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Données issues des recueils d'informations

Dans le document Espèces invasives (Page 16-22)

A versão primária que utilizamos do Faria é a 3ª. edição, de 1962, disponibilizada pelo MEC e que atualmente está em domínio público28. Em alguns momentos, no entanto, usaremos a 6ª. edição do Faria, pois, no arquivo que está em domínio público, não aparecem algumas informações necessárias para as considerações que faremos em seguida, nestas situações avisaremos a que edição pertencem as informações em questão.

A 3ª. edição do Faria tem duas páginas dedicadas à introdução, numa delas há a lista com as principais abreviaturas, enquanto que na outra há uma lista com as abreviaturas dos nomes de autores e obras citados no corpo do Faria, mas, ao confrontarmos esta edição com a 6ª. edição do Faria, percebemos que a brevidade da introdução daquele se deve, possivelmente, a algum erro de digitalização, pois nesta edição o prefácio se estente por 10 páginas, incluindo um mapa do império romano, uma bibliografia, um prefácio com algumas informações sobre a língua latina, mas se concentrado principalmente numa breve biografia do autor, sem, no entanto, especificar o público alvo do Faria, fazendo apenas uma referência a isto no título, caracterizando-o como escolar, o que é pouco específico. Em seguida, há duas páginas dedicadas a uma homenagem ao autor, uma página dedicada ao alfabeto e à prosódia, cerca de meia página dedicada às principais abreviaturas e cerca de uma página e meia dedicada às abreviaturas dos nomes de autores e obras mais citados, além disso, em duas páginas há uma sinopse histórica da literatura latina. As duas edições do Faria já começam o corpo do dicionário logo após a introdução.

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Uma cópia do Faria pode ser obtida em um arquivo no formato PDF no seguinte endereço:

Tratamos agora de como a microestrutura normalmente se organiza no Faria, mas não mostraremos nenhum verbete porque nas três últimas seções deste trabalho mostraremos vários verbetes e discutiremos a sua organização em maiores detalhes. No Faria, às acepções se seguem imediatamente os exemplos e as citações. Uma característica das citações e dos exemplos do Faria que consideramos importante é o fato de que o autor tomou o cuidado de dizer exatamente em que lugar da obra pode ser encontrada a informação em questão, o que, por exemplo, toma a seguinte forma, (Cic. De Or. 2, 247). Após consultarmos a introdução do Faria, descobrimos que se trata do parágrafo 247 do segundo livro da obra De Oratore, cujo autor é Marcus Tullius Cicero.

As últimas características do Faria são as seguintes: os nomes próprios são registrados; as marcas de uso não são explicadas, o que pode se tornar problemático; há informações morfossintáticas variadas e, em vários momentos, elas são explicadas na parte informativa do verbete; não há informações etimológicas, embora em algumas ocasiões sejam mostradas formas arcaicas; não há informações sobre a pronúncia; as formas enclíticas são registradas.

Tratamos agora das características do Saraiva, cuja versão usada neste trabalho é a da edição sem número de 1993, reprodução fac- similar da edição de 1927, também sem número, por isto a grafia corresponde à época e que, sempre que o citamos, atualizamos. O título completo do dicionário é Novíssimo dicionário latino-português, etimológico, prosódico, histórico, geográfico, mitológico, biográfico etc. cujo plano é baseado no Dictionnaire français-latin, de Louis-Marie Quicherat. Este dicionário tem em seu prefácio uma lista com 15 tópicos em que o autor explica como o seu dicionário foi composto, em vários momentos ele trata da necessidade de citar os autores e as obras que deram origem às equivalências usadas no dicionário. Ele também fala da importância da adequação das informações ao público alvo. Ao escrever o seu dicionário, Saraiva (1993) nos diz, na folha de apresentação, que o Dictionnaire français-latin é a base para o seu trabalho e, de fato, as duas obras são bastante semelhantes, inclusive ao não deixar muito claro quem é o público alvo.

A introdução é composta de nove páginas, três delas são dedicadas à explicação das abreviaturas e aos sinais convencionais, seguidas de seis páginas com uma lista dos autores e das suas obras, que são citados no corpo do dicionário. Passamos agora ao modo como a microestrura do Saraiva normalmente se organiza, mas, novamente, não mostraremos nenhum verbete porque nas três últimas seções deste

trabalho mostraremos vários verbetes e discutiremos a sua organização em maiores detalhes. No Saraiva, as acepções são registradas no ínicio do verbete, depois deles são mostrados os exemplos e as citações, sendo que a quantidade destes dois é bem superior ao que aparece no Faria. Tanto nos exemplos quanto nas citações, no entanto, o usuário é informado apenas do autor que deu origem à informação em questão. O Saraiva, assim como o Faria, também registra nomes próprios e também não explica as marcas de uso; as formas enclíticas são registradas.

