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Chapitre 4 : Complexes greffés sur électrodes d’or

1. Choix du système électrochimique, et fonctionnalisation des complexes

1.2. Echange de ligand exogène en solution dans l’acétone à partir du complexe

Para o presente estudo impõe-se uma breve análise fonológica das variantes regionais do português falado. Far-se-ão algumas observações relevantes sobre fonética, fonologia e o seu principal foco como disciplinas independentes dentro da linguística, verificar-se-ão as problemáticas a elas associadas e o que as difere de outras disciplinas em termos de interdependência, para melhor se compreender a relação entre ambas ao longo deste estudo. Durante a análise fonológica a que nos propomos, realizou-se o levantamento de uma vasta bibliografia, voltada para estudos relacionados com a temática, mas também se verificou

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uma grande escassez, em Angola, de estudos do género. Por esta razão, consideram-se os autores apresentados de seguida, os quais dedicaram o seu trabalho à análise fonológica das variações do português. Referimos que para a análise das variações regionais do português falado, neste caso específico em Angola, é necessário fazer-se, em primeiro lugar, uma incursão no campo da fonologia, permitindo aferir uma maneira compreensiva das variações e das propriedades acústicas analisáveis dentro dos pressupostos da fonologia.

No sentido de promover conhecimentos completos e profundos do sistema fonológico do português, recorremos aos estudos realizados por Rio-Torto (1998), Duarte (2000), Camara (1996), Barbosa (1965) e Bechara (2003).

Mateus e as suas colaboradoras (2003) referem que a “fonologia tem como objeto de estudo as mais pequenas unidades da língua, os segmentos fonológicos, a sua organização em sistema e os processos e regras a que estão sujeitos esses segmentos” (p. 989). De acordo com as autoras, se o objeto da fonologia são as unidades da língua, a sua identificação só pode dizer respeito à própria fonologia, ou seja o segmento é o processo que explica os componentes fonológicos28.

Para uma fonologia do português, e de acordo com alguns autores, a preocupação é dar a conhecer as entidades sonoras das variedades do português, o que nos conduzirá ao conhecimento das análises das componentes fonológicas. Segundo Graça Rio-Torto (1998), a fonologia é aquela que “estuda unidades abstratas que materializam através da fala” (p. 33). Pode considerar-se que estas unidades indicadas como abstratas são sons do sistema da língua em relação à realidade que os nossos órgãos sensoriais, como a audição, captam.

Pensa-se que, para o entendimento da produção dos sons na língua portuguesa, a fonologia procura demonstrar que os sons são critérios individuais de um saber linguístico que o falante detém e que lhe permitem reconhecer a exteriorização sonora possível e compará-la a outras da mesma língua em particular. Barbosa (1994) afirma que a fonologia

Se ocupa dos sons de uma língua do ponto de vista do funcionamento linguístico, isto é, quanto ao papel que desempenham na comunicação estabelecida nessa língua, as caraterísticas que distinguem uns dos outros no desempenho desse papel, ou seja, na sua função, e as relações que entre eles se estabelecem e permitem identificar o sistema que constituem (p. 74).

Portanto, para uma adequação dos vários sons da língua, é preciso considerar algumas palavras das quais onde se pode extrair algumas noções fonológicas. Por exemplo, nas palavras [sau] e [sal], a fonologia irá focar-se principalmente no grafema /s/, que corresponde ao fonema [s] - uma fricativa - criando uma oposição entre [sau] e [sal], logo, verifica-se que a fonologia, através da oposição dos sons na língua, procura uma função distintiva da língua.

28 Sobre segmentos, processos fonológicos e análise fonológica ver Mateus e colaboradoras (2003, pp.

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Destaca-se que na fonologia “as regras e os processos da componente fonológica atuam muitas vezes em função de certas propriedades idiossincráticas dos itens lexicais” (Mateus et al., 2003, p. 1017), revelando-se auspicioso explicar tudo o que é geral a respeito das idiossincrasias tendo por base a gramática normativa. A respeito das idiossincrasias linguísticas temos de aceitar que, na língua portuguesa, por exemplo, a palavra rato [r´ɐtu] tem nítida diferença em relação as palavras, lato [´lɐtu], pato [´pɐtu] e mato [´mɐtu], [bɐtu]. De acordo as origens regionais dos falantes, nos sons articulados constam fatores sociolinguísticos e o contacto com outras línguas próximas. Nestes casos, a locução pouco nos importa, porque o importante em fonologia é que nelas exista uma diferença que permita reconhecer que, em <pato>, a pronúncia é realizada com [p] uma oclusiva surda.

Fonologicamente, não temos nas palavras anteriormente indicadas algo que possa gerar preocupação porque não existe pertinência fonologia, mas se fosse [p] e [s], pato e sala, pão e são, encontramos traços importantes que interessam à fonologia em termos distintivos, gerando pertinência para a sua análise.

Entende-se que esta relação não deve ser feita de forma direta entre a fonologia e a fonética, pelo simples facto de uma estudar os sons e a outra se dedicar às manifestações fonéticas que ocorrem na língua, como se estivesse a tratar de uma oposição existente entre ambas, ou seja, o geral e o particular na linguagem.

Por outro lado, é possível verificar os fenómenos físicos e fisiológicos da língua e os fenómenos sonoros como produto que usamos param fins comunicativos. Graça Rio-Torto (1998) afirma que

A fronteira entre a fonética e a fonologia pode ser estabelecida tendo em consideração a relação de interdependência unilateral que entre ambas se verifica: a reflexão em fonética pode ser levada ao cabo autonomamente à fonologia; no entanto, a fonologia não prescinde da fonética, pois debruça-se sobre a realidade fónica tendo em vista as funções semióticas que esta desempenha numa língua (p. 32-33). Nota-se assim que a posição que a autora assume se encontra salvaguardada pelos limites de cada uma, porque em causa está a questão da localização de cada uma na esfera fónica, mas deixa claro que em ambas as disciplinas, nas suas teorias e, quiçá, nas metodologias não existem semelhanças, ou seja, são completamente ímpares.

Martins (2005)29 refere que “O nível da fonologia é abstrato, no sentido em que descreve e

explica o funcionamento das unidades significativas da fala, enquanto a fonética descreve a realização concreta sonora da fala” (p. 97). Neste sentido, entre o nível fonético e o fonológico,

29 Com extrema delicadeza faz a classificação e descrição por traços distintivos acústicas no que concerne

a fonologia a propõe como a descrição teórica da língua mas quanto a sua relação com a fonética entretanto é a favor de uma correspondência dos parâmetros fonéticos para se validar a fala em um nível abstrato. Ver capítulo 8 classificação e descrição por traços distintivos acústicos Maria Raquel Delgado Martins (2005).

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e pelas referências que foram apresentadas, as relações não acontecem diretamente entre ambas, pelo fato de cada uma ter os seus procedimentos de análise, o que permite mediar a relação. Esta mediação faz com a fonologia atue dentro de níveis abstratos, porque tenta dar explicações sobre unidades significativas da fala, conferindo-lhe uma dimensão mais psicológica, ao contrário da fonética, que simplesmente procura descrever a realização concreta dos sons acústicos da fala.

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