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FLUXO TURÍSTICO GLOBAL

N. Turistas em todo o Estado... ... n. 4.149.800 N. de Leitos totais em Meios Hoteleiros... n. 125.000 N. de UHs dos MHs... n. 47.700 EMPREGOS GERADOS

Empregos diretos 71.600 Empregos indiretos 322.200 Total empregos 393.800

IMPACTO NO PIB Dólares 1,66 bilhão RECEITA GERADA Dólares 856.673.000 METAS A SEREM ALCANÇADAS

N. Turistas Impacto no PIB Ano 2005 5 milhões 2,2 bilhões Ano 2010 6 milhões 3,0 bilhões FONTE Bahiatursa: (2001)

Com relação à indústria hoteleira, é preciso e necessário desenvolver muito mais, na Bahia, a área da formação integrada permanente, para oferecer diferentes padrões de serviço à demanda nacional e internacional, elevando o nível de competitividade sistêmica, para alcançar um número crescentes de turistas e viajantes.

Nos inúmeros pólos de turismo existentes em todo o mundo, os concorrentes do Brasil e da Bahia buscam:

a) - aprimorar, cada vez mais, os próprios serviços de excelência;

b) - implementar programas envolvendo as comunidades locais nas relações que derivam do desenvolvimento de serviços de atendimento aos turistas;

c) - capacitar pessoas que trabalham no turismo para analisar e compreender as mudanças do mercado e as motivações dos visitantes, de forma tal que uma qualquer ocasião de

encontro e de relação do cliente possa transformar-se em uma ação de marketing para o seu retorno no futuro;

d) - melhorar as infra-estruturas dos pólos turísticos para os habitantes locais, dando-lhes as condições de organizar-se e receber melhor os hóspedes.

Mas como podem ser descritas as atuais condições do Brasil e, no específico, da Bahia?

O Brasil, em particular a Bahia da descoberta, é rico em belezas naturais. A Bahia tem um acervo arquitetônico, histórico, artístico quase desconhecido aos mesmos brasileiros, os quais formam uma sociedade multiétnica e multicultural, que é uma parte muito importante desta riqueza, enquanto representam tradições e costumes de povos diferentes dos demais continentes, em um espaço nacional bem definido.

Esses elementos, se adequadamente combinados e impulsionados, podem ser transformados em fatores de incremento do fluxo de turistas, como um original diferencial turístico do Brasil e da Bahia, em relação a outros contextos.

Mas, para o turismo nacional e internacional, isto pode considerar-se suficiente ? Hoje, para a Bahia se adequar ao mercado turístico em termos de oferta competitiva, é preciso superar as carências seguintes:

1- Capacitar pessoas, para prestar a vasta gama de serviços turísticos, com a qualidade exigida pelos turistas em todo o mundo;

2- Conscientizar a sociedade toda sobre a importância de um turismo de qualidade, que possa estimular o desenvolvimento e o crescimento econômico do Brasil e da Bahia;

3- Predispor programas de financiamento para o setor econômico primário, a fim de aprimorar a qualidade dos produtos, não só visando o mercado hoteleiro e a demanda turística geral, mas também o mercado dos residentes;

4- Criar programas de treinamento para operadores e empresários hoteleiros, interessados no gerenciamento de recursos humanos setoriais de qualidade;

5- Constituir agências de consultores turísticos para interligar os diferentes setores do turismo de forma solidária e cooperativa do lado da demanda e do lado da oferta;

6- Oferecer financiamentos especiais, modificando taxas de juros, período de carência e de vencimento, através de novas e originais modalidades de mercado.

4.3.3.2 - Os diferentes modelos de turismo.

Os modelos sociológicos de desenvolvimento turístico, que são analisados no capítulo dois, são determinantes na escolha do tipo e da forma do crescimento econômico de um determinado território, porque a economia do turismo de uma região ou de uma comunidade definida depende estritamente do seu modelo sociológico e da capacidade da população, do país receptor, em controlar os canais da despesa e o volume dos investimentos (BARBERIS, 1979).

Estes modelos são presentes na atual estrutura turística da Bahia e a pesquisa entende mostrar a presença dos três modelos e, ao mesmo tempo, as tendências das políticas turísticas atualmente desenvolvidas pelo governo baiano, cujo foco é mais em direção do modelo de colonização aristocrática que dos outros dois modelos.

A explicação dos modelos teóricos de desenvolvimento social de Barberis (1979) e as observações comparativas sobre a atualidade do turismo da Bahia mostram que:

No primeiro caso, definido como desenvolvimento autóctone, a origem de tudo está no capitalismo popular, na cooperação solidária, em iniciativas que surgem uma atrás da outra para, depois, criarem um efeito multiplicador e uma aceitação de toda a comunidade.

São construídos, assim, os primeiros equipamentos receptivos e as primeiras infra- estruturas de acesso com participação de toda comunidade e do governo municipal, sem auxílio externo.

Hotéis familiares, culinária excelente, conjunto paisagístico natural, preservado e controlado, são os fatores de atração do lugar; a economia local transcende o setor terciário e conserva, em escala territorial menor, as iniciativas do setor primário que, operando com modernos equipamentos, determinam economia de escala (BENI apud BARBERIS, 1998).

Um exemplo de duas décadas atrás, agora não mais atual, é o povoado de Porto Seguro, no momento em que nasceu o fenômeno turístico na área.

No segundo caso, da chamada colonização aristocrática, o principio básico do lançamento do modelo é a vocação integral de áreas de um estado, particularmente amenas, mas geralmente desertas. A autoridade política e um grande grupo financeiro, de forma conjunta, lançam um projeto de valorização do local para atrair capitais nacionais e

estrangeiros, com os quais vão construir grandes hotéis, de alto nível, destinados a acolher clientes particulares da alta aristocracia e de alta renda.

As instalações são suntuosíssimas, de arquitetura arrojada como o mercado impõe, mas que não deixam de agredir o conjunto paisagístico da área onde se instalam.

O modelo aristocrático ou modelo colonizador integral provoca, pelo luxo das suas instalações, um efeito de constrangimento e separação social entre os visitantes e as populações de cidades vizinhas, reproduzindo no presente uma atualização das distâncias existentes no passado, entre os senhores feudais, os vassalos e o povo.

Exemplos deste modelo, na Bahia, são os vários hotéis da companhia Transamérica, do Mediterranée e da Costa de Sauípe, expressão moderna dos velhos castelos, onde os novos senhores exercem seus poderes e têm o comando de uma economia de massa.

O terceiro modelo de desenvolvimento turístico, a colonização democrática, pode nascer em comunidades delimitadas de pescadores, de camponeses ou de montanheses, com estrutura demográfica existente. Essas pessoas abrem as portas do lugar a visitantes e ao capital externo de pequenos e médios empreendedores privados, que se dedicam à implantação de pequenos hotéis, não necessariamente de luxo; às vezes, também casarões, com valor histórico, são adaptados para atrair, na região, visitantes que estejam em grau de apreciar as produções locais e as atividades tradicionais de artesanato. Uma comunidade organizada, que tem conhecimento difuso da sua importância no processo econômico a ser desencadeado, pode oferecer um grau de atendimento satisfatório para os equipamentos que vierem a ser implantados, de forma tal que seja máximo o efeito multiplicador do turismo.

Como exemplo na Bahia pode-se considerar a vila de pescadores de Praia do Forte, com as adaptações a serem feitas para este caso muito particular.

4.3.3.3 - Programas e financiamentos.

A existência em todo o Brasil, e em particular na Bahia, de atrativos turísticos, naturais e históricos, levou o Governo Federal e o Governo Estadual a pensar em lançar uma série de linhas de financiamento, para o crescimento de serviços e infra-estruturas turísticas no Brasil inteiro.

Os sites da Embratur e do Desenbahia, mostram a existência de um modelo estruturado de Turismo nacional brasileiro, indicando as várias ações operacionais a serem implementadas em função do crescimento turístico de todas as regiões do país. Para ter uma

idéia dos investimentos privados e públicos, a tabela seguinte mostra o andamento durante os próximos anos.

Tabela n. 4/4 – Investimentos e crescimento da rede hoteleira da Bahia.

Rede hoteleira/n. de leitos 1994 2000 2012 63.000 125.000 150.000 Investimentos do setor público de 1991 até 2005 Dólares 2,3 bilhões

Investimentos do setor privado de 1991 até 2012 Dólares 5,3 bilhões Total Geral Dólares 7,6 bilhões Fonte : PROMO (2003)

Existem programas, primeiro, que a legislação considera como processos de identificação de municípios prioritários, para o desenvolvimento do turismo. Com o formulário RINTUR a Empresa Brasileira de Turismo (EMBRATUR) pesquisa dados sobre os diversos municípios, dividindo-os em duas categorias:

• os MTs (Municípios Turísticos), aqueles já consolidados e que determinam um turismo efetivo, de estadas de fluxo permanente;

• os MPTs (Municípios com Potencial Turístico), aqueles possuidores de recursos naturais e culturais expressivos, que podem encontrar, no turismo, diretrizes para o desenvolvimento social e o crescimento econômico do município.

A EMBRATUR, com este tipo de pesquisa, norteia e recebe estímulos dos estados em relação aos municípios, que devem ser listados como MT ou como MPT.

Outro programa, coordenado pela EMBRATUR, é o chamado PNMT (Programa Nacional de Municipalização do Turismo) que adota a metodologia da OMT (Organização Mundial do Turismo) adaptada ao Brasil para implementar um novo modelo de gestão integrada da atividade turística, direto aos órgãos da Administração Pública, com o objetivo

de fomentar, conscientizar, estimular, compartilhar todo o conhecimento de turismo, adquirido na atuação de suas funções institucionais.

Na Bahia, foram efetuadas oficinas de conscientização em 22 municípios e oficinas de capacitação em outros 69 municípios.

Enfim, com o PRODETUR, Programa de Ação para o Desenvolvimento Integrado do Turismo, um programa global de desenvolvimento turístico regional, estruturado e concebido pelos governos federais e estaduais para financiar a implantação de infra-estrutura de suporte ao turismo, se propiciam e se incentivam investimentos de iniciativa privada, para implantação de equipamentos turísticos.

Inicialmente, está sendo implementado o PRODETUR-Nordeste, estando já às regiões Sul e Norte com seus programas em adiantado processo de desenvolvimento.

Neste programa, a Bahia teve como área prioritária a Costa do Descobrimento, na parte Sul do Estado, no qual estão sendo implementadas as primeiras ações.

Com o Fundo Geral do Turismo (FUNGETUR), conclui-se a análise dos meios mais importantes para o desenvolvimento do turismo; o fundo consiste em uma linha de crédito que tem por finalidade facilitar, para empresas cadastradas na EMBRATUR, constituídas no País e com sede e administração no Brasil, o acesso aos recursos para implantar, melhorar, conservar e manter empreendimentos e serviços turísticos.

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