• Aucun résultat trouvé

(732) DOUBLE DRAGON

Dans le document I. DEMANDES D'ENREGISTREMENT DE MARQUE (Page 143-150)

O modelo proposto nesta Tese é direcionado pelo mapa estratégico Balanced Scorecard- BSC (Kaplan e Norton, 2003), em uma proposta direcionada especificamente para provedores IaaS, o qual trabalha as perspectivas baseadas em objetivos estratégicos do negócio, definidos no mapa para as dimensões financeira, clientes, processos internos, aprendizado e crescimento, conforme pode ser visto na Figura 9.

O mapa estratégico que deu suporte ao desenvolvimento do modelo (Figura 9), se encontra em conformidade com os pressupostos da abordagem Scorecard Dinâmico (Fernandes, 2003).

Figura 9 - Mapa estratégico - BSC

Fonte: Autor

Para um melhor entendimento e manipulação do modelo proposto, foi utilizado o conceito de indicador de desempenho (Key Performance Indicator - KPI) e proposto um novo conceito de indicador, denominado indicador de capacidade (Key Capacity Indicator - KCI). Para cada um desses indicadores utilizados no modelo, deve-se informar o padrão de capacidade esperado para o provedor IaaS, bem como o valor da tolerância que irá definir a sinalização do modelo para os gestores (vide Figura 10), no caso da proximidade de possível violação dos acordos de nível de serviço (Service Level Agreements - SLAs) que definem esse padrão.

Figura 10 - Visão da análise de tolerância para KPIs e KCIs no modelo

Fonte: Autor

A Figura 11 apresenta um exemplo de verificação da tolerância executado no modelo, onde por exemplo, no caso de um indicador com padrão definido para 70% e tolerância definida para 50% serão sinalizados os valores entre os dois percentuais. No segundo exemplo mostrado na mesma figura, o padrão de capacidade foi definido para 90% e o valor da tolerância

foi informado como sendo 70%. Dessa forma, os valores no intervalo entre padrão e tolerância serão sinalizados como alertas pelo modelo. Recomenda-se que as definições de padrões e tolerâncias para entrada no modelo sejam definidas em grupo, preferencialmente por um comitê gestor de TI (LIMAET AL., 2018).

Figura 11 - Visão da análise de tolerância para KPIs e KCIs no modelo

Fonte: Autor

O modelo proposto se inicia a partir da necessidade do provedor em manter uma infraestrutura de TI que possibilite o dimensionamento de serviços do tipo IaaS alinhado com a demanda por capacidade da organização. A partir do monitoramento do ambiente IaaS, atividade contínua em um provedor de serviços. Os gestores de capacidade, através da coleta histórica de dados do ambiente e estimativa de possíveis cenários de uso dos serviços, devem definir cenários e parâmetros para as simulações. Com o planejamento de simulações realizado, as entradas do modelo são alimentadas, e executa-se a ferramenta de software (Stella) para cada um dos cenários definidos.

Os resultados do modelo podem indicar pontos onde a capacidade do serviço IaaS pode necessitar de uma atenção especial dos gestores, através dos semáforos. Os valores apresentados na saída do modelo podem indicar as cores verde, amarelo e vermelho, de acordo com o grau de criticidade de cada variável apresentada nos resultados. Dessa forma, as ações

50%

60%

70%

70%

80%

90%

Limiar do Padrão Limiar do Padrão Faixa de Tolerâncias Faixa de Tolerâncias

mitigadoras podem ser planejadas em função do aspecto que mais contribuir para um possível resultado crítico em uma simulação. A tomada de decisão sobre as ações no gerenciamento de capacidade é suportada pelo modelo. A Figura 12 mostra uma visão geral da organização e da utilização do modelo.

O foco do modelo aqui desenvolvido é o processo de apoio a tomada das decisões estratégicas na sua interação com as atividades de entrega de serviços IaaS. É importante ressaltar que a implementação do processo (e do comportamento da capacidade) entrega de serviços IaaS foi desenvolvida considerando os processos de gestão de demanda e gestão de capacidade do ITIL.

Figura 12 - Visão Geral de utilização do Modelo

Fonte: Autor Capacity Management • Propor Cenários • Definir Parâmetros do Modelo • Planejar Simulações Parâmetros de Monitoramento

MODELO COM

DINÂMICA DE SISTEMAS

Coleta de dados do Ambiente de Nuvem • Quantitativos • Qualitativos Resultados de Simulações - Discussão - Análise Drill-down - Tomada de decisão

Gestores

SUPORTE A TOMADA DE DECISÃO NO GERENCIAMENTO DE CAPACIDADE

Gerenciamento de Capacidade

Decisões • Objetivos de Negócio • Planejamento de TI Demandas QoS Monitora mento • Ações Possíveis Melhorias do Serviço IaaS

A Figura 13 mostra o fluxo de execução e verificação do modelo considerando as variáveis de entrada, a simulação dos processos, a análise do comportamento, variáveis de saída e a opção de decisões estratégicas.

Figura 13 - Fluxo de execução e verificação do modelo

Fonte: Autor

A Figura 14 mostra os componentes do modelo proposto com os seus respectivos inter-relacionamentos. O modelo proposto foi organizado com base no comportamento e relacionamentos entre os processos de gestão de demandas, gestão de capacidade, gestão do negócio e gestão de benefícios.

Figura 14 - Estrutura modular de dinâmica de sistemas do modelo

Fonte: Autor

Variáveis - As variáveis do modelo estão divididas em quatro tipos: variáveis de entrada, variáveis de calibragem, variáveis mediadores e variáveis de saída. As variáveis de entrada (E) caracterizam os benefícios e as métricas de desempenho a serem alcançados, os recursos disponíveis dentro da organização e as características da demanda. As variáveis de calibragem representam informações específicas sobre as organizações. São utilizadas para ajustar o comportamento do modelo à realidade das organizações ou aos ambientes dos cenários de simulação. As variáveis mediadoras (M) representam informações intermediárias, endógenas ao sistema, obtidas a partir das entradas, da calibragem e, em situações que envolvem ciclos de feedback, a partir de variáveis de saída. As variáveis de saída (S) são valores decorrentes das relações de causa e efeito entre as variáveis de entrada, calibragem e mediadoras ao longo do tempo.

O modelo produz o desempenho que supostamente seria apresentado pelas capacidades envolvidas no mundo real em resposta a entradas que representam os recursos disponíveis e o desempenho esperado. O desenho das variáveis envolvidas no processo de gerenciamento de capacidade no modelo é apresentado na Tabela 4.

Como base conceitual para desenho das variáveis, foi utilizado como referencial o trabalho em Rochmann et al. (2014), o qual propõe um modelo conceitual de capacidades

organizacionais para uso de computação em nuvem pública, mostrado na Figura 15, bem como os resultados oriundos de observação e indicações feitas em reuniões com os gestores da empresa avaliada. O modelo considerou as capacidades propostas por ROCKMANN ET AL. (2014), além da hierarquia proposta para os indicadores de desempenho no modelo: objetivos- serviço-indicadores de capacidade (KCIs) - indicadores de desempenho (KPIs) - métricas.

Figura 15 - Capacidades organizacionais de uso da computação em nuvem.

Fonte: Pochmann et al. (2014)

Os seguintes conceitos foram utilizados no desenho do monitoramento da capacidade de serviços IaaS do modelo proposto:

1) Objetivos: envolvem a gestão de capacidade e necessidades do provedor IaaS em

Dans le document I. DEMANDES D'ENREGISTREMENT DE MARQUE (Page 143-150)