4.3 Le bruit de fond dans l'anneau de basse energie
5.3.4 Distributions des traces dans la mini-TPC
conhecimento das preferências e prioridades sociais” e complementa dizendo tratar se “de um conceito dinâmico, tendo em vista as variáveis que influem sobre estas preferências e prioridades alteraremse de uma região para outra, como também, de geração para geração”. De fato há a necessidade de pesquisas junto aos������������� para verificar sua percepção quanto à responsabilidade social. Observase, também, a necessidade de um modelo de Balanço Social aplicado às instituições de ensino superior.
Ao abordar historicamente a inserção da responsabilidade social nas empresas, Tinoco e Kraemer (2004, p. 28) discorrem:
Em decorrência da evolução do capitalismo, observouse, a partir dos anos 60 do século XX, nova demanda por informações. Essa surgiu por parte dos assalariados que trabalhavam em grandes empresas transnacionais, públicas, bancos, conglomerados industriais etc., que constataram que essas organizações obtinham grandes lucros e cresciam constantemente, enquanto sua situação era, em muitos casos, bastante precária, com salários que não acompanhavam a evolução dos lucros, horários de trabalhos desumanos, além de não terem acesso a informações contábeis do desempenho das organizações, especialmente no que tange a sua participação nesse resultado. Insurgiramse contra esse estado de coisas e passaram a exigir que as entidades fornecessem informações sociais, que diziam respeito a sua presença nas entidades.
Ouvese falar de desenvolvimento sustentável. Tinoco e Kraemer (2004, p. 31) apontam para a seguinte reflexão: “o desenvolvimento sustentável é o que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades”.
Segundo Ribeiro e Lisboa (1999) a sociedade sobrevive dos benefícios gerados pelas atividades econômicas e delas sofre os impactos. Efeitos nocivos oneram o meio, acarretando perdas na qualidade de vida e destruindo os recursos
naturais (contaminação da água, do ar, dos solos, extinção de espécies animais, vegetais e minerais, etc.), atingem famílias e governos obrigando a maiores investimentos. Empresas que geram empregos proporcionam benefícios sociais; entretanto, é preciso avaliar a relação custo x benefício dos impactos sobre o patrimônio natural. O Balanço Social é um instrumento de informação, por meio do qual a empresa justifica a sua existência para a sociedade.
Na publicação do Instituto Ethos (2004, p.72) observase a afirmação de que a sociedade está se mobilizando cada vez mais na defesa dos seus direitos – trabalhistas, ambientais, dos consumidores, dos cidadãos. Além disso, a modernização e a revolução nas comunicações vêm tornando as organizações mais transparentes. Diante destas mudanças, a gestão socialmente responsável transformouse em um fator decisivo para o sucesso das empresas – e até mesmo para a lucratividade, como comprovam inúmeros estudos e pesquisas.
As empresas não podem visar somente à satisfação dos acionistas através dos lucros. No relacionamento com a sociedade deve prestar contas dos investimentos em preservação do meio ambiente, criação e manutenção de empregos, qualidade dos produtos e serviços que oferece ao mercado, enfim, todas as ações que, mesmo não sendo exigidas por lei, são esperadas de uma empresa socialmente responsável. Coerente com esta análise, Pinto (2003, p. 13), ao abordar a responsabilidade social, enfatiza que a prática da responsabilidade social revela se internamente na construção de um ambiente de trabalho saudável e propício à realização profissional das pessoas, e que a empresa, com isso, aumenta sua capacidade de recrutar e manter talentos, fator chave para seu sucesso numa época em que criatividade e inteligência são recursos cada vez mais valiosos. Stauber (2001, p. 6) defende que a autorização para a constituição de uma empresa, bem como a sua continuidade, deve estar condicionada aos resultados da avaliação dos seus impactos sobre o meio ambiente. Para Marion (2005, p. 486) o Balanço Social visa a dar informações relativas ao desempenho econômico e social da empresa para a sociedade em geral. Iudícibus������� (2003, p. 34) descreve que o Balanço Social busca demonstrar o grau de responsabilidade social assumido pela empresa e prestar contas à sociedade pelo uso do patrimônio público, constituído dos recursos naturais, humanos e do direito de conviver e usufruir dos benefícios da sociedade em que atua.
Para Tinoco e Kraemer (2004, p. 28):
Balanço Social é um instrumento de gestão e de informação que visa evidenciar, de forma mais transparente possível, informações financeiras, econômicas, ambientais e sociais, do desempenho das entidades, aos mais diferentes usuários, seus parceiros sociais.
