• Aucun résultat trouvé

DISPOSITIONS TRANSITOIRES ET FINALES

Dans le document RAPPORT SÉNAT N° 65 (Page 61-90)

Como sistema teste escolheu-se um de sete barras e cinco máquinas que repre- senta um modelo equivalente do sistema Sul/Sudeste brasileiro. Os geradores síncronos são representados por um modelo de quinta ordem. O regulador de tensão é representado por um modelo de primeira ordem com limitadores utilizados por todos os geradores. Este

Tabela 5.10 – Modos de oscilação inter-área

Modo Autovalor Frequência (HZ) Amort. (%)

1 0.64 ± 5.39 0,86 -11.9

2 −0.22 ± 5.87 0.93 3.84

3 −0.33 ± 5.20 0.82 6.39

Figura 5.20 – Equivalente do Sistema Sul-Sudeste (Brasil).

sistema é apresentado na figura 5.20 e os dados completos podem ser obtidos de (MAR- TINS; LIMA, 1989), esse sistema apresenta no total 37 modos de vibrar. A análise modal deste sistema foi realizada com o Pacdyn. O sistema apresenta dois modos inter-área: Modo 1 é devido ao sistema sudeste oscilando contra Itaipu e Modo 2 associado com a oscilação do Sistema Sul (Salto Santiago, Salto Segredo e Foz de Areia) contra o sistema Sudeste e Itaipu. Estes modos são apresentados na tabela 5.10.

Para avaliar os algoritmos baseados em subespaços o sistema teste foi excitado com uma entrada de 1.0 pu na potência mecânica de Itaipu sendo o sinal acrescido de um ruído branco com 0.3 pu de intensidade. O sinal de saída considerado foi o de velocidade da máquina de Itaipu.

No caso do método MOESP só foi necessário usar uma janela de 150 dados (entradas e saídas) para estimar todos os modos. Entretanto o N4SID precisou de uma janela de 300 dados para estimar os 37 modos. Na figura 5.21 mostram-se os modos reais e estimados para cada método usando 150 dados. Verifica-se que com o N4SID só é possível estimar 25 modos. Na figura 5.22 são apresentados os resultados com janelas de 300 dados. Nota-se desta figura que todos os modos foram encontrados para esse número de dados

Capítulo 5. Resultados 74

(a) N4SID

(b) MOESP

Figura 5.21 – Modos de oscilação reais do sistema (estrelas azuis) e modos de oscilação estimados pelos dois métodos de subespaços (círculos vermelhos), para o sistema com 37 modos, 𝐴 ∈ R37𝑋37 e usando uma janela de 150 dados.

Tabela 5.11 – Erro de Estimação

Erro

dos modos com amortecimento baixo (<10%) MOESP 0.12𝑥10−10

N4SID 0.28𝑥10−10 N4SID Matlab 0.21𝑥10−10

(a) N4SID

(b) MOESP

Figura 5.22 – Modos de oscilação reais do sistema (estrelas azuis) e modos de oscilação estimados pelos dois métodos de subespaços (círculos vermelhos), para o sistema com 37 modos, 𝐴 ∈ R37𝑋37 e usando uma janela de 300 dados.

Para comparação entre a exatidão dos métodos, o erro é definido como a dis- tância euclidiana entre os modos do sistema e os modos estimados.Pode-se observar nas figuras e também baseado nos erros obtidos tabela 5.11 que o MOESP apresenta desem- penho superior na estimação dos modos do sistema. Verifica-se também que o N4SID precisa de uma maior quantidade de dados para estimar todos os modos de oscilação do sistema. Então também o tempo de execução computacional do MOESP é menor. Para sistemas reais donde as entradas do sistema podem ser aproximadas a ruídos brancos os métodos podem chegar a ter uma eficiência apreciável. Tendo em conta que os modos mais importantes são os que têm uma parte real menos negativa, os que estão mais próximos do eixo imaginário, e que podem gerar oscilações pouco amortecidas. Foram comparados também o N4SID do Matlab (toolbox) com N4SID nesta dissertação e os resultados foram

Capítulo 5. Resultados 76

(a) MOESP

(b) N4SID

Figura 5.23 – Saídas reais do sistema e saídas estimadas do modelo geradas a partir da mesma entrada (ruído branco).

6 Conclusões

Nesta dissertação, o tema principal foi desenvolver métodos de subespaços e evolutivos para identificar sistemas MIMO lineares variantes no tempo. Foi discutido o enfoque de transformar o problema de identificação em um problema de otimização, o qual foi fundamental para a proposição de soluções pertencentes ao campo dos AEs.

