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Economic, social and cultural rights in international human rights law

Para a aplicação da metodologia escolhida e posterior tratamento estatístico foi estudada uma amostra constítuida por indivíduos viajantes que habitam na área da Grande Lisboa. Atendendo à morosidade burocrática resultante por um método de recolha aleatória da amostra, optou-se por uma amostra por conveniência. O investigador tem acesso a um determinado campo de pesquisa mas, dificilmente, terá a toda a população e acções que se passam nesse campo, sem contar com as restrições de recursos financeiros e temporais

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(Burgess, 1997). Esta é constituída por 226 sujeitos de ambos os sexos, de várias idades, com diferentes estados civis e formações académicas.

Quadro 4.1 – Caracterização da amostra

Variáveis Freq. Absoluta % % Acumulada

Nível etário 15 – 24 anos 16 7,1 7,1 25 – 34 anos 77 34,1 41,2 35 – 44 anos 28 12,4 53,6 45 – 54 anos 58 25,7 79,3 55 – 64 anos 41 18,1 97,4 >= 65 anos 6 2,6 100 Sexo Brancos ou nulos 23 10,2 10,2 Masculino 85 37,6 47,8 Feminino 118 52,2 100 Formação Brancos ou nulos 38 16,8 16,8 Superior 81 35,8 52,6 Secundário 75 33,2 85,8 Básico 32 14,2 100 Estado civil Nulos ou brancos 26 11,5 11,5 Solteiro 82 36,3 47,8 Casado 105 46,5 94,3 Divorciado 6 2,6 96,9 Viúvo 7 3,1 100 União de Facto 0 - - Total 226

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Nuno Alexandre Abranja 136 Conscientes de que, eventualmente, recolheríamos cerca de quinhentos questionários distribuímos na ordem dos seiscentos. Todavia, conseguimos reunir trezentos e cinco de onde excluímos setenta e nove por apresentarem incongruências nas questões. O critério utilizado para a exclusão de sujeitos prende-se com a análise de contrariedades existentes2. Detalhamos no Quadro 4.1 a caracterização da nossa amostra.

A problemática que identificámos para investigação levou-nos por um lado, a atender à forma e ao tipo de viagem que os nossos inquiridos praticam e por outro, à tentativa de revelação das motivações e sensibilidades (mecanismos de escolha) que os levam à decisão final. Como tal, achámos adequado utilizar as variáveis pessoais na medida em que sentimos que estas influenciariam as respostas dos sujeitos inquiridos. Assim, as variáveis independentes que caracterizam a nossa amostra são: a idade, o sexo, a formação

académica e o estado civil. A variável profissão não foi trabalhada devido ao grande

número de respostas em branco que os nossos questionários apresentavam. Vejamos, então, a situação dos nossos respondentes em relação à idade.

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Como exemplo, o sujeito responde que quando faz turismo desloca-se à agência de viagens (pergunta 17) e posteriormente responde que nunca viajou por agência de viagem (pergunta 19)

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Moda – 25-34 anos

Gráfico 4.1 – Idade

Em análise ao gráfico acima apresentado constatamos que a grande parte dos 226 inquiridos, 34,1%, encontra-se no estágio etário entre os 25 e 34 anos, com um número absoluto de 77 sujeitos. Logo a seguir, os estádios 45-54 anos e 55-64 anos, com 25,7% e 18,1%, respectivamente. Embora sem grande relevância em termos de número, registamos os três últimos estágios etários: 35-44 anos (12,4%), 15-24 anos (7,1%) e por fim mais de 65 anos (2,6%), apenas com 6 indivíduos. Salientamos que, apesar desta discrepância entre estágios, tentámos distribuir os questionários, em termos de idade, de forma equitativa, mas a sua recolha não nos permitiu obter um número muito aproximado em relação aos estádios etários, devido à não devolução de uma grande quantidade de inquéritos.

Considerámos que o facto de ser homem ou mulher influia directamente nas respostas fornecidas pelos nossos respondentes, na medida em que a motivação, a percepção e a atitude depende fortemente do sexo dos consumidores. Dessa forma, na análise de frequências relativamente ao sexo dos indivíduos é visível que o número de inquiridos femininos é em maior quantidade, ou seja 118 mulheres (52,2%). No que toca ao sexo masculino contamos 85 sujeitos, reunindo 37,6% dos respondentes. Todavia, há 23

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Nuno Alexandre Abranja 138 indivíduos que não responderam à pergunta do nosso questionário relacionada com esta variável mas foram, igualmente, contabilizados. Vejamos a representação gráfica abaixo apresentada.

Gráfico 4.2 – Sexo

No questionário utilizado foi solicitado aos indivíduos, que indicassem a sua formação académica. Esta medida prende-se com o facto de considerarmos a formação uma variável que poderia ser determinante nas respostas facultadas. Julgámos que o grau de formação nos colocaria perante um problema importantíssimo, que respeita à facilidade que os indivíduos têm em optarem por canais de reserva alternativos, isto é, quanto maior for a formação maior será, eventualmente, o domínio do respondente na utilização dos meios electrónicos para reservar a sua viagem. Assim, o gráfico abaixo revela-nos que o grupo de inquiridos com formação superior é o mais numeroso, reunindo 81 respondentes, ou seja, 35,8%, embora o número de indivíduos com formação secundária se aproxime visivelmente, apresentando um valor absoluto de 75 sujeitos, que resulta num valor relativo de 33,2%. O segmento menos contabilizado é referente à formação básica, que reúne apenas 32 respondentes, perfazendo o valor de14,2%.

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Gráfico 4.3 – Formação académica

Assim como a formação académica, pareceu-nos igualmente pertinente analisar o estado civil dos nossos respondentes, confrontando-o com os as respostas dadas. Achámos que os dados facultados pelos inquiridos dependeriam, em muito, do estado civil de cada um, na medida em que, temos a noção de que a nossa motivação e o nosso comportamento difere, muitas vezes, de quando somos solteiros ou casados. Considerámos também, que os estados civis divorciado ou viúvo poderiam implicar na opção do inquirido em relação ao canal de reservas escolhido, visto que a necessidade de viajar em grupo para colmatar a solidão ou mesmo conhecer novas pessoas, determinaria a tendência destes sujeitos.

Segundo o gráfico apresentado, o estado civil mais numeroso é notoriamente o casado com 105 respondentes, o que perfaz 46,5%. Relativamente aos solteiros, reunimos 82 indivíduos, cerca de 36%, fazendo com o casado, os dois estados civis predominantes na nossa amostra. Apesar de pouco numerosos, os divorciados e os viúvos apresentam 2,6% e 3,1%, respectivamente e não há qualquer registo de indivíduos a viver em união de facto. No entanto, um número substancial de respondentes (11,5%) não respondeu a esta questão.

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Gráfico 4.4 – Estado civil

As variáveis apresentadas serão utilizadas para analisar os resultados de forma transversal. Ou seja, tentaremos retirar algumas conclusões referentes a cada um destes grupos, com o cruzamento destas com as respostas restantes ao nosso questionário. O capítulo seguinte será composto com a análise e interpretação dos resultados do trabalho de terreno.

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