A responsabilidade social é uma questão de atitude por parte dos gestores das empresas. Para que um gestor defenda a responsabilidade social, é necessário que ele esteja convencido da sua importância para a organização. Sguarezi (2003, p. 142) ao refletir sobre a responsabilidade social e observar “as tendências teóricas preludiadas e defendidas por Morin, Drucker, Prahalad, Senge, Giddens – entre outros“, percebeu que está aflorando uma nova consciência, na qual a ciência da administração poderá ser utilizada com maior discernimento em favor dos anseios sociais, implicando na abdicação de idéias préconcebidas, na suspensão dos determinismos da sociedade industrial que peca por uma visão fragmentária de mundo, e que induzirá, inevitavelmente, a um novo perfil profissional do administrador: um profissional comprometido com a responsabilidade social.
Os gestores das entidades, em geral, precisam estar cientes de que as ações de responsabilidade social são necessárias para os seus negócios tanto quanto o lucro financeiro é necessário para a manutenção de suas atividades. Porém, uma vez entendida e implantada esta postura, os resultados precisam chegar aos interessados. O Balanço Social é o meio que as entidades e seus gestores têm para tornar públicas suas ações sociais, evidenciando quanto contribuem para a sociedade em geral e, principalmente, para o público que direta ou indiretamente ali se relaciona.
Para atingir os resultados esperados nas relações sociais, Barreto (2003, p. 256) lembra a importância da parceria entre três elementos setor produtivo, sociedade e Estado:
[...] a sociedade sinaliza os problemas, define prioridades e aponta possíveis soluções. O setor produtivo tem capacidade de gerar riqueza. Agora, para que a riqueza se transforme em meio para solução dos problemas sociais é fundamental o papel do Estado como organizador regulador, estimulador e fiscalizador do sistema econômico, além de gestor social, por meio de políticas e ações claras de desenvolvimento sustentável.
Tanaka (2003, p. 95), em sua dissertação de mestrado sobre a responsabilidade social nas instituições de ensino superior privadas, diz esperar que as instituições de ensino reconheçam que têm a função social de oferecer serviços
educacionais que atendam às necessidades do aluno e da sociedade, de contribuir para a melhoria na qualidade de vida dos seus������������� e para o processo de desenvolvimento econômico e social do Brasil.
É importante que as ações relacionadas à responsabilidade social sejam discutidas, planejadas e executadas com a participação dos� ������������. Oliveira (2004, p. 48) afirma que o conceito de responsabilidade social pode mudar com o tempo, local e empresa, e o de “socialmente responsável”, específico para uma organização, deve ser construído juntamente com seus�������������.
Observase que a responsabilidade social vai além do simples posicionamento da entidade em relação ao social, é necessário que haja mudança de atitude e de comportamento que possibilite a geração de uma cultura organizacional com foco no bem estar social das comunidades interna e externa, local e global, do presente e do futuro.ă
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Segundo Tinoco (2001, p. 24), a entidade empresa aparece cada vez mais como o resultado de uma coalizão de interesses entre os seus� ������������: emprestadores, fornecedores, empregados, comunidade, acionistas, clientes, estado, sindicatos, etc. Entretanto, vivem em função deles, devendo, em troca, supri los com informações de seu interesse e prestar contas sobre o uso adequado dos recursos. Informar é uma necessidade, na tentativa de satisfazer tais interesses, e cabe à contabilidade preparar estas informações.
O Balanço Social é um instrumento usado para divulgação das ações de responsabilidade social. No momento da sua elaboração, devese atentar para critérios bem definidos para atingir os objetivos propostos. Hendriksen e Van Breda (1999, p. 511) no capítulo 24, sobre a divulgação de informações financeiras, analisa que um dos principais motivos da divulgação é fornecer informações para tomada de decisões e “isso exige a divulgação apropriada de dados financeiros e outras informações relevantes”, daí a necessidade de responder a três perguntas fundamentais:
1. A quem deve ser divulgada a informação? 2. Qual é a finalidade da informação?
Objetivando contribuir para a melhoria na elaboração dos balanços sociais, Oliveira (2004, p. 49) apresenta sete sugestões para elaborar balanços sociais consistentes:
1.ă φ⌠│╔║═├╜┌ – As informações, principalmente as de natureza quantitativa, devem ser padronizadas para que possam ser comparadas. Cite as fontes de todas as informações, com detalhamento suficiente para que possam ser checadas.
