IV. Résultats : L’évaluation « avant » et « après » l’engagement d’actions au niveau
1. Court rappel de la méthodologie
2.5. Echelle ESVP-5 : mesure de la satisfaction de vie professionnelle composante du bien-être
Dada a grande diversidade de campos, empregos e profissões que existem nesta fileira, procuramos sistematizar as categorias de competências mais importantes e que importa ter presente no quadro da organização da oferta formativa (quer inicial quer contínua):
— Competências de comunicação (fluência, clareza, expressividade em língua portuguesa e línguas estrangeiras);
— Competências sociais e relacionais (escuta, respeito, atenção, deferência, simpatia…);
— Competências pessoais (apresentação, postura, higiene…);
— Competências culturais (mobilização de saberes de natureza geográfica, histórica, etnográfica…);
— Competências técnicas (saberes-fazer e saberes específicos em cada área de actividade.
Considerando as audições realizadas, os quatro primeiros tipos de competências tendem a ser deficitários, assinalando-se um campo de investimento sobretudo na formação inicial de base e na formação de activos.
7.4. Respostas formativas existentes
Em termos globais, a resposta teórica formativa existente (presente no CNQ, portanto) é a apresentada no quadro seguinte.
Área de educação e
formação
Código Qualificação Certificação
Referencial de RVCC Profissional Hotelaria e
Restauração 811 Cozinheiro/a 9.º ano e nível II Sim Hotelaria e
Restauração 811 Empregado/a de Andares 9.º ano e nível II Não Hotelaria e
Restauração 811
Empregado/a de Bar
(Barman/Barmaid) 9.º ano e nível II Sim Hotelaria e
Restauração 811 Empregado/a de Mesa 9.º ano e nível II Sim Hotelaria e
Restauração 811
Operador/a de Manutenção
Hoteleira 9.º ano e nível II Não
Hotelaria e
Restauração 811 Recepcionista de Hotel 12.º ano e nível III Não Hotelaria e
Restauração 811
Técnico/a de
Cozinha/Pastelaria 12.º ano e nível III Não Hotelaria e
Restauração 811 Técnico/a de Mesa/Bar 12.º ano e nível III Não Indústrias
Alimentares 541 Pasteleiro/a – padeiro/a 9.º ano e nível II Não Marketing e
Publicidade 342
Técnico/a de Organização de
Eventos 12.º ano e nível III Não
Saúde 729 Operador/a de
Hidrobalneoterapia 9.º ano e nível II Não Saúde 729 Técnico/a de Termalismo 12.º ano e nível III Não Serviços de
Transporte 840 Técnico/a de Transportes 12.º ano e nível III Não Turismo e
Lazer 812
Acompanhante de Turismo
Equestre 12.º ano e nível III Não
Turismo e
Lazer 812
Técnico/a de Agências de
Viagens e Transportes 12.º ano e nível III Não Turismo e
Lazer 812
Técnico/a de Informação e
Animação Turística 12.º ano e nível III Não Turismo e
Lazer 812
Técnico/a de Turismo
Ambiental e Rural 12.º ano e nível III Não Turismo e
Lazer 812
Técnico/a Especialista de Animação em Turismo de Saúde e Bem-estar
12.º ano e nível IV Não Turismo e
Lazer 812
Técnico/a Especialista de
Gestão de Turismo 12.º ano e nível IV Não Turismo e
Lazer 812
Técnico/a Especialista de
Turismo Ambiental 12.º ano e nível IV Não Fonte: ANQ, 2009
A formação inicial existente na região organiza-se em três subsistemas formativos: Cursos Profissionais ministrados nas escolas profissionais e escolas secundárias, Cursos de Educação e Formação (de jovens) e Cursos de Educação e Formação de Adultos ministrados nas mesmas instituições.
Cursos Profissionais Número de cursos Total de cursos Número de alunos Total Técnico de Turismo 9 175
Técnico de Turismo Ambiental e Rural 8 156
Técnico de Restauração 5 110 Técnico de Termalismo 3 55 Técnico de Recepção 2 27 36 532 Fonte: ANQ, 2009
Pode afirmar-se que a tipologia e o número de cursos — bem como o número de alunos que obterão uma qualificação profissional de nível III, profissionais altamente qualificados, equivalente a um diploma de ensino secundário — são congruentes com a realidade empresarial observada e existente no Douro. Não é, pois, por falta de formação qualificante que existirão problemas nas actividades profissionais da fileira. Deve, no entanto, assinalar-se que há perfis de formação que carecerão de um ajustamento estrutural às necessidades, sendo o caso mais paradigmático o Curso Técnico de Turismo27, onde é necessário reforçar substancialmente o desenvolvimento de competências de comunicação, através da aprendizagem de línguas estrangeiras, e de competências de relacionamento interpessoal.