A partir dos resultados obtidos foi verificado que, para o benchmark proposto, o método determinístico N4SID-VAR proposto nesta dissertação tem um erro quadrático menor em comparação ao MOESP-VAR. O algoritmo também é computacionalmente menos custoso e apresenta um tempo de execução menor, porque utiliza as respostas ao impulso (parâmetros de Markov) e não o método dos mínimos quadrados. Pode-se verificar também que quando o sistema tem uma variação maior o erro de estimação aumenta consideravelmente, isso levou a propor novas técnicas descritas também na dissertação.

Nesta dissertação também foram definidos os passos para identificar sistemas variantes lentamente no tempo por meio do ACOE. O objetivo principal do algoritmo foi encontrar uma quádrupla de matrizes ^𝐴, ^𝐵, ^𝐶, ^𝐷, dentro do espaço de busca que minimiza o erro de estimação por meio da solução de um problema de otimização. Baseado nos resultados obtidos, foi demostrado que esse tipo de algoritmo tem resultado superior ao de métodos puramente determinísticos como o MOESP-VAR, e que é possível estimar modelos com boa acurácia, os quais representam o sistema em uma janela ou intervalo de tempo. O ACOE recursivo desenvolvido melhorou ainda mais a estimação do modelo, diminuindo o erro entre as saídas reais e estimadas. O tempo de compilação também foi reduzido usando a informação da janela anterior e uma quantidade menor de dados.

No capítulo de resultados, seção 6.4, foram tratados e comparados os métodos mais empregados para identificar sistemas por subespaços para um sistema dinâmico real. Com os resultados foi demostrado que o algoritmo MOESP precisa de uma menor quanti- dade de amostras (entradas e saídas) para estimar os modos de vibração eletromecânicos de sistemas de energia elétrica, tendo ainda um erro menor comparado com o N4SID.

Outras técnicas evolutivas podem ser implementadas para encontrar qual é a melhor alternativa para resolver o problema de otimização definido. Cabe notar que as populações envolvidas no ACOE, podem apresentar cada uma outro tipo de abordagem ou evolução, em outras palavras, uma delas pode evoluir usando estrategias evolutivas, outra usando programação genética e interagir com as outras populações na co-evolução. Além disso, o método proposto pode ser aplicado para modelar séries temporais e comparar resultados com o algoritmo imuno-inspirado (GIESBRECHT; BOTTURA, 2015).

Capítulo 6. Conclusões 78

Para trabalhos futuros na área de métodos de identificação aplicados aos SEE, podem ser implementadas versões menos custosas computacionalmente, tendo em conta a vantagem bem notória do MOESP, pode ser possível desenvolver um algoritmo recursivo para estimar os modos de oscilação para cada janela de dados, além de poder diminuir também os passos do algoritmo, o que pode ser útil em sistemas que tenham uma or- dem superior. Além disso podem ser comparados métodos heurísticos de identificação de sistemas multivariáveis variantes no tempo, como os propostos em (GIESBRECHT; BOTTURA, 2015) e (ROBLES; GIESBRECHT, 2017), sempre que os sistemas sejam considerados variantes no tempo.

Referências

BARRETO, G. Modelagem computacional distribuída e paralela de sistemas e de séries temporais multivariáveis no espaço de estado. Campinas, Brasil: Tese (Doutorado)- Universidade Estadual de Campinas, 2002. Citado na página 20.

CLAVIJO, D. G. Métodos de Subespaços de Sistemas: Propostas de Alterações,

Implementações e Avaliações. Campinas, Brasil: Tese (Mestrado)- Universidade Estadual de Campinas, 2008. Citado 2 vezes nas páginas 17 e 32.

DE CASTRO, L. N.; VON ZUBEN, F. J. Learning and optimization using the clonal selection principle. IEEE Transactions on evolutionary computation 6 (3), 239-251, 2002. Citado na página 42.

DE CASTRO L. N.; BOCCATO, L.; VON ZUBEN, F. J. Algoritmos géneticos. Notas de aula-IA707 Computação Evolutiva, 2016. Citado 4 vezes nas páginas 9, 37, 38 e 39.

DE CASTRO L. N.; BOCCATO, L.; VON ZUBEN, F. J. Representação, operadores evolutivos e busca local. Notas de aula-IA707 Computação Evolutiva, 2016. Citado na página 50.

GIESBRECHT, M. Propostas imuno-inspiradas para identificação de sistemas e

realização de séries temporais multivariáveis no espaço de estado. Campinas, Brasil: Tese (Doutorado)- Universidade Estadual de Campinas, 2013. Citado 4 vezes nas páginas 18, 34, 52 e 64.

GIESBRECHT, M.; BOTTURA, C. P. Recursive immuno-inspired algorithm for time variant discrete multivariable dynamic system state space identification. International Journal of Natural Computing Research, 5(2), 69-100, 69 April-June, 2015. Citado 3 vezes nas páginas 42, 77 e 78.

GUSTAFSSON, T. Recursive system identification using instrumental variable subspace tracking. In Proceedings of the 11th IFAC Symposium on System Identification (SYSID 1997), Fukuoka, Japan. Citeseer, 1997. Citado na página 33.

