Durante os capítulos percorridos neste trabalho, apresentou-se: uma breve explanação sobre a presença do pífano em vários estados brasileiros, dentre eles, os estados de Alagoas, Sergipe, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Brasília, São Paulo e Ceará, onde destacam-se grandes nomes da cultura popular que atuam como pifeiros. Evidenciou que, o Rio Grande do Norte, apesar de não está entre os estados brasileiros com uma forte tradição com o pífano, pode-se encontrá-lo inserido em algumas cidades das cidades potiguares onde, dentre estas, pode-se considerar o município Mossoró, como principal lugar onde o pífano se faz presente. Mostrou que, a cada dia, o pífano vem ocupando espaço como uma ferramenta para a musicalização, principalmente, através de projetos sociais. A continuidade das oficinas possibilitará com que o Rio Grande do Norte, futuramente e, possivelmente, fortaleça- se com a cultura do pífano, cada vez mais divulgando este instrumento nas cidades de Natal, Nísia Floresta e circunvizinhas.
Apresentou-se o LIA, este, formado por alunos da EMUFRN, meio fundamental para o desenvolvimento desta pesquisa. No LIA, surgiram todas as vertentes para esse trabalho. O Laboratório é voltado a atender a falta de recursos encontrados para o ensino de música, desenvolvendo oficinas de construção de instrumentos musicais a partir de materiais recicláveis ou de baixo custo, tendo, no pífano de PVC, como seu principal instrumento desenvolvido.
Além da luteria, o LIA desenvolve pesquisas sobre dissertações, teses e trabalhos na área de história, organologia e etnomusicologia, referente aos aerofones e instrumentos de sopro de outras partes do mundo.Esse trabalho de revisão bibliográfica amplia o conhecimento dos integrantes do Laboratório sobre gama de possibilidades dentro dessa família de instrumentos. No Capítulo 3, conhecemos a história do projeto LIA e os principais componentes que colaboraram diretamente com o projeto, tendo o músico Carlos Zens, como um dos principais colaboradores e influenciadores do projeto. O Prof. Dr. Raphael Lacerda, é o fundador e principal colaborador do projeto. A partir do LIA, surge o grupo musical UFRPIFANOS, que se apresentou em eventos culturais importantes para a comunidade acadêmica, levando, para a sociedade, a cultura do pífano com um repertório típico do pífano, principalmente, o nordestino. O LIA possibilitou a realização de oficinas fora da
EMUFRN, relatado no Capítulo 3 deste trabalho (3.1. A oficina de experimentação e construção do pífano de PVC: a criatividade em prol do Ensino da Música), um minicurso realizado dentro da XXIII edição da CIENTEC/UFRN.
As oficinas de construção de pífano de PVC, realizadas na Escola Municipal Yayá Paiva, na turma “A” do 7° ano, na cidade de Nísia Floresta/RN e durante as aulas de música da Profa. Ma. Camila Luna. Apresentou como se deu as oficinas e como os alunos interagiram, os tipos de materiais utilizados a metodologia aplicada e as dificuldades encontradas em relação à aplicação da oficina, comprovando que é possível utilizar o pífano de PVC como ferramenta de musicalização. Poderá atender a demanda encontrada na rede pública de ensino, onde os (as) professores (as) de música, em sua maioria, não encontram uma estrutura mínima para a realização de suas aulas. O pífano de PVC pode muito bem preencher essa lacuna, suprindo a falta de recurso para adquirir instrumentos musicais, ao mesmo tempo, estará fazendo o resgate da cultura popular tão comum na maioria dos estados do nordeste.
Esse trabalho mostrou a importância de novas ferramentas para o ensino de música em escolas da rede básica de ensino do Rio Grande do Norte, tendo o pífano de PVC como um potencial instrumento para a musicalização. Mostra que o pífano se faz presente na cultura do Rio Grande do Norte e deve ser potencializado nas escolas, trabalhando o ensino de música através do empoderamento cultural e resgatando essa vertente de nossa cultura. Mediante as dificuldades encontradas ao ministrar aulas de música na rede pública, o pífano de PVC também é uma excelente solução para problemas orçamentários das escolas/instituições.
Destaco, aqui, a importância do grupo de alunos que formam o projeto LIA. Essa união, possibilitou que os estudantes da EMUFRN conhecessem mais de perto essa vertente de nossa cultura e começassem a valorizar ainda mais as riquezas culturais do nosso Rio Grande do Norte.
Pretendo ampliar essa pesquisa, realizando novas oficinas na rede básica de ensino, realizando cursos em projetos sociais, ampliar a valorização dos artistas da cultura popular que tocam pífano no Rio Grande do Norte e criar métodos que facilitem a execução do pífano e sua construção de maneira fácil e acessível a todos.
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APÊNDICE A – Fluxograma sobre Projeto LIA
Fluxograma sobre o Projeto LIA e seus produtos
APÊNDICE C – Declaração do responsável autorizando a participação nas oficinas
APÊNDICE D - Laboratório de Instrumentos Artesanais (LIA)
Fonte: autor.
Fonte: autor.
Fonte: autor.
Fonte: autor.
Fonte: autor.
APÊNDICE E - Apresentações culturais do UFRPÍFANOS
Fonte: autor.
Fonte: autor. Fonte: autor.