Pode ainda considerar-se que o número de diplomados produzidos pelas entidades formadoras poderá exceder a capacidade de recrutamento, o que pode gerar um “desemprego friccional”. Podendo ser um problema insolúvel no curto prazo, e mesmo admitindo que é preferível dispor-se de mão-de-obra qualificada, mesmo no desemprego, a não possuir competências disponíveis, importa reforçar as dinâmicas de interacção e ajustamento entre as entidades potencialmente empregadoras e as entidades formadoras, pois há limiares de expectativas pessoais e sociais que será conveniente não ultrapassar. De facto, quando se consuma esta ultrapassagem, o que se verifica é uma migração de pessoal qualificado, contribuindo-se assim para o reforço da desertificação e para a depauperização do potencial de desenvolvimento.
27
Um dos interlocutores chegou mesmo a considerar este curso “uma fraude”, pois estaria longe de corresponder ao perfil profissional requerido (RB11).
Curso de Educação e Formação Número de cursos Total de cursos Número de
alunos previsto Total
Serviço de Mesa 8 140 Manutenção Hoteleira 4 56 Logística e Armazenagem 3 53 Pastelaria/Panificação 2 35 Serviço de Bar 2 31 Cozinha 1 20 20 335 Fonte: ANQ, 2009
Do mesmo modo, a quantidade e a diversidade destes cursos de formação inicial de jovens com o nível II de qualificação profissional parece estar à altura das necessidades teóricas da região.
Cursos de Educação e Formação de Adultos N.º de cursos Total de cursos Número de aprendentes Total de aprendentes Cozinha Serviço de Mesa
Técnicas de Informação e Animação Turística Serviço de Andares em Hotelaria
Turismo Ambiental e Rural Recepção em Hotelaria
Animação em Turismo Equestre Manutenção Hoteleira Técnicas de Cozinha/Pastelaria Técnicas de Mesa/Bar 11 7 3 2 2 2 1 1 1 1 31 165 97 49 33 33 29 19 17 10 10 462 Fonte: ANQ, 2009
A oferta existente para a qualificação da população adulta parece também seguir na quantidade e na diversidade as necessidades de qualificação.
Assinale-se, por fim, a distribuição dos formandos pelas três modalidades de qualificação. As evidências mais nítidas relacionam-se com o relativo equilíbrio da distribuição das frequências, destacando-se o número de jovens em processos de recuperação nos casos dos cursos de Educação e Formação, a presença maioritária dos Cursos Profissionais e uma presença significativa dos Cursos de Educação e Formação de Adultos. A título meramente ilustrativo, veja-se a situação de um grande empregador da região e a geografia das qualificações dos seus trabalhadores.
Não deixa de ser significativo que a maioria das qualificações mobilizadas seja realizada nas estruturas formativas da região, o que revela uma tendencial adequação da formação disponibilizada.
7.5. Respostas formativas desejáveis
As respostas formativas desejáveis não podem deixar de ter em consideração os seguintes factores:
— A oferta global existente apresenta uma excessiva concentração em áreas de formação colaterais às fileiras estruturantes das actividades da região; — Uma qualificação deficitária da população activa (cf. supra a estrutura das habilitações e das qualificações no sector) requererá, certamente, um esforço continuado e acrescido do investimento nas formações direccionadas para estes públicos;
— Uma maior articulação entre os empregos existentes (sejam chave, sensíveis ou emergentes) e a estruturação da oferta formativa, nomeadamente a que diz respeito aos conteúdos e à rede dos Cursos Profissionais, dos Cursos de Educação e Formação e dos Cursos de Educação e Formação de Adultos.
Da breve descrição e análise do que se passa, decorrem as seguintes linhas de proposta:
Geografia da produção de qualificações — caso Aquapura
55%
45% Na região
— Devem ser promovidas as interacções profissionais entre os diplomados e os que detêm uma rica experiência profissional;
— O reconhecimento das qualificações via Centros Novas Oportunidades e a formação acrescida via formação modular (sobretudo) devem ser incrementados com o objectivo de elevar a qualificação dos activos;
— As entidades formadoras têm nos activos um público-alvo que importará cativar. Para este efeito, deve ser possível mobilizar financiamentos específicos;
— O saber-fazer específico ligado à cozinha deve privilegiar a incorporação de uma tradição da cozinha duriense, segundo alguns inexistente, segundo outros difusa mas presente e importante;
— Os empregos ligados à mesa/bar devem ser valorizados a nível dos processos de formação, através do reforço das dimensões cultural, social e interpessoal da actividade. A difusão pública destes empregos deve acentuar, por um lado, as dimensões referidas e salientar a centralidade desta mediação na mais-valia do negócio. A divulgação de bons exemplos, a formação acrescida e a dignificação da função poderão ser, por outro lado, factores indutores de uma mudança de representações.