CHAPITRE II RESULTATS ET DISCUSSION
II.3. Distribution des patients selon les anomalies de spermocytogramme
Entender a interação entre campo e indústria contribui para compreender o funcionamento das empresas canavieiras. Para analisar esta interação é suficiente subdividir o processo produtivo em três etapas ou subsistemas principais: (1) etapa agrícola, (2) etapa de corte, carregamento e transporte (CCT) e (3) etapa industrial.
Na Fig. 2.7 é demonstrada uma visão geral dos processos de produção em uma usina que produz açúcar e álcool.
2.1.1. Etapa Agrícola
A produção agrícola corresponde à fase agrícola até a colheita (exclusive). A etapa de corte, carregamento e transporte (CCT) é na maioria das vezes considerada como parte complementar da etapa agrícola, estando subordinada à gerência agrícola das usinas, porém, nesta pesquisa esta etapa é tratada separadamente.
As atividades de preparo do solo, sulcação, adubação e plantio, cultivo da cana-planta, tratos culturais da socaria (parte terrestre da cana-de-açúcar que contém as raízes e a base da planta), e irrigação da cana-planta e da socaria compõem a etapa agrícola da cultura da cana-de-açúcar, conforme descreve esquematicamente a Fig. 2.2.
A primeira atividade da etapa agrícola diz respeito aos processos de preparo do solo, que se caracterizam pela retirada da soqueira e aplicação de corretivos agrícolas. Após o preparo do solo e antes do processo de sulcação e plantio, pode ser realizado o plantio de outras culturas, como, por exemplo, do amendoim, para utilizar o período de entressafra e para fixar nitrogênio no solo com a rotação de culturas.
Figura 2.2 – Fluxograma das atividades que compõem a etapa agrícola (Fonte: adaptada de Fernandes, 2003)
As atividades que compõem o segundo processo da atividade de preparo do solo são: sulcação, adubação, plantio e cultivo, e estas são fundamentais para o bom desempenho do canavial.
As próximas atividades a serem executadas são os tratos culturais da socaria, aplicação da vinhaça, controle de pragas daninhas e correção do pH do solo. Esta atividade existe pelo fato da cana-de-açúcar ser uma cultura colhida em mais de uma safra, ou seja, a
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cana-de-açúcar é plantada uma vez e propicia em média cinco cortes, ou cinco safras. Durante os quatro anos subsequentes, a socaria é deixada no campo e deve ser tratada de forma que seja mantido o desempenho produtivo da cana-de-açúcar das safras anteriores.
Nesta pesquisa, como considerou que a colheita não compõe a etapa agrícola, o processo de irrigação é considerado como a última atividade da etapa agrícola. Esta atividade é mais comumente utilizada nas culturas da região Norte e Nordeste como forma de compensar os períodos de seca e assim, proporcionar um melhor rendimento agrícola.
2.1.2. Etapa CCT
A etapa de CCT consiste em três principais operações que determinam o tipo de colheita que será adotado: o corte, o carregamento e o transporte da cana-de-açúcar. Segundo Ripoli e Ripoli (2007), a colheita pode ser conceituada conforme a combinação das duas primeiras operações, dessa forma, tem-se a colheita manual, semi-mecanizada ou mecanizada. Na colheita manual, subentende-se que o corte (pode ser precedido ou não por queima da palha) e o carregamento são realizados de forma manual. Este tipo de colheita é atualmente pouco praticado. A colheita semi-mecanizada é caracterizada pelo corte manual e carregamento mecanizado, e na colheita mecanizada, o corte e o carregamento são realizados utilizando sistemas mecânicos. Para a operação de transporte da cana-de-açúcar até a unidade processadora pode-se alterar os tipos e composições utilizadas para esta atividade.
De acordo com Paiva (2009), além destas questões operacionais, é importante destacar alguns pontos referentes à qualidade do CCT realizado. Primeiramente, é importante que a definição do momento de colheita de cada talhão seja especificado de forma otimizada, dada a necessidade de obter uma matéria-prima com maior teor de ART (Açúcares Redutores Totais) e com uma pureza alta, e outro ponto é a necessidade de que todas as operações do CCT sejam executadas em um intervalo inferior a 48 horas.
A Fig. 2.3 apresenta um fluxograma das atividades que compõem a etapa CCT.
2.1.3. Etapa Industrial
Após o corte, a cana-de-açúcar é carregada em caminhões e transportada até a usina. A etapa industrial se inicia com a pesagem e análise da cana-de-açúcar para fins de pagamento do fornecedor pelo sistema CONSECANA (Pagamento de Cana pelo Teor de Açúcares Totais Recuperáveis - ATR) ou para fins de controle dos rendimentos industriais.