2.ă ε║╕╖╔┌ă ⌠ă ┌╘║┴╗▄╬║ă │║╕ă ╒╔║┤┌╖║╕ – Apresente um conjunto deă ├═┐║╔┼⌠▄◘┌╕ com referências temporais. A descrição de um projeto, por exemplo, deve trazer o período de funcionamento. Sempre que possível, mostre a evolução dos dados no tempo.
3.ă ←╕┌ă┴├═└╗⌠└┌┼ă⌠─┌╕╕▒╘┌┴ – A linguagem deve ser clara, autoexplicativa e simples, sem o uso de expressões rebuscadas ou extremamente técnicas. Quando isso for inevitável, notas explicativas podem ajudar a compreensão.
4.ă ů─┌├╖┌ă┌ă╒╗⌡┴├╓╗┌ă⌠╕ă─╔▒╖├─⌠╕ – O Balanço Social pode trazer os motivos de orgulho da diretoria da empresa, mas também deve apresentar as críticas dos�������������, externos e internos. Identifique e explique onde e como a organização pode melhorar sua governança.
5.ă ⁿ┌┤⌠ă ╖╔⌠═╕╒⌠╔┌═╖┌ – Expresse abertamente as opiniões e posições da empresa sobre determinados temas, mesmo que isso desagrade aos�
������������. A transparência aumenta o grau de confiança nas ações da
companhia em outras áreas e ajuda no diálogo com as partes discordantes.
6.ă Ż⌠▄⌠ă⌠╗│├╖║╔├⌠ă┌╚╖┌╔═⌠ – Busque, além de empresas de auditoria, o aval dos mais importantes������������� para o Balanço Social. A revisão pelas partes interessadas pode melhorar o processo de confecção do Balanço Social e a qualidade do documento final.
7.ă ů⌡╔⌠ă⌠ă╒║╔╖⌠ – Mencione o nome da pessoa responsável pelo documento dentro da organização, indicando para onde devem ser direcionadas as críticas e os comentários.
Já Kroetz (2000, p. 108) elege os princípios gerais a serem seguidos na elaboração do Balanço Social, a saber:
1.ă φ┌╔╖├═▐═─├⌠ – a informação precisa deve ser relevante, clara e concisa, devendo espelhar a realidade
2.ă τ⌡┤┌╖├╘├│⌠│┌ – a informação deve ser real, expressando os fatos conforme ocorridos, sem interferência de juízos pessoais
3.ă ű║═╖├═╗├│⌠│┌ – as informações devem ser elaboradas de forma contínua, permitindo a comparabilidade dos dados entre períodos diversos
4.ă ←═├┐║╔┼├│⌠│┌ă║╗ă─║═╕├╕╖▐═─├⌠ – a elaboração dos dados deve obedecer a uma padronização na sua estrutura e compilação, tornandoos comparáveis entre períodos
5.ă ű┌╔╖├┐├─⌠▄╬║ – a informação deve ser suscetível de confirmação por uma entidade independente da organização e dos usuários da informação. Comparandose as sugestões de Oliveira e Kroetz observase que a diferença entre elas consiste no posicionamento de Oliveira quanto à participação dos�
������������ através da abertura para comentários e críticas. Nas demais
sugestões, tanto Oliveira quanto Kroetz defendem que as informações dos Balanços Sociais sejam relevantes, transparentes, que garantam credibilidade, clareza, objetividade e possibilidades de comparação dos projetos ao longo do tempo e com outras entidades. Tais sugestões são coerentes com as teorias da contabilidade defendidas por Iudícibus e Marion (2000) no capítulo sobre a “Qualidade e Característica da Informação Contábil”
Cabe salientar, conforme conclusão de Petrelli (2004) no seu artigo sobre “O Balanço Social como uma ferramenta gerencial no processo de transparência entre universidade e sociedade” que os dados contidos no Balanço Social devem ser considerados em seus aspectos quantitativos e qualitativos, devendo, ao lado de outros instrumentos, servir de base para análise, estudo, avaliação e aperfeiçoamento das ações realizadas.
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A execução voluntária de ações de responsabilidade social mostrase de grande importância para a sociedade em geral e, como conseqüência, traz benefícios diretos para as entidades que abraçam esta causa. Porém, principalmente para estas entidades, tão importante quanto apoiar e/ou executar tais ações é elaborar e divulgar os seus balanços sociais. Tinoco (2001, p. 14), ao argumentar em favor da responsabilidade social e sua conseqüente publicação, discorre:
Um conceito modernamente aceito diz que a existência das entidades não pode justificarse exclusivamente pela capacidade que elas demonstrem de gerar lucros a seus proprietários. Desse tipo de visão empresarial derivam programas de incentivos e motivação aos empregados, programas de treinamento, reciclagem e desenvolvimento de pessoal, políticas de benefícios sociais, atitudes de preservação e recuperação do meio ambiente, entre outras. Pois bem, por que não evidenciar esse tipo de preocupação nas demonstrações financeiras e no relatório de administração da empresa? A sociedade merece ser informada desses esforços e sua divulgação é positiva para as empresas, quer do ponto de vista de sua imagem, quer do ponto de vista de melhoria e qualificação da informação contábilfinanceira.
