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Dans le document Décision n° 2010 - 40 QPC (Page 9-14)

Ana Raquel Bezerra Saraiva1 Aliniana da Silva Santos2 Maria Corina Amaral Viana3 Deingretth Silva Santos4 Natália Daiana Lopes de Sousa5 1.Enfermeira. Especialista em Enfermagem Neonatal. Mestranda em Desenvolvimento Regional Sustentável pela Universidade Federal do Ceará. Membro do Grupo de Pesquisa Enfermagem Saúde e Sociedade – GRUPESS – URCA. 2.Acadêmica de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri. Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/CNPQ. Membro do Grupo de Pesquisa em Saúde Coletiva – GRUPESC – URCA. 3.Enfermeira. Doutoranda da Escola de Enfermagem Anna Nery da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre em enfermagem. Professora Assistente da Universidade Regional do Cariri. Acadêmica de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri. Membro do Grupo de Pesquisa em Saúde Coletiva – GRUPESC – URCA. 5. Acadêmica de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri. Membro do Grupo de Pesquisa Enfermagem Saúde e Sociedade – GRUPESS – URCA.

INTRODUÇÃO: O recém-nascido prematuro (RNPT) pode ser entendido como todo

aquele que nasce entre a vigésima e a trigésima sétima semana de gestação (BASEGIO, 2000). O aumento da morbimortalidade encontra-se elevado entre os RNPT e/ ou de baixo peso deve-se a imaturidade de sistemas. Ao nascer prematuramente, seu desenvolvimento passa a ser interrompido, tornando-o vulnerável as mudanças extra- uterinas, onde muitas vezes, dependendo do grau de prematuridade necessita de atendimento em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) (KAMADA, ROCHA e BARBEIRA, 2003). As UTIN‟s são ambientes que primam pela tecnologia e sofisticação de equipamentos, possibilitando o atendimento das necessidades de sobrevivência. Os profissionais encontram-se quase sempre muito envolvidos em procedimentos de alta complexidade, os quais acabam por prejudicar as relações interpessoais (CAMPOS e CARDOSO, 2005). Mendes, Carvalho, Almeida, Moreira (2006) consideram que RNPT no momento de sua admissão, por encontrarem-se críticos necessitem de variados aparatos tecnológicos para garantir a sobrevida. No transcorrer de sua evolução, com melhora de seu quadro clínico, essas tecnologias serão retiradas gradualmente. Atualmente a comunidade acadêmica defende que os profissionais da saúde, em especial da enfermagem, devem construir um atendimento humanizado utilizando as tecnologias disponíveis para oferecer melhores condições de saúde ao cliente. Koerich et al., (2006) referem que os profissionais comprometidos com o cuidado, devam construir uma relação com o ser humano, usando as múltiplas

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opções tecnológicas para enfrentar os diferentes problemas de saúde. Dessa forma, os profissionais de saúde, deveriam ter interesse pela humanização da assistência, como forma de cuidar visando um restabelecimento sem transtornos, sabendo utilizar as tecnologias a favor do cuidado sem esquecer o olhar holístico. Diante do exposto, esta pesquisa visa realizar uma análise da literatura, no intuito de identificar como a enfermagem utiliza-se das tecnologias do cuidado na atenção ao recém-nascido prematuro em Unidade de Terapia Intensiva. MATERIAL E MÉTODOS: Realizada uma pesquisa bibliográfica, onde permite uma releitura da produção científica desenvolvida favorecendo a compreensão e conhecimento sobre um determinado tema, possibilitando a construção de um novo estudo. Foram procurados artigos, dos últimos cinco anos, entre 2005 a 2011, os desenvolvidos em português, que abordassem o uso de tecnologias em saúde na UTIN. Realizada busca nas Bibliotecas Virtual da Saúde (BVS) e na Scentific Eletronic Library Online (SCIELO), e nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), National Library of Medicine dos Estados Unidos (MEDLINE). Para possibilitar a identificação, localização, compilação e leitura das pesquisas, os artigos foram reunidos por descritores, no aspecto de concebermos os quantitativos das pesquisas, em relação ao enfoque as implicações tecnológicas no cuidado ao recém-nascido prematuro em UTI.

