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Appendix 2.D: Relationship between precision of the study and the SJR of the review

4.3.2 Données

O facto dos visitantes deterem mais informação e por isso conscientes dos destinos que

querem visitar e a forma como fazer, quer seja relativamente ao transporte, alojamento,

alimentação ou diversão, obrigam os destinos a reinventarem-se. Contudo é crítico que

nunca percam a sua autenticidade, facto primordial para a sua atratividade.

Pela atual conjuntura económico-social mas também de valores, assegurar a visitação,

garantido a satisfação e por consequência a fidelização dos visitantes é um objetivo que

se reveste de grande complexidade e importância para todos os que investigam,

desenvolvem e implementam políticas de turismo nos destinos. E na sequência destas

dificuldades que se entendeu, estruturar este ponto.

A aprovação e publicação do Plano de Pormenor das Salinas, terá que ser o ponto de

partida para o desenvolvimento das atividades turísticas. É urgente o estabelecimento de

regras, que por todos deverão ser respeitadas tornando os processos transparentes.

Relativamente às Infraestruturas instalações sanitárias e parque de estacionamento

existentes nas Salinas de Rio Maior e levando em conta que os visitantes não se sentem

satisfeitos com as mesmas, consideramos fundamental o investimento nestes serviços

para assegurar uma oferta de maior qualidade que torne o destino mais apetecível à

visitação. Verifica-se a necessidade destes investimentos essencialmente nas instalações

sanitárias, na ampliação do parque de estacionamento bem como na iluminação pública.

A instalação de um Centro de Interpretação, poderá ser determinante na compreensão do

património geológico e cultural das próprias Salinas, opinião partilhada por 95,9% dos

inquiridos. Assumindo-se como um serviço educativo e científico, com realce para as

etapas e processos que envolvem a produção do sal, enriquecendo o conhecimento do

visitante, fazendo-o sentir-se parte da história e parte do produto aumentando a sua

cumplicidade com o território deste local tão único em Portugal e em simultâneo

dinamizar e potenciar o desenvolvimento turístico da região.

De acordo com os resultados obtidos no presente trabalho de investigação somos

levados a concluir que é inultrapassável o reposicionamento do destino. Para o efeito

pensamos ser importante a criação de pacotes com oferta diversificada para famílias

integrando a opção de alojamento, restauração e outras atividades de cariz ambiental e

cultural que ofereça não só um mero produto turístico mas o vivenciar de experiências

inesquecíveis que serão certamente repetidas e muito provavelmente recomendadas.

No âmbito do Geoturismo, o desenvolvimento de atividades ao ar livre tais como o

Geocaching, que se enquadraria perfeitamente neste destino, poderia também servir

como atrativo para famílias ou grupos de amigos, aumentando a taxa de visitação. Em

conjunto com outras atividades culturais, devidamente promovidas, como as “rotas do

sal”, a taxa de visitação poderia também aumentar a taxa de permanência.

É neste sentido, de destacar a necessidade da comunicação e promoção institucional do

próprio destino. Há que desenvolver estratégias de comunicação pull, que

economicamente poderão implicar mais custos, contudo permitirão chegar de forma mais

direta ao público-alvo, identificando as suas necessidades e desejos, proporcionando-

lhes uma oferta “à medida”. Esta estratégia pode desenvolver-se através da utilização de

várias ferramentas digitais que divulgassem e promovessem o destino turístico Salinas de

Rio Maior, que em simultâneo auscultassem a opinião dos visitantes no sentido de

adequar os produtos e serviços à procura.

A importância das NTIC para dar a conhecer as Salinas de Rio Maior, procurando retorno

económico. Possibilitam não só a divulgação de conteúdos, de forma simples e

rapidamente atualizáveis como ainda monitorizar o interesse de potenciais visitantes.

Identificar e antecipar as necessidades dos visitantes passando a gerir os seus perfis são

aspetos a considerar face às atuais ferramentas disponíveis. A transformação do blog do

turismo de Rio Maior em site e, marcar presença nas redes socias com eventos e

atividades desenvolvidas durante todo o ano, enquadra-se sobre maneira nesta vertente.