Souza Filho (2.000, p.18) argumenta em prol do Balanço Social, chamando os contadores à responsabilidade da evidenciação ao afirmar que “nós, contadores, devemos utilizar o poder da informação, imposta ou não, para a difusão e conscientização do Balanço Social e Demonstração do Valor Adicionado” e completou afirmando que cabe aos contadores a responsabilidade social da evidenciação e evolução dos aspectos sociais inerentes às Demonstrações Contábeis.
As empresas, por vocação natural, nascem para obter lucros, competir e se desenvolver, mas não podem ignorar que o processo de crescimento deve ser acompanhado da responsabilidade social. Em consonância com esta idéia, Souza Filho (2000, p. 20) afirma que a sociedade já não aceita a política da nãorepartição dos ganhos, e que é preciso assumir um papel diferente, papel este não legalmente obrigatório, mas que está surgindo com a conscientização e exigência dos consumidores. Os consumidores estão se utilizando cada vez mais de produtos das chamadas empresas cidadãs. A responsabilidade social e a ética caminham de mãos dadas e são geradoras de fidelidade dos consumidores e de motivação e fidelidade por parte dos colaboradores. Souza Filho conclui: “A sociedade, portanto,
quer e exige ética. Deseja que as firmas assumam o seu papel no desenvolvimento da região e que tragam melhor qualidade de vida às pessoas da comunidade, com iniciativas que transcendam o mínimo exigido pelas legislações”.
Ribeiro (1998, p. 15), ao analisar a “evolução das necessidades de informações sociais”, comenta que adaptarse às mudanças, melhorar o processo produtivo, implementar qualidade ambiental não basta; “necessário se faz demonstrar o que está sendo feito”. A globalização da economia, a concorrência, os investidores, os fornecedores, o governo e todos os demais interessados na continuidade da empresa exigem que a transparência e a conduta das empresas sejam alvo de grande importância e preocupação, por isso, agir certo e demonstrar que se está agindo certo é uma questão fundamental.
Souza Filho (2000, p. 132) enfoca também a questão do���������� social feito de forma indireta, ao afirmar que as empresas e as comunidades onde estão inseridas possuem uma forte relação, e que, promovendo o bemestar social, as empresas acabam de forma “indireta” conseguindo vendagens em função de serem, por exemplo, uma “empresa amiga da criança”.
Também Silva (2000, p. 113) faz menção à questão do���������� social ao afirmar que, a partir da maior conscientização e aplicação do conceito de responsabilidade social as empresas podem tornarse mais competitivas, visto que a imagem empresarial se tornará mais fortalecida e as empresas estarão prestando contas de seu desempenho à sociedade.
O Balanço Social traz muitas vantagens para as organizações, mas ainda não tem a devida atenção por parte dos gestores no Brasil. Lima (2003, p. 8990) afirma que o Balanço Social é um instrumento estratégico para avaliar e multiplicar o exercício da responsabilidade social corporativa, e defende que este deve ser um documento a ser publicado anualmente, juntamente com as demonstrações contábeis, contendo um conjunto de informações sobre as atividades desenvolvidas pela empresa para a promoção humana e social, dirigidas a seus empregados e à comunidade onde está inserida. Da mesma forma Tinoco (2001, p. 37) defende tal divulgação ao afirmar que: “nosso entendimento é de que a informação social e a informação econômica devam caminhar e ser divulgadas juntas, como aliás é feita por algumas empresas na Inglaterra, Holanda, Bélgica, Portugal e em outros países europeus”.
Pinto (2003, p.109) resume a importância da execução e divulgação de ações de responsabilidade social por parte das empresas da seguinte forma:
Hodiernamente há um consenso de que o empreendimento não pode somente visar lucros. A empresa para desenvolver suas atividades consome recursos naturais; utilizase da força física e do conhecimento de seus empregados; faz uso de bens que pertencem à comunidade; polui o meio ambiente etc., assim tem a obrigação de mostrar à sociedade a maneira como utiliza estes recursos. A empresa é uma célula da sociedade e, como tal, tem o dever de prestar contas aos demais componentes dessa sociedade.