RESULTADOS E DISCUSSÃO: Partindo da busca nas Bibliotecas e nas bases

supracitadas foi possível evidenciar lacunas nos trabalhos relacionados ao tema deste estudo. Com o descritor “Humanização da Assistência” foram evidenciados na BVS 829 artigos, Scielo 90, Medline 29, e Lilacs 389 artigos. Alterando para “Humanização da Assistência e Enfermagem Neonatal” evidenciamos na BVS 24 artigos, Medline 09 artigos. No entanto, Scielo e Lilacs não apresentaram artigos.Passando para descritor “Terapia Intensiva Neonatal” encontramos BVS 13386 artigos, Scielo 158, Lilacs 195 e Medline 11784 artigos.Fazendo a associação de dois descritores “Assistência de Enfermagem e Terapia Intensiva Neonatal” o somatório de artigos foi diferenciado. Pois, BVS evidenciou 244 artigos, Scielo 10, Medline 899 e Lilacs não apresentaram artigo.Alterando para associação “Assistência de Enfermagem e Inovações tecnológicas” não foi possível evidenciar artigos nas BVS, Scielo e base Medline, contudo Lilacs apresentou 04 artigos.Pesquisando “Prematuro e Assistência de Enfermagem” houve produção com esses descritores, pois a BVS apresentou 458 artigos, Scielo 06, Medline 691 Lilacs 26 artigos. Associando “Tecnologia e Prematuro”

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deparamos BVS 112 artigos, Scielo 06, Medline 133, e Lilacs 33 artigos. Demonstrando que de acordo com o descritor estudado pode-se evidenciar um quantitativo elevado na produção científica. Silva, Silva e Christoffel (2009) referem que UTIN por ser um ambiente tecnológico, onde os avanços e a intervenção profissional estão direcionados para o restabelecimento de saúde do RNPT. Percebemos que o foco principal de atenção precisaria ser o bebê e seus familiares, no entanto esse foco é desviado para a tecnologia ao seu entorno e/ou sua doença. Kamada e Rocha (2006) consideram a utilização de altas tecnologias, a rotina dos procedimentos e os altos ruídos da UTIN, podem resultar em mudanças nas respostas comportamentais e fisiológicas do RNPT, tendo o seu atraso no desenvolvimento cognitivo, emocional, físico, neurológico e sensitivo. Araujo e Rodrigues (2010) consideram que na rotina da UTIN um dos momentos considerados críticos para o RNPT é o manuseio, onde seus procedimentos são realizados de forma mecânica e tecnicista, pois os profissionais não respeitam as necessidades de conforto, sono e repouso deste cliente tão frágil. Rolim e Cardoso (2006) consideram no ambiente da UTIN torna-se perceptível, dentre alguns profissionais da saúde, existe valorização da técnica, determinando conhecimentos, com equipes qualificadas no tocante ao uso de equipamentos/materiais. Porém, o uso da tecnologia deverá ser vista e utilizada como instrumento para o cuidado e não como sua finalidade. Outro estudo realizado por Rolim e Cardoso (2006) sua reflexão permeia acerca da humanização da assistência de enfermagem ao RNPT, onde destaca no cuidar, o profissional deverá preservar a singularidade e a individualidade do paciente. Nessa perspectiva de favorecer a assistência humanizada, adequada ao RNPT, a equipe de saúde deverá ter experiência para reconhecer fugas da normalidade, além do que uma assistência que beneficie a formação do vínculo mãe/bebê. Gaiva e Scochi (2005) mencionam que a assistência ao RNPT sofreu transformações ao longo dos anos, o modelo tradicional, centrado na doença do RNPT, vem sendo substituído pelo novo modelo que possibilita a participação dos pais, bem como a inserção da família no cuidado. O avanço tecnológico aliado ao cuidar humanizado favorece a sobrevida do RNPT, principalmente quando a enfermagem utiliza o olhar carinhoso e o toque. As inovações tecnológicas permitem uma assistência pautada nas necessidades reais, imediatas, porém se não houver um diferencial em sua assistência, o tempo de internação será sofrido tanto para quem recebe o cuidar quanto para realiza o cuidado. O cuidar humanizado não pode ser voltado apenas o RNPT, mas para todo seu contexto,