Por fim, tratamos das características do Busarello, cuja versão usada neste trabalho é a da 6ª. edição, de 2003. Dos três dicionários utilizados neste trabalho este é o menor em tamanho e em número de entradas, 10.000, o que é especificado no prefácio da 5ª. edição, que faz parte da introdução. Também no prefácio, que ocupa duas das seis páginas da introdução, o autor nos diz que o público alvo a que este dicionário se destina é composto por iniciantes, inclusive o título também nos aponta isto. Além disso, somos informados de que os verbetes escolhidos são os mais frequentes na literatura latina e que os prefixos e os radicais são separados por hífen. As duas páginas iniciais da introdução são dedicadas às abreviaturas, enquanto que as duas últimas páginas são dedicadas a um segundo prefácio, específico para a edição atual. Diferentemente do Faria e do Saraiva, o Busarello não fornece qualquer exemplo, assim como não registra nomes próprios nem marcas de uso, mas registra as formas enclíticas.

Agora tratamos dos materiais utilizados no estudo de latim, que são quatro livros e uma apostila, começamos fazendo considerações sobre esta. A apostila, intitulada Legenda Roma, de Furlan (2009), foi elaborada para os estudantes do curso de letras da Universidade Federal de Santa Catarina, além disso, ela foi pensada para que a língua latina seja conhecida a partir de textos literários latinos. Ela é dividida em cinco partes, cada uma relacionada a um texto diferente, sendo que os três primeiros são adaptações de peças de Titus Maccius Plautus, o texto da quarta parte é uma adaptação de um conjunto de discursos de Marcus Tullius Cicero, enquanto que a quinta parte é a adaptação de trechos de um livro de história de Gaius Sallustius Crispus. Os textos em questão são retitados do livro Reading latin, ao qual já fizemos referência.

Os livros Gradus primus e Gradus secundus, de Rónai (s/d e 1986, respectivamente), foram escritos com a intenção de serem práticos, reunindo textos latinos originais do autor, a gramática pertinente às lições, além de um vocabulário. O público alvo é formado por alunos principiantes, mais precisamente, por estudantes do ensino médio, numa época em que o latim ainda era estudado em escolas.

O livro Initiation a la langue latine et son système, manuel pour grands débutants I, de Deléani (1975), compartilha de várias características com os livros de Rónai, mas foi escrito para quem já terminou os estudos escolares e que também tenha estudado latim. Os textos deste livro são adaptações de originais latinos, além disso, o livro inclui gramática, vocabulário e informações sobre a evolução do francês a partir do latim.

Os materiais de estudo vistos até agora têm algumas características em comum, como terem sido feitos para aumentar o nível de dificuldade a cada lição e também o fato de terem sido feitos para quem tem pouco ou nenhum conhecimento em latim. Estas características também são compartilhadas pelo livro de que trataremos agora, embora ele seja uma gramática. O livro Gramática latina, de Almeida (2000), baseia o seu método de ensino de latim na tradução de sentenças isoladas, em sua maior parte inventadas pelo autor e, somente no final, alguns textos são fornecidos ao estudante. Ao contrário dos materiais anteriores, na Gramática latina não é especificado um público alvo, em vez disso ele dá a entender que o estudo do latim é importante para todas as pessoas ao dizer que

Quando o aluno compreender quanta atenção exige o latim, quanto lhe prendem o intelecto e lhe deleitam o espírito as várias formas flexionais latinas, a diversidade de ordem dos termos, a variedade de construções de um período, terá de sobejo visto a excelente cooperação, a real e a insubstituível utilidade do latim na formação do seu espírito (ALMEIDA, 2000, p. 8).

Os parágrafos acima são pertinentes por nos mostrarem como são estruturados os materiais elaborados para serem usados por estudantes de latim em seus primeiros passos, embora tanto a gramática latina de Almeida (2000) quanto o livro de Deléani (1975) também possam ser usados por quem já tem algum conhecimento na língua. Outra justificativa à menção dos materiais diz respeito ao fato de que eles foram consultados em vários momentos com o objetivo de extraírmos conteúdos informacionais para o Aoristo, pois o Faria nem sempre forneceu algumas das informações que poderiam ser de alguma ajuda ao estudante que faz parte do público alvo que definimos no começo da nossa pesquisa. Na próxima seção, abordaremos em maiores

detalhes o modo como organizamos a microestrutura ampliada do

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