Responsabilidade social é um termo utilizado para conceituar a forma de se conduzir os negócios de uma empresa, de maneira tal que a torne parceira e co-responsável pelo desenvolvimento social da comunidade onde se insere, incorporando no seu planejamento e nas estratégias da organização, o bem comum.
A empresa socialmente responsável é aquela que possui a capacidade de ouvir os interesses das diferentes partes (acionistas, funcionários, prestadores de serviços, fornecedores, consumidores, comunidades, governo e meio ambiente), e conseguem incorporá-los no planejamento de suas atividades, buscando atender às demandas de todos e não apenas dos acionistas ou proprietários (CIMBALISTA, 2001, p. 12).
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Conceitualmente, segundo Grajew (2008), a responsabilidade social pode ser definida como a forma de conduzir negócios na empresa de tal maneira que a torne parceira e co-responsável pelo desenvolvimento social. Essa empresa deve, não só ouvir e incorporar em seu planejamento de atividades as propostas dos acionistas ou proprietários, mas também tentar atender às demandas de funcionários, consumidores, comunidade, governo e prestadores de serviço.
Para Votaw, citado por Duarte e Dias (1996, p. 66),
O termo responsabilidade social é um termo brilhante. Ele significa algo, mas nem sempre a mesma coisa, para todos. Para alguns, ele representa a idéia de responsabilidade ou obrigação legal; para outros, significa um comportamento responsável no sentido ético; para outros, ainda, o significado transmitido é o de responsável por, num modo causal.
Embora haja divergência na conceituação da responsabilidade, social, os citados autores resumem a sua estrutura em três pontos de consenso: maior ação da responsabilidade da empresa, que alcança além do círculo dos acionistas; mudança na natureza das responsabilidades, que ultrapassam o âmbito da prescrição legal; o envolvimento de obrigações morais e éticas; a adequação às demandas sociais, no contexto sócio-econômico (DUARTE e DIAS, 1996, p. 56).
No dia-a-dia das empresas existem grandes desafios a serem vencidos, no entanto, após as inovações, as transformações dos negócios e das organizações, as mudanças de sistemas empregados e de estudos de mercado com a aplicação de tecnologias avançadas, constata-se o fato de que não é suficiente modificar as estruturas físicas, operacionais ou administrativas: há necessidade de preparar e modificar também as
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normas convencionais em exercício nos relacionamentos e nas vidas das pessoas.
É preciso, para acompanhar a globalização econômica e as atividades à nível mundial, que a administração empresarial admita transformações dos conceitos, das atitudes, das estruturas sedimentadas em anos e anos de atividade cristalizada, até mesmo estática e talvez já fossilizada.
Segundo Farias Filho; et al. (2005, p. 83), as novas formas de organização que estão surgindo, também exigem o desenvolvimento de novos modelos de administração e de organização escolar.
Isso significa que a maior e mais importante mudança está para a ser feita: a mudança dos próprios recursos humanos, na motivação, no comportamento e nas experiências das pessoas que atuam dentro da empresa; e também, na visão que a empresa e seus integrantes têm do contexto social no qual vivem.
Para tanto, é importante conhecer e estudar as motivações e o comportamento do ser humano, tendo em vista estimular a criatividade, explorar a potencialidade e direcionar a satisfação das necessidades individuais para a participação nas necessidades internas da empresa mas ainda, conduzir os olhos de todos os participantes para além de suas fronteiras, focalizando a sua importância enquanto elemento social do ambiente onde se localiza.
Em apoio ao desenvolvimento empresarial e também educacional, é referência a intervenção do BIRD - Banco Internacional para o Desenvolvimento e a Reconstrução também conhecido como Banco
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Mundial, criado em 1944, na Conferência de Bretton Woods, e vem estabelecendo relações com o governo brasileiro desde 1946, no financiamento de projeto diversos na área educacional, principalmente o ensino industrial (GONZALEZ, 1992; CORAGGIO e TORRES, 1997).
O desenvolvimento não é apenas mero crescimento econômico, ou aumento das exportações em detrimento das importações. Trata-se de processo que perpassa as melhorias e avanços econômicos, mas vai bem além deles. Constitui-se em um aprimoramento da sociedade, das instituições políticas e dos seus mecanismos de realização da democracia (CIMBALISTA, 2001, p. 16). .
Segundo Duarte e Dias (1996, p. 91), as empresas hoje são questionadas, não somente nas suas ações econômicas, financeiras, administrativas, em seus temas empresariais referentes ao apoio dados aos seus funcionários (cesta básica, vale transporte, convênios de saúde, odontologia, participação nos lucros), mas também são “responsabilizadas por muitos males que afligem a sociedade, tais como a poluição, a degradação dos centros urbanos, o desemprego e a pobreza de imensos contingentes populacionais”.
Internamente, sabe-se que toda a ação humana é motivada, incentivada pela resolução de problemas que a mantenha ativa e produtiva, de forma adequada e a empresa nos dias de hoje volta suas vistas não somente para o empregado preparado segundo seus critérios hierárquicos, de acordo com a gestão de pessoal com treinamento, desenvolvimento, motivação, dispensação de benefícios, avaliação de desempenho, planejamento já feitos, mas sim, de acordo com a visão do futuro.
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Essa visão exige que o trabalhador tenha maior preparo, maior diversidade de desempenho em funções cada vez mais abrangentes, saindo do esquema hierárquico, com estrutura determinada e claramente organizada, de aspecto fixo dentro da especialização funcional, para uma estrutura maleável, interativa, administrada por processos versáteis, que atendam aos novos desafios da empresa hoje: quadro de pessoal enxuto, número menor de níveis hierárquicos, nova estrutura organizacional, inclusive com o uso intenso da terceirização e desenho organizacional baseado nos processos que exigem profunda redistribuição de tarefas dentro da empresa.
Neste sentido, Porter e Kramer (2006), apresentam a construção de valor compartilhado entre a empresa e a sociedade, que avalia, não somente os atributos da cadeia de valor relacionados às suas atividades mas também incluem infra-estrutura, gestão de recursos humanos e desenvolvimento tecnológico, sempre considerando o cliente.
A empresa atual enfatiza o cliente, o trabalho em equipe e a iniciativa dos seus auxiliares onde estruturas organizacionais buscam a divulgação e discussão de novas idéias com dinamismo e redistribuição de pessoal. O administrador de hoje avança também nas atividades gerenciais, com disposição empreendedora e gerenciando todas as tarefas que alcançam sua área de responsabilidade.
Sob esta ótica, as instituições de ensino superior não podem ficar alheias e nem isoladas do contexto social vivenciado, mas devem estar preparadas e também prepararem seus educandos para atender a demanda do mercado pelo técnico qualificado, ensinando-os a atuar como
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cidadãos conscientes, éticos, transparentes, capazes de transformar a sociedade da qual participam (YUNI, 2000, p. 53).
Cabe a todos colaborarem para a construção e manutenção de uma sociedade livre, justa e solidária; com garantias de desenvolvimento, erradicação da pobreza e da marginalização, reduzindo as desigualdades sociais e regionais buscando a promoção do bem de todos. Para tanto, instituições educacionais, profissionais, empresas e sociedade precisam conhecerem e praticarem ações afirmativas, inclusivas, exercendo a capacidade de agregar os segmentos sociais que se encontram muitas vezes à margem da sociedade, e em especial do ambiente de trabalho.