Santos (2003, p. 14) afirma que o Balanço Social “deverá assumir nas próximas décadas papel de grande destaque”, tendo em vista que “será um dos principais instrumentos a serem utilizados nas relações sociais e econômicas das sociedades e poderá auxiliar, de forma extremamente competente, na avaliação e análise de seus resultados macroeconômicos”.
Tinoco (2001, p.111) analisa que:
Cada vez mais, a necessidade de informação é um exigência da sociedade. As questões ambientais, ecológicas e sociais estão presentes, especialmente nos meios de comunicação, que as divulgam diuturnamente em todos os quadrantes do mundo. A Contabilidade, os contadores e os gestores empresariais não podem desconhecer essa realidade. Não devemos somente nos preocupar em divulgar as transações econômicas e financeiras entre os agentes, evidenciando “o estado da situação patrimonial” e como se altera essa situação, mas também atender aos desideratos dos usuários da informação, que exigem informação mais ampla e transparente. Devemos enxergar uma dimensão muito maior para as empresas, dimensão esta que deve no mínimo conter o fator econômico e o fator social. No����� www.balancosocial.org.br está publicado um resumo dos motivos para elaboração e publicação do Balanço Social. Tais motivos, de forma resumida, são: Ø É ético ser justo, bom e responsável já é um bem em si mesmo.
Ø Agrega valor traz diferencial para a imagem da empresa, vem sendo cada vez mais valorizado por investidores e consumidores no Brasil e no mundo.
Ø Diminui os riscos num mundo globalizado, onde informações circulam internacionalmente em minutos, a conduta ética e transparente tem que fazer parte da estratégia de qualquer organização.
Ø Instrumento de gestão é uma valiosa ferramenta para a empresa gerir, medir e divulgar o exercício da responsabilidade social em seus empreendimentos.
Ø Instrumento de avaliação os analistas de mercado, investidores e órgãos de financiamento (como BNDES e BID) já incluem o Balanço Social na lista dos documentos necessários para avaliação de riscos e projeções das empresas.
Ø Inovador e transformador realizar e publicar Balanço Social é mudar a antiga visão, indiferente à satisfação e ao bemestar dos funcionários e clientes, para uma visão moderna, em que os objetivos da empresa incluem as práticas de responsabilidade social e ambiental.
Ristoff (apud Petrelli, 2004), sobre a importância da divulgação das ações das universidades, como promotoras de cidadania e como instituições socialmente responsáveis, analisa que uma comunicação freqüente e eficiente com alunos, ex alunos, pais, governantes, líderes comunitários e com a população em geral é de importância fundamental para que, por meio de notícias, relatórios e reportagens, se possa construir ou reforçar uma imagem real das universidades.
A questão relacionada à divulgação do Balanço Social tratase, em última análise, da necessidade de evidenciação. Conforme Iudícibus (2004, p. 131) “a evidenciação [...] é uma condição que está acima dos próprios princípios e que está intimamente ligada às necessidades informativas dos usuários, variáveis no tempo e no espaço”.
Por outro lado, não se deve esquecer a qualidade da informação. Iudícibus e Marion no livro “Introdução à Teoria da Contabilidade”, destinaram um capítulo ao assunto, que recebeu o título: “Qualidade e Característica da Informação Contábil”, onde são analisadas questões como: custo x benefício da elaboração de relatórios contábeis; compreensibilidade – a informação deve ser compreensível; relevância – ser útil; confiabilidade – livre de erros e vieses; e, comparabilidade – possibilidade de comparação entre diferentes entidades e através dos anos.
Na publicação do Instituto Ethos (2004, p. 383) verificase que o desafio agora, tanto das empresas quanto das agências de publicidade, é descobrir – juntos – a melhor maneira de se comunicar com seus consumidores e a sociedade em
geral dentro desse novo ambiente, proposto pelo movimento da responsabilidade social.ă ŇĿňă ↑┌╔╖┌═╖┌╕ă│║ăŰ⌠┴⌠═▄║ăⁿ║─├⌠┴ Tinoco (2001, p.15) relata ações que devem ser divulgadas no Balanço Social da seguinte forma: O Balanço Social contempla, também, uma série de informações de caráter qualitativo, entre as quais as mais importantes destacamse: informações relativas à ecologia, em que se evidenciam os esforços que as empresas vêm realizando para não afetar a fauna, a flora e a vida humana, vale dizer