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Données électriques (valeurs fonctionnelles)

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3 Raccordement électrique 15

3.8 Données électriques (valeurs fonctionnelles)

Os resultados do estudo evidenciam que os TF da amostra são predominantemente jovens do sexo feminino e licenciadas. Embora apresentem, maioritariamente, a licenciatura como grau académico verifica-se que tendem a aprofundar o conhecimento frequentando cursos de pós-graduação (pós-graduações, mestrados, especializações e doutoramentos). Quanto ao perfil científico-profissional exercem profissão, na sua maioria, em clínicas privadas, IPSS e agrupamentos de escolas, em média, há aproximadamente 36 meses. A maioria refere não pertencer a grupos de investigação.

Os TF que participaram do estudo mostram ter conhecimentos sobre a PBE, reconhecem a sua importância e manifestam uma opinião positiva. Todavia, a maioria desconhece a existência de NOC disponíveis na Internet e referem que a aplicação da PBE, no dia-a-dia torna-se difícil pelo facto de não existir investigação suficiente, em quantidade e qualidade, nas áreas de interesse. Estes resultados poderão dever-se à existência de investigação nacional insuficiente, na área de TpF. Também existem outros fatores, presentes e envolventes ao utente, que podem impedir a aplicação de determinados resultados dos estudos, como é referido no estudo de Meline e Paradiso (2003). Como se indica é difícil, e por vezes impossível aplicar os resultados dos grupos de pesquisas, porque os investigadores ignoram a performance individual dos utentes. O obstáculo também se prende na dificuldade da pesquisa de informação, através do computador, como se verifica no presente estudo, em que 41,6% considera a execução de pesquisa difícil.

Os participantes dizem realizar pesquisa científica com maior recurso a fontes de informação, como artigos de revistas internacionais e livros, referindo também, o uso de bases de dados eletrónicas, como a Scielo, a ASHA, a PubMed e o Google Académico para a pesquisa da literatura. Estudos apontam para uma inconstância de utilização de bases de dados quando se trata de pesquisar artigos (Olatunbosun et al., 1998) destacando a Medline, por ser uma base de dados mais utilizada na área da biomédica (Tanjong-Ghogomu, et al., 2009). Há ainda TF que subscrevem revistas ou periódicos (18,6%), todavia os valores apresentados não apresentam grande expressão.

Quando os TF têm um computador com acesso à Internet no local de trabalho, afirmam que o utilizam para a pesquisa de informação que dê resposta a questões da prática clínica, de artigos e de bibliografia, referindo a facilidade da execução de

pesquisa. Para além da pesquisa realizada no local do trabalho, esta também é realizada em casa e em bibliotecas universitárias. Os resultados, desta última, podem dever-se ao vínculo ainda existente entre os TF mais jovens e as universidades, bem como a não exclusividade ou limitação de acesso às suas bibliotecas.

No entanto, os resultados mostram que no apoio à tomada de decisão clínica, os TF procedem à pesquisa científica, sendo o conhecimento mobilizado primeiramente da reflexão da experiência clínica, seguindo-se dos livros e por último, pela opinião dos colegas. Antunes et al. (2007) referem que 52% lê, mensalmente, entre 2 a 5 artigos relacionados com a prática, pressupondo-se que seja para apoiar a prática clínica.

Poderá considerar-se que ao nível de incentivos da entidade patronal para o desenvolvimento do conhecimento profissional existe de forma genérica esse incentivo, embora não ganhe expressão nas formas apresentadas, destacando-se as ações de formação contínua que recolhe o maior valor (39,8%). Com os resultados obtidos no estudo, verifica-se a inexistência de uma cultura de investigação, ao obterem-se valores próximos de 50% no que diz respeito à ausência de incentivo na realização de trabalhos de investigação (41,6%) e na escrita de artigos científicos (46%).

Os TF afirmam que frequentam ações de formação contínua, considerando a maioria que estas ocorrem entre 1 a 3 ações por ano (61,1%). Verifica-se que dedicam em maior número (n=32) entre 49 a 73 horas (até 3 dias de formação) por ano. Estes resultados revelam a preocupação dos TF em manterem-se atualizados, no que diz respeito ao conhecimento.

As principais barreiras sentidas pelos TF para a implementação da PBE foram a falta de tempo (n= 80), a impossibilidade de aplicação dos resultados de investigação nos utentes da prática clínica (n= 53), a falta de recursos (n= 41) e a falta de apoio entre colegas (n=31). Os resultados obtidos no presente estudo apontam para resultados idênticos, em estudos internacionais. Destacando-se a falta de tempo no trabalho para pesquisar por Meline e Paradiso (2003), bem como falta de tempo para ler por Metcalfe et al. (2001), Mullen (2005) refere como potencial barreira o tempo insuficiente com importância expressiva para os profissionais e os resultados obtidos por Retsas (2000) referem como barreira o apoio dos colegas para aplicar os resultados das pesquisas.

Verifica-se que a maior parte dos TF conhece o termo evidência científica e reconhece como é necessário o uso da prática baseada na evidência, apesar das barreiras que apresenta.

Apesar dos TF considerarem que devem manter-se atualizados e suportar as decisões clínicas com as evidências disponíveis, consideram não haver informação suficiente nem estudos que facilitem a aplicação dos resultados, não havendo também uma cultura de investigação no local de trabalho, maioritariamente, justificada pela falta de tempo.

Considera-se ser essencial o desenvolvimento da investigação científica na área de terapia da fala, para contribuir para a aplicabilidade dos resultados à população portuguesa e por conseguinte, aumentar a quantidade de estudos em Portugal. Também se considera recomendável e significativo colocar de forma sistemática a informação já avaliada à disposição de todos.

5.1 Limitações do estudo

Quanto às limitações deste estudo, pode destacar-se a inexistência de um instrumento já validado para analisar o tema. Por o questionário ter sido criado de base, pode apresentar certas limitações quanto à validade e limitações relativamente à fiabilidade do instrumento, devido à falta de tempo para realizar um teste-reteste. Todavia, houve a preocupação de validar o conteúdo junto de especialistas, embora não se tenha conseguido reunir igual número de peritos.

Outra limitação prende-se com o facto de ter sido utilizada uma amostra de conveniência, dado que a participação era consoante a disponibilidade dos respondentes. Assim, os resultados deste estudo não podem ser generalizados à população alvo, bem como por se considerar uma amostra insuficiente, dado o desconhecimento do número da população de TF a exercer profissão em Portugal.

Para finalizar, a última limitação detetada reporta-se à impossibilidade de estabelecer uma correlação entre a faixa etária e o grau de facilidade para a execução de pesquisa, aspeto que seria interessante analisar. Esta situação verificou-se porque a correlação não integrava nos objetivos do estudo, e desta forma não foi tido em conta, durante a elaboração do questionário o modo de questionar a idade dos participantes.

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