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inserindo a participação de seus familiares na assistência. Assim, o sofrimento, angústia do desconhecido serão minimizados durante a internação, onde os pais ficarão mais próximos, tocando e cuidando do seu filho até a hora que este será encaminhado ao seu lar. CONCLUSÃO: A atenção ao RN, em um ambiente onde a tecnologia dura é muitas vezes sobreposta às relações humanas, o cuidado apresenta-se fragmentado e ainda precisa ser repensado pelos profissionais, no intuito de atribuir valores a cada tipo de tecnologia utilizada. É notável a preocupação dos autores em assistir a família dentro deste cenário, uma vez que esta passa por um processo de adaptação por ter acontecido prematuramente. Sendo assim, um dos grandes desafios da enfermagem é assistir o neonato em suas necessidades fisiopatológicas e integrar a família durante esse processo de internação, sendo necessário exercer a comunicação, a escuta, oferecer apoio e estabelecer vínculos entre o RNPT, fortalecendo assim o binômio mãe filho, que foi tão abruptamente rompido durante a hospitalização.

DESCRITORES: Tecnologia, Humanização da Assistência, Enfermagem Neonatal,

Prematuro, Cuidado, Terapia intensiva Neonatal.

REFERÊNCIAS:

ARAÚJO, B. B. M.; RODRIGUES, B. M. R. D. O alojamento de mães de recém-nascidos prematuros: uma contribuição para a ação da enfermagem. Esc. Anna Nery Rev. Enferm; 14(2): 284-292, abr.-jun. 2010.

BASEGIO, L. D. Manual de Obstetrícia. Rio de Janeiro: Revinter, 2000, 295p.

CAMPOS, A.C; CARDOSO M. V. Comunicação com mães de neonatos sob fototerapia: pressupostos humanísticos. [Tese]: Universidade Federal do Ceará, Fortaleza. XXX p. Doutorado em Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, 2005.

GAIVA, M. A. M.; SCOCHI, C. G. S. A participação da família no cuidado ao prematuro em UTI Neonatal. Rev. bras. enferm. [online], vol.58, n.4, pp. 444-448. 2005.

KAMADA, I; ROCHA S. M. M; BARBEIRA, C. B. S. Internações em unidade de terapia intensiva neonatal no Brasil - 1998-2001. Rev. Latino-americana Enferm, julho-agosto; 11(4):436-43, 2003. KAMADA, I. ; ROCHA, S. M. M. As expectativas de pais e profissionais de enfermagem em relação ao trabalho da enfermeira em UTIN. Rev. esc. enferm. USP, vol.40 no.3. São Paulo, Sept. 2006.

KOERICH, M.S. et al. Tecnologias de cuidado em saúde e enfermagem e suas perspectivas filosóficas. Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 15 (Esp): 178-85. 2006.

MENDES, I. ; CARVALHO, M. ; ALMEIDA, R. T.; MOREIRA, M. E. Uso da tecnologia como ferramenta de avaliação no cuidado clínico de recém-nascidos prematuros. J. Pediatr. (Rio J.), vol.82 no.5 Porto Alegre Sept./Oct. 2006.

ROLIM, K. M. C.; CARDOSO, M. V. L. M. L. A interação enfermeira-recém-nascido durante a prática de aspiracão orotraqueal e coleta de sangue. Rev. esc. enferm. USP vol.40 no.4 São Paulo Dec. 2006.

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ROLIM, K. M. C. ; CARDOSO, M. V. L. M. L. O discurso e a prática do cuidado ao recém-nascido de risco: refletindo sobre a atenção humanizada. Rev. Latino-Am. Enfermagem [online],vol.14, n.1, pp. 85-92, 2006.

SILVA, L. J.; SILVA, L. R.; CHRISTOFFEL, M. M. Tecnologia e humanização na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal: reflexões no contexto do processo saúde-doença. Rev. esc. enferm.

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2.3 A MULHER COMO PROTAGONISTA DO PARTO: UMA ABORDAGEM

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