GUSTAFSSON T.; LOVERA, M.; VERHAEGEN, M. A novel algorithm for recursive instrumental variable based subpace identification. In Decision and Control, 1998. Proceedings of the 37th IEEE Conference on, volume 4, pages 3920-3925. IEEE, 1998. Citado na página 33.

HILLIS, D. Co-evolving parasites improve simulated evolution as an optimization procedure. Artificial Life II, SFI Studies in the Sciences of Complexity 10, 313–324, 1991. Citado na página 41.

HOLLAND, J. H. Adaptation in Natural and Artificial Systems. [S.l.]: University of Michigan Press, 1975. Citado 2 vezes nas páginas 36 e 37.

IWASAKI M.; MIWA, M.; MATSUI, N. GA-based evolutionary identification algorithm for unknown structured mechatronic systems. IEEE Transactions on Industrial

Referências 80

KATAYAMA, T. Subspace Methods for System Identification. [S.l.]: Springer, 2005. Citado 3 vezes nas páginas 20, 21 e 28.

KIRKPATRICK S.; GERLATT, C. D. J.; VECCHI, M. P. Optimization by Simulated Annealing. Science, 1983. Citado na página 50.

LJUNG, L. System Identification-Theory for the User. 2nd edition. ed. [S.l.]: Prentice-Hall, Upper Saddle River, N.J., 1999. Citado 2 vezes nas páginas 17 e 20.

MARTINS, M.; LIMA, L. G. T. Eigenvalue and frequency domain analysis of small-signal electromechanical stability problems. In.: IEEE/PES Symposium on Applications of Eigenanalysis and Frequency Domain Methods, 1989. Citado na página 73.

OVERSCHEE, P. V.; MOOR, B. D. N4SID: Supspace Algorithms for the Identification of Combined Deterministic-Stochastic Systems. Automatica, 30(1):75-93, 1994. Citado 3 vezes nas páginas 17, 24 e 28.

POTTER, M.; JONG, K. D. A cooperative coevolutionary approach to function optimization. Davidor and Schwefel, pp. 249–257, 1994. Citado na página 41.

ROBLES, A. E.; GIESBRECHT, M. Método co-evolutivo para identificação de sistemas variantes no tempo. SBAI, 2017. Citado na página 78.

RODRIGUES-VASQUEZ K.; FONSECA, C.; FLEMING, P. Identifying the structure of nonlinear dynamic systems using multiobjective genetic programming. IEEE Transactions on Systems, Man and Cybernetics - Part A: Systems and Humans, 34, 531-545, 2004. Citado na página 42.

SALIMANS, T.; HAYKIN, S. Evolution Strategies as a Scalable Alternative to Reinforcement Learning. arXiv:1703.03864v1 [stat.ML], 2017. Citado na página 17.

TAMARIZ, A. D. R. Modelagem computacional de dados e controle inteligente no espaço de estado. Campinas, Brasil: Tese (Doutorado)- Universidade Estadual de Campinas, 2005. Citado na página 18.

TAMARIZ A.D.R.; BOTTURA, C. P.; BARRETO, G. Iterative MOESP type algorithm for discrete time variant system identification. Proceedings of the 13th Mediterranean Conference on Control and Automation, June, 2005. Citado 5 vezes nas páginas 17, 18, 34, 44 e 54.

VERHAEGEN, M.; DEPRETTERE, E. A fast, recursive mimo state space model identification algorithm. In Decision and Control, 1991., Proceedings of 30th IEEE Conference on, pages 1394-1354, 1991. Citado na página 33.

VERHAEGEN, M.; DEWILDE, P. Subspace model identification - part 1 : The output-error state-space model identification class of algorithms. International Journal of Control (56), 5, 1187-1210, November, 1992. Citado 3 vezes nas páginas 18, 24 e 25.

WAKIZONO M.; HATANAKA, T.; UOSAKI, K. Time Varying System Identification Immune Based Evolutionary Computation. SICE-ICASE International Joint Conference (pp. 5608-5613). Busan: IEEE, 2006. Citado na página 42.

WIEGAND, R. P. An analysis of cooperative coevolutionary algorithms. [S.l.]: Ph.D. Dissertation Department of Computer Science, George Mason University, Fairfax, VA, USA, 2003. Citado na página 41.

YANG, B. Projection approximation subpace tracking. IEEE Transactions on Signal processing, 43(1):95-107, 1995. Citado na página 33.

ZHOU M.; PIERRE, J. W.; HAUER, J. F. Initial results in power system identification from injected probing signals using a subspace method. IEEE Trans. On Power Systems, vol.21, no. 3, pp. 1296 1302. April, 2006. Citado na página 72.

Dans le document RAPPORT SÉNAT N° 65 (Page 61-90)

Documents relatifs