A comunicação do destino poderá ainda acontecer com recurso a plataformas

institucionais online de caráter científico que permitirão alcançar outros potenciais

visitantes. É disso exemplo a integração das Salinas de Rio Maior na plataforma “Roteiro

das Minas e Pontos de Interesse Mineiro e Geológico de Portugal” desde agosto último.

A notoriedade de um destino também pode acontecer pela construção de uma marca

assente em produtos únicos e sobretudo fidedignos. De imediato, o produto será

associado ao destino e vice-versa, o que contribuirá para um posicionamento de

excelência. A forte aposta na certificação de produtos servirá também de forte alavanca

para a diferenciação e competitividade do destino. Este deverá constituir-se como

caminho para alcançar sustentabilidade do território.

É também de referir a importância e sucesso do associativismo vivido entre os

comerciantes, que da Cooperativa do Sal podem tirar um bom exemplo. Esta questão

remete-nos para o momento em que os salineiros se associaram deixando de

individualmente vender o seu próprio sal a clientes locais a um preço reduzido e o

puderam fazer em larga escala, obtendo melhores preços e atingindo outros mercados,

nomeadamente externos. O investimento conjunto, terá que ser uma mais-valia no

sentido de conseguir alcançar um crescimento de interesse comum e sustentável.

Julgamos ser crítico a união entre todos os interessados e que resulte valor acrescentado

para o visitante, será estratégico o investimento na qualificação e formação dos recursos

humanos em diferentes áreas ainda que com especial destaque para o atendimento

comercial contribuindo para o aumento da qualidade da oferta turística.

A competitividade comercial entre os comerciantes deve dar lugar à conjugação de ideias

inovadoras no sentido de valorizar o produto sal, defendendo-o e promovendo-o como

um sal único no país, quiçá no mundo.

O desenvolvimento de iniciativas que deem visibilidade do produto, serão uma mais-valia

tanto para visitantes como para impulsionar economicamente o território. O envolvimento

das mais diversas entidades pode conferir um caráter de maior coesão, a iniciativas que

de forma regular permitam alcançar um posicionamento no mercado. Serve como

exemplo a iniciativa “Presépios de Sal – Aldeia Natal”, que procura, este ano pela

primeira vez, dinamizar na época natalícia as Salinas de Rio Maior, como forma de

contrariar a sazonalidade do destino.

Ainda nesta linha, entendemos que terá que ser dada preferência a produtos locais, pois

só assim será possível a formação de interessante percentagem de lucro para as gentes

locais dando lugar a outros investimentos e gerando assim empregabilidade.

O estabelecimento de parcerias pode, também no domínio da formação, apresentar-se

como fator determinante para o desenvolvimento dos destinos turísticos. A partilha de

experiências com similares destinos, através de encontros temáticos e em feiras de Sal

podiam assim dinamizar o desenvolvimento de novos projetos turísticos para as Salinas

de Rio Maior.

Ainda no âmbito da dinamização, entendemos que a organização de eventos e

espetáculos, promovidos fora do tempo da safra, colmatariam não só a sazonalidade do

destino como incentivavam mais público a visitar as Salinas em plena atividade. Esta

seria uma forma de manter vivas as Salinas e contribuir para o aumento do comércio

local, que nesta data quase “desaparece”. Do ponto de vista económico e social podia até

ser interessante a venda de sal e outros artigos regionais, à noite, em épocas

devidamente enquadradas complementada com animação turística.

Em última análise consideramos que um entrave ao desenvolvimento turístico do destino

é o facto de não estar totalmente clara a definição e a atribuição de responsabilidades

sobre as Salinas de Rio Maior. Percebe-se claramente que PNSAC, Câmara Municipal e

Junta de Freguesia de Rio Maior partilham responsabilidades que ainda não estão

verdadeiramente delimitadas. Torna-se assim imprescindível clarificar esta questão para

criar maior atratividade neste destino turístico, através de um rigoroso diagnóstico da

oferta territorial e da segmentação do mercado, desenvolvendo e implementando uma

estratégia de marketing.