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: De la durée du travail

Dans le document Version française du Code du travail (Page 39-43)

O Evangelho de Marcos, também apresenta as mulheres como “discípulas” seguidoras de Jesus. Apesar de não ser de forma explícita, a linguagem apresentada denota certa “condição de seguimento ao movimento”, imposta por

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“A expressão Reino de Deus aparece mais de 100 vezes nos evangelhos. Deixando de lado as citações paralelas, a distribuição é a seguinte: em Mc 13 vezes; nos ditos comuns em Mt/Lc, 9 vezes; em ditos exclusivos de Mt, 27 vezes; em Lc 12 vezes [...]. Embora Mt utilize ‘reino dos céus’, exceto em 4 ocasiões, esta paráfrase, em se tratando de fenômeno posterior ao tempo de Jesus, considera- se que o termo utilizado por Jesus foi Reino de Deus” (BERNABÉ, 1999, p. 683).

Schüssler Fiorenza (1992, p.152) esclarece que “a salvação da Basileia de Deus está presente e experimentalmente atingível sempre que Jesus expulsa os demônios (Lc 11,20), cura os doentes e os ritualmente impuros, conta histórias sobre os perdidos que são encontrados, dos não convidados que são convidados, ou dos últimos que serão os primeiros. O poder da Basileia de Deus está realizado na comunidade da mesa de Jesus com os pobres, os pecadores, os cobradores de taxas e as prostitutas- com todos os que ‘não pertencem’ ao ‘povo santo’, que são de alguma forma deficientes aos olhos dos justos.”.

Jesus, que pode ser atestada através da palavra seguir31 (akolutein). “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mc 8,34).

Mc 15,41 traz que as mulheres “seguiram” (akolutein) Jesus e isso implica em ser discípulo e "serviam" (diakoneo), isto é, como discípulos ministravam serviços (diakonia) junto a Jesus. Nestes termos, especialmente "servir" (diakoneo) reflete a terminologia usada pelas primeiras comunidades cristãs e o verso como um todo provavelmente reflete a participação das mulheres na comunidade de Marcos, bem como no movimento vida/morte de Jesus.

Para Schüssler Fiorenza (1992, p.366), a utilização dos três verbos é evidência da caracterização do discipulado das mulheres por parte do autor do evangelho:

Elas o seguiram na Galiléia, elas lhe ministravam, e elas “subiram com ele a Jerusalém” (15,41). O verbo akolutein caracteriza o chamamento e a decisão para o discipulado (1,8). Em 8,34 e 10,28, Jesus insiste que segui- lo significava “tomar a cruz”, isto é, aceitar o perigo de ser executado (8,34). [...] diakonein frisa que as discípulas mulheres têm praticado a verdadeira liderança exigida dos seguidores de Jesus. Vimos que diakonein não se pode restringir somente ao serviço de mesa, mas diakonia sintetiza todo o ministério de Jesus, que não subordina nem escraviza outros à maneira dos governantes pagãos (10,42), mas é o servo sofredor que os liberta e os eleva da escravidão.

Elas também desempenham importante papel teológico, pois o evangelho de Marcos se destaca por seu foco nos eventos ocorridos durante Jesus na cruz. No contexto da crucificação as mulheres são então mencionadas de forma clara. “E também estavam ali algumas mulheres, olhando de longe. Entre elas, Maria Magdala, Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de Joset, e Salomé.” (Mc 15,40). As três mulheres são mencionadas como tendo vindo com Jesus desde a Galiléia (15,41), esta é a primeira menção explícita destas mulheres, isso implica que as mulheres estavam na estrada com Jesus durante toda a pregação de seu ministério.

E são seis mulheres cujo nome não é citado desempenham um papel significativo nas narrativas desse evangelista: A sogra de Pedro (1,29-30), a filha de Jairo (5,21-43), a filha de uma mulher siro-fenícia (7,24-30), uma viúva pobre (12,41- 44), e a mulher de Betânia (14,3-9) que traz a narrativa sobre a mulher sem nome

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O termo “seguir” desempenha uma significação já enraizada entre os discípulos, isso fica claro quando em Mc 9,38 narra a figura de um homem que apesar de agir em nome do bem, não foi considerado discípulo pelo fato de não seguir a Jesus. Já em Mc 10,28 os discípulos, através de Pedro, recordam a Jesus que deixaram tudo para segui-lo.

que ungiu Jesus32. Nessa passagem o autor dá detalhes importantes como, por exemplo, a qualidade do perfume “de nardo puro, caríssimo”, e ainda o fato da mesma ter quebrado o frasco, pressupondo que a intenção da mulher era ungir Jesus de forma abundante. As histórias sobre a traição de Judas estão gravadas na memória dos cristãos, mas o gesto da mulher que nas palavras de Jesus: “praticou uma boa ação”, é praticamente inexistente na memória da humanidade.

No evangelho de Marcos as mulheres são caracterizadas como verdadeiras discípulas33 de Jesus, que deixaram tudo para segui-lo até o seu final. As mulheres foram os primeiros, os últimos e os mais leais discípulos de Jesus. Vale citar o exemplo de Maria Madalena que, em alguns contextos, suportou o rótulo de prostituta, ou na interpretação mais flexível de pecadora, mas ao final emerge como verdadeira discípula: “as discípulas mulheres emergem como exemplos de discipulado sofredor e verdadeira liderança. Elas são as testemunhas oculares da morte, sepultura e ressurreição de Jesus”. (SCHÜSSLER FIORENZA, 1992, p. 367).

Evangelho de Marcos ressalta o fato de que para o discipulado de Jesus se faz necessário romper com as estruturas naturais advindas das relações familiares. Este rompimento acarreta a ruptura com o sistema patriarcal representado pela instituição familiar, trata-se de uma forma de rejeitar os modelos de dominação e subordinação. A recompensa por essa ruptura com a estrutura familiar, será conquistada através do surgimento de uma nova forma de laços familiares dentro do discipulado de iguais, (Mc 10,28-30).

Como a nova “família” do movimento de Jesus não encontra lugar para os pais, ela rejeita implicitamente seu poder patriarcal e estatuto e declara dessa forma que, nela ficam abolias todas as estruturas de dominação e subordinação. Longe de reproduzir as relações patriarcais “domésticas” da Antiguidade, o movimento de Jesus exige um rompimento radical com elas (SCHÜSSLER FIORENZA, 1995, p. 246).

O Evangelho de Marcos traz um chamado para o discipulado, que não inclui somente os homens, mas também as mulheres. Marcos demonstra o valor das mulheres como modelo para o discipulado. Elas aparecem no início do ministério de

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Acerca desta passagem, exegese e história interpretativa, veja Richter Reimer (2012).

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Para Schüssler Fiorenza (1995, p.179) é preciso “indagar se é adequado limitar todos os títulos de liderança do Novo Testamento, que são gramaticalmente masculinos, apenas aos homens. Não obstante, sempre que o Novo Testamento usa termos gramaticalmente masculinos, como profeta, mestre, diácono, missionário, colaborador, apóstolo ou bispo, títulos que se referem a funções de liderança dentro da comunidade cristã, os exegetas pressupõem que tal referência se refira exclusivamente aos homens.”

Jesus, e na última parte, onde triunfam como primeiras testemunhas do Jesus ressuscitado.

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