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2. Matériel et méthode
3.3. Effet du contexte paysager Partitionnement des données
Era filho de João Roriz Galvão1139 sendo natural de Évora. Cavaleiro da corte e escrivão da Câmara da Puridade e também secretário do Rei D. Afonso V. Casou com D. Branca Gonçalves, filha de Pedro Gonçalvez, Cónego de Lisboa e de Catarina Annes legitimada por D. João I em 1423. Foi escrivão e secretário da câmara de D. João I1140 em 1431 e de D. Duarte 1141. Foi também secretário de D. Afonso V1142. Foi membro do conselho régio de D. João I e D. Afonso V1143. Em 1438, em Medina del Campo, fez parte da embaixada da assinatura das pazes perpétuas entre Portugal e Castela1144. Ainda em 1438, em Medina del Campo, foi procurador da rainha D. Leonor para receber, através da rainha de Castela, o legado do testamento de Leonor de Albuquerque1145.
Em 1453 vai a Castela apresentar a proposta de casamento de D. Joana a Henrique IV1146. É partidário do Infante D. Pedro, estando a seu lado na Batalha de Alfarrobeira em 14491147. Em 1432, em Almeirim, como secretário e notário de D. João I escreve a carta de contrato da ratificação do Tratado de Paz de 30 de outubro de 1431
1136 Monumenta Henricina, Tomo IV, doc. 65, p. 236. 1137
FARO, Jorge, Receitas e Despesas da Fazenda Real de 1384 a 1481 (subsídios documentais). Lisboa; Publicações do Centro de Estudos económicos, 1965, p. 76. Este valor diz respeito a despesas efetuados pelo Dr. Rui Fernandes e por Rui Gonçalves.
1138 IDEM, p. 77.
1139 GAYO, Felgueiras, Nobiliário de Famílias de Portugal. Braga; Oficina Gráfica da “PAX”,
1938,Volumes XIV-XVI, p.70. Prior de Évora chamado o perna de vinho.
1140 MORENO, Humberto Baquero, A Batalha de Alfarrobeira. Antecedentes e Significado Histórico.
Coimbra; por ordem da Universidade, 1980, Vol. II, pp. 814-816
1141 IDEM; COSTA, António Domingues de Sousa, Monumenta Portugaliae Vaticana. Volume I, p.
XLIV
1142 MORENO, Humberto Baquero, A Batalha de Alfarrobeira. Antecedentes e Significado Histórico..
Coimbra; por ordem da Universidade, 1980, Vol. II, pp. 814-816.
1143 Apesar de Rui Galvão ser partidário do infante D. Pedro, D. Afonso V valorizou a sua eficiência
durante os cargos que ocupou e após a queda do regente colocou-o ao seu serviço.
1144 A.N.T.T. As Gavetas da Torre do Tombo. Tomo VII, 4195, XVII, 6-16, p. 293; SOUSA, M.F.B. de,
Visconde de SANTARÉM. Quadro Elementar das Relações Políticas e Diplomáticas de Portugal com as
diversas potências do mundo desde o princípio da monarquia portuguesa até aos nossos dias. Pariz; em
casa de J.P. Aillaud, 1842-1853, Tomo I, pp. 309-311; Humberto Baquero MORENO, “O papel da diplomacia portuguesa no Tratado de Tordesilhas”, p. 142.
1145 RODRIGUES,Ana Maria S. A, As tristes rainhas Leonor de Aragão – Isabel de Coimbra. Lisboa;
Círculo de Leitores, 2012, p. 144.
1146
SOUSA, M. F. Barros de, Visconde de SANTARÉM. Quadro Elementar das Relações Políticas e
Diplomáticas de Portugal com as diversas potências do mundo desde o princípio da monarquia portuguesa até aos nossos dias.. Pariz; em casa de J.P. Aillaud, 1842-1853, Tomo I, p.352.
1147 MORENO, Humberto Baquero, A Batalha de Alfarrobeira. Antecedentes e Significado Histórico..
assinado em Medina del Campo, feito pelo rei D. João I e pelos infantes seus filhos1148. Em 1437, acompanhou D. Fernando de Castro, a quem chamavam de “o cegonho” por ordem de D. Afonso V, levar ao infante D. Pedro as condições de concórdia com o duque de Bragança1149. Em 1439, em Lisboa, apresenta, como notário, os atos solenes de nomeação de D. Pedro como regente, nas Cortes de Lisboa1150. Em 1448 acompanha D. Fernando “o Cegonho” no propósito de estabelecer, por escrito, a concórdia entre o infante D. Pedro e D. Afonso duque de Bragança1151. Em 1455, em Lisboa, é testemunha da assinatura dos capítulos do casamento de D. Joana com Henrique IV rei de Castela1152.
Ainda em junho do mesmo ano está presente no auto de juramento feito em Cortes ao príncipe D. João1153.
Em 1449 D. Afonso V faz-lhe doação de bens confiscados a partidários do infante D. Pedro1154. Recebe para despesas em Castela durante o reinado de D. Duarte 75.500 dobras; recebe pelo rei D. Afonso V 110 dobras, 180 e 118 1155. O monarca concede à família de Rui Galvão 7000 reais brancos1156.
66) RUY GOMES D´ALVARENGA (1441?) - 11 de agosto de 1475
Era filho do Dr. Gomes Martins de Alvarenga e de Catarina Teixeira1157. Casou com D. Mecia de Melo, filha de D. Estevão Soares de Melo1158, de quem teve vários filhos, os quais receberam bolsas de estudo.
Cavaleiro da Casa Real era Doutor em Leis. Foi Desembargador de Petições e vice-chanceler, durante a regência de D. Pedro. Após a morte do regente, D. Afonso V, manteve-o no cargo. Ascendeu a regedor da Casa da Suplicação entre 1452 e 1463; foi
1148 Monumenta Henricina. Tomo IV, doc. 15, pp. 87-88.
1149 FREIRE, Anselmo Braamcamp, Os Brasões da Serra de Sintra. Lisboa; Imprensa Nacional- Casa da Moeda, 1973, p.146.
1150 Lavrou o documento que elevava o Infante D. Pedro a Regente do Reino contrariamente ao estipulado
nas Cortes de Torres Novas de 1438. MORENO, Humberto Baquero, A Batalha de Alfarrobeira.
Antecedentes e Significado Histórico. Coimbra; por ordem da Universidade, 1980, Vol. II, pp. 814-815 1151 IDEM, Volume 1, p. 334
1152 A.N.T.T. As Gavetas da Torre do Tombo. Tomo VII, 4132, XVII, 3-14, p. 12.
1153 MORENO, Humberto Baquero, A Batalha de Alfarrobeira. Antecedentes e Significado Histórico,
Coimbra; por ordem da Universidade, 1980, Vol. II, pp.816- 817.
1154 IDEM
1155 FARO, Jorge, Receitas e Despesas da Fazenda Real de 1384 a 1481 (subsídios documentais). Lisboa;
Publicação do Centro de Estudos Económicos, 1965, pp. 77-82
1156
MORENO, Humberto Baquero, A Batalha de Alfarrobeira. Antecedentes e Significado Histórico.. Coimbra; por ordem da Universidade, 1980, Vol. II, pp.816- 817.
1157
GAYO, Felgueiras, Nobiliário de Famílias de Portugal. Braga; Oficinas Gráficas da “PAX”, 1938, Volumes I –III, p 117. D. Catarina Teixeira era viúva de Fernão da Silveira.
1158
Chanceler-mor cargo que ocupou até à sua morte. Participa na Batalha de Alfarrobeira ao lado de D. Afonso V. Antes de 1451 detém o título de conde de palatino1159. Em 1471 participa na conquista de Arzila e Tânger. Em 1475 está em Castela a participar nas guerras peninsulares. Participou numa embaixada a Castela juntamente com Leonel de Lima, em 1442, com a finalidade de expor perante a corte castelhana a ilegitimidade das pretensões de D. Leonor ao governo do reino 1160.
Em 1452 é enviado a Roma com Luís Gonçalves Malafaia e Antão Gonçalves. Possui bens em Santarém e Torres Vedras concedidos através de duas cartas datadas de 8 de abril de 1462 e 27 de abril de 1475. Está sepultado na igreja da Graça em Lisboa. O seu filho Lopo Soares de Alvarenga virá a ocupar o cargo de governador de Goa. O Dr. Vasco Fernandes de Lucena intitula-o numa carta de sentença de 20 de abril de 1487 de Conselho e desembargo de el rei, conde palatino e cronista – mor do reino1161. Durante a regência de D. Pedro recebe 215 dobras. Pela missão de 1442 recebe 1150 dobras e pela missão ao papa recebe 2385 dobras1162. Está presente no auto de juramento do príncipe D. João celebrado em junho de 1455. Foi recompensado por D. Afonso V, tendo recebido várias doações1163.