Em seguida a cana-de-açúcar passa diretamente para a mesa alimentadora ou vai para o estoque de cana-de-açúcar, onde posteriormente é levada até a mesa alimentadora.
Figura 2.3 – Fluxograma das atividades da etapa CCT (Fonte: adaptada de Fernandes, 2003)
Na mesa alimentadora, a cana-de-açúcar de colheita manual é lavada para retirada de impurezas minerais e vegetais. A água utilizada para limpeza da cana-de-açúcar passa por tratamento e é reutilizada na mesa. Outro processo utilizado atualmente pelas usinas é a limpeza a seco, caracterizada por uma ventilação forçada. Em seguida, a cana-de-açúcar é transportada por esteiras aos picadores e ao desfibrador, com a finalidade de que a cana- de-açúcar apresente o maior índice possível de células abertas e assim possibilite uma maior extração da sacarose pelas moendas.
Antes de seguir para as moendas, acontece a retirada de partículas metálicas que acompanham a cana-de-açúcar através de uma esteira que passa sobre um eletroímã. Logo em seguida inicia-se a alimentação das moendas. Na moagem, a cana-de-açúcar desfibrada passa por um conjunto de ternos e rolos para separação do caldo, que contém a sacarose, da parte fibrosa (bagaço).
O bagaço resultante é levado por uma esteira até as caldeiras para a queima e a produção de vapor. O vapor das caldeiras alimenta turbinas para a movimentação de máquinas (moenda e preparo de cana-de-açúcar) e turbo-geradores que produzem a energia elétrica necessária às atividades de produção de açúcar, álcool e uma eventual cogeração de energia junto à concessionária. O vapor de escape das turbinas é usado no processo de aquecimento e evaporação do caldo, cozimento de açúcar e destilação do álcool (PAIVA, 2009). A usina é autossuficiente, e em geral pode ter excedentes de energia.
Logo após o aquecimento, o caldo passa por várias etapas de tratamento até se transformar em cristais de açúcar. Cada tipo de açúcar possui características peculiares em
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relação às etapas de tratamento utilizadas. Os cristais de açúcar formados são envoltos por solução açucarada chamada mel.
As centrífugas recebem os cristais ainda envoltos em mel e separam o mel do açúcar. O açúcar centrifugado é levado por esteiras transportadoras ao secador e ao resfriador de açúcar e, posteriormente, ao ensaque e armazenamento.O mel é recirculado no processo de cozimento até atingir a sua esgotabilidade, quando então é retirado com o nome de mel final ou mel residual.
O mel final, co-produto da fabricação do açúcar, é enviado para a fabricação do álcool na destilaria anexa à usina ou vendido como matéria-prima para outras empresas. A primeira operação na destilaria de álcool é o preparo do mosto, resultante da mistura de caldo de cana-de-açúcar, xarope, mel final e água. O mosto é enviado para fermentação onde irão ocorrer várias reações. Leveduras ou fermento são os microorganismos responsáveis pela fermentação alcoólica. Para o mosto desenvolver o processo fermentativo, ele deve ser inoculado com a levedura.
O vinho é o produto resultante da fermentação alcoólica. O vinho é centrifugado para separação da levedura e enviado à destilação. A primeira coluna fabrica a cachaça, a segunda recupera o álcool hidratado e, na sequência do processo, outra coluna produz o álcool anidro. No processo de destilação, obtém-se ainda o óleo fúsel e a vinhaça, esta última aproveitada na lavoura como fertilizante e o óleo fúsel comercializado com a indústria farmacêutica.
Os produtos e subprodutos são comercializados ou destinados para armazenagem. Como exemplo da etapa industrial de uma usina, a Fig. 2.4 apresenta o fluxograma de um esquema simplificado que define toda a etapa industrial de produção de açúcar, álcool e subprodutos.
Pelo fato dos fornecedores e as usinas possuírem diferentes tamanhos, tecnologias e sistemas de gestão da produção, o grau de eficiência econômica será em maior ou menor proporção de acordo com: i) função produção específica de cada unidade produtiva; ii) funções de custos (variáveis, marginais e médios), onde estão implícitos os preços de insumos incluindo mão-de-obra direta; iii) pela eficiência gerencial (COSTA; CARVALHO, 2007).
Outra observação importante é que os processos industriais utilizados e consequentemente os produtos e subprodutos fabricados pelas usinas brasileiras são bastante heterogêneos, variando de acordo com a classificação (política de comercialização) e tamanho das mesmas.
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