O quadro 06 elenca os custos e investimentos necessários para implantação e manutenção do pomar até o 4º ano, quando este só então começara a produzir nozes em pequena quantidade.
Descrição 1º ano 2 º ano 3º ano 4º ano
* Custo da área de terra (5 hectares) 148.500,00 **Calcário de correção (calagem do solo) 220,00 254,68 ***Mudas de nogueiras 15.000,00 Salário chacareiro (incluso férias, 13º e encargos fiscais) 8.200,00 8.610,00 9.040,50 9.492,53
Adubos químicos (de crescimento) 990,00 1.039,50 1.091,48 1.146,05 ****Controle de formigas (formicidas) 400,00 420,00 441,00 463,05 Controle de doenças e pragas (uso de 880,00 924,00 970,20 1.018,71
fungicidas sistêmicos) Outros custos (combustível, água, etc..) 1.000,00 1.050,00 1.102.50 1.157,63 Custos totais R$ 175.190,00 12.043,50 12.645,68 13.532,65
Quadro 06 - Custos com implantação e manutenção do pomar até o 4º ano.
Fonte: Elaborado pela autora da pesquisa
O quadro 06 aponta que o investimento inicial com a implantação do pomar mais os custos de formação até o 4º ano totalizam R$ 213.411,83; porém somente foram considerados como investimentos iniciais, ou seja, período zero, o valor de R$163.820,00 correspondentes a *área de terra a ser implementado o pomar (5 hectares), **calcário para correção de solo antes do plantio; ***mudas de nogueiras( 500 árvores) e ¼ do valor total de ****formicidas pois o controle também é iniciado antes mesmo do plantio; os demais valores foram considerados como custos de formação do pomar.
Para elaboração dos cálculos, os custos referente a mão de obra foram considerados apenas 50% do total do salário do chacareiro, considerando que esta não é a única atividade que será executada pelo mesmo; para a atualização dos preços de custos dos insumos, chacareiro e demais despesas que virão a surgir decorrentes do aumento de produtividade das nogueiras, usou-se o reajuste percentual de 5% a.a até o 9º ano de análise, do 10º ano até o 14º ano o reajuste usado foi de 10% a.a e do 15º ano ao 20º ano usou-se o percentual de 15% a.a
Gráfico 01 – Relação idade das mudas x produção.
Fonte: Divinut (2013).
Conforme demonstra o gráfico 01, as nogueiras só começam a produzir frutos a partir do 4º ano de plantio, neste período ainda apresentam baixíssima produtividade só atingem produção satisfatória conforme relatos da empresa Nozes Pitol (2013) a partir do 10º ano de plantio em diante.
Para demonstrar a evolução e projeção financeira anual da produção de um pomar de nogueiras com 500 arvores, foram extraídos dados do gráfico 01 e transcritas para o quadro 07 como pode-se observar:
ANOS Nº. ARVORES PRODUÇÃO KG PRODUÇÃO TOTAL PREÇO KG TOTAIS R$ 4º ano 500 05 2.500 6,00 15.000,00 5º ano 500 06 3.000 6,00 18.000,00 6º ano 500 08 4.000 6,00 24.000,00 7º ano 500 10 5.000 6,00 30.000,00 8º ano 500 13 6.500 6,50 42.250,00
9º ano 500 16 8.000 6,50 52.000,00 10º ano 500 20 10.000 6,50 65.000,00 11º ano 500 24 12.000 7,00 84.000,00 12º ano 500 29 14.500 7,00 101.500,00 13º ano 500 35 17.500 7,00 122.500,00 14º ano 500 42 21.000 7,00 147.000,00 15º ano 500 50 25.000 7,00 175.000,00 16º ano 500 58 29.000 7,50 217.500,00 17º ano 500 70 35.000 7,50 262.500,00 18º ano 500 80 40.000 7,50 300.000,00 19º ano 500 90 45.000 7,50 337.500,00 20º ano 500 100 50.000 7,50 375.000,00 Totais 500 328.000 2.368.750,00
Quadro 07 – Projeção da produção e rendimentos do pomar
Fonte: Elaborado pela autora da pesquisa
O quadro 07 demonstra a projeção da produção e das receitas financeiras de um pomar de nogueiras com 500 árvores ao longo de 20 anos, o mesmo evidencia uma receita bruta total para o período de R$ 2.368.750,00
O quadro 08 demonstra as receitas que se iniciam a partir do 4º ano e todas as despesas com manutenção do pomar ao longo dos 20 anos usados para analise de viabilidade conforme descrito abaixo:
ANO RECEITAS DESPESAS FLUXO CAIXA
ANUAL
1º ano (11.370,00) (11.370,00)
3º ano (12.645,68) (12.645,68) 4º ano 15.000,00 (13.532,65) 1.467,35 5º ano 18.000,00 (14.209,28) 3.790,72 6º ano 24.000,00 (14.919,75) 9.080,25 7º ano 30.000,00 (15.665,73) 14.334,27 8º ano 42.250,00 (16.449,02) 25.800,98 9º ano 52.000,00 (17.271,47) 34.728,53 10º ano 65.000,00 (18.998,62) 46.001,38 11º ano 84.000,00 (20.898,48) 63.101,52 12º ano 101.500,00 (22.988,33) 78.511,67 13º ano 122.500,00 (25.287,16) 97.212,84 14º ano 147.000,00 (27.815,88) 119.184,12 15º ano 175.000,00 (31.988,26) 143.011,74 16º ano 217.500,00 (36.786,50) 180.713,50 17º ano 262.500,00 (42.304,48) 220.195,52 18º ano 300.000,00 (48.650,15) 251.349,85 19º ano 337.500,00 (55.947,67) 281.552,33 20º ano 375.000,00 (64.339,82) 310.660,18
Quadro 08 – Receitas e Despesas por ano de Atividade.
Fonte: Elaborada pela autora da pesquisa
O quadro 08 menciona que a receita com a atividade só aparece a partir do 4º ano de plantio, porém já apresentando para este mesmo período um fluxo de caixa positivo.
O quadro 09 em complementação ao quadro 08, apresenta o fluxo de caixa acumulado, incluindo os valores do investimento inicial; todos os custos com a manutenção do pomar ao longo dos 20 anos de analise bem como as receitas com a produção conforme disposto no quadro abaixo:
ANO RECEITAS R$ CUSTOS COM MANUTENÇÃO
FLUXO DE CAIXA ACUMULADO
Investimentos iniciais: área de terra (5 hectares);
aquisição 500 mudas de nogueiras; correção do solo e formicidas (163.820,00) 1º ano (11.370,00) (175.190,00) 2º ano (12.043,50) (187.233,50) 3º ano (12.645,68) (199.879,18) 4º ano 15.000,00 (13.532,65) (198.411,83) 5º ano 18.000,00 (14.209,28) (194.621,11) 6º ano 24.000,00 (14.919,75) (185.540,86) 7º ano 30.000,00 (15.665,73) (171.206,59) 8º ano 42.250,00 (16.449,02) (145.405,61) 9º ano 52.000,00 (17.271,47) (110.677,08) 10º ano 65.000,00 (18.998,62) (64.675,70) 11º ano 84.000,00 (20.898,48) (1.574,18) 12º ano 101.500,00 (22.988,33) 76.931,49 13º ano 122.500,00 (25.287,16) 174.144,33 14º ano 147.000,00 (27.815,88) 293.328,45 15º ano 175.000,00 (31.988,26) 436.340,19 16º ano 217.500,00 (36.786,50) 617.053,69 17º ano 262.500,00 (42.304,48) 837.249,21 18º ano 300.000,00 (48.650,15) 1.088.599,06 19º ano 337.500,00 (55.947,67) 1.370.151,39 20º ano 375.000,00 (64.339,82) 1.680.811,57
Quadro 09 – Comparativo entre Receitas x Custos e Investimentos
O quadro 09 demonstra a projeção financeira no que tange a relação investimentos mais custos x receitas demonstrando um caixa positivo no valor de R$ 1.680.811,57 ao longo dos 20 anos o que evidencia uma cultura aparentemente rentável, apresentando porem, fluxos de caixa positivo somente a partir do 12º ano de plantio.
Para a elaboração dos cálculos e análise das projeções dos investimentos realizados no presente estudo, serão utilizados como indicadores para medir a rentabilidade do empreendimento, o tempo de retorno do capital investido entre outros os seguintes índices: TMA, o VPL, o Payback e a TIRM.
A TMA (taxa mínima de atratividade), representa a taxa de retorno que o proprietário do Sitio Santo Eduardo está disposto a aceitar quanto ao valor aplicado no investimento, o mesmo nos relata como sendo esperada uma TMA de 12%.a.a, justifica que na atividade de reflorestamento de eucaliptos obtinha uma taxa de retorno menor, devido ao tempo de espera pelo corte e a grande oferta no mercado, os preços se tornaram pouco atrativos, como não dispõe de maquinários próprios para produção agrícola, espera que o presente estudo demonstre que seu capital será melhor remunerado com a formação de pomares de nogueiras.
Taxa Mínima de Atratividade utilizada para o calculo da TIRM
12% a.a taxa de reinvestimento e 15% a.a taxa de financiamento.
Taxa mínima de atratividade utilizada para calculo da VPL e
PAYBACK
12% a.a
Valor Presente Liquido – VPL O Valor Presente Liquido encontrado nos cálculos para este projeto foi de R$ 115.682,71
Taxa Interna de Retorno Modificada
Os cálculos apresentaram para este projeto uma TIRM de 15%
Payback descontado O retorno do investimento é de 17 anos 8 meses e 9 dias
Quadro 10 – Resultado dos índices usados na Analise de viabilidade econômica
O quadro 10 evidencia o valor presente líquido que é igual ao valor presente das entradas de caixa menos o valor presente das saídas de caixa, o VPL encontrado neste projeto é de R$ 115.682,71
Para elaboração do calculo da TIRM – Taxa Interna de retorno Modificada usou-se duas taxas a TR ( taxa de reinvestimento) neste estudo é igual a TMA de 12% a.a; posterior usou-se a TF ( taxa de financiamento) usada caso o investidor precise captar recursos financeiros para suprir os investimentos de 15% a.a.
A TIRM mostrou que o investimento é viável uma vez que a taxa mínima de atratividade esperada por parte do investidor era de 12% a a.; o quadro 10 aponta que conforme cálculos o percentual encontrado da taxa interna de retorno para este investimento foi de 15%, ou seja, superior ao esperado pelo investidor.
Tempo de Retorno (Payback), através do cálculo do payback obtém-se o período de recuperação do investimento e assim pode avaliar se o capital é recuperado em um período razoável de tempo ou não; verifica-se no quadro 08 que o proprietário do Sitio Santo Eduardo terá custos permanentes com a manutenção do pomar, porem o quadro 09 evidencia que a partir do décimo segundo ano de plantio, o investimento começa a apresentar rentabilidade, permitindo ao proprietário do Sitio recuperar seu investimento e a partir do ponto de payback remunerar seu capital investido.
Para o Payback descontado, isto é, considerando o valor do dinheiro no tempo e usando a Taxa mínima de atratividade disposta no quadro 10, constatou-se que serão necessários 17 anos, 8 meses e 9 dias para que o investidor recupere o capital investido.
Em face dos valores e percentuais levantados na analise de investimento, pode-se afirmar que o cultivo da nogueira pecã, demonstra ser uma cultura viável, proporcionando uma renda agrícola satisfatória ao investidor; tem baixo custo de manutenção e não exige mão de obra qualificada vindo a ser uma importante alternativa de renda ao proprietário do Sitio Santo Eduardo bem como aos pequenos proprietários rurais de Mariópolis. No entanto, deve-se ressaltar que esta cultura apresenta somente custos nos primeiros quatro anos vistos que ainda não
se tem produção(receitas), vindo a proporcionar retorno econômico de médio prazo a longo prazo ao investidor.