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Echantillons, matériaux utilisés et protocoles de collage

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CHAPITRE 2 : REALISATIONS EXPERIMENTALES

II. Echantillons, matériaux utilisés et protocoles de collage

Antes de explicar como se daria o mapeamento de processos de negócios com o uso da ferramenta BSP (do inglês Business System Planning, ou Planejamento de Sistemas de Negócios), destaca-se o seu conceito de maneira geral e como funciona sucintamente; ressaltando, posteriormente, o que deverá ser aproveitado para o mapeamento dos processos. Em seguida, serão explicados os detalhes da ferramenta SIPOC (Supplier, Input, Process, Output, Customer).

Segundo Almeida (2002), o BSP é uma das metodologias existentes de planejamento de sistemas de informação que utiliza uma abordagem cujo pilar reside em que o processo de negócio é a base para o desenvolvimento de sistemas de informação (SI). Isto é, esta ferramenta busca a transformação da estratégia do negócio (representada em seus processos) em uma estratégia de SI, fazendo com que o foco da ferramenta seja os próprios processos de negócios internos da organização.

Almeida (2002) comenta que a metodologia BSP é mais aceita para situações em que os SI “têm importância estratégica para a organização, mas ainda não estão amplamente difundidos...”. Assim sendo, é a partir da visão estratégica que se identifica os processos de negócios e seus dados, e se determina o início da revisão dos sistemas de informação já existentes, podendo, por fim, construir a arquitetura dos sistemas e as prioridades para elaborar o plano de ação.

O autor explica que a metodologia segue os seguintes passos:

1. Inicia-se com o estudo da visão estratégica da organização que é resumida em fatores estratégicos objetivando a orientação das ações a serem desenvolvidas na organização.

2. Desenvolve-se a Engenharia de Processos de Negócio que “consiste na definição de todos os processos que são desenvolvidos nos vários setores da área estudada” (Almeida, 2002, pág. 80). Aqui, Moraes e Almeida (2002) explicam que se passa a identificar os principais produtos e recursos da organização e, logo após, os processos de planejamento estratégico e controle de gestão.

3. Desenvolve-se a Engenharia de Informação cujo objetivo é construir a arquitetura do Sistema de Informação que permite abordar a informação a partir de classes de dados corporativos e de processos de negócios. Tal arquitetura contempla os Agrupamentos de Informação (AGI’s) e os diversos tipos de tecnologias que são utilizadas ou que ainda poderão ser. A combinação destas duas visões forma os Módulos de Serviços de Informação (MSI’s). Logo após, passa-se para a etapa de priorização dos sistemas para implantação.

4. Plano de Ação – inclui o Plano Diretor de Serviço de Informação, que consiste na apresentação das Diretrizes e Metas englobando as etapas anteriores.

A figura a seguir traz um esquema da execução das etapas explicitadas acima:

Ilustração 2.8. Visão da Metodologia BSP

Fonte: Almeida (2002)

Tendo em vista que o objetivo desta fase não é realizar o planejamento de sistemas de informação em si, e sim o mapeamento dos processos; decidiu-se por apresentar esta ferramenta até onde ela nos pode ser útil para este propósito. Como se observa, a fase de Engenharia de Processos de Negócio do BSP foca na definição dos

processos desenvolvidos pelos diversos setores da organização, ajudando na identificação, ou seja, no mapeamento dos processos atrelados aos principais produtos e recursos da organização, facilitando o planejamento estratégico. Percebe-se, no entanto, que o BSP é capaz de fornecer uma maior facilidade para lidar com estruturas mais complexas. A ilustração 2.8 demonstra os passos da fase de Engenharia de Processos de Negócios da metodologia BSP:

Ilustração 2.9. Identificação dos Processos de Negócio

Fonte: Adaptado de Moraes e Almeida (2002), pág. 90.

Explicando as etapas da figura acima, Moraes e Almeida (2002) enfatizam que o BSP segue uma linha de raciocínio que dá ênfase ao bem ou serviço gerado como produto além dos recursos empregados; isto é, para identificar os processos, será necessário primeiro definir o produto principal (bem ou serviço) da organização e logo após os recursos envolvidos (capital, pessoal, materiais e infraestrutura, entre outros dependendo do contexto específico). Neste caso, utiliza-se o conceito de ciclo de vida de BSP (conforme mostrado na ilustração 2.10 adiante), que representa quatro estágios pelos quais produtos e recursos genericamente passam. São eles: planejar, desenvolver

(adquirir ou produzir), usar ou manter e, finalmente, alienar ou dispor. Os autores afirmam que “a noção de ciclo de vida é um meio artificial de direcionar o pensamento da equipe na busca dos processos da organização” (pág. 91).

Ilustração 2.10. Exemplo do Escopo de Ciclo de Vida de BSP

Produto Recursos

Pessoas Investimento Instalações Materiais Informação Planejamento Desenvolvimento (aquisição ou produção) Manutenção (uso) Descontinuar (alienar)

Moraes e Almeida (2002) também explicam que se deve identificar, na segunda etapa da técnica, os processos que não são relacionados unicamente a produtos e recursos, sendo alguns destes voltados para níveis de decisão de planejamento e outros para controle da gestão. Os autores consideram importante separá-los dos processos relacionados a produtos e recursos para assegurar a sua identificação devida.

Os próximos passos que envolvem a sintetização ou explosão dos processos, segundo Moraes e Almeida (2002), servem para verificar a possibilidade de existência de redundâncias, inconsistências, dentre outras ocorrências entre as informações identificadas. Em seguida, segue o passo de descrever os processos narrativamente e associá-los às unidades da organização.

A técnica SIPOC (Supplier, Input, Process, Output, Customer), também conhecida em sua tradução como FEPSC (fornecedor, entrada, processo, saída, cliente), é definida pela ABPMP (2013) como sendo um estilo de documentação de processos. Explica a Associação que pode ser aplicada por meio de uma tabela com os elementos que compõem a sigla, ajudando a definir as fronteiras do processo a ser mapeado, ou seja, busca entender as interfaces do processo e o impacto destas para adquirir saídas (output) com qualidade.

O elemento “fornecedor” (suplier) são os indivíduos, departamentos, organizações externas que provêm a matéria ou dado a ser usado como “entrada” (input) no processo. O elemento “processo” (process) é o processamento do que foi fornecido como entrada. O elemento “saída” (output) é o resultado gerado através do

processamento e que será entregue ao “cliente” (customer), que poderá ser também um indivíduo, departamento ou organização externa.

A ABPMP (2013) explica que é indicada em casos em que seja necessário “obter um consenso sobre quais aspectos de um processo devem ser estudados”. Mello (2008) corrobora com a Associação quando afirma que o SIPOC é útil quando não está claro quem contribui para o processo, quem são os verdadeiros clientes, quais as exigências destes, entre outros aspectos, ajudando, assim, a definir adequadamente os processos. Desta forma, entende-se que esta técnica ajuda na modelagem detalhada de outra ferramenta, além de auxiliar na identificação de gargalos e de valor agregado para o próximo processo. A seguir segue um exemplo da análise SIPOC:

Ilustração 2.11. Exemplo de tabela SIPOC

Fonte: ABPMP, 2013, pág. 96.

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