, econômicas e mesmo sociais serão beneficiadas pela nova tecnologia. Entre os principais benefícios, deve-se mencionar a interatividade. Bolaño e Brittos (2007) esclarecem que a interatividade é um dos pontos mais destacados no caso da televisão digital, devido ao fato dela alterar completamente a ideia tradicional de programação.
Rosa Neto (1998) pondera que a interatividade deve proporcionar ao indivíduo o trânsito livre pelas informações, segundo seus desejos e necessidades particulares. O receptor poderá escolher qual programa assistir e no horário que ele considerar mais conveniente. Diante desta constatação, a passividade da mídia de massa, tão criticada por teóricos como Bourdieu (1997), passa a ter os dias contados frente à possibilidade de interatividade. Mota (2005) também destaca a questão, apontando que a televisão digital possui, como uma das suas principais características, a transformação do caráter passivo do receptor.
Ferraz (2009), por sua vez, apresenta a interatividade como uma forma de comunicação bidirecional. Acrescente-se que, com esta nova ferramenta, o diálogo
entre as emissoras e os receptores torna-se algo viável. O telespectador poderá solicitar informações, enviar conteúdos, participar de enquetes, acessar serviços, etc. O comércio televisivo também é uma das opções citadas por Montez e Becker (2005) como uma singularidade da televisão digital. Os indivíduos terão a oportunidade de adquirir produtos anunciados diretamente pela televisão.
Outro benefício que a televisão digital pode proporcionar é um incentivo à adesão do vídeo on demand. Ferraz (2009) define este serviço como o poder de escolha através de um menu, diferencial que é, atualmente, oferecido pela televisão a cabo. A digitalização das operadoras de televisão por assinatura pode melhorar ainda mais este modelo de negócio. As emissoras poderão oferecer aos assinantes novas oportunidades e, com esta estratégia, criar um forte apelo para o aumento das assinaturas, de acordo com Bolaño e Brittos (2007). Deve-se esclarecer que, neste caso específico, o programa selecionado é enviado para o telespectador através do canal de interatividade. Ademais, este serviço também pode ser utilizado para escolher filmes, como em uma locadora de vídeo domiciliar.
O video-on-demand é um serviço interativo no qual uma enorme coleção de filmes digitalizados é colocada à escolha do espectador através de um menu que relaciona os títulos, gêneros, intérpretes, diretores, sinopses e daí por diante. Através do cruzamento dessas informações, o telespectador escolhe o que quer ver a cada momento e os bits lhe são transmitidos de imediato (HOINEFF,1996, p. 168).
Montez e Becker (2005) explicam o processo de forma mais detalhada. O emissor oferece uma série de vídeos ao telespectador, que escolhe e assiste quando julgar mais adequado. Este processo somente é possível graças ao
datacasting (ou transmissão de dados multiplexados com o sinal audiovisual) que
proporciona a comunicação do emissor com o receptor, através do envio de dados, em forma de texto.
Em termos sociais, um dos maiores benefícios que a televisão digital pode apresentar, em especial, no caso brasileiro, é a inclusão. Desta forma, seria possível concretizar as intenções do Decreto que definiu o padrão de televisão digital
brasileiro. Montez e Becker (2005) assinalam que a nova tecnologia pode promover um maior acesso à internet, e, desta maneira, os indivíduos excluídos do mundo virtual poderão ter, através da televisão, um contato diário com a rede mundial de computadores.
Cebrian (1999) acresce que os operadores de televisão transformar-se-ão nos novos “porteiros” do acesso à rede. Mota (2005) assevera que a televisão digital possui uma tecnologia capaz de transformar cada aparelho receptor em um terminal de computador ligado à internet. Isso significa que a nova tecnologia apresenta todos os elementos necessários para promover uma grande transformação social, através da inclusão digital.
A convergência da televisão digital com o computador pode gerar um híbrido, que Dizard Jr. (2000) denomina como “telecomputador”. Em um só equipamento, deve ser possível acessar serviços de vídeo, voz e dados. Moraes (1998) descreve mais detalhes desta tecnologia que ele apresenta como “Web TV”. Semelhante a um transcodificador, o equipamento pode ser utilizado através de um controle remoto, que acumula funções do mouse e teclado. Desta forma, o televisor passa a operar como uma tela de computador ligada à internet. A ”Web TV” ainda permite o envio e o recebimento de e-mails, mas os arquivos ficam armazenados na própria rede, em virtude do equipamento não possuir disco rígido.
A maneira como o telespectador assiste à televisão tende, por conseguinte, a modificar-se com a transição do sistema analógico para a digital, em consonância com a reflexão de Rosa Neto (1998). Machado (1995, p. 164), por seu turno, enfatiza que a implantação de um novo modelo “transforma substancialmente a própria natureza da televisão e a distingue cada vez mais das outras tecnologias que também operam com a imagem e o som”. A televisão digital proporcionará às emissoras a possibilidade de elevar a transmissão de conteúdos interativos, com uma qualidade de imagem muito superior. Após o lançamento deste novo modelo de televisão, a tendência é que a televisão atual torne-se algo antiquado e extremamente limitado.
A televisão analógica não atende mais aos anseios por informação, que grande parte dos indivíduos possui atualmente, posto que se tornou um meio estagnado, sem possibilidade de expansão em termos técnicos. A televisão digital incentiva o receptor a relacionar-se com a emissora de forma direta, sem que seja necessária a utilização de meios externos, como a internet, o telefone ou mesmo a carta, pontuam Montez e Becker (2005). Um novo meio está sendo desenvolvido, repleto de características inovadoras, instigando dúvidas, curiosidade e, acima de tudo, gerando um